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Economia

Ibovespa fecha julho perto de -3,9%

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Especialista em investimentos explica a situação do mercado financeiro no início do segundo semestre

No 2º semestre de 2021, o mercado brasileiro começou de maneira “mista”. Em um momento o Ibovespa se encontrava em território positivo, refletindo bons avanços com o ritmo da vacinação, ora em um cenário negativo, espelhando instabilidades políticas, em especial relacionadas aos gastos do governo. No final de julho, o índice teve uma queda de quase 3%, fechando perto de -3,9%. 

Esta é a avaliação do sócio da iHub Investimentos, escritório credenciado XP, Paulo Cunha, que traz abaixo mais detalhes. 

Internacional 
a América do Norte, mas especificamente nos Estados Unidos, a alta no número de casos de Covid-19, em particular os vacinados, fez com que diversos estados tivessem que ensaiar e até anunciar a retomada de medidas obrigatórias, como o uso de máscaras em estabelecimentos públicos. 

“Na última semana de julho, o FED comunicou sua decisão de manter a taxa básica da economia americana, seguido por uma entrevista de Powell, que ele comentou sobre um possível início de cortes nas recompras de ativos realizadas pelo FED”, explica o CEO da iHUB Investimentos, Paulo Cunha. 

Já na China, as intervenções regulatórias abalaram as convicções de investidores no mundo todo, que se viram obrigados a rever suas expectativas de riscos de investimentos no país. Apesar dos solavancos, os mercados globais não abalaram seu otimismo, chegando a operar em território negativo e rapidamente recuperando seus resultados. 

Brasil 
No campo da renda fixa, tanto no Brasil como no mundo, os prêmios de crédito continuaram se contraindo, reafirmando a confiança do mercado na recuperação econômica do pós-pandemia. “Ainda que esta recuperação se encontre em diferentes estágios dentro e fora do país, a contratação foi observada para os títulos emitidos em CDI, IPCA e em dólares, trazendo bons retornos para essas classes”, comenta Cunha. 

Perspectivas de mercado
Para o próximo agosto, a XP enxerga um ambiente mais volátil em renda variável no Brasil, em especial pelo fato de que a tese de um bom ritmo de vacinação no país vai se esgotando e sendo cada vez mais refletida nos preços. As incertezas fiscais e, em um segundo momento, as eleitorais, também corroboram com a redução dessa posição que hoje se encontra próximo ao seu patamar histórico máximo.

Abaixo, confira, o desempenho dos principais indicadores de julho/2021: 

  • CDI: +0,36%
  • Dólar: +4,90%
  • S&P: +2,27%
  • IBOVESPA: -3,64%
  • IPCA-15: +0,72%

Sobre Paulo Cunha

Paulo Cunha é sócio fundador da iHUB Investimentos, empresa especializada em assessoria de investimentos, com mesa de operação atuante em ações, derivativos e câmbio em tempo real. Possui mais de 2,5 mil clientes no Brasil e em 2014, firmou parceria com a maior plataforma de investimentos da América Latina, fundando a iHUB e sendo um escritório credenciado pela XP Investimentos. Desde então, é diretor executivo da empresa, que possui matriz na Vila Olímpia e filiais em Alphaville, em São Paulo, e em Ponta Grossa, no Paraná. Também é palestrante e professor sobre investimentos de cursos em plataformas EAD.

Economia

JBS abre inscrições para Programa de Estágio 2027 em Jaguariúna e outras seis unidades do interior de SP

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Em São Paulo, sete unidades estão com vagas abertas, localizadas nas cidades de Amparo, Itapetininga, Jaguariúna, Lins, Nuporanga e Osasco.

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, abre as inscrições para o Programa de Estágio 2027. Em sua segunda edição, a iniciativa oferece 46 vagas em 33 unidades da Companhia, distribuídas em 10 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de desenvolver talentos nas regiões onde mantém suas operações. Em São Paulo, sete unidades estão com vagas abertas, localizadas nas cidades de Amparo, Itapetininga, Jaguariúna, Lins, Nuporanga e Osasco. As inscrições podem ser realizadas até 18 de outubro pela plataforma Gupy: https://estagiojbs.gupy.io/.

Com duração de 12 meses, o programa combina experiência prática nas operações da JBS com uma trilha estruturada de desenvolvimento cultural, comportamental e técnico. A iniciativa inclui experiências práticas nas unidades, além de workshops, avaliações e acompanhamento das lideranças. As oportunidades estão distribuídas em cinco áreas: Agropecuária, Manutenção, Sistema de Gestão, Garantia da Qualidade e Produção, com atuação presencial de até seis horas diárias.

Em São Paulo, as oportunidades estão distribuídas entre operações da Seara, Friboi e JBS Novos Negócios. Há vagas nas áreas de Agropecuária, em Amparo, Nuporanga e Itapetininga; Sistema de Gestão, em Amparo, Jaguariúna e Osasco; Manutenção e Produção, em Lins; e Garantia da Qualidade, também em Lins.

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Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil, destaca o foco do programa no desenvolvimento profissional dos estudantes. “O diferencial é colocar o estudante no centro da operação, para que conheça o negócio na prática e se prepare para os próximos passos da carreira. Queremos desenvolver talentos com conhecimento técnico, visão de processo e competências como comunicação, adaptabilidade, colaboração e atitude de dono”, afirma.

Presente em mais de 225 municípios brasileiros, a JBS investe na formação de talentos dentro de suas operações como parte de sua estratégia de desenvolvimento e fortalecimento das comunidades onde está inserida.

Da primeira turma para a carreira na JBS
A primeira edição do programa, iniciada em 2026, já resultou em efetivações antes mesmo da conclusão do estágio, com participantes seguindo carreira nos negócios da JBS. É o caso de Andressa Poletto da Rosa, de 23 anos, que atua como técnica de agropecuária na unidade da Seara em Passo Fundo (RS). Estudante de Medicina Veterinária, com conclusão do curso prevista para este ano, ela ingressou no programa buscando direcionar a carreira para a avicultura e foi efetivada em menos de seis meses.

Durante o estágio, Andressa conheceu diferentes etapas da cadeia produtiva, da granja à indústria, além do incubatório. Para ela, essa vivência foi determinante para assumir a nova função. “Não fosse o estágio, com certeza eu não estaria na vaga onde estou. Não tem como exercer a função sem conhecer o básico”, afirma. A profissional também destaca o acompanhamento dos gestores durante o período de aprendizado e na decisão de seguir carreira na Companhia.

Bruno Capraro Fantini também foi um dos selecionados na primeira turma do programa, na área de manutenção da JBS Terminais, no Porto de Itajaí (SC). Cerca de cinco meses após ingressar na Companhia como estagiário, foi convidado a assumir uma posição efetiva no mesmo setor e hoje atua como analista de manutenção. “Tudo que aprendi no estágio eu carrego comigo, tanto tecnicamente quanto na convivência com as pessoas”, conta.

Natural de Nova Trento (SC) e estudante de Engenharia Mecânica, com conclusão prevista para este ano, Fantini vê a experiência como o início de uma trajetória profissional na Companhia. “É uma grande oportunidade ter começado aqui. Quero seguir minha carreira na JBS e continuar crescendo na área”, afirma Capraro.

Como participar
Podem participar estudantes de cursos compatíveis com as cinco áreas oferecidas que estejam no último ano de sua formação em 2027, com conclusão prevista para dezembro, tenham disponibilidade para estágio presencial de até seis horas diárias e residam na região da unidade escolhida. As inscrições vão até 18 de outubro, pela plataforma Gupy: https://estagiojbs.gupy.io/. O processo seletivo prevê avaliação de raciocínio lógico, entrevistas com a área de Recursos Humanos e com lideranças das unidades, além de dinâmica de grupo. O início das atividades está previsto para 18 de janeiro de 2027.

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Economia

Onda de calor em São Paulo: CPFL Paulista dá dicas para economizar energia sem perder o conforto

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A primeira onda de calor da primavera, que teve início no último sábado, 26, elevou os termômetros em diversas regiões do estado de São Paulo e trouxe de volta um velho desafio para os consumidores: como manter o conforto dentro de casa sem que a conta de luz aumente. Em meio às temperaturas acima da média para a estação, a CPFL Paulista reforça que o consumo consciente de energia é possível e que pequenas mudanças de hábito fazem diferença no orçamento doméstico.

“Uso consciente da energia elétrica é uma atitude simples que impacta diretamente na economia das famílias e na sustentabilidade do planeta. Quando ajustamos o uso dos principais equipamentos que temos em casa e adotamos bons hábitos, conseguimos manter a rotina, sem desperdício”, explica Walter Barbosa Junior, gerente de Eficiência Energética do Grupo CPFL Energia.

Ferramentas para o cliente
Para ajudar neste processo, a CPFL Paulista disponibiliza em seu aplicativo e no site um simulador de consumo que permite calcular quanto o uso de um eletrodoméstico representa na conta. Além disso, pelo Conta Fácil o cliente pode acompanhar gráficos de consumo e comparar períodos, avaliando quais são os fatores que mais pesam na fatura.

Principais equipamentos que impactam a conta de luz
· Ar-condicionado e ventiladores: podem representar até 15% do consumo da residência. Ajustar a temperatura para níveis moderados, manter portas e janelas fechadas, limpar filtros e evitar uso prolongado em ambientes vazios são medidas que fazem diferença. O uso combinado com ventiladores melhora a circulação do ar e reduz a necessidade de resfriamento intenso.

· Chuveiro elétrico: mesmo no calor, continua sendo um dos maiores vilões, respondendo por 25% a 35% do consumo. Usar na posição “verão” reduz em até 30% o gasto, além de práticas como desligar enquanto se ensaboa e reduzir o tempo de banho.

· Geladeira: funciona continuamente e representa de 15% a 20% da conta. Evitar abrir a porta sem necessidade, não armazenar alimentos quentes, verificar borrachas de vedação e instalar em local ventilado são cuidados essenciais. Dica: desde 1º de janeiro, a etiqueta de eficiência energética do Inmetro para refrigeradores passou a ter classificação simplificada (A, B e C), facilitando a escolha de modelos mais econômicos.

· Iluminação e eletrônicos: aproveitar a luz natural, substituir lâmpadas antigas por LED, apagar luzes em ambientes desocupados e desligar aparelhos em vez de deixá-los em modo de espera (stand-by) ajudam a reduzir desperdícios.

Segurança e planejamento
Com o aumento do uso de equipamentos durante a onda de calor, é fundamental verificar as condições das instalações elétricas dos imóveis. Instalações inadequadas podem gerar desperdício e riscos à segurança. Antes de adquirir novos aparelhos, especialmente os de maior potência, a recomendação é contar com a avaliação de um profissional qualificado.

Instalação de novos equipamentos
Em épocas de altas temperaturas, cresce a procura por aparelhos de ar-condicionado. Esses equipamentos exigem atenção especial dos consumidores, já que consomem uma quantidade considerável de energia. A CPFL Paulista orienta que os clientes entrem em contato com a companhia para solicitar uma análise da rede elétrica e verificar se há necessidade de reforço no trecho de distribuição. Mais informações estão disponíveis em www.cpfl.com.br.

“O sistema elétrico é dimensionado para suportar todas as cargas declaradas ao mesmo tempo, porém, o efeito das sobrecargas não declaradas pode gerar danos na rede elétrica, interrupções no fornecimento de energia e até provocar acidentes graves”, alerta Ivênio de Souza, gerente de Operações de Subtransmissão da CPFL Paulista.

A distribuidora reforça ainda a importância do uso seguro das instalações elétricas. Ligações irregulares e sobrecarga da fiação podem representar risco para a população e para o fornecimento de energia. Para evitar acidentes, a orientação é elaborar um projeto elétrico adequado para a residência, utilizando materiais de qualidade e apropriados para as cargas.

O uso de fiações inadequadas aumenta a possibilidade de curto-circuito e outros acidentes, como incêndios. “Os moradores devem manter uma rotina de inspeções e melhorias nas instalações elétricas dos imóveis, especialmente em reformas ou ao ligar novos aparelhos. Esse trabalho deve ser feito por um eletricista qualificado,

que poderá avaliar se a fiação está obsoleta e revisar o projeto elétrico, principalmente em residências mais antigas, que geralmente não estão preparadas para a quantidade de eletroeletrônicos que possuímos atualmente”, conclui Ivênio.

Para mais dicas acessar link https://www.cpfl.com.br/dicas-de-consumo.

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Economia

Grande parte dos acidentes nas estradas está associada à saúde física e mental dos motoristas

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Investimentos das empresas de transportes em programas de acolhimento, com escuta ativa, têm potencial para melhorar as condições de trabalho e diminuir o número de sinistros nas rodovias

Quase um terço dos sinistros de trânsito nas rodovias brasileiras tem relação com a saúde física e mental dos motoristas, revela levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dados, analisados pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), elencam situações como fadiga, distúrbios do sono, transtornos mentais, mal súbito, consequências de doenças oculares, problemas motores e neurológicos. Seja por jornadas exaustivas, distanciamento da família, pressão por prazos, entre outras condições enfrentadas pelos profissionais que trabalham no transporte rodoviário de cargas, o bem-estar físico e emocional dos condutores tem exigido ações efetivas por parte das empresas.

Das 4.339.762 ocorrências registradas pela PRF entre 2014 e 2024, 2.144.175 sinistros de trânsito (49,4%) estão associadas a comportamentos dos condutores, como imprudência e excesso de velocidade. No entanto, outro número chama a atenção: 1.206.491 (27,8%) do total de acidentes, ou um em cada três sinistros nas rodovias federais, relacionam-se à saúde física ou metal dos motoristas.

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A Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Descanso do Motorista, traz determinações importantes. Um delas define 11 horas ininterruptas de descanso a cada 24 horas. Outro ponto de destaque: o condutor pode dirigir ininterruptamente por no máximo 5 horas e 30 minutos. Após esse período, a pausa de 30 minutos antes de retomar o trabalho é obrigatória.

No entanto, contrapondo-se à legislação, pesquisa do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que 56% dos caminhoneiros trabalham entre 9 e 16 horas, e quase 25%, mais de 13 horas por dia. Dos entrevistados, 43,7% afirmam ter intervalo entre um dia e outro menor que 8 horas.

“A saúde física e mental é estrutural na cadeia logística do transporte rodoviário”, afirma Débora Kodama, gerente de Recursos Humanos da Ademir Transportes, uma das maiores transportadoras do País a operar para grandes empresas brasileiras, principalmente refinarias e distribuidoras de combustíveis.

Com mais de 600 veículos operando o transporte de combustíveis em todo o Brasil, a organização tem investido em diversas iniciativas para ampliar discussões sobre saúde mental no ambiente de trabalho. Recentemente, entre as ações do Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a importância de prevenção do suicídio, a empresa promoveu um encontro com a participação de condutores, destacando a importância de identificar sinais e buscar ajuda em quadros de depressão e outros problemas de saúde.

Também foi abordada a associação entre saúde mental e NR-1, que passou a dar maior atenção aos riscos psicossociais relacionados ao ambiente de trabalho. “Na discussão, reforçamos que cuidar da saúde mental dos colaboradores deve fazer parte da rotina das empresas, e não apenas ser uma ação pontual em campanhas como o Setembro Amarelo”, diz Débora.

A empresa se destaca no mercado pela política mensal de cuidados com os colaboradores que prevê entre as iniciativas atendimento e acolhimento realizado por um time de psicólogas. “Todos os meses são feitas ainda checagens relacionadas à fadiga, considerando que o cansaço e a falta de atenção podem representar riscos tanto para a saúde do motorista quanto para a segurança no trânsito.”

Os motoristas também têm a oportunidade de participar do Pausa que Protege. Iniciado em dezembro de 2025, o programa exclusivo da Ademir Transportes traz a cada mês orientações sobre autocuidado, reforça a importância das pausas durante as viagens e de outras práticas que contribuem para melhorar a rotina diária nas estradas.

Em fase de levantamento de dados, o Pausa que Protege já consegue identificar as principais queixas dos motoristas. Uma delas está associada a dores físicas decorrentes do tempo em que passam atrás do volante. “Com base nessas informações, promovemos palestras com a participação de fisioterapeutas que ensinam exercícios para prevenir e aliviar os incômodos”, destaca Débora.

Além de trazer informações sobre consultas e atendimentos disponíveis aos motoristas fora da empresa, o programa alcança colaboradores envolvidos na jornada e na programação do transporte para que possam melhor compreender as necessidades dos condutores e auxiliá-los.

“Todo o nosso investimento em bem-estar visa, sobretudo, a saúde física e mental dos colaboradores”, afirma Débora Kodama. “Nessa proposta, também não podemos perder de vista algo igualmente importante: a efetividade e a segurança do transporte de combustíveis nas operações em todo o território nacional”.

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