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Economia

Eleições: Onde investir seu dinheiro se Lula ou Bolsonaro ganharem

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por Danilo Gato*

Com o primeiro turno das eleições encerrado, ficamos com uma situação disputada de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Como esses candidatos possuem visões econômicas que seguem muitos conceitos opostos, isso está deixando os investidores de cabelos em pé, sem saber o que fazer com seus investimentos. Vamos entender nesse artigo qual pode ser um ótimo caminho a se seguir.

O primeiro passo é entender que o mercado financeiro trabalha com previsões e antecipações, logo ele se movimenta e precifica os ativos de acordo com o que é provável de acontecer. Dito isso, podemos começar a analisar.

O primeiro turno tirou um dos grandes fatores de imprevisibilidade, que era a composição do Congresso. Muitos candidatos eleitos possuem um viés de centro e direita. Isso traz uma grande tranquilidade ao mercado, já que há uma tendência de seguirmos caminhos econômicos mais liberais, que favoreçam o desenvolvimento do mercado e evitem pautas radicais de ambos os lados, não importa quem ganhe.

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Se somarmos a isso, o fato de que temos uma inflação em queda e algumas políticas que devem injetar liquidez na base da economia, planejadas por ambos os canditatos, há uma expectativa de melhoria no mercado financeiro como um todo no curto prazo, não importa quem ganhe, já que, como falei no início, a previsibilidade é um fator importante e o cenário ficou relativamente previsível para o curto prazo.

O ponto onde temos os maiores debates é em relação ao médio e longo prazos. Para imaginar cenários futuros, vou apenas analisar de forma imparcial, exclusivamente do ponto de vista econômico, o que já ocorreu no passado com ambos candidatos e projetar o que aconteceria se eles agissem do mesmo modo no futuro.

Quando foi presidente, o candidato Lula tomou diversas medidas que favorecem o curto prazo em detrimento do longo e teve o governo marcado por grandes escândalos de corrupção. Caso isso não mude, podemos esperar a médio e longo prazos uma alta taxa de juros, o que favorece os investimentos de Renda Fixa e também é possível que ocorra um rebote inflacionário. Os mercados de renda variável, como ações e fundos imobiliários, não teriam grandes expectativas de crescimento na média, embora certos setores possam ser beneficiados por algumas de suas pautas, como empresas do setor de educação e varejo. Estatais podem ser prejudicadas pelo medo dos investidores de políticas muito intervencionistas.

Durante o seu mandato, o atual candidato Bolsonaro tomou ações mais liberais e realizou algumas reformas que foram mais favoráveis ao mercado, embora não tenha cumprido sua agenda de privatizações por completo. Se esse cenário se repetir, podemos projetar uma expectativa favorável ao mercado financeiro, principalmente para investimentos de renda variável, como ações e fundos imobiliários. A inflação tende a se manter sob controle, se não forem tomadas muitas ações imediatistas e, com isso, há uma expectativa de investimentos de renda fixa terem rendimentos mais comedidos.

Como vocês podem ver, a projeção é similar no curto prazo para ambos, mas bem diferente para médio e longo prazos. O que podemos fazer com nossos investimentos nesse caso?

A resposta é: diversificação.

É impossível acertarmos todas as projeções sobre o mercado com consistência, por isso, a melhor saída é sempre termos uma carteira de investimentos bem diversificada com Renda Fixa, como tesouro direto, CDBs, LCIs, LCAs e Renda Variável, como Ações, Fundos imobiliários e ativos do exterior, entre outros. Dessa forma, sempre uma parte de nossa carteira tende a estar bem quando a outra estiver mal e, a longo prazo, ambas tendem a valorizar e nos trazer ótimos resultados com baixo risco.

Por isso, independentemente de quem ganhar, tenha uma carteira diversificada de investimentos, pois só isso vai trazer a você segurança e tranquilidade não importa o cenário futuro.

*Danilo Gato é um especialista em investimentos certificado pela ANBIMA e educador financeiro, autor do livro “Aprenda a Investir seu dinheiro”, criador do canal Finanças em Desenho. Possui mais de 7 anos de experiência atuando no mercado financeiro com planejamento de proteção financeira para mais de mil famílias e ensinando investidores a investir por conta própria através do seu curso de investimentos, que já conta com centenas de alunos formados e capacitados a administrar seus próprios investimentos. Mais informações @financas_em_desenho no Instagram

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Economia

Tecnologia no transporte de cargas perigosas amplia a segurança das rodovias brasileiras

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Investimentos do Grupo Ademir Transportes em recursos tecnológicos de última geração, monitoramento constante de seus veículos e programas de capacitações contínuas dos condutores reduziram em 91% o número de acidentes com a frota e em mais de 98% os roubos de carga

No momento em que a segurança no trânsito se destaca no noticiário, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), alinhado às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU), anuncia como meta a diminuição do número de mortes em pelo menos 50% nas rodovias brasileiras até 2030. Os esforços se justificam: levantamento da Operação Rodovida, realizado pela Polícia Rodoviária Federal entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, registra 13.228 sinistros em rodovias federais. Desse total, 3.149 envolvem veículos de carga, o que representa 23,81% das ocorrências. Uma condição para que o objetivo do Pnatrans seja alcançado no período de quatro anos exige melhorias nas estradas brasileiras. Outro fator, também prioritário, é o investimento de empresas transportadoras em segurança, tecnologia e valorização dos condutores de veículos pesados.

Levantamento recente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que avaliou mais de 114 mil quilômetros em todas as rodovias federais pavimentadas, concedidas e também nas principais estradas estaduais do País, revela que 38% da extensão pesquisada estão em condições ótimas ou boas. Trechos avaliados como regulares, ruins ou péssimos correspondem a 62%.

Nos resultados da Operação Rodovida, que hoje orienta o planejamento de futuras ações de segurança viária no Brasil, as ocorrências envolvendo veículos de carga destacam em maior número colisões traseiras, saídas de leito carroçável e colisões transversais.

“O fator humano é uma premissa, mas hoje em dia a tecnologia, aplicada sobretudo ao transporte de cargas perigosas, como combustíveis, também é fundamental para a segurança rodoviária”, afirma Kelly Santos, gestora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Grupo Ademir Transportes.

Uma das maiores transportadoras do Brasil que opera para grandes empresas brasileiras, principalmente refinarias e distribuidoras de combustíveis, o Grupo Ademir Transportes investe em segurança, tecnologia, treinamento e capacitações contínuas de seus condutores. “Contamos hoje com mais de 600 veículos equipados com tecnologia embarcada de última geração, o que reforça nosso compromisso diário com a vida, a excelência operacional e a segurança nas rodovias”, pontua a gestora.

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Por meio de câmeras internas e externas instalada nos caminhões, uma central de monitoramento que funciona 24 horas por dia na empresa é responsável por acompanhar as operações em tempo real, seja a condução do veículo, as condições do trânsito, o comportamento seguro do motorista ou os processos operacionais de carga e descarga, de forma a assegurar que todas as diretrizes de segurança sejam aplicadas em cada viagem. Além de monitorar, a equipe oferece orientações e suporte aos condutores em caso de sinistros viário e operacional.

Entre os recursos tecnológicos, Kelly Santos destaca os sistemas inteligentes capazes de identificar sinais de fadiga, distração ao volante, uso de celular durante a condução, ausência do cinto de segurança, alimentação ao dirigir, entre outras situações de risco. A tecnologia com aplicação em tempo real, segundo ela, atua de forma preventiva, auxiliando na proteção dos condutores e também de todos os motoristas que compartilham as rodovias.

De 2018 e 2025, os investimentos realizados pela empresa para otimizar o transporte de cargas perigosas resultaram na redução de mais de 98% nas ocorrências de roubo de cargas. “O monitoramento acaba sendo um inibidor para o roubo de uma carga valiosa, como o combustível, que é acompanhada tanto por rastreador quanto por câmeras em tempo real.” Na diminuição de acidentes, a estimativa, segundo a gestora, é de 91%. As multas de trânsito originadas por desvios comportamentais, como excesso de velocidade, fala de uso do cinto de segurança e utilização de aparelhos de celular praticamente zeraram.

A segurança também é construída por programas de treinamento, orientações e capacitações contínuas dos condutores. Para isso, a empresa conta como um time especializado em Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Ao longo do ano, segundo a gestora, são realizados mais de 3 mil treinamentos voltados à segurança. As equipes também promovem campanhas mensais e DSS (Diálogo Semanal de Segurança) com abordagem em temas relacionados à rotina operacional e à prevenção de acidentes. “Todo condutor que ingressa no Grupo Ademir Transportes passa por um processo de integração com mais de 12 treinamentos voltados às áreas de segurança, saúde, meio ambiente”, diz.

O Grupo Ademir Transportes também busca gerar impacto positivo na sociedade, desenvolvendo ações de conscientização, conhecimento, responsabilidade e educação no trânsito em escolas, rodovias, empresas e espaços públicos. “Acreditamos que investir em capacitação, tecnologia e cultura de segurança é o caminho para construir operações e rodovias cada vez mais seguras, com efeitos diretos na saúde e proteção de nossos colaboradores, no aumento significativo da confiabilidade dos clientes e parceiros atendidos e também nos benefícios a toda a comunidade onde atuamos”, conclui Kelly Santos.

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Economia

Cirurgias reparadoras pós-emagrecimento, canetas emagrecedoras e cobertura pelos planos de saúde

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Dra. Carolyne Covissi Ferreira

A realização de cirurgias reparadoras após perda significativa de peso tem sido objeto frequente de discussão no âmbito do Direito à Saúde, especialmente quanto à obrigação de cobertura pelos planos de saúde. A controvérsia, em regra, surge quando tais procedimentos são classificados pelas operadoras como de natureza meramente estética, resultando na negativa de custeio.

Essa discussão também ganhou força com o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do sobrepeso, como parte do tratamento clínico indicado por profissional médico. Embora esses medicamentos possam integrar o tratamento da obesidade, a análise jurídica sobre a cobertura pelo plano de saúde possui particularidades, pois, em regra, os planos não são obrigados a fornecer medicamentos de uso domiciliar, salvo hipóteses específicas reconhecidas pela legislação e pela jurisprudência.

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No caso das cirurgias reparadoras, a análise deve considerar a finalidade do procedimento. Quando a cirurgia possui caráter funcional e reparador, voltado à correção de sequelas decorrentes do emagrecimento acentuado, como excesso de pele que cause dermatites, infecções recorrentes, dores ou limitações físicas, sua natureza deixa de ser estética e passa a ser terapêutica.

Nesses casos, a negativa de cobertura pode ser considerada abusiva à luz do Código de Defesa do Consumidor, especialmente quando há indicação médica expressa que comprove a necessidade do procedimento. A Lei nº 9.656/1998, que regula os planos e seguros privados de assistência à saúde, também estabelece parâmetros de cobertura assistencial, devendo ser interpretada de forma compatível com a finalidade do contrato e com a preservação da saúde do beneficiário.

Quanto às canetas emagrecedoras, é importante observar que a obrigação de custeio pelo plano de saúde não é automática. Por se tratar, na maioria das vezes, de medicamento de uso domiciliar, a operadora pode negar a cobertura com fundamento nas limitações contratuais e legais. No entanto, essa negativa deve ser analisada caso a caso, especialmente quando houver prescrição médica fundamentada, diagnóstico de obesidade ou comorbidades associadas, ausência de alternativa terapêutica eficaz e risco de comprometimento da saúde do paciente.

Assim, a recusa de cobertura, seja para cirurgia reparadora, seja para tratamento clínico relacionado ao emagrecimento, deve ser avaliada com cautela. O ponto central não está apenas no nome do procedimento ou do medicamento, mas na sua finalidade terapêutica, na indicação médica e nos impactos concretos à saúde do paciente.

E para mais dicas e curiosidades sobre Direitos e Deveres sigam @carolyne.covissi.

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Economia

Novas empresas num mercado em crise

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Por Carolina Marmo Pepe – sócia-proprietária da Okahoma
Assessoria em Comércio Exterior e do Ok Coworking em Jaguariúna

Em 2025, o Brasil registrou uma alta de mais de 18% na abertura de novas empresas, em comparação com o ano anterior.

Por que os brasileiros estão abrindo novos negócios, se estamos constantemente ouvindo reclamações sobre crise e dificuldades econômicas?

Tenho algumas teorias, algumas sem fundamentos específicos. Vou compartilhar algumas delas aqui. É sempre importante, para tomada de decisões pesquisar bases reais em dados científicos ou mercadológicos.

Uma teoria é que as notícias negativas são mais propagadas do que as positivas, portanto estamos constantemente sendo bombardeados com informações pessimistas de tudo o que deu ou pode dar de errado, enquanto pouco se divulga o que dá certo. Até vemos uma notícia ou outra, mas as negativas prevalecem.

Existem estudos científicos, pesquisas na área de psicologia, neurociência e comunicação que embasam porque notícias de tragédia, violência e negatividade atraem mais atenção e são mais lidas do que notícias positivas. Esse fenômeno é conhecido como Viés de Negatividade (Negativity Bias). Infelizmente, o viés de negatividade vende mais.

Outra questão é que muitas pessoas abrem empresas por necessidade e não pelo sonho de realizar algo que deseja muito. Pode ser pela perda de emprego e a falta de opções de como seguir, por exemplo.

Outro motivo, cada vez mais crescente, que faz com que pessoas abram novos CNPJ’s é a terceirização de empresas que contratam pessoas jurídicas em substituição a cargos CLT, geralmente por questão de redução de custos.

A questão talvez não seja quantas empresas foram abertas e, sim, quantas permanecerão.
Continuamos com a estatística (de acordo com o IBGE) de que, no Brasil, 60% das empresas fecham antes de completar 5 anos. Sendo assim, se você tem uma empresa há mais de 5 anos, já tem motivos para comemorar.

As empresas fecham por diversos motivos: falta de planejamento, pouco preparo de gestão, endividamento.

A questão é como sobreviver e prosperar.

Manter-se apaixonado pelo que faz é essencial. É preciso estar sempre atualizado: veja o que o mercado está fazendo de movimentos, estude outras áreas e como adaptar conteúdos e ideias para o seu negócio, aprenda a usar IA.

Ter boas conexões sempre ajuda a gerar negócios. Ter com quem contar, ter apoio de outros empreendedores e amigos é sempre importante. Seja generoso, ajude os colegas também. É importante não se mostrar como aquela pessoa que só aparece para pedir favor. Laços verdadeiros geram negócios e pontes importantíssimas.

Como conclusão, tenho que pessoas felizes e que se relacionam bem, tendem a ter mais sucesso. Quem está sempre reclamando e vendo a negatividade em tudo acaba atraindo aquilo que emana, todos os desastres que prevê, em virtude de crises e momentos econômicos inoportunos. Portanto, se é para ter um negócio e prosperar, que seja com bons colegas, com grupos de apoio e um sorriso no rosto!

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