Campinas
Campinas publica decreto de calamidade pública
Medida permite à Administração realizar gastos com a pandemia da Covid-19; Saúde vê indicadores com preocupação
A Prefeitura de Campinas publicou nesta quarta-feira, 02, o decreto de estado de calamidade pública, que permite gastos na pandemia da Covid-19. A medida foi anunciada ontem pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos), em live pelas redes sociais. Segundo a pasta de Saúde, existe uma preocupação em relação aos indicadores da doença no município.
A Administração também já adiantou que pode endurecer as restrições do Plano São Paulo que até o momento está na fase de transição, caso a situação na cidade piore (leia mais abaixo). Hoje ainda começa a fiscalização do Toque de Recolher adiantada por causa do feriado de Corpus Christi e as barreiras sanitárias na Região Metropolitana de Campinas (RMC), para evitar aglomerações e festas clandestinas.
Com a publicação do decreto de calamidade pública, o documento segue para a Assembleia Legislativa do Estado, que votará e fará a publicação de um decreto legislativo. Ele também regulamenta quais são as atividades essenciais no município e proíbe o consumo de bebida alcoólica nos estabelecimentos após as 20h.
O decreto
“A medida é importante, uma vez que torna possível ao município fazer adequações de gastos durante a pandemia, para garantir os investimentos de saúde necessários”, explica o prefeito Dário Saadi durante transmissão ao vivo ontem.
De acordo com o secretário de Justiça, Peter Panutto, o decreto municipal tem efeitos nos aspectos da Lei de Responsabilidade Fiscal, em especial o artigo 65. “Como em um momento de pandemia as receitas diminuem e as despesas aumentam, é importante que o Poder Executivo tenha respaldo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para prestar contas com regularidade ao final do exercício”, diz.
Na mesma publicação, a Prefeitura revogou o decreto 20.782, que trata das atividades essenciais. “Este decreto já foi alterado inúmeras vezes e não cabem mais alterações. Vamos publicar um novo decreto com o artigo 1º já estabelecendo o estado de calamidade”, completa Panutto.
Atividades autorizadas
- assistência à saúde, incluídos os serviços médicos, hospitalares e de ópticas;
- farmácias;
- serviços de alimentação, como restaurantes e congêneres (exceto bares), devendo priorizar os serviços de entrega, devendo encerrar o funcionamento presencial às 21h00;
- padarias, supermercados, atacadistas e comércios em geral que vendam gênero alimentícios e produtos de limpeza, devendo encerrar o funcionamento presencial às 21h00;
- comércio de alimentação e remédios para animais, devendo encerrar o funcionamento presencial às 21h;
- veterinárias e serviços de atendimento de pet, priorizando-se os serviços de entrega (delivery) de medicamentos e insumos, bem como de busca e retirada de animais;
- atividades de segurança privada;
- serviços bancários, nestes incluídos as casas lotéricas;
- indústrias e fábricas, as quais deverão respeitar a capacidade máxima de 30% em refeitórios;
- hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem;
- lavanderias e serviços de limpeza;
- serviços de entregas em geral;
- serviços de entrega (delivery) até o limite de horário regular do estabelecimento e retirada (drive thru) até as 21h, de quaisquer estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviço;
- transporte de passageiros por táxi ou aplicativos;
- empresas transportadoras, postos de combustíveis e derivados, armazéns, oficinas de veículos automotores, borracharias e serviços congêneres;
- comércio de insumos para oficinas mecânicas;
- atividades de comércio de bens e serviços automotivos, incluídas aquelas de higiene, lavagem, estacionamento, locação e comercialização de veículos;
- empresas do ramo de construção civil com contratos administrativos em
vigor com a administração direta e indireta da Municipalidade de Campinas visando a realização de obras públicas essenciais; - empresas do ramo de construção civil, devendo observar estritamente as normas da autoridade sanitária;
- serviços de manutenção predial, elétrica ou hidráulica;
- lojas de materiais de construção civil;
- integralidade da cadeia de abastecimento e logística envolvendo a produção agropecuária e a agroindústria, armazenamento, processamento, beneficiamento, manutenção, comercialização, distribuição e fornecimento de produtos, equipamentos e insumos e a industrialização de produtos agrícolas, químicos e veterinários;
- estabelecimentos comerciais de assistência técnica de produtos eletroeletrônicos;
- atividades internas de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço.
- lanchonetes, padarias, restaurantes e congêneres (exceto bares) localizados no interior de postos de combustíveis e derivados podem atender ao público presencialmente limitados a 40% da capacidade do local, entre as 6h00 e 21h00, observadas as recomendações das autoridades sanitárias.
- Fica vedada a comercialização de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos nos estabelecimentos do item anterior após as 20h.
Restrições
Ontem, a gestão Dário também afirmou que pode endurecer as medidas restritivas durante a fase de transição do Plano São Paulo atual, válida até o dia 14 de junho em todo o estado contra a Covid-19. De acordo com a Prefeitura, os dados da Covid-19 do município são verificados duas vezes ao dia e há uma preocupação com um possível arrefecimento da pandemia.
Até o momento, a cidade segue as regras da prorrogação da fase de transição até 13 de junho. Essas regras do Plano São Paulo incluem 40% da ocupação de serviços e o horário de funcionamento das 6h às 21h.
“A Fase de Transição em sua totalidade nos termos definidos pelo governo do Estado vai depender do acompanhamento dos números da pandemia pela Secretaria de Saúde. Se houver apontamento de crescimento, o prefeito pode determinar a publicação de um decreto mais restritivo antes de 13 de junho”, disse o secretário de Justiça.
O secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, afirma que as restrições atuais estão sendo mantidas na cidade, porém existe uma preocupação. “Quando tomamos decisões de Campinas, mantendo as restrições, elas se baseiam em números, em ciência e em indicadores. Em relação aos indicadores precoces, eles deram certo anteriormente quando fizemos restrições mais severas em março, evitando mortes em abril. E agora estamos baseados nos mesmos dados em relação a manter as restrições como estão. Mas estamos mantendo as restrições muito, muito preocupados. E, se houver piora, não teremos nenhum problema em indicar medidas mais restritivas”, afirma.
Campinas
O peso de São Paulo e o protagonismo da RMC no novo mapa eleitoral brasileiro
Por: Gustavo Reis, ex-prefeito de Jaguariúna
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de revelar o tamanho da nossa responsabilidade para o próximo mês de outubro: seremos mais de 158 milhões de brasileiros nas urnas. Deste contingente, São Paulo reafirma sua vocação de locomotiva do país, consolidando-se como o maior colégio eleitoral, com mais de 34 milhões de vozes prontas para decidir os rumos do estado e da nação. Mas, por trás da grandiosidade desses números, há uma mensagem clara sobre quem somos, como estamos mudando e para onde devemos direcionar nossas energias.
Como alguém que vive o municipalismo na pele e conhece a fundo a realidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC), enxergo nesses dados um espelho das nossas próprias cidades. O TSE nos mostra um eleitorado que está amadurecendo, com um salto expressivo na faixa acima dos 60 anos, e que é majoritariamente feminino, representando 52,84% do total. Além disso, temos o cadastro mais diverso da história, com maior reconhecimento e autodeclaração das nossas pluralidades.
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Na RMC, uma das regiões mais ricas, inovadoras e vibrantes da América Latina, essas mudanças demográficas não são apenas estatísticas; elas são o roteiro imediato para as políticas públicas da próxima década. Uma população que amadurece exige um novo olhar para a saúde preventiva, acessibilidade e mobilidade urbana. A força da mulher no eleitorado exige que a segurança, o apoio à maternidade e a igualdade no mercado de trabalho não sejam apenas promessas, mas ações concretas com orçamento garantido.
Nossa região possui um peso econômico e populacional superior ao de muitos estados brasileiros. No entanto, para que essa grandeza se converta em qualidade de vida na porta de casa, na rua asfaltada e no posto de saúde com médico, precisamos de representatividade forte e articulada na Assembleia Legislativa. O que se decide em São Paulo precisa ter a digital de Campinas, Jaguariúna, Sumaré, Paulínia e de todas as nossas 20 cidades.
As Eleições de 2026 nos convidam a olhar para o futuro sem perder a conexão com a nossa base. Os números mostram que o eleitor paulista está mais experiente e atento. A RMC está pronta para ser não apenas um polo de desenvolvimento econômico, mas o grande exemplo de como a política estadual pode, e deve, melhorar a vida nos municípios. O poder de transformação está, mais do que nunca, em nossas mãos.
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Campinas
A estrada à frente: por que não busco a unanimidade, mas sim a transformação
Por: Gustavo Reis
O que eu estou fazendo hoje que vai fazer a diferença na vida das pessoas no futuro?
É com essa pergunta ecoando na mente todos os dias que tenho pegado a estrada. Quem acompanha minhas redes tem visto minhas visitas pelas cidades da nossa Região Metropolitana de Campinas (RMC). Nesse mês dei um novo passo nessa jornada ao atualizar meu status para pré-candidato a deputado estadual.
Entrar nesse cenário e me colocar ao lado de outros nomes da nossa região é, antes de tudo, um compromisso com o debate público de alto nível. Mas, nessa caminhada, aprendi algo fundamental: agradar a todos não é o objetivo.
Na verdade, a unanimidade não é sequer saudável para a política ou para a democracia. É aqui que costumo lembrar do Princípio de Pareto: na gestão pública, muitas vezes são 20% das nossas decisões (geralmente aquelas mais complexas, corajosas e que desafiam o status quo) que geram 80% das transformações reais na vida da população. Tomar essas decisões exige aceitar que você vai desagradar alguns para poder beneficiar a grande maioria. E está tudo bem. É assim que o progresso acontece.
Quando olho para trás, não tenho apego ao poder ou ao que já passou. Tenho, sim, memória. Sei que o trabalho realizado até aqui e as decisões que tomei ajudaram a melhorar a vida de muita gente. Mas o retrovisor serve apenas como referência; o nosso foco tem que estar no para-brisa. O estado precisa avançar. Sei que outros virão para fazer o que é certo em seus devidos momentos, e é exatamente assim que o ciclo deve funcionar. O que realmente importa é seguirmos em frente rumo a um lugar onde todos tenham oportunidades reais.
Como estamos entrando em um período de debates e escolhas importantes, deixo aqui um convite para refletirmos sobre como avaliamos nossos representantes. Sem partidarismo, mas com foco no futuro que queremos construir, sugiro três pontos de atenção:
- Avalie a coerência entre histórico e visão de futuro: O passado de um representante mostra sua capacidade de entrega, mas é a visão de futuro dele que dirá para onde ele quer levar a sua região. Busque quem usa a experiência como trampolim, não como âncora.
- Valorize a coragem sobre a popularidade: Desconfie daquele que tenta ser uma unanimidade. Busque líderes que demonstram ter a coragem necessária para tomar os “20% de decisões difíceis” que farão a diferença amanhã.
- Observe a presença no mundo real: Bons projetos não nascem apenas em gabinetes. Eles nascem na estrada, ouvindo as pessoas, entendendo as dores de cada bairro e de cada município.
O futuro não é um lugar para onde estamos indo, é um lugar que estamos construindo hoje.
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Campinas
Corredor Dom Pedro de rodovias tem 1º semestre com menos fatalidades da história
Entre janeiro e junho deste ano, Concessionária Rota das Bandeiras contabilizou 15 mortes, redução de quase 50% em apenas um ano
O Corredor Dom Pedro de rodovias, administrado pela Concessionária Rota das Bandeiras, teve o primeiro semestre mais seguro da história. Entre janeiro e junho deste ano, a Concessionária Rota das Bandeiras contabilizou 15 fatalidades, reduzindo quase pela metade o número de ocorrências em relação ao primeiro semestre de 2025, quando foram 28 mortes.
No primeiro semestre de Concessão, em 2010, foram registradas 35 mortes. Desde então, os investimentos em segurança viária e de conscientização dos motoristas têm refletivo na redução dos índices. Até o resultado histórico do primeiro semestre de 2026, o período com menor fatalidades havia sido verificado em 2015, com 21 fatalidades.
A agilidade da equipe de Resgate de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) é primordial para salvar vidas. O tempo médio para início do atendimento foi de apenas 6min26seg, bem abaixo do que prevê o contrato de concessão, que estipula o início do atendimento em até dez minutos. Em dez edições do prêmio Concessionária do Ano da Artesp, agência que gerencia todas as concessões do estado, a Rota das Bandeiras venceu a categoria Eficiência dos Serviços Operacionais em três oportunidades.
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Já a adoção de dispositivos de segurança, como passarelas e Terminais Absorvedores de Energia (TAE) em guardrails, contribui para diminuir o número de feridos e vítimas fatais. Mais da metade das pessoas envolvidas em acidentes no primeiro semestre deste ano não sofreram ferimentos. O índice ultrapassa 80% quando são consideradas as vítimas leves.
Desde o início da concessão, a Rota das Bandeiras investiu R$ 4,4 bilhões em melhorias. O sistema formado por seis rodovias no interior de São Paulo já havia tido em 2025 o ano com menor número de acidentes desde o início da concessão, em 3 de abril de 2009. No ano passado, foram 1.346 acidentes. Em 2010, foram 3082 ocorrências.
Entre as obras estruturantes que contribuíram significativamente para a redução de ocorrências se destacam as duplicações de trechos até então com pistas simples das rodovias Eng. Constâncio Cintra (SP-360), Prof. Zeferino Vaz (SP-332) e Romildo Prado (SP-063). A remodelação completa de trevos, bem como a segregação do tráfego urbano do rodoviário por meio de pistas marginais na D. Pedro I (SP-065), também foram importantes intervenções para a queda dos índices.
Infraestrutura de atendimento
A Concessionária conta com oito bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), instaladas em pontos estratégicos do sistema viário, que comportam sete ambulâncias e dez guinchos para atendimento 24h. Além disso, sete veículos de inspeção trafegam de forma ininterrupta as rodovias, para que os inspetores verifiquem as condições de tráfego e prestem auxílio aos usuários. E, no Centro de Controle Operacional (CCO), 95 câmeras auxiliam no monitoramento.
Os usuários que necessitam de atendimento têm à disposição o telefone 0800-770-8070. As rodovias também contam com telefones call box a cada quilômetro, e as bases SAU possuem atendimento remoto. Os serviços são gratuitos e disponíveis 24 horas.
O Corredor Dom Pedro
O Corredor Dom Pedro é formado por seis rodovias e está localizado em um ponto estratégico para o escoamento da produção nacional, garantindo a ligação do Vale do Paraíba com a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e o Circuito das Frutas, por meio das rodovias D. Pedro I (SP-065), entre Campinas e Jacareí; Prof. Zeferino Vaz (SP-332), de Campinas ao distrito de Martinho Prado, em Mogi Guaçu; Eng. Constâncio Cintra (SP-360), entre Jundiaí e Itatiba; Perimetral de Itatiba (SPI 081/360); Romildo Prado (SP-063), entre Itatiba e Louveira; e o anel viário Magalhães Teixeira (SP-083), entre Campinas e Valinhos.
As rodovias cortam 17 cidades, em uma das áreas mais desenvolvidas do país, que reúne 2,5 milhões de moradores. Os municípios que integram a área sob concessão da Rota das Bandeiras são: Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Igaratá, Itatiba, Jacareí, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Mogi Guaçu, Nazaré Paulista, Paulínia e Valinhos.
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