Cultura
Procuram-se mecenas para o histórico Jaguary
Saint-Exupèry diz que o homem moderno está arriscado a ficar sem amigos. Precisa trabalhar. Ele luta muito por sua sobrevivência. Para ele tudo são números. Não desfruta de tempo, de lazer, nem da ARTE. O Velho Jaguary tem sido palco de excelências artísticas que passam às ocultas. Uma delas ocorreu no último sábado de novembro de 2018, na Matriz Centenária. Três corais juntos apresentaram belíssimo concerto: 1º- “Madrigal Dufrah” de Jaguariúna, regido pelo Maestro Antônio Fraga, 2º- Coral Lírico “O Mensageiro” regido pelo Maestro Daniel Pedroso de Rio Claro, 3º- “Coral Vocallis” regido pelo Maestro Adílson Gombradi de Americana. Apresentaram obras eruditas sacras de Perozzi, Vivaldi, Haendell. A harmonia do canto de aproximadamente 40 sopranos, tenores, contraltos e baixos deixou deslumbrados os ouvintes. Não poderia haver melhor acústica para tal apresentação, senão aquela do marco de fundação da cidade, construído em 1894 por seu fundador, Cel. Amâncio Bueno. Os presentes tocados pela sublimidade do espetáculo pareciam levitar entre o gótico e o barroco alemão daquele patrimônio histórico. Já no primeiro sábado de dezembro, a Casa da Memória deslocou-se para a Capela da Fazenda da Barra. Novamente restaurada foi palco de exposição de pintura. Catorze telas de Martins Porangaba encenavam a Via-Crucis. Padre José Siqueira da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus abriu a cerimônia com uma bênção iniciada em um Crucifixo instalado naquele templo. Escultura em metal de artista moderno ocupa a primazia daquele altar-mor e uma pintura em tela de Santa Isabel. A padroeira tão homenageada nos tempos áureos do café, nos alicerces da história local, tem seu culto retomado nestes restauros e cerimônias. Restauraram-se bancos. Imigrante italiana nonagenária que foi ali preparada e fez sua Primeira Eucaristia retornou aos pés de Santa Isabel, louvando o Senhor por aquele restauro, preservação de sua infância. Dr. Emanuel Von Lauenstein Massarani, presidente do Instituto de Recuperação do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo trouxe as obras de Arte para a Exposição. O crítico de Arte, historiador, escritor, jornalista, dentre tantos outros predicados interessa-se por ajudar a recuperação de nosso patrimônio histórico. Com suas orientações elevou o trabalho da Casa da Memória Padre Gomes de Jaguariúna, um verdadeiro Pai Espiritual. Assim vem procedendo com relação a exposições e doação de obras. Neste momento estuda a possibilidade de obtenção de fundos para a recuperação de nossa paisagem cultural. É um ítalo-germano, abnegado Mecenas, que se encanta com a História e a Arte e protege-as. Ele nos ensina que “preservar o Patrimônio Histórico é responsabilidade de todos. É um ato de amor!“ A Paróquia de Santa Maria, a Casa da Memória Padre Gomes, o Conselho de Defesa do Patrimônio procuram incansavelmente “MECENAS” para salvar a Matriz Centenária. Nela já ocorreu a descupinização em várias etapas. Necessita urgentemente refazer a sua instalação elétrica. Precisa do restauro do forro e pintura interna. Em seguida, resgatar a pintura externa em sua originalidade. Tudo deve acontecer em etapas. Mas para tanto é necessário que cada cidadão torne-se um “mecenas” e investigue incansavelmente nas muitas e grandes Indústrias, no Comércio, nas Profissões Liberais onde se encontram os nobres protetores das ARTES. Preservar o Passado é um Presente para o Futuro. É a preservação das memórias, da História, da Identidade do Povo e da Cidade. Prezado leitor, iniciemos esta Pesquisa! Levemo-la à Casa da Memória, ao CONPHAAJ. Há benefícios para os beneméritos das Artes. Há muito o que salvar para as nossas gerações vindouras. Deixemos o exemplo! O Brasil acorda para esta conscientização.
Cultura
Café Filosófico CPFL retorna a Brasília em edição especial com Monja Coen e Gustavo Arns
Evento no Museu Nacional da República terá transmissão ao vivo pelo YouTube; encontro propõe diálogo entre ciência e espiritualidade sobre a busca pela felicidade
O Café Filosófico CPFL, em parceria com a Papirus Editora, retorna a Brasília para uma edição especial com a Monja Coen e o especialista em estudos sobre felicidade Gustavo Arns. O encontro acontece no dia 21 de outubro, às 19h, no Museu Nacional da República, e marca o lançamento do livro “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”, com transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube.
O que significa, afinal, ser feliz? A felicidade é apenas reflexo das circunstâncias, uma habilidade que pode ser desenvolvida ou uma maneira singular de interpretar a própria existência? A partir dessas questões, os convidados irão aproximar os ensinamentos da tradição budista e os estudos da psicologia positiva para refletir sobre bem-estar, satisfação pessoal e a construção de uma vida com mais sentido.
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A conversa será realizada das 19h às 20h30. Quem acompanhar a transmissão online também poderá participar, enviando perguntas pelo chat do YouTube.
Diferentes caminhos para uma vida mais plena
Uma das principais referências do zen-budismo no Brasil, Monja Coen levará ao encontro reflexões construídas ao longo de uma trajetória dedicada à meditação, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de uma relação mais consciente com a vida.
Gustavo Arns apresentará a perspectiva da psicologia positiva, área que investiga os fatores e mecanismos relacionados ao bem-estar, à satisfação pessoal e ao desenvolvimento das potencialidades humanas.
Ao reunir essas duas visões, o Café Filosófico CPFL propõe uma conversa entre saberes que, embora partam de tradições e métodos distintos, encontram pontos de convergência ao abordar questões essenciais da experiência humana.
Ciência e espiritualidade em diálogo
O encontro irá explorar como práticas contemplativas, relações humanas, escolhas cotidianas e descobertas da psicologia podem contribuir para uma existência mais equilibrada e significativa.
Mais do que oferecer respostas definitivas sobre a felicidade, a proposta é convidar o público a refletir sobre suas diferentes dimensões: o quanto ela depende das condições externas e em que medida também pode estar relacionada a atitudes, percepções e habilidades cultivadas ao longo da vida.
O diálogo entre Monja Coen e Gustavo Arns permitirá observar como ensinamentos de tradições milenares e estudos científicos contemporâneos podem se aproximar na busca por caminhos que favoreçam o autoconhecimento, o bem-estar e uma relação mais saudável consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo.
Uma experiência de reflexão e troca de ideias
Criado para aproximar o pensamento contemporâneo da vida cotidiana, o Café Filosófico CPFL promove encontros com pesquisadores, filósofos, escritores, artistas e pensadores de diferentes áreas.
Nesta edição especial em Brasília, o público poderá vivenciar a experiência do programa em um dos principais espaços culturais da capital federal. A iniciativa amplia a circulação nacional do Café Filosófico CPFL e reforça seu compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento.
Após a transmissão ao vivo, o encontro será editado para exibição pela TV Cultura e permanecerá disponível no canal oficial do Café Filosófico CPFL no YouTube.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – edição especial em Brasília
Tema: “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”
Convidados: Monja Coen e Gustavo Arns
Data: 21 de outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 19h às 20h30 Local: Museu Nacional da República – Setor Cultural Sul, Lote 2 – Brasília (DF)
Transmissão: ao vivo pelo canal do Café Filosófico CPFL no YouTube
Classificação etária: 14 anos
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Cultura
Café Filosófico CPFL discute o mito de Narciso e Eco na relações de codependência
Psicóloga Carmen Parise conduz encontro gratuito na quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, com gravação e transmissão ao vivo pelo YouTube
Campinas, 14 de outubro de 2026 – Como o mito grego de Narciso e Eco pode ajudar a compreender as relações afetivas e os padrões de codependência? Essa é a reflexão proposta pela psicóloga Carmen Parise na palestra “Narciso e Eco na Codependência”, que será realizada nessa quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, no Café Filosófico CPFL, em Campinas. O encontro é gratuito, aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
A palestra integra o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às diferentes formas como as relações de dependência podem se desenvolver e repercutir na vida emocional e familiar. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne especialistas da psicologia e da psiquiatria para discutir a construção dos vínculos, a autonomia e os padrões de comportamento que podem surgir nas relações com pessoas dependentes.
No encontro dessa quinta-feira, Carmen Parise utiliza as figuras mitológicas de Narciso e Eco como ponto de partida para discutir questões relacionadas à autoestima, à identidade e à maneira como as pessoas se posicionam nos relacionamentos. A proposta é refletir sobre as dinâmicas afetivas que podem se estabelecer quando a necessidade de reconhecimento, a busca pela aprovação do outro ou a dificuldade de preservar a própria identidade interferem na construção dos vínculos.
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A discussão também convida o público a observar como determinados padrões de comportamento podem influenciar as relações, especialmente quando a atenção às necessidades do outro passa a ocupar um espaço maior do que o reconhecimento dos próprios desejos e limites. Nesse contexto, compreender a codependência pode contribuir para ampliar o olhar sobre a autonomia emocional e as formas de estabelecer relações mais equilibradas.
O módulo de outubro será encerrado no dia 29, com a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, conduzida pelo psiquiatra Lucas Mattos. O encontro propõe um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica sobre as relações entre pessoas com dependência química, familiares e cuidadores.
Um espaço para viver a experiência do Café Filosófico
Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.
Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos
Quando: às quintas-feiras de outubro (exceto dia 22 de outubro)
Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)
Programação:
15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise
29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
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Cultura
Infância, afeto e futuro: o verdadeiro sentido de comemorar o 12 de outubro
Silvia Azevedo
Com a chegada do mês de outubro, as propagandas nos lembram da proximidade do Dia das Crianças. Surge, então, uma reflexão essencial: que tipo de infância estamos oferecendo aos nossos pequenos?
Comemorar o 12 de outubro deveria ser, acima de tudo, assumir um compromisso com o desenvolvimento saudável, emocional e intelectual das próximas gerações.
Vivemos hoje em uma época em que o tempo se tornou cada vez mais escasso e as telas ocupam um espaço desproporcional na rotina de todos nós, seja por motivos profissionais, seja por lazer. As crianças de hoje já nasceram conectadas, e não é uma alternativa viável isolá-las da tecnologia ou ignorar a era digital. Pelo contrário: o verdadeiro desafio das famílias é acompanhar de perto esse desenvolvimento, estabelecer limites e oferecer alternativas enriquecedoras, como esportes, atividades ao ar livre e leitura — vivências que estimulem o raciocínio, despertem a curiosidade e as façam pensar.
E, por falar em pensar, a educação, longe de se restringir às paredes da escola, deve ser compreendida em seu sentido mais amplo: como um elemento fundamental de transformação de vidas. Educar é expandir horizontes, desenvolver a consciência crítica, ensinar a convivência em sociedade e fornecer as ferramentas necessárias para que a criança construa sua própria autonomia.
Vale lembrar que a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhece os direitos de toda criança à educação e à participação na vida cultural. Esses direitos são fundamentais para garantir oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e acesso ao conhecimento.
Paralelamente à formação intelectual e educacional, a ciência reforça o que a intuição familiar sempre soube: o carinho, especialmente aquele cultivado no ambiente doméstico, é determinante para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Um abraço, uma conversa atenta e a presença constante fortalecem os vínculos afetivos e contribuem para construir a segurança necessária para que a criança absorva conhecimentos e se desenvolva plenamente.
Em contrapartida, a falta de acompanhamento e de diálogo pode expor a infância a perigos silenciosos, como o cyberbullying e o acesso a conteúdos inadequados para sua maturidade. Estar presente, conversar e acompanhar o que os filhos consomem no mundo digital também são gestos de amor e proteção.
E por que comemorar o Dia das Crianças? Não apenas para marcar uma data no calendário ou oferecer presentes, mas para nos lembrar de que nelas reside o amanhã. Se desejamos viver em uma sociedade melhor e mais justa, precisamos educá-las hoje para que sejam as construtoras desse novo mundo.
Cuidar das nossas crianças é preparar a base para que a humanidade do futuro seja, finalmente, mais humana.
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