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FATO OU FAKE: Saiba o que esperar da onda de frio desta semana

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Nos próximos dias uma intensa massa de ar frio de origem polar deve chegar ao Brasil derrubar as temperaturas em várias localidades. No entanto, algumas fake news têm circulado nas redes sociais sobre o assunto. Por isso, confira uma lista dos fatos que são verdade ou mentira a respeito da onda de frio desta semana.

1 – Brasil terá a onda de frio mais intensa do século: FAKE!
A massa de ar frio de origem polar que chegará ao País a partir desta quarta-feira, 28, irá provocar queda muito acentuada de temperatura no centro-sul do Brasil e até em áreas da Região Norte. Na Região Sul, é muito provável que tenhamos a onda de frio mais intensa deste ano, com alta chance de neve nas áreas mais altas das serras gaúcha e catarinense e até no planalto de Santa Catarina entre os dias 28 e 29 de julho. Inclusive, em algumas localidades, há chance de novos recordes de frio. Além disso, a chance para geada é muito alta em praticamente toda a Região, inclusive em Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre. Na capital paranaense, a temperatura pode ficar negativa na manhã de quinta-feira, com apenas -1ºC de mínima prevista.

2 – Temperatura pode ficar abaixo de -15ºC no Sul do Brasil: FAKE!
Até o dia 24 de julho, a menor temperatura registrada no Brasil em 2021 foi de -8,2°C, no dia 20 de julho, em Urupema, localizada na parte mais elevada da serra de Santa Catarina, conforme medição do Epagri-Ciram. A Climatempo estima que um novo recorde poderá ser estabelecido, muito provavelmente na serra catarinense ou gaúcha, com algum valor entre -8°C e -10°C.

3 – Sensação térmica pode chegar a -25ºC na serra da Região Sul: VERDADE!
Além da baixa temperatura, a sensação térmica será diminuída pela ação de ventos moderados. Por isso, em áreas altas de serra, especialmente entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a sensação de frio pode chegar a -25ºC.

4 – Há risco de neve no estado do Rio De Janeiro: FAKE!
Inicialmente, os modelos meteorológicos até apontavam condições para neve de fraca intensidade na região do Pico do Itatiaia, onde houve registro de -9,9ºC na estação localizada no parque nacional do Itatiaia, a 2450 m de altitude. No entanto, a Climatempo não confirma a chance de neve para a região, que apenas deve ter geada nos próximos dias. Vale ressaltar que o atual recorde de frio no Brasil, considerando locais habitados, com atividade humana regular, é de -8,2°C no dia 20 de julho, em Urupema, cidade na parte mais elevada da serra de Santa Catarina, conforme medição do Epagri-Ciram.

5 – Onda de frio desta semana será mais duradoura: VERDADE!
Muito provavelmente, o grande diferencial dessa massa de ar frio será a persistência de dias consecutivos com temperaturas mínimas negativas nas áreas de maior altitude da Região Sul (entre -6°C e -10°C) e temperaturas máximas abaixo de 10°C no período de 28 a 30/07.

Na Região Sudeste, as menores temperaturas, mínimas e máximas, devem ocorrer nos dias 29 e 30/07 (mínimas entre -2°C e -3°C na Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais e máximas abaixo de 15°C em parte da região, especialmente nas regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte). Também são previstas temperaturas negativas em Mato Grosso do Sul (região de Rio Brilhante) e no sudeste paulista (região de Itapetininga).

6 – Temperaturas negativas serão observadas em Porto Alegre: FAKE!
A onda de frio desta semana irá provocar diminuição muito significativa nas temperaturas no Rio Grande do Sul, que tem alta possibilidade de neve nos picos mais altos da serra, porém a região metropolitana de Porto Alegre não tem condições para neve ou temperaturas negativas. Na capital gaúcha, há condições apenas para a formação de geada na quarta-feira (28), quando a temperatura mínima ficará em torno dos 4ºC.

7 – Frio baterá recorde histórico em São Paulo: FAKE!
A menor temperatura já registrada na cidade de São Paulo, desde 1943, foi de -2,0ºC em agosto de 1955, na estação meteorológica do INMET no Mirante de Santana, que é a estação oficial para registro de recordes. Na semana passada, a temperatura ficou em -2,3ºC na região metropolitana, mas o registro foi da estação de Marsilac, do CGE, portanto, não pôde ser considerada como recorde.

Nos próximos dias, estações meteorológicas mais ao sul da Grande São Paulo poderão novamente registrar temperaturas negativas, mas no Mirante de Santana não há chance de recorde de frio histórico, apenas de recorde de menor temperatura do ano. O frio mais intenso na cidade será de 4ºC na sexta-feira, 30, com risco novamente de geada.

8 – Governos canadense e americano emitiram alerta sobre frio no Brasil: FAKE!
O Governo dos Estados Unidos e do Canadá não emitiram alerta sobre frio intenso no Brasil. Na realidade, houve uma confusão com relação aos modelos meteorológicos, que são utilizados como base para as previsões de tempo e clima. De fato, o modelo de previsão americano (GFS) e o modelo canadense (CMC) apontavam frio intenso no Brasil, mas não houve nenhum alerta por parte das autoridades desses países.

Cuidado com as notícias falsas!
As notícias falsas, ou fake news, têm se espalhado com muita facilidade nas redes sociais. Portanto, procure sempre se informar em portais de credibilidade e busque fontes confiáveis, como especialistas. Juntos podemos combater as fake news. Faça sua parte!

Fonte: FATO OU FAKE: Saiba o que esperar da onda de frio desta semana | Climatempo

Brasil

Autismo e neurodivergência expõem limites de uma sociedade pouco adaptada: 2 milhões de brasileiros com TEA convivem com barreiras invisíveis, ampliadas pelo diagnóstico tardio

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Docente de psicologia da UniFAJ, defende que informação e ambientes adaptados são ferramentas necessárias para uma sociedade mais justa

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do IBGE a partir do Censo 2022. O número representa aproximadamente 1,2% da população e ajuda a dimensionar um debate que vai além do diagnóstico: o de uma sociedade ainda estruturada para um único modo de funcionar. “A sociedade precisa sair da lógica de “normalizar” o indivíduo e passar a adaptar o ambiente: investindo em inclusão real, oferecendo ambientes mais previsíveis e acessíveis, validando as diversas formas de comunicação, e, principalmente, reduzindo o julgamento e ampliando a escuta”, explica a psicóloga e docente do curso de psicologia do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Beatriz Zanarella Cruz.

O conceito de neurodivergência, que inclui o autismo, o TDAH e outros perfis neurológicos, propõe justamente essa mudança de olhar. Em vez de focar no “déficit” do indivíduo, especialistas apontam a incompatibilidade entre diferentes formas de funcionamento e ambientes pouco adaptados como principal fonte de sofrimento.

Na prática, isso se traduz em desafios cotidianos. Pessoas neurodivergentes frequentemente enfrentam sobrecarga sensorial, com incômodo diante de luzes, sons ou estímulos intensos; dificuldades em interações sociais baseadas em códigos implícitos; e exigências de flexibilidade em contextos que não oferecem previsibilidade. Esses fatores podem ser ainda intensos e presentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA), acompanhado ou não de limitações cognitivas de aprendizagem. “Vivemos em uma sociedade estruturada para padrões neurotípicos de comunicação, socialização e comportamento, por isso é preciso mais compreensão e empatia para com as pessoas neurodivergentes, já que muitas vezes o sofrimento não está nelas, mas na incompatibilidade com o ambiente. É fundamental que tenhamos processos seletivos menos subjetivos, ambientes escolares preparados e regulados e uma comunicação direta e clara na interação, mudanças que fariam grande diferença”, explica Beatriz.

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O diagnóstico tardio de pessoas com neurodivergência também é apontado como resultado de um comportamento recorrente chamado “mascaramento”. Beatriz esclarece que é quando a pessoa, especialmente no espectro autista, aprende a imitar comportamentos neurotípicos para ser aceita socialmente. “Embora funcione como estratégia de adaptação, o custo pode ser alto: exaustão emocional, ansiedade e perda de identidade”,

Apesar do avanço das discussões, o TEA ainda é cercado por ideias simplificadas, como a de que existe uma “epidemia de autismo”. O que os especialistas defendem é que o aumento recente de diagnósticos inclui fatores como maior acesso à informação, ampliação dos critérios diagnósticos e aumento de profissionais capacitados.

Diagnóstico precoce e apoio fazem diferença
O TEA se manifesta principalmente em dois eixos: comunicação/interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Os sinais podem surgir ainda na infância, como pouco contato visual, atraso na fala ou baixo interesse por interação social.

Para Beatriz, a identificação precoce é considerada um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento. “Isso porque permite intervenções em uma fase de maior plasticidade cerebral, favorecendo autonomia, comunicação e qualidade de vida.”

Na psicologia, o foco atual se afasta da tentativa de “eliminar sintomas” e prioriza a redução do sofrimento e a construção de estratégias funcionais, respeitando a individualidade de cada pessoa.

Mais do que inclusão, trata-se de reconhecer que não existe uma única forma “correta” de funcionar. E que ampliar esse entendimento não beneficia apenas pessoas neurodivergentes, mas toda a sociedade. E, para famílias que recebem o diagnóstico fica o recado de que ele não define o indivíduo, mas abre caminhos para compreendê-la melhor. “Com informação, suporte e menos julgamento, o que se constrói não é limitação, é possibilidade”, finaliza Beatriz.

Sobre a especialista:
Beatriz Zanarella Cruz é graduada em Psicologia pela Universidade São Francisco (2006). A profissional é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Centro Universitário Amparense – UniFIA (2014) e em Psicologia Hospitalar por meio de Prova de Títulos do Conselho Federal de Psicologia – CFP (2018). Mestre em Psicologia pela Universidade São Francisco (área de concentração: Avaliação Psicológica; linha de pesquisa: Construção, validação e padronização de instrumentos de medida) (2008) e Doutora em psicologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia (área de concentração – Avaliação Psicológica.

Integra o Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – BASIs para os atos autorizativos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos de Graduação. Atualmente é docente no Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e psicóloga no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I) da Prefeitura Municipal da Estância de Socorro.

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Eleições 2026: saiba quem pode atuar como mesário voluntário e inscreva-se

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Pode se inscrever quem tem mais de 18 anos e está em dia com a Justiça Eleitoral, mas existem algumas restrições; confira

As Eleições 2026 aproximam-se e a Justiça Eleitoral continua a mobilização em busca de cidadãs e cidadãos que atuarão na linha de frente da votação. A regra geral para se tornar mesário voluntário é simples: qualquer pessoa maior de 18 anos que esteja em situação regular perante a Justiça Eleitoral pode se candidatar. No entanto, a legislação estabelece alguns critérios de impedimento para garantir a imparcialidade do processo.

  • Não podem atuar na função:
  • Candidatas e candidatos, seus cônjuges e parentes até o 2º grau;
  • Integrantes de diretórios partidários com cargos executivos;
  • Autoridades públicas e agentes das forças policiais;
  • Servidores do Poder Executivo ocupantes de cargos de confiança;
  • Colaboradores e funcionários vinculados à Justiça Eleitoral;
  • Agentes prisionais, profissionais de escolta, vigilância penitenciária e integrantes das guardas civis municipais.
  • Como fazer a inscrição
  • O cadastro para mesário voluntário pode ser feito de forma prática, sem sair de casa. Interessados têm a opção de se inscrever pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou aplicativo e-Título (menu “Mais Opções”, opção “Mesário Voluntário”). Também é possível realizar o registro presencialmente nos cartórios (endereços das zonas eleitorais).
  • Benefícios oferecidos:
  • Folgas trabalhistas: dois dias de folga para cada dia trabalhado e dois dias de folga para um ciclo completo de treinamento, em qualquer modalidade (presencial ou on-line);
  • Auxílio-alimentação: para as Eleições 2026, o valor do auxílio por dia de atuação foi fixado em R$ 65 (Portaria TSE nº 86/2025);
  • Vantagens acadêmicas e profissionais: estudantes de instituições de ensino superior conveniadas podem utilizar as horas trabalhadas como atividade extracurricular;
  • Desempate em concursos: a atuação pode servir como critério de desempate em concursos públicos, caso previsto no edital.

Seleção dos voluntários
O processo de seleção prioriza os voluntários da própria seção eleitoral. Após a inscrição, o cartório analisa a ficha para verificar a existência de vagas e a ausência de impedimentos legais. Caso aprovada, a pessoa recebe a convocação e passa por treinamento para aprender funções como operar a urna eletrônica, identificar eleitores e organizar a fila na seção. A Justiça Eleitoral reforça que a inscrição não garante a convocação imediata, mas coloca o cidadão na base de dados prioritária para o suporte às eleições.

Outras informações estão disponíveis na página de Perguntas e Respostas sobre o tema, disponível no site do TRE-SP. A Justiça Eleitoral paulista também lançou a campanha #OrgulhoDeSerMesário, que destaca experiências de quem já viveu o dia da eleição por dentro. Os relatos ajudam a mostrar que, além da responsabilidade, a função também é marcada por encontros, histórias e senso de pertencimento. Confira os vídeos.

Em São Paulo, dois terços (67%) dos mais de 412 mil mesários atuaram de forma voluntária no 1º turno das Eleições 2024. Já na comparação entre homens e mulheres, elas levam vantagem. Cerca de 300 mil mulheres colaboraram com o pleito no estado, 72% do total. O índice vem se repetindo há pelo menos três eleições, com 67% de participação feminina em 2020 e 70%, em 2022.

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Eleições 2026: outubro tem datas do 1º e do 2º turnos definidas pela Constituição

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Brasileiros irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; participação consciente fortalece a democracia

As Eleições 2026 acontecerão em 04 de outubro, primeiro domingo do mês. Caso haja segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro, último domingo do mês. As datas seguem o que determina a Constituição Federal para as eleições de cargos estaduais e federais.

Neste ano, os eleitores irão votar para os cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O pleito é considerado um dos mais importantes da democracia brasileira, já que define representantes responsáveis por decisões que impactam diretamente a vida da população nos próximos anos.

A partir deste pleito, também entram em vigor novas datas de posse. Com a Emenda Constitucional nº 111/2021, o presidente tomará posse em 5 de janeiro e os governadores em 6 de janeiro. Antes, ambas aconteciam em 1º de janeiro.

O segundo turno ocorre apenas em eleições para cargos do Poder Executivo, como presidente e governador. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter maioria absoluta dos votos válidos, excluindo brancos e nulos. Caso isso não aconteça, os dois candidatos mais votados disputam uma nova votação.

Mais do que uma obrigação eleitoral, o voto também representa um exercício de cidadania. Buscar informações, acompanhar propostas e avaliar o histórico dos candidatos são atitudes que ajudam o eleitor a fazer escolhas mais conscientes.

As eleições brasileiras nem sempre ocorreram em outubro. Ao longo da história, os pleitos já foram realizados em diferentes meses, como março, novembro e dezembro, conforme as regras constitucionais e o contexto político de cada época.

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