Brasil
Entenda como novo lockdown na China afeta comércio das indústrias do Brasil
Contêineres parados no porto de Xangai devem provocar nova falta de semicondutores e afetar mercado automobilístico, farmacêutico, eletrônico e do agronegócio, segundo o Ciesp Campinas
O novo lockdown na China, após o país registrar um aumento de casos de Covid-19 em abril, vai afetar diretamente o comércio exterior das indústrias do Brasil e pode causar uma nova crise de desabastecimento de insumos, produtos e componentes essenciais para a produção de grande parte das empresas brasileiras, assim como aconteceu no período mais agudo da pandemia. A confirmação é da regional de Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-SP).
Indústrias da região temem que variação do câmbio impacte negócios nos próximos meses
O g1 preparou um conteúdo, em perguntas e respostas, para entender qual exatamente é o impacto prático na economia do Brasil das novas restrições da China e os setores que serão afetados em um eventual desabastecimento do material importado da Ásia. As informações foram passadas pelo diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso, em coletiva de imprensa na terça-feira, 26.
O que está acontecendo na China?
Dezenas de cidades chinesas vivem um lockdown para evitar a transmissão do coronavírus. Até este momento, não se trata de uma nova onda ou variante da doença. O que acontece é que o país adota uma estratégia de “Covid Zero” e, como registrou alta de casos de Covid-19 nas últimas semanas, decidiu impor restrições como confinamento severo, restrição de circulação e até cercas para evitar o deslocamento.
Porque o novo lockdown afeta as indústrias?
A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Consequentemente, com o país travado novamente devido ao lockdown, as indústrias da região de Campinas e de todo o país já começam a ser impactadas.
A cidade de Xangai, um centro financeiro e de negócios que abriga 25 milhões de pessoas, passa pelo pior momento da pandemia desde o início, há mais de dois anos. A metrópole chinesa não é apenas um centro financeiro global, mas também um dos portos de carga mais importantes para o comércio internacional. Em 2021, o porto de Xangai foi responsável por 17% do tráfego de contêineres e 27% das exportações da China.
Com o porto travado, sem poder trabalhar com o fluxo normal de exportações e importações, o que acontece é um congestionamento de caminhões, contêineres e mercadorias que ficam proibidas de escoar, o que gera um desabastecimento de itens importante para girar a economia das indústrias brasileiras.
“Os novos lockdowns na China estão restringindo a circulação. O Brasil tende a ser duramente afetado. A China está causando uma crise mundial. A bolsa de commodities está aumentando significativamente. A gente não entende porque a China, que nunca deixou de abastecer o mundo no pior momento da pandemia, faz um lockdown tão restrito agora, justo em um momento de crise por conta da guerra na Ucrânia”, disse Anselmo Riso.
Qual é o impacto prático no Brasil?
O Ciesp Campinas apontou que o reflexo nas empresas do Brasil causado pelo lockdown na China tem três pontos importantes:
Causar uma nova crise de desabastecimento de insumos e componentes eletrônicos, principalmente semicondutores. A falta do semicondutor, desta vez, não afetaria apenas a indústria automobilística, como foi na primeira vez, mas também setores como farmacêutico, agronegócio e fabricante de eletroeletrônicos.
Aumento geral nos custos, uma vez que não tem a disponibilidade de reposição dos contêineres, porque eles ficam retidos e não podem retornar. Isso aumenta o preço do frete. “Essa retenção aumentou em 50% o valor das embalagens. Eu vejo um período de nuvens carregadas para a indústria da região e do Brasil”, afirmou o diretor.
Prejudica o comércio exterior como um todo. “Por exemplo: se a empresa for comprar uma máquina na Itália, essa máquina provavelmente não vai chegar por conta da falta do semicondutor”, completou Riso.
“O grande problema lá é que essa pressão é que isso impossibilita que os grandes trabalhadores trabalhem. Além de estar com porto cheio, as fábricas estão paradas sem produzir”, finalizou.
Fonte: Por Marcello Carvalho, g1 Campinas e Região
Brasil
Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal
O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.
Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.
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Brasil
Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR
Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias
A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.
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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.
Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.
“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.
“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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Brasil
Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil
Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País
Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.
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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.
Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.
Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.
“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.
Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.
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