Brasil
Conheça os 5 golpes cibernéticos mais comuns direcionados a adolescentes e saiba como se proteger
ESET analisa cinco modelos de ameaças que os criminosos usam para induzir e roubar dinheiro e dados pessoais de adolescentes na Internet
Embora os adolescentes não sejam tão impressionáveis quanto as crianças, eles ainda podem estar sujeitos a várias influências externas. Nesse sentido, é possível que eles sejam mais confiáveis e por isso possam se tornar alvo de golpistas que buscam enganá-los e ficar com seu dinheiro ou dados pessoais.
A ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisou alguns dos golpes mais comuns direcionados aos jovens e traz algumas dicas, abaixo, sobre como evitar cair nas armadilhas, mantendo a segurança no ambiente digital.
- Golpes nas redes sociais: como as redes sociais ocupam muito espaço na vida da maioria dos adolescentes, é natural que os golpistas tentem direcioná-los onde passam a maior parte do tempo. Um dos métodos mais comuns que os criminosos usam é vincular manchetes chamativas de celebridades. No entanto, quando o usuário clica neste link, ele é redirecionado para um site malicioso. Como alternativa, os golpistas podem tentar entrar em contato com suas vítimas diretamente por meio de mensagens convidando-as a participar de concursos ou sorteios, mas, novamente, o link compartilhado provavelmente redirecionará o adolescente para um site fraudulento que infectará seus dispositivos com malware ou tentará roubar informações confidenciais em formação.
- Grandes descontos em itens e produtos que geralmente são caros: para tornar suas ofertas atraentes para os adolescentes, os golpistas tentam oferecer marcas e produtos que sejam consumidos por eles, como tênis de edição limitada, roupas de marca que costumam ser muito caras para um salário médio ou emprego de meio período ou lojas online falsas. O engano consiste em criar um site de varejo falso que oferece uma grande variedade desses produtos. Assim que alguém fizer uma compra nesses sites, receberá um produto falso ou não receberá absolutamente nada. E, na pior das hipóteses, se a vítima compartilhou os detalhes do cartão de crédito, os cibercriminosos vão acumular taxas e limpar a conta bancária.
- Bolsa de estudos: os golpistas tentam tirar proveito dos alunos que buscam esse tipo de ajuda financeira criando bolsas de estudo falsas, que podem assumir várias formas. Por exemplo, esses falsos programas de bolsas de estudo muitas vezes exigem que o indivíduo pague uma “taxa de inscrição”. Porém, a bolsa não existe e o golpista vai acabar ficando com o dinheiro dado. Como alternativa, o golpe pode consistir em uma bolsa de estudos que a pessoa ganhou por meio de uma loteria. Nesse caso, o aluno também deverá pagar uma “taxa de processamento” ou uma “taxa de desembolso” justificando esse pagamento devido aos custos tributários, mas no final o resultado é o mesmo.
- Golpes de emprego: ser adolescente com múltiplos interesses, como ir a shows, viajar ou mesmo ser independente, não é fácil, principalmente porque muitas vezes você não tem dinheiro para realizar essas atividades. Para atingir os jovens que procuram emprego, os cibercriminosos criam ofertas de emprego falsas que muitas vezes parecem boas demais para ser verdade. Os golpistas publicam essas ofertas de em fóruns de empregos legítimos e, normalmente, oferecem posições que permitem que você trabalhe em casa e ganhe um salário substancial. No entanto, o objetivo final é obter informações pessoais das vítimas e, em seguida, usar esses dados em várias atividades ilícitas, como abrir contas bancárias em nome de suas vítimas ou usar suas identidades para falsificar documentos.
- Fraudes românticas: os aplicativos e plataformas de namoro online se tornaram locais de caça para criminosos que realizam os chamados “golpes românticos”. No entanto, esses golpistas não se limitam apenas a sites de namoro. Eles frequentemente procuram suas vítimas nas redes sociais e se comunicam com elas por meio de mensagens privadas. O engano é baseado em se passar por uma pessoa que a vítima considera atraente. Então, o golpista constrói um vínculo de confiança com sua vítima até que atinja seu objetivo final: roubar seu dinheiro. Infelizmente, em alguns casos, os cibercriminosos usam táticas de manipulação, como solicitar fotos íntimas e, em seguida, extorquir as vítimas para que paguem, ameaçando revelar essas fotos a seus entes queridos e ao público se elas não pagarem.
Embora os golpes contra adolescentes ocorram em grande escala, a ESET compartilha maneiras de se proteger contra eles:
Se você se deparar com uma oferta de emprego que lhe pareça tentadora, mas tiver dúvidas, faça uma busca rápida no site da empresa que oferece o suposto emprego para ver se surge algo suspeito. Além disso, lembre-se de fornecer informações pessoais para fins salariais somente após ter sido contratado.
Um conselho semelhante se aplica no caso de bolsas de estudo: se você estiver procurando por uma, certifique-se de verificar se a organização que oferece a bolsa é legítima fazendo uma pesquisa na web ou entrando em contato diretamente com seus escritórios. E nunca pague qualquer tipo de taxa de “processamento” ou “adiantamento” sem antes falar com o estabelecimento.
Uma das regras de ouro da Internet é: “Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade”. Então, quando você se depara com um produto de edição limitada a um preço surpreendentemente baixo, é muito provável que seja uma farsa. Se você ainda estiver intrigado, consulte o fabricante diretamente e investigue para verificar sua autenticidade.
Se você receber uma mensagem não solicitada de alguém que você não conhece, tome cuidado, especialmente se for uma oferta questionável ou contiver um link. Em qualquer caso, a melhor opção é ignorar a mensagem e lembrar: nunca clique em um link enviado por um estranho.
Caso um estranho esteja tentando iniciar contato e, após algumas mensagens, começar a professar seu amor, preste atenção. Uma busca rápida pelas imagens reversas dessa pessoa deve ser o suficiente para descobrir se ela está se passando por alguém ou não.
“Independentemente da idade, como usuários é importante estarmos atentos às mensagens que recebemos, não inserir nossos dados em sites desconhecidos ou acessar links suspeitos. Dedicar alguns minutos para analisar o processo, refletir e revisar os sites e as informações solicitadas é essencial. Conhecer os riscos a que está exposto, atualizar os aplicativos, ter uma solução de segurança nos diversos dispositivos e aplicar o bom senso na interação online permitirá que você evite cair em qualquer tipo de engano”, comenta Cecilia Pastorino, pesquisadora do Laboratório da ESET na América Latina.
Sobre a ESET
Desde 1987, a ESET® desenvolve soluções de segurança que ajudam mais de 100 milhões de usuários a aproveitar a tecnologia com segurança. Seu portfólio de soluções oferece às empresas e consumidores de todo o mundo um equilíbrio perfeito entre desempenho e proteção proativa. A empresa possui uma rede global de vendas que abrange 180 países e possui escritórios em Bratislava, San Diego, Cingapura, Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo. Para mais informações, visite www.eset.com/br ou siga-nos no LinkedIn, Facebook e Twitter.
Brasil
Eleições 2026: outubro tem datas do 1º e do 2º turnos definidas pela Constituição
Confira como o texto constitucional escolheu o primeiro domingo do mês para as eleições; data da posse do presidente e dos governadores será alterada a partir deste pleito
As Eleições 2026 acontecerão no dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês. Já se houver segundo turno, ele ocorrerá no último domingo do mesmo mês, 25 de outubro. Quem dita as regras dessa escolha é a Constituição de 1988, em seus artigos 28, 29, inciso II, e 77, que tratam das eleições para cargos municipais, estaduais e federais.
Em 2021, a redação do artigo 28 mudou com a Emenda Constitucional nº 111, causando a alteração da data de posse de governadores e vice-governadores do dia 1º de janeiro para o dia 6 do mesmo mês. A posse do presidente também foi modificada, passando do dia 1º para o 5 de janeiro. A mudança, que começa a ser aplicada nas próximas eleições, decorreu das dificuldades que os governadores tinham em prestigiar a posse do presidente, devido às datas coincidentes.
A redação antiga determinava que a eleição deveria ocorrer “noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores”. Sendo o término do mandato no dia 1° de janeiro, a data para a realização das eleições corresponderia a 3 de outubro, data que já foi muito utilizada para as eleições presidenciais após a deposição de Vargas e antes do regime militar.
Segundo turno
Já o segundo turno acontece em casos específicos. Primeiramente, o segundo turno só é uma opção em eleições para os cargos do Poder Executivo (Presidência, governo estadual e distrital e prefeituras), que ocorrem pelo sistema majoritário. No caso de eleições para presidente e governadores, as quais teremos neste ano, se for necessário um segundo turno, ele é realizado em todas as cidades do país, diferentemente das eleições municipais, em que o segundo turno só é possível em prefeituras com população de mais de 200 mil habitantes.
Nesses casos, no primeiro turno, vence o candidato que receber a maioria absoluta dos votos válidos, sem contar votos brancos e nulos. Por maioria absoluta, entende-se que o candidato recebeu mais da metade dos votos válidos mais um.
Caso isso não aconteça, a Justiça Eleitoral organiza um segundo turno, contando apenas com os dois candidatos mais votados. Com isso, aquele que obtiver a maioria dos votos válidos atingirá obrigatoriamente a maioria absoluta. Esse processo é determinado nos parágrafos 2º e 3º do artigo 77 da Carta Magna.
Cronologia das eleições
As eleições brasileiras nem sempre aconteceram no mês de outubro. Mesmo no primeiro pleito pós-redemocratização, o texto constitucional estabeleceu como data das eleições para presidente o dia 15 de novembro de 1989, coincidindo com a Proclamação da República. Para outros cargos, essa data já foi muito utilizada para a realização de eleições em anos anteriores à Constituição de 1988. Em 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19, as eleições foram mais uma vez realizadas em 15 de novembro.
- Trinta e um anos depois, eleição volta para 15 de novembro
- 35 anos da Constituição: direitos políticos, voto direto e eleição em dois turnos
Durante a República Velha, entre os anos de 1891 e 1930, quase todas as eleições diretas para presidente e vice-presidente ocorreram no dia 1º de março, conforme estabelecia a Constituição de 1891. A exceção foi o pleito de 1919, no dia 13 de abril, que ocorreu devido ao falecimento do presidente eleito em 1918, Rodrigues Alves, que nem chegou a assumir o posto. Nesse período, as eleições para presidente e vice normalmente aconteciam no mesmo dia, mas de forma separada, e havia a possibilidade de a mesma pessoa se candidatar para ambos os cargos.
Após a Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do candidato eleito Júlio Prestes, Getúlio Vargas se tornou chefe do chamado Governo Provisório em 3 de outubro de 1930. Com a promulgação da Constituição de 1934, que previa que a primeira eleição para presidente sob o novo regime seria indireta, Vargas foi eleito pela Assembleia Constituinte e continuou no poder. Em 1938, as eleições deveriam ter ocorrido no dia 3 de janeiro, o que não aconteceu devido ao golpe de 10 de novembro de 1937, implantando o Estado Novo e dando início ao regime autoritário de Vargas.
Com a deposição de Getúlio Vargas em 1945, promulga-se a Constituição de 1946, que estabelecia eleições diretas e secretas. A Justiça Eleitoral, instituída em 1932 e extinta pelo Estado Novo, é restabelecida. Com isso, a eleição de 2 de dezembro de 1945 tornou-se um marco por simbolizar a retomada da democracia.
Todas as eleições presidenciais entre 1950 e 1960 ocorreram em 3 de outubro. O pleito de 1965 estava previsto para a mesma data, mas não aconteceu devido ao golpe militar de 1964. Durante a ditadura militar, as eleições indiretas aconteceram em dias e meses diversos.
Com a redemocratização, ficou firmado o primeiro domingo de outubro como data das eleições gerais e municipais. O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui uma página com a cronologia das eleições brasileiras desde sua instituição, discriminando os cargos em disputa para cada pleito.
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Brasil
Reconstrução mamária é pauta prioritária para a sociedade brasileira
Em reuniões com o Ministério da Saúde, em Brasília, Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defende a ampliação do procedimento no SUS como parte importante do tratamento de câncer de mama
A reconstrução mamária, etapa fundamental não apenas como procedimento estético, mas também no tratamento integral do câncer de mama, tem pautado de forma prioritária as reuniões entre a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Ministério da Saúde. Como procedimento, a reconstrução mamária demonstra resultados expressivos na reabilitação física e psicológica das pacientes. “No entanto, em detrimento de tantos benefícios, estamos diante de uma realidade preocupante”, observa o mastologista Guilherme Novita, presidente da SBM. Levantamento recente revela que entre as pacientes submetidas à mastectomia no Sistema Único de Saúde (SUS) apenas 20,5% passam por cirurgia reconstrutiva com implante de prótese.
Recentemente, a SBM, representada pelo presidente Guilherme Novita, o secretário-adjunto Darley de Lima Ferreira Filho, o coordenador do Departamento de Residência Médica José Pereira Guará, e o mastologista titular Guilherme Figueira, reuniu-se em Brasília com dra. Guacyra Bezerra (DECAN) e dr. Fernando Figueira (DAHUD), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde, para tratar da pauta da reconstrução mamária como tema prioritário para a sociedade brasileira.
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“Quando consideramos o grande número de mulheres que não passam pela reconstrução mamária no SUS, ou seja 80%, estamos falando de um terço de uma população com menos de 50 anos de idade. Estamos falando de mulheres com vida social, conjugal e mesmo profissional comprometida pela não realização de um procedimento que é um direito assegurado por lei”, ressalta Novita.
Em vigor desde novembro do ano passado, a Lei nº 15.171/2025 ampliou o direito das mulheres de recorrerem ao SUS para a realização da cirurgia de reconstrução em casos oncológicos e também em situações de malformações, mamas tuberosas, grandes assimetrias, gigantismo, entre outras ocorrências. A legislação também ganhou importância por permitir a simetrização da mama contralateral.
A Lei nº 15.171/2025 alterou uma norma anterior (Lei nº 9.797/1999) que garantia a reconstrução mamária em casos de mutilações decorrentes de câncer de mama. Em 2013, uma emenda a esta mesma legislação acrescentou que o procedimento deveria ser realizado imediatamente, em condições clínicas favoráveis, após a retirada parcial ou total da mama devido ao tratamento de câncer ou tardiamente, quando a paciente apresentasse os requisitos necessários para a cirurgia.
Os dados do SUS, que indicam apenas 20,5% das pacientes submetidas à reconstrução mamária, tornam-se ainda mais alarmantes quando comparados com a rede suplementar. No sistema que contempla planos de saúde e seguro privado, aproximadamente 25% das pacientes submetidas à mastectomia, mesmo sem contraindicações clínicas, não realizam o procedimento. “Isso demonstra uma realidade invertida sobre reconstrução mamária no Brasil”, reforça.
Para que o vigor da lei e sua aplicação sejam realidade no Brasil, o presidente da SBM observa que o procedimento não depende exclusivamente da decisão da paciente. Também ressalta que o País dispõe de um grande número de especialistas com aprimorado conhecimento médico para realizá-la e destaca pontos que merecem reflexão e ações efetivas.
O Sistema Único de Saúde, segundo o mastologista, paga em média R$ 500 por uma reconstrução em hospital público. “Este valor não cobre o pagamento de uma prótese, que em acordos pontuais e excepcionais é negociada entre R$ 800 e R$ 1.000. Mas de forma geral, o preço de uma prótese supera R$ 1.000”, diz. Como consequência, a SBM destaca que alguns poucos hospitais públicos absorvem o prejuízo e autorizam a cirurgia. “A maioria, no entanto, não realiza o procedimento.”
Outra situação decorrente desta realidade no sistema público, e que merece atenção, é a formação de “filas de reconstrução mamária tardia”, que leva muitas mulheres a desistirem do procedimento. “É preocupante, pois essas filas não são prioridade por não configurarem procedimento oncológico. Também acabam representando custos maiores, porque requerem uma segunda internação com todas as demandas que ela representa”, pontua.
Para Guilherme Novita, a reconstrução mamária não deve ser vista como mera intervenção cirúrgica, mas parte fundamental no tratamento do câncer de mama. “Por esta razão, a SBM conclama o apoio de mastologistas de todo o País para definir um modelo adequado a cada região brasileira e defende ajustes e aprimoramento nas políticas públicas. “De forma mais abrangente, considerando a realização efetiva da reconstrução mamária no SUS, nossa perspectiva é curar não só o câncer, mas a pessoa que passa pela doença”, conclui.
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Brasil
Exame de sangue para diagnóstico de câncer de mama preocupa sociedades médicas
Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca a falta de validação científica para uma tecnologia que se propõe a detectar a doença de forma precoce
Testes chamados de “biópsias líquidas” ou “testes genéticos” têm alcançado ampla visibilidade a partir de órgãos de imprensa e redes sociais. Por meio de exame de sangue, a tecnologia se propõe a auxiliar no rastreamento precoce do câncer de mama. Ao mesmo tempo, divulgações sobre o método vêm mobilizando as mais importantes entidades médicas do País, entre elas a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). “Na realidade, não existem exames de sangue validados pela prática médica e por verificação científica como métodos de detecção precoce da doença”, afirma Guilherme Novita, presidente da SBM. A mamografia, ressalta o mastologista, é o único exame de rastreamento com eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama em mulheres.
De acordo com o levantamento divulgado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028. Diante de uma perspectiva desafiadora não apenas na rede pública, mas também para a saúde suplementar que contempla planos e seguros particulares, a SBM vê com preocupação a veiculação de informações sobre testes conhecidos como “biópsia líquida” ou “testes genéticos”.
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Por meio de exame de sangue, e sem a necessidade de solicitação médica para a realização, a tecnologia que não tem validação se propõe a detectar alterações ligadas ao crescimento de células tumorais que possam indicar precocemente o câncer de mama.
De acordo com o mastologista Guilherme Novita, testes não validados podem causar uma falsa sensação de segurança nas mulheres. “Outro aspecto igualmente preocupante é a diminuição da adesão das pacientes às formas consagradas pela ciência e prática médica para diagnóstico precoce da doença.”
Como método, a mamografia de rastreamento permanece como estratégia de saúde mais eficaz para a detecção do câncer de mama em estágio inicial. Desde o ano passado, a recomendação do Ministério da Saúde para a realização regular do exame foi ampliada com a inclusão de mulheres a partir dos 40 anos de idade.
O diagnóstico precoce proporcionado pela mamografia, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, está associado a tratamentos cirúrgicos menos extensos, muitas vezes sem necessidade de quimioterapia, maiores taxas de cirurgias conservadoras da mama e melhores resultados estéticos, aspecto de extrema relevância, considerando que a mama é um símbolo importante da feminilidade e da identidade corporal da mulher. “Diante de tantos benefícios, ao invés de recorrer a testes sem validação, é fundamental que as mulheres consultem um mastologista e sigam realizando a mamografia de forma frequente e regular”, conclui Guilherme Novita.
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