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Auditoria sigilosa do TCU revela gastos do cartão corporativo de Bolsonaro

Cartão corporativo de Bolsonaro

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Documento a que VEJA teve acesso mostra despesas de 16,5 milhões de reais apenas em viagens

Cartão corporativo de Bolsonaro – Em um anexo do Palácio do Planalto, sob o controle da Secretaria-Geral da Presidência, estão guardadas a sete chaves as informações sobre cada centavo gasto com cartão corporativo por Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle e o círculo mais próximo do presidente da República.

Para manter em segredo essas despesas e impedir que sejam usadas para desgastar o mandatário, principalmente durante a campanha eleitoral de 2022, o governo tabulou os dados — da aquisição de produtos de higiene a dispêndios com equipes de segurança e viagens oficiais — em planilhas sem conexão com a internet.

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A ordem sempre foi evitar qualquer resquício de transparência sobre o assunto, tanto que, por determinação de Bolsonaro, 99% dos gastos presidenciais com cartões corporativos carregam o selo de confidencial e, por isso, nunca tinham vindo a público. Nunca até agora.

VEJA teve acesso com exclusividade a uma auditoria sigilosa feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas faturas dos cartões corporativos na gestão Bolsonaro, que somaram cerca de 21 milhões de reais, como as despesas secretas consideradas mais significativas entre janeiro de 2019 e março do ano passado.

Cartão corporativo de Bolsonaro

Tabela Cartão corporativo de Bolsonaro - Em um anexo do Palácio do Planalto, sob o controle da Secretaria-Geral da Presidência, estão guardadas a sete chaves
Cartão corporativo de Bolsonaro

O documento mostra que o ex-capitão, apesar de simular simplicidade nos hábitos de consumo, gasta tanto quanto seu antecessor Michel Temer (MDB) com alimentação, item que, afetado pela inflação, está no topo das preocupações de parcela significativa da população.

A auditoria do TCU revela também, entre outras coisas, uma farra aérea e de viagens a passeio bancada com dinheiro do contribuinte.

Ao longo de 95 dias em 2021, servidores da Corte vasculharam os arquivos dos chamados recursos de suprimento de fundos, dinheiro destinado a custear despesas de caráter secreto pagas com cartões vinculados à Secretaria de Administração do governo, dois deles permanentemente nas mãos do presidente. Os auditores descobriram que, desde a posse do ex-capitão até março de 2021, foram gastos 2,6 milhões de reais exclusivamente para a compra de alimentos para as residências oficiais de Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, uma média de pouco mais de 96 300 reais por mês. Nos dois últimos anos de mandato de Temer, o valor foi de 2,33 milhões de reais, média de 97 000 reais.

O documento não detalha o tipo de alimento comprado nem as preferências gastronômicas de Bolsonaro, que faz o que pode para vender a imagem de um homem simples, de gente como a gente. Um de seus lanches prediletos, ele contou certa vez, seria pão francês com manteiga ou leite condensado.

Cartão corporativo de Bolsonaro

Pode até ser verdade, mas os gastos com alimentação sugerem que a mesa presidencial é bem mais fornida do que quer fazer acreditar a marquetagem oficial. Segundo os técnicos do TCU, foram desembolsados também 2,59 milhões de reais para alimentar toda a tropa de seguranças e o pessoal de apoio administrativo nas viagens do presidente e do vice pelo país. Na gestão Temer, o valor foi menor: 1,3 milhão de reais.

O mesmo acontece com gastos com combustível, rubrica em que o ex-capitão gastou cerca de 420 500 reais, 170% a mais do que o antecessor (veja a tabela).

IRREGULARIDADE - Avião presidencial: caronas frequentes para amigos e ministros em compromissos não oficiais -
IRREGULARIDADE – Avião presidencial: caronas frequentes para amigos e ministros em compromissos não oficiais – Alan Santos/PR

O curioso é que Bolsonaro, quando percorre o Brasil, gosta de ressaltar que, sempre que possível, dorme em instalações do Exército, a fim de economizar verba pública. A estratégia, ao que parece, não está surtindo o efeito desejado por ele, já que hospedagem é mais um quesito em que ele se mostra mais perdulário do que o antecessor.

A devassa do TCU também alcançou despesas menores, como um reparo pago com cartão corporativo em um jet ski da Marinha que foi usado pela equipe do presidente no Carnaval de 2021.

Além disso, os técnicos identificaram irregularidades na emissão de notas fiscais para justificar determinadas compras, embora considerem esses erros de menor gravidade.

Distribuída nos últimos dias em caráter reservado à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Ministério Público no Distrito Federal e à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, o processo, que foi relatado pelo ministro Antonio Anastasia, foi encaminhado ao Palácio do Planalto com recomendações para que, entre outras coisas, parte da lista de gastos de Jair Bolsonaro seja mais bem controlada e parte dos dispêndios não tenha mais o carimbo de ultrassecreto.

O presidente resiste a dar mais transparência aos dados recorrendo ao argumento de que precisa resguardar a sua segurança pessoal.

Cartão corporativo de Bolsonaro

Ele alega viver sob a ameaça constante de um novo atentado, como a facada que sofreu de Adélio Bispo de Oliveira às vésperas do primeiro turno, em 2018. “Um ex-militante do PSOL tentou assassiná-lo, o que eleva seu grau de risco de morte, pois a chance de ele ser vítima novamente do ódio da esquerda é grande”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) semanas atrás ao ser cobrado por mais transparência nas despesas do pai.PUBLICIDADE

TRIBUNAL - Anastasia: recomendações para que gastos sejam transparentes -
TRIBUNAL - Anastasia: recomendações para que gastos sejam transparentes – TCU/.

Chamou a atenção da equipe do TCU o fato de o maior volume de gastos presidenciais sigilosos estar relacionado a viagens do presidente, do vice e de suas comitivas — 16,5 milhões de reais em pagamentos de hospedagem, fornecimento de alimentação e apoio operacional.

No valor, estão incluídos também gastos — legais, registre-se — de familiares de Bolsonaro e Mourão que eventualmente viajam com eles, mas puxando o novelo de informações os auditores descobriram uma farra de caronas aéreas pagas com dinheiro público para eventos sem relação alguma com as atividades do governo. Segundo a auditoria do TCU, a bordo do avião presidencial os ministros da Economia, Paulo Guedes, das Comunicações, Fábio Faria, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, viajaram não para agendas públicas ou compromissos oficiais, mas para curtir feriados fora de Brasília ou assistir a partidas de futebol em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O mesmo expediente foi utilizado por outras dezessete autoridades ou convidados e familiares delas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, então advogado-geral do governo Bolsonaro, e o filho dele pegaram carona com o presidente para aproveitar o feriado da Proclamação da República, em 2019, nas praias do Guarujá.

O mesmo destino foi escolhido pelo ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi a bordo do avião presidencial para o réveillon de 2021. Titular da Corregedoria do Senado, responsável por promover o decoro entre os parlamentares, o senador Roberto Rocha (PTB-MA) pegou uma carona com Bolsonaro até São Paulo para emendar o feriado de Finados em 2020.

O secretário de Pesca, Jorge Seif, a quem o presidente apelidou de Zero Cinco em referência à proximidade que tem com o chefe, passou os dias que antecederam o Natal de 2020 em São Francisco do Sul (SC). Embora a pandemia estivesse em franca ascensão e naquele momento o governo não tivesse comprado uma dose de vacina sequer, a viagem foi programada para que ambos fossem pescar. Não havia agenda de trabalho, concluíram os auditores da Corte de Contas.

Cartão corporativo de Bolsonaro

“A utilização da aeronave presidencial para transportar, em viagens de agenda privada, pessoas que não são seus familiares diretos, bem como pagamento de despesa de hospedagem de pessoas que não são autoridades ou dignitários, sinalizam aproveitamento da estrutura administrativa em benefício próprio. Tais situações afrontam os princípios da supremacia do interesse público, moralidade e legalidade”, diz trecho da auditoria do TCU.

LAZER AQUÁTICO - Conserto de jet ski: erro de menor gravidade -
LAZER AQUÁTICO - Conserto de jet ski: erro de menor gravidade – Evaristo Sa/AFP

Na lista de passageiros ilustres das caronas presidenciais, o recordista é o deputado federal Helio Lopes (PL-­RJ), conhecido como Helio Negão. Foram sete viagens para todo tipo de compromisso privado: casamento do deputado Eduardo Bolsonaro, ida a jogos de futebol, descanso em dois feriados e no Carnaval, pesca com Bolsonaro em Santa Catarina e até para votar nas eleições municipais de 2020.

Outro no rol de caroneiros do presidente é o pastor Josué Valandro Jr., da Igreja Batista Atitude, frequentada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele viajou com o presidente em junho e setembro de 2020 para conhecer um trecho da transposição do Rio São Francisco e uma obra no Vale do Ribeira.

Para o tribunal, não há justificativa para que dinheiro público seja gasto com deslocamentos particulares de pessoas que não compõem o círculo familiar do presidente. Sem citar nomes, a investigação também apontou como questionáveis o fato de a aeronave presidencial ter levado convidados para o casamento de Eduardo Bolsonaro, em maio de 2019, e de parentes por afinidade de Bolsonaro pegarem carona e terem tido hospedagem paga com recursos públicos quando o mandatário descansava no Guarujá no réveillon de 2021.

Um decreto assinado pelo presidente em 2020 estabelece que o transporte aéreo de autoridades em aeronaves do Comando da Aeronáutica pode ser requerido por motivos de emergência médica, segurança ou viagem a serviço. Não há qualquer referência a viagens privadas ou de lazer.

Desde que foram implantados, em 2001, os cartões corporativos estão na raiz de várias crises políticas. No governo Lula, ganhou ares de escândalo a revelação de que os gastos do petista haviam aumentado em mais de 100% de um ano para o outro e ainda que a filha dele tinha usado o cartão para custear despesas pessoais.

Na época, o Congresso chegou a abrir uma CPI para apurar o caso. Em um contra-ata­que, petistas lotados no Palácio do Planalto produziram um dossiê apócrifo com uma lista de gastos da ex-­primeira-dama Ruth Cardoso que incluía itens como doces, bebidas e produtos de beleza. A investigação parlamentar não resultou em nada, exceto no aumento do sigilo das despesas e no volume de gastos nas administrações seguintes.

BAITA APETITE - Vigilância reforçada nas viagens: 2,59 milhões de reais apenas para alimentar a tropa de seguranças -
BAITA APETITE - Vigilância reforçada nas viagens: 2,59 milhões de reais apenas para alimentar a tropa de seguranças – Alan Santos/PR – Cartão corporativo de Bolsonaro

Para a auditoria do TCU, o uso do avião presidencial para deslocamentos de convidados do presidente Bolsonaro pode significar crime de improbidade administrativa, o que, em casos de condenação, levaria as autoridades a perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos e ressarcir os cofres públicos por seus passeios aéreos particulares. Em 2007, no entanto, o STF concluiu que o uso de aviões da FAB para atividade particular é passível de ser enquadrado como crime de responsabilidade, situação que, no limite, pode levar até à abertura de um eventual pedido de impeachment.

Cartão corporativo de Bolsonaro – A partir de agora, as descobertas dos auditores serão analisadas por diferentes instâncias do Ministério Público, que podem ou não dar seguimento a eventuais pedidos de responsabilização. Detalhe: com a campanha, essas viagens nada baratas estão sendo ainda mais intensas.

Rasgados

A FARRA DAS CARONAS

Helio Lopes (PL-RJ)
Helio Lopes (PL-RJ) – ./.

Fonte: Veja

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Brasil

Avanço da IA muda perfil profissional e aumenta pressão por regras nas empresas

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Estudo do Top Employers mostra que 32% das empresas certificadas Top Employers no Brasil já testam práticas de IA responsável e aponta governança e supervisão humana como desafios da nova fase

A corrida pela inteligência artificial entrou em uma nova etapa. Depois de conquistar espaço como ferramenta para produzir textos, analisar dados e automatizar tarefas, a tecnologia avança para sistemas capazes de coordenar processos, tomar decisões e executar etapas inteiras do trabalho com menor intervenção humana. A mudança, que reacendeu entre as próprias empresas de tecnologia o debate sobre segurança, controle e supervisão, começa a produzir uma segunda discussão dentro das companhias: quais decisões podem ser delegadas à IA e quais precisam continuar necessariamente sob responsabilidade de pessoas?

No Brasil, esse movimento encontra um mercado que experimenta a tecnologia em ritmo acelerado. Dados do Top Employers Institute, em recorte brasileiro da HR Best Practices Survey 2026, mostram que 32% das empresas certificadas analisadas no país estão em fase piloto de práticas de inteligência artificial responsável, ante 23% globalmente. O recorte brasileiro também revela uma atenção particularmente ligada à produtividade: 39% das organizações destacam o potencial da IA para ampliar a capacidade da força de trabalho, frente a 27% no cenário global.

Os números complementam o estudo Designing work for the age of agentic AI, divulgado neste ano pelo instituto. O levantamento reúne dados e insights de 2.358 organizações participantes da HR Best Practices Survey 2026, pesquisa que embasa a certificação Top Employers em diferentes países, e analisa uma mudança que vai além da adoção de novas ferramentas: a passagem para a chamada IA agêntica, formada por sistemas capazes de executar objetivos com supervisão humana limitada e, em alguns casos, coordenar diferentes agentes para cumprir tarefas complexas.

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Para Raphael Henrique, gerente regional para a América Latina do Top Employers Institute, o momento brasileiro combina disposição para experimentar com a necessidade de transformar essa experiência em processos mais maduros. “O Brasil mostra uma abertura importante para experimentar a inteligência artificial e enxergá-la como instrumento de produtividade. O próximo passo é garantir que esse avanço seja acompanhado por critérios claros sobre onde a tecnologia pode atuar, onde a decisão humana precisa prevalecer e quem responde pelos resultados. Quanto mais capacidade damos à IA, mais importante se torna definir a responsabilidade das pessoas que estão por trás dela”, afirma.

Essa mudança também começa a alterar as competências procuradas pelas empresas. Segundo o estudo, à medida que sistemas inteligentes assumem parte da execução, o trabalho humano tende a migrar da realização direta de determinadas tarefas para atividades como definir objetivos, supervisionar resultados, identificar exceções, validar decisões e coordenar sistemas. O relatório aponta que o valor profissional passa a estar menos associado apenas ao volume de tarefas realizadas e mais à capacidade de julgamento e de articulação entre diferentes processos.

O movimento deu origem ao conceito de “orquestrador de IA”, utilizado pelo estudo para descrever o profissional generalista capaz de usar inteligência artificial para produzir resultados que anteriormente poderiam depender da participação de uma pequena equipe. Nesse cenário, saber utilizar a tecnologia é apenas uma parte da competência. A capacidade de direcioná-la, questionar seus resultados e assumir decisões torna-se igualmente relevante. “A competência que ganha valor não é simplesmente saber pedir algo para uma inteligência artificial. As empresas começam a precisar de profissionais capazes de entender o contexto, formular problemas, avaliar respostas e saber quando a decisão não deve ser delegada à tecnologia. Isso também muda recrutamento, desenvolvimento de pessoas e formação das lideranças”, diz Henrique.

A pressão sobre o RH aparece também no planejamento das competências necessárias para os próximos anos. Entre as organizações certificadas analisadas pelo Top Employers Institute em 2026, 61% possuem processo formal de planejamento estratégico da força de trabalho para identificar necessidades futuras de pessoas e competências, mas somente 41% trabalham com múltiplos cenários futuros.

Para o Top Employers Institute, essa diferença ganha relevância porque a IA torna menos previsível a configuração futura das funções. Sistemas agênticos podem coordenar atividades relacionadas a contratação, integração e treinamento, atendimento a clientes e gestão de cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, a tecnologia desloca parte da contribuição humana para funções de orientação, validação e configuração desses sistemas.

Empresas aceleram regras para uso da IA

A maior autonomia tecnológica ajuda também a explicar por que a governança avançou rapidamente dentro das organizações. Entre os Top Employers, a proporção de empresas com estruturas formais de IA ética passou de 42% em 2025 para 62% em 2026. No mesmo intervalo, a adoção de práticas responsáveis de implementação da tecnologia avançou de 48% para 68%.

Os resultados associados a essas estruturas ajudam a ampliar a discussão para além de compliance. Entre as organizações que possuem um framework ético formal, 51% avaliam os impactos da colaboração entre pessoas e IA, contra 23% entre aquelas sem essa estrutura. O envolvimento dos funcionários em discussões sobre ética da IA aplicada ao RH chega a 46% contra 25%, enquanto iniciativas relacionadas à preparação e à resiliência diante das mudanças aparecem em 76% contra 59%.

“Governança não deve entrar depois que a tecnologia já está disseminada pela empresa. Ela precisa acompanhar a adoção desde o início. Uma política consistente estabelece limites, responsabilidades e mecanismos de supervisão, mas também dá segurança para que as pessoas experimentem e inovem. É justamente essa combinação entre liberdade para avançar e clareza sobre os limites que tende a diferenciar as organizações mais maduras”, afirma Henrique.

Na prática, o estudo recomenda que as empresas definam onde a participação humana deve permanecer obrigatória, estabeleçam mecanismos de avaliação dos impactos da IA tanto sobre os resultados do negócio quanto sobre a experiência dos funcionários e mantenham diálogo permanente com as equipes. O relatório também destaca a necessidade de atualizar funções, estruturas de remuneração e recompensa, critérios de desempenho, treinamento e planejamento da força de trabalho conforme pessoas e sistemas inteligentes passam a dividir a execução das atividades.

Para Henrique, essa transformação coloca uma nova responsabilidade sobre as lideranças. “O profissional não precisa competir com a inteligência artificial em velocidade de processamento. O diferencial humano estará cada vez mais no julgamento, no contexto, na responsabilidade e na capacidade de decidir como a tecnologia deve ser utilizada. Para as empresas, o desafio deixa de ser apenas oferecer acesso à IA e passa a ser preparar pessoas para trabalhar com ela de forma produtiva, crítica e responsável.”

A discussão ganha força justamente quando as próprias big techs ampliam o debate sobre os limites da autonomia dos sistemas de inteligência artificial, com atenção crescente a mecanismos de controle, avaliação e supervisão humana. O movimento reforça uma das conclusões centrais do estudo do Top Employers Institute, que aponta que na próxima etapa da IA, o diferencial das organizações pode estar menos em simplesmente adotar a tecnologia e mais em definir como pessoas e sistemas inteligentes deverão trabalhar juntos, quais decisões podem ser automatizadas e onde a responsabilidade humana precisa permanecer.

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Brasil

Blue Tree Hotels é a única empresa do setor hoteleiro entre as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil

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Rede ocupa a 79ª posição no ranking da TIME e da Statista, que analisou empresas de diferentes setores da economia brasileira

A Blue Tree Hotels é a única empresa do setor hoteleiro entre as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil em 2026, segundo ranking elaborado pela TIME em parceria com a Statista. A rede ocupa a 79ª posição, com pontuação de 87,56, em uma lista que reúne empresas de diferentes setores da economia brasileira.

Ao todo, 500 empresas foram reconhecidas na edição brasileira de 2026. O levantamento considera a percepção dos profissionais em relação aos empregadores, permitindo identificar empresas que se destacam entre trabalhadores e no contexto de seus respectivos setores.

Para a Blue Tree Hotels, o reconhecimento reforça uma convicção que faz parte da história e da cultura da empresa: uma organização é construída por pessoas e, na hotelaria, cuidar de quem cuida dos hóspedes é essencial para oferecer uma experiência de excelência.

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Com 1.166 colaboradores, a rede mantém o desenvolvimento, a valorização e o cuidado com as pessoas como pilares de sua cultura. Essa visão está presente na Alma Blue Tree, conceito que traduz os princípios que orientam a forma de trabalhar e de se relacionar dentro e fora dos hotéis: bem-receber, bem-servir e bem-cuidar.

Mais do que um conjunto de processos, a Alma Blue Tree busca estar presente nas relações cotidianas — entre colaboradores, hóspedes, parceiros e comunidades — com profissionalismo, respeito, atenção e humanidade. O desenvolvimento das pessoas é entendido como um processo permanente, que envolve capacitação, oportunidades, aprendizado contínuo, autonomia e responsabilidade.

“Uma empresa é feita de pessoas. Quando cuidamos delas, construímos uma cultura que valoriza o bem-estar e o desenvolvimento, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nas relações com as famílias, nas escolas e em todos os lugares onde convivemos. Esse cuidado chega ao hóspede e é percebido por ele, indo muito além dos processos e procedimentos da hotelaria. É uma alegria muito grande receber esse reconhecimento da TIME. Para mim, é um presente maravilhoso que nossa equipe me proporciona. Ao mesmo tempo, essa conquista aumenta a nossa responsabilidade de continuar evoluindo e cuidando de todas as pessoas com a Alma Blue Tree, com ainda mais apreço, afeto e responsabilidade”, afirma Chieko Aoki, presidente e CEO da Blue Tree Hotels.

O reconhecimento também reforça a importância de uma cultura empresarial vivida no dia a dia. Na Blue Tree, a busca pela excelência está associada à formação e ao desenvolvimento das equipes, à disseminação das melhores práticas e à construção de relações pautadas pela confiança, autonomia e responsabilidade.

Na hotelaria, onde a experiência do cliente é diretamente influenciada pelas pessoas, a empresa considera que a excelência no serviço começa pelo cuidado com quem está à frente dele.

Sobre a Blue Tree Hotels
A Blue Tree Hotels, do grupo Chieko Aoki Management Company, opera mais de 4 mil apartamentos em 17 cidades brasileiras, de norte a sul do país. A rede está presente em Bauru (SP), Barueri (SP), Caxias do Sul (RS), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Jaguariúna (SP), Joinville (SC), Lins (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Ribeirão Claro (PR), Santo André (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Sorriso (MT), Teresina (PI) e Valinhos (SP).

Com uma trajetória marcada pela valorização das pessoas e pela busca de uma hospitalidade que combina profissionalismo e humanidade, a Blue Tree Hotels tem como essência oferecer uma experiência de acolhimento que vá além da hospedagem, criando vínculos e fazendo com que cada hóspede se sinta verdadeiramente cuidado.

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Brasil

Aplicativo e-Título nas Eleições 2026: saiba como baixar e usar no dia da votação

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Download estará liberado no dia do pleito, mas Justiça Eleitoral orienta eleitor a instalar app com antecedência; conheça outros aplicativos para ajudar antes, durante e após a votação

O e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral disponível para celulares ou tablets com sistemas Android ou iOS, poderá ser baixado no dia da votação nas Eleições 2026. A regra vale tanto para o domingo, 4 de outubro, data do 1º turno, quanto para um eventual 2º turno, previsto para o dia 25. Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso eram interrompidos no dia do pleito para reduzir a sobrecarga do sistema. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que atuará para manter a ferramenta disponível durante a votação, no entanto, orienta o eleitor a instalar e ativar o e-Título com antecedência para verificar os dados disponíveis e conhecer as funcionalidades.

Mais de 19,5 milhões de pessoas já baixaram o e-Título em São Paulo, o equivalente a 57,3% dos mais de 34,1 milhões de votantes do estado. Somente este ano, foram registrados mais de 3,6 milhões de downloads, sendo cerca de 935 mil nesse último mês.

Quem tem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral pode utilizar o e-Título como documento de identificação no momento da votação, já que a versão digital do título exibe a fotografia do eleitor. Quem não conta com a biometria deve apresentar um documento oficial com foto. Para orientar o eleitorado, a plataforma passou a enviar notificações oficiais sobre locais de votação, atualizações do sistema e serviços digitais, contribuindo para o combate à desinformação.

No dia da eleição, das 8h às 17h, os eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral poderão utilizar a funcionalidade de geolocalização do app para justificar a ausência às urnas. Após o pleito, a justificativa permanece disponível no e-Título, mediante envio da documentação comprobatória.

Além do e-Título, a Justiça Eleitoral disponibiliza outros aplicativos que auxiliam cidadãos e colaboradores do pleito. Confira a seguir. 

Pardal (Denuncie irregularidades de campanha)
Durante a campanha eleitoral, o cidadão pode usar o celular como aliado na fiscalização da propaganda. O aplicativo Pardal permite comunicar à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades relacionadas à publicidade, suspeita de compra de votos, uso indevido da estrutura pública, entre outros. Ao identificar uma situação que possa estar em desacordo com a legislação vigente, o eleitor deverá se identificar por meio de autenticação pelo e-Título ou pelo Gov.br, e encaminhar as denúncias com descrição dos fatos, localização e inclusão de fotos e vídeos.

Mesário (Apoio e treinamento para colaboradores)
Voltado aos que atuarão nas mesas receptoras de voto, o aplicativo Mesário permite realizar o treinamento on-line e consultar materiais de apoio para o dia da votação. Disponível para Android e iOS, a ferramenta possibilita acompanhar o progresso no curso, tirar dúvidas, receber comunicados oficiais e conferir o passo a passo dos trabalhos da seção. O app também dá acesso à Declaração de Trabalhos Eleitorais (DTE), que comprova os dias trabalhados e a conclusão do treinamento.

Boletim da Mão (Confira os boletins de urna pelo QR Code)
Já o Boletim na Mão (Android e iOS) permite consultar os Boletins de Urna (BUs) emitidos ao fim da votação pela urna de cada seção eleitoral. Os boletins registram a quantidade de votos atribuída a cada candidata ou candidato naquele equipamento. Para utilizar o aplicativo, basta apontar a câmera do celular para o QR Code impresso no Boletim de Urna (BU) afixado na seção. O app faz a leitura das informações e permite consultar os dados registrados no documento. Dessa forma, o eleitor consegue acessar e gravar uma versão digital dos dados registrados naquela seção.

Resultados (Acompanhe a apuração em tempo real)
Depois do fechamento das urnas, os aplicativos continuam sendo aliados do eleitor. O Resultados permite acompanhar a apuração oficial em tempo real e consultar os resultados das eleições em todo o país. A ferramenta, disponível tanto por meio deste site, quanto para Android e iOS, também possibilita favoritar candidatas e candidatos para facilitar o acompanhamento.

Canais de denúncia
Informações falsas, enganosas ou fora de contexto sobre as Eleições 2026 podem ser comunicadas, de forma gratuita e anônima, pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Para denunciar, basta abrir o site do TRE-SP, clicar em “Eleições 2026” e depois em “Denúncias e combate à desinformação”. É necessário informar a situação e o link da publicação, com possibilidade de incluir justificativa e captura de tela. Os relatos são analisados pela Justiça Eleitoral e, quando necessário, encaminhados às plataformas ou aos órgãos competentes.

Irregularidades relacionadas a candidatas, candidatos, partidos ou à propaganda eleitoral podem ser comunicadas à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal, disponível gratuitamente para aparelhos Android e iOS. As estatísticas das ocorrências também podem ser acompanhadas pelo Pardal Web. 

Atendimento ao eleitor
Dúvidas sobre os serviços da Justiça Eleitoral podem ser esclarecidas pela chatbot Lina, assistente virtual disponível no site do TRE-SP e pelo WhatsApp (11) 3130-2200. Outra opção é a Central de Atendimento, pelo telefone 148. A URA oferece informações 24 horas, todos os dias, enquanto o atendimento com atendentes funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, exceto feriados.

Celular proibido na cabina de votação
Para garantir o sigilo do voto, é proibido entrar com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento eletrônico na cabina de votação, conforme o artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026. Como alternativa para lembrar os números, o eleitor pode levar a cola eleitoral anotada em papel, único recurso permitido no momento de votar.

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