Mundo
Câncer de mama: oncologista alerta para a importância da atividade física durante o tratamento da doença
5 horas de exercício físicos semanais podem reduzir o risco de câncer, diminuir as chances de crescimento do tumor e oferecer suporte extra no combate à neoplasia
Com a correria do dia a dia, as pessoas estão dando menos atenção à quantidade de exercícios físicos que o corpo necessita — e as consequências disso geram impactos diretos no aumento dos índices de casos de câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 80% a 90% dos casos de surgimento de tumores malignos estão relacionados ao nosso modo de vida, sendo o sedentarismo um desses fatores.
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Estima-se que, em 2022, sejam registrados 66.280 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, o que faz da neoplasia a mais prevalente entre as brasileiras, correspondendo a 28% de todos os casos diagnosticados da condição, de acordo com o Ministério da Saúde.
Exercícios são aliados à prevenção
Segundo uma pesquisa recente realizada pela Divisão de Epidemiologia de Câncer da Universidade de Melbourne, na Austrália, foi observado que a atividade física, aliada à predisposição genética, reduz de 38% a 41% o risco de câncer de mama.
A pesquisa, feita com 131 mil mulheres, demonstrou que aquelas que se exercitavam ativamente e em alto grau (com genes que eram favoráveis à prática de atividade física) tiveram um risco 41% menor de câncer de mama invasivo. Já as que treinavam entre três ou mais vezes na semana (com predisposição no DNA), tinham 38% menos risco de desenvolverem a doença, em comparação às mulheres que não praticam nenhuma atividade física.
Segundo Daniel Gimenes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, é importante oferecer à paciente a oportunidade de cinco horas de atividade física semanal. “O movimento regular faz com que sejam eliminadas do sangue as moléculas de gordura, chamadas de lipídios, que servem como forma de alimento para as células tumorais. Isso significa que os exercícios dão um suporte extra para que o corpo possa combater o inimigo, reduzindo suas chances de crescimento”, afirma.
Além disso, o médico reforça que, mesmo após o diagnóstico de câncer de mama, os exercícios físicos exercem um papel preponderante para a saúde da mulher e evolução positiva do tratamento. “O incentivo à prática constante de atividades físicas e ingestão de alimentos saudáveis surgem não apenas como iniciativas essenciais para frear os índices aumentados da doença, mas também como forma de potencializar o processo de tratamento para mulheres com câncer de mama. Pesquisas científicas sugerem que indivíduos com esse perfil apresentam taxas de sobrevivência maiores cinco anos após o diagnóstico”, diz o especialista.
Mudança de hábitos
Essa melhora nos índices de resposta contra o tumor de mama pode ser obtida a partir de mudanças leves na rotina com a adoção de atividades aeróbicas simples, como caminhada, corrida, bicicleta e dança, por exemplo. Outras formas de movimento do corpo como a yoga também são recomendadas. “A prática de movimentos libera substâncias como a endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, além de contribuir efetivamente para a redução das dores crônicas, fadiga, estresse e melhora no sono”, diz o oncologista da Oncoclínicas.
Ainda de acordo com ele, tais benefícios oncológicos derivados da prática de exercícios contribuem para a diminuição no risco de recidiva da doença. “Ao colaborar para o controle e redução de peso, a paciente estará também reduzindo as chances de retorno do tumor, já que o sobrepeso e a obesidade são fatores que levam à maior chance de recidiva”, comenta. Outro ponto importante é que a atividade física pode proporcionar a melhora da autoestima da paciente. Contudo, o médico lembra que a prática não substitui o uso de medicamentos específicos para controle da doença, devendo ser entendido como um aliado.
Os exercícios como um complemento dos tratamentos convencionais de quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou cirurgia de retirada da mama. Embora a atividade física seja importante durante o tratamento de câncer de mama, é essencial que seja praticada respeitando as limitações da paciente. “Se a paciente está sedentária durante anos, não é recomendado que comece com um treino pesado. Todo movimento é benéfico ao corpo e cabe à equipe multidisciplinar envolvida nos cuidados com a paciente orientar sobre as opções adequadas conforme o histórico pessoal”, finaliza Daniel Gimenes.
Sobre a Oncoclínicas
Fundada em 2010, a Oncoclínicas (ONCO3) é o maior provedor de tratamento oncológico do Brasil e da América Latina. O grupo conta com 129 unidades, entre clínicas de especialidades, diagnóstico e prevenção do câncer, centros ambulatoriais de tratamento infusional e radioterapia, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros de alta complexidade (cancer centers), estrategicamente localizados em 35 cidades brasileiras. Desde sua fundação, a Oncoclínicas tem passado por um rápido processo de expansão, com o propósito de elevar e democratizar o acesso ao melhor tratamento oncológico.
O corpo clínico da Companhia é composto por mais de 1.900 médicos especialistas com ênfase em oncologia, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pela linha de cuidado integral no combate ao câncer. A Oncoclínicas tem parceria exclusiva no Brasil como o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado à Harvard Medical School, em Boston, EUA.
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Mundo
ADAB alerta empresas da região de Campinas para impactos das eleições e do cenário internacional
Região movimentou mais de US$ 6,8 bilhões em exportações e importações entre janeiro e maio de 2026; entidade recomenda que empresas antecipem análise de riscos e oportunidades
As eleições gerais deste ano e as transformações no cenário internacional colocam novos fatores de atenção para empresas que atuam no comércio exterior. Na região de Campinas, onde exportações e importações movimentaram mais de US$ 6,8 bilhões entre janeiro e maio de 2026, a recomendação da Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB) é que empresas não esperem a definição do cenário político para avaliar riscos, oportunidades e possíveis impactos sobre suas operações.
Segundo o estudo Balança Comercial das Diretorias Regionais do CIESP, divulgado em maio deste ano, as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo movimentaram US$ 66,6 bilhões em corrente de comércio nos cinco primeiros meses de 2026, resultado 3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O dado indica o volume total das transações comerciais do Brasil com outros países, independentemente da balança comercial ser positiva ou negativa.
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Campinas manteve posição de destaque nesse cenário, com US$ 1,47 bilhão em exportações e mais de US$ 5,4 bilhões em importações. Entre os principais produtos exportados pela região estão máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos e artigos de borracha, setores que evidenciam a diversidade e a relevância da indústria regional para as operações internacionais.
Para a ADAB, o volume movimentado pela região reforça a importância de as empresas acompanharem antecipadamente fatores que podem interferir no ambiente de negócios, como mudanças regulatórias, políticas comerciais, relações entre países, variações cambiais, custos logísticos e condições de fornecimento.
Em um cenário de mudanças no ambiente internacional e de eleições no Brasil, a empresa que atua no comércio exterior precisa trabalhar com planejamento e informação. “Não se trata de esperar o resultado das urnas para depois avaliar os impactos. É importante acompanhar muito antes as discussões e possíveis mudanças que possam afetar custos, operações, fornecedores e mercados”, afirma Valter Rezende de Oliveira, presidente da ADAB.
Para o presidente da entidade, empresas que atuam no comércio exterior na região devem aproveitar o período que antecede as eleições para revisar operações. “Contratos, fornecedores, mercados de destino e origem, custos e procedimentos de compliance, e as discussões relacionadas às políticas econômicas e comerciais. Tudo o que influencia na sua produção e comercialização”, pontua.
A recomendação vale especialmente para empresas que possuem participação significativa de produtos importados em suas cadeias produtivas ou que dependem das exportações para seus resultados.
Despachante consultor pode apoiar empresas
Diante desse contexto, o despachante aduaneiro pode atuar de forma estratégica junto a importadores e exportadores, contribuindo para a análise dos procedimentos aduaneiros, identificação de riscos, planejamento das operações e acompanhamento das mudanças que impactam o comércio exterior.
“Hoje, o papel do despachante aduaneiro é de um consultor. O profissional rá compreender a operação da empresa e contribuir para que importadores e exportadores tomem decisões com o máximo de informações e segurança possíveis”, destaca Valter Rezende de Oliveira.
Texto: Práxis Mídia e Conteúdo
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Mundo
Noruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo
Classificação foi definida com gol de Haaland na reta final; duelo contra a Seleção Brasileira reúne gerações em confronto decisivo
A Noruega será a adversária da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio nesta terça-feira 30, após vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, em um duelo equilibrado decidido apenas na reta final do segundo tempo.
Os noruegueses abriram o placar ainda na etapa inicial com Antonio Nusa e conseguiram controlar boa parte do confronto. No entanto, a Costa do Marfim reagiu após o intervalo e chegou ao empate com Amad Diallo, após boa jogada individual, recolocando os africanos no jogo.
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O empate levou a partida para um cenário de pressão dos dois lados, com chances para ambas as seleções. Quando o confronto se encaminhava para a prorrogação, a Noruega voltou a ficar em vantagem.
Aos 41 minutos do segundo tempo, Patrick Berg encontrou Erling Haaland dentro da área, e o atacante marcou o gol que definiu a vitória por 2 a 1 e garantiu a classificação norueguesa.
Nos acréscimos, a Costa do Marfim ainda teve uma última oportunidade em cobrança de falta de Diallo, mas o goleiro Ørjan Nyland fez uma defesa espetacular e assegurou o resultado.
Com a classificação, a Noruega enfrentará o Brasil, que avançou após derrotar o Japão por 2 a 1 de virada. O confronto colocará frente a frente a Seleção pentacampeã mundial e a geração liderada por Haaland e Martin Ødegaard em busca de uma vaga nas quartas de final.
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Mundo
Copa do Mundo pode intensificar casos de dependência em apostas esportivas, alerta psiquiatra
Pesquisa revela que 37% dos brasileiros pretendem fazer apostas no Mundial; Especialista explica sinais de dependência e destaca impactos emocionais e financeiros do transtorno
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, com início marcado para 11 de junho, e o aumento da exposição às plataformas de apostas esportivas, especialistas alertam para os impactos que o jogo pode causar na saúde mental e financeira da população. O fácil acesso por meio do celular e a forma como as apostas são divulgadas contribuem para a popularização da prática, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Segundo dados da Kantar, 77% dos consumidores brasileiros pretendem acompanhar o torneio. A pesquisa também aponta que 37% dos brasileiros afirmam que pretendem apostar durante o evento esportivo. Entre os tipos de apostas preferidos estão resultado das partidas (51%), número de gols (26%), campeão da Copa (18%), lances específicos (10%) e artilheiro do torneio (8%).
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Para o médico psiquiatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), William Augusto, o principal sinal de alerta é a perda de controle sobre a frequência e os valores apostados. “O indivíduo passa a apostar de forma compulsiva e pode utilizar o jogo para lidar com sentimentos negativos. Isso cria um ciclo perigoso em que a pessoa tenta recuperar perdas financeiras apostando novamente, perdendo e se frustrando”, explica.
Uma parcela desses apostadores já apresenta comportamento de risco ou problemático. De acordo com a pesquisa “Raio X do Investidor Brasileiro”, divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o percentual de pessoas que fazem apostas em bets no país passou de 14%, em 2023, para 17%, em 2025.
Entre os apostadores, 11% já são classificados como jogadores problemáticos, condição em que o hábito de apostar passa a comprometer a vida pessoal, financeira ou profissional. Além disso, o estudo aponta que 28% encontram-se em uma faixa de risco moderado para o desenvolvimento de dependência.
O levantamento também mostra um aumento da associação das apostas ao entretenimento e à emoção. O percentual de pessoas que afirmam sentir emoção ao apostar passou de 25%, em 2023, para 27%, em 2025. Já aqueles que enxergam as bets como uma forma de diversão passaram de 26% para 32% no mesmo período. Segundo o especialista Dr William Augusto, essa percepção pode contribuir para a banalização dos riscos relacionados ao jogo.
Quando o comportamento se torna compulsivo, os impactos podem atingir diferentes áreas da vida. O transtorno pode provocar isolamento social, irritabilidade, ansiedade, depressão e dificuldades financeiras. Em casos mais graves, pessoas deixam de pagar contas básicas, fazem empréstimos e comprometem relações familiares.
O Dr William Augusto reforça que o termo mais adequado é “dependência”, e não “vício”, já que o problema não deve ser tratado como falha moral. “Estamos falando de um transtorno ligado ao controle dos impulsos, que afeta o funcionamento do cérebro e compromete a capacidade de controle do indivíduo”, afirma.
De acordo com o psiquiatra, períodos de grande exposição às apostas, como durante a Copa do Mundo, podem agravar quadros já existentes. Por isso, ele recomenda atenção aos primeiros sinais de descontrole e busca precoce por ajuda psicológica ou psiquiátrica. “A maioria dos pacientes procura atendimento apenas quando o quadro já está muito grave. Quanto antes houver percepção do problema, maiores são as chances de tratamento”, finaliza.
Guia de Cuidado
O Dr William Augusto participou do processo de elaboração do “Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas”, lançado pelo Ministério da Saúde em 15 de janeiro de 2026. O material tem como objetivo orientar profissionais da saúde mental e da atenção primária no atendimento a pacientes com transtorno do jogo.
O docente de medicina da UniMAX integrou a equipe responsável por revisar e aprimorar o material. O guia está disponível gratuitamente para download no site do Ministério da Saúde e integra as publicações voltadas à qualificação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O material oferece orientações sobre identificação, acolhimento e condução dos casos no sistema público de saúde.
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