Brasil
A eletricidade
“A energia elétrica está tão presente no nosso cotidiano que deixou de ser notada ou admirada, usamos a eletricidade de forma tão natural, quase que como o ato de respirar e só lembramos dela quando há uma falta. O domínio da eletricidade possibilitou uma evolução fantástica, promoveu uma explosão de utilidades e mudou definitivamente os costumes da humanidade.”
Enquanto puramente eletricidade, a energia elétrica não é utilizável nem perceptível, não podemos vê-la, não sentimos o seu cheiro e tampouco ouvimos o barulho dos elétrons se movimentando pelos fios. Mas o resultado da sua transformação nós podemos perceber: iluminação de todos os tipos e cores, sons, movimento de objetos, aquecimento e tantos outros efeitos.
O que fez a energia elétrica ganhar tanta popularidade é a sua versatilidade, ou seja, pode-se convertê-la facilmente em outras formas de energia com razoável eficiência, é fácil transformar a energia elétrica.
O princípio básico de que polos opostos se atraem e polos semelhantes se repelem é a lei que explica o fenômeno, o desequilíbrio de polaridade provoca o movimento de elétrons de um polo para outro. A energia elétrica, portanto, nada mais é do que um fluxo de elétrons tentando anular um desequilíbrio criado, seja por fatores naturais ou artificiais, tecnicamente se diz que há uma diferença de potencial.
Os raios, por exemplo, são descargas elétricas entre nuvem e terra, as vezes entre nuvem e nuvem, buscando cancelar um desequilíbrio de carga provocado pelo atrito das gotículas de água com o ar, o volume de elétrons necessário neste caso é enorme, como podemos facilmente observar em dias de chuva. O mesmo ocorre quando se fecha um circuito em uma bateria, porem numa escala bem menor. Sempre que houver uma diferença de potencial haverá elétrons querendo reequilibrar as coisas.
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O “filósofo grego Tales de Mileto” que ao esfregar âmbar em uma pele de carneiro observou pedaços de palha sendo atraídos iniciou a descoberta, a curiosidade levou ao entendimento e o entendimento trouxe o domínio. Encontradas as formas de geração e transporte da energia, a demanda por eletricidade no mundo cresceu exponencialmente.
Se o desequilíbrio de potencial for mantido continuamente, haverá então uma oferta constante de energia elétrica para ser consumida, esse é o trabalho das usinas geradoras. No entanto, estas usinas necessitam de alguma outra fonte energética, as chamadas fontes primárias.
Em nível mundial estas fontes primárias são baseadas em combustíveis fósseis como o petróleo, carvão mineral e o gás natural. Além de serem responsáveis por grande parte da poluição atmosférica, são fontes não renováveis, ou seja, quando suas reservas terminarem, não poderão ser repostos pela natureza ou mesmo pelo homem.
O Brasil tem uma condição privilegiada uma vez que as usinas hidrelétricas representam 65% de toda a sua geração. O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
O consumo de energia elétrica de um país é sempre proporcional ao seu desenvolvimento econômico. No Brasil, o consumo de energia por habitante é de 3,0 MWh, 10% abaixo da média mundial (3,3 MWh), nos Estados Unidos esse consumo é de 11,7 MWh. O Brasil perde até mesmo para os vizinhos Argentina, Chile e Uruguai, e para outras nações menos desenvolvidas, como África do Sul.
Isso mostra um potencial de crescimento absurdo no Brasil e que demandará grandes investimentos em geração e transmissão de energia. Como faremos para construir todas as hidrelétricas e demais usinas de que necessitaremos em um país cada vez mais restritivo do ponto de vista ambiental?
A resposta pode estar em parte no aproveitamento de fontes alternativas como, solar (placas fotovoltaicas), eólica e também, no aumento da eficiência energética través do uso racional da energia, totalmente inserido no contexto de sustentabilidade, da qual falaremos numa próxima oportunidade.
Autor Engº. Eletricista Renato Maioli Castilho
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Brasil
Engenharia transforma
Por Vinicius Marchese
A engenharia transforma. Transforma ideias em soluções, projetos em obras e desafios em oportunidades de desenvolvimento.
É por meio da engenharia que estradas conectam cidades, sistemas de saneamento levam saúde às comunidades, redes de energia impulsionam a economia e projetos urbanos melhoram a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.
No Brasil, os desafios são imensos. Somos um país continental, com profundas desigualdades regionais e demandas crescentes por infraestrutura e serviços públicos de qualidade. Nesse cenário, a engenharia tem um papel decisivo: transformar necessidades em soluções concretas capazes de melhorar a vida da população.
Na administração pública, a presença da engenharia qualificada desde o início dos processos é fundamental. Projetos bem estruturados, elaborados por profissionais tecnicamente preparados, são o primeiro passo para que obras e políticas públicas sejam executadas com eficiência, segurança e responsabilidade com os recursos públicos. Quando o planejamento falha, surgem atrasos, desperdícios e, muitas vezes, obras inacabadas que prejudicam diretamente a sociedade.
Quando a engenharia é valorizada, os resultados aparecem. Obras são concluídas no prazo, os investimentos são melhor aplicados e os benefícios chegam à população em forma de mobilidade, desenvolvimento econômico, qualidade ambiental e melhores condições de vida.
Nesse contexto, iniciativas voltadas ao diagnóstico e ao acompanhamento da infraestrutura nacional tornam-se ainda mais relevantes. Um exemplo é o InfraBR, uma plataforma criada para avaliar e monitorar a infraestrutura brasileira de forma ampla e transparente. A ferramenta reúne dados, indicadores e análises que ajudam a compreender a realidade do país e identificar prioridades para investimentos e melhorias.
Com informações organizadas e acessíveis, o InfraBR contribui para qualificar o debate público e apoiar gestores, profissionais e instituições na tomada de decisões mais estratégicas. Afinal, planejar bem é parte essencial do processo de transformação que o Brasil precisa.
Fortalecer a engenharia é fortalecer a capacidade de transformar o país. Significa investir em conhecimento técnico, valorizar profissionais qualificados e garantir que as grandes decisões sobre infraestrutura sejam baseadas em planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo.
Porque quando a engenharia é valorizada, o Brasil avança. E quando o Brasil avança, a vida das pessoas se transforma.
Vinicius Marchese
Presidente licenciado do Confea – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia
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Brasil
Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta segunda-feira, 30.
Caiado afirmou que pretende adotar medidas com o objetivo de reduzir a polarização política no país, defendendo uma agenda voltada à pacificação nacional. Segundo ele, o cenário político brasileiro pode ser menos dividido com a atuação de lideranças que não estejam diretamente inseridas em disputas polarizadas.
Ao comentar sobre o cenário eleitoral, Caiado declarou que o principal desafio não é apenas vencer uma eleição, mas governar de forma eficiente e consolidar um projeto político duradouro no país. Ele também destacou que determinados grupos políticos já perderam força em estados como Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
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Ao abrir o anúncio, Kassab classificou a decisão pelo pré-candidato como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente.
Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido como pré-candidato após uma disputa interna com outros governadores, incluindo Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que desistiu da corrida na semana anterior.
Após a definição, Eduardo Leite declarou estar insatisfeito com a decisão do partido, afirmando que ela contribui para a continuidade de um cenário político polarizado. Em resposta, Caiado afirmou que ainda não conversou com o colega, mas reconheceu sua capacidade administrativa e destacou que governar exige equilíbrio e resultados, mencionando inclusive os desafios enfrentados por Leite em seu estado.
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Brasil
Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28
Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil envia, até esta quinta-feira, 26, 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.
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Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.
PÚBLICO-ALVO — A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.
A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.
A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.
CENÁRIO — Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.
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