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Agronegócio

Você conhece a raça Senepol?

Dr. da Roça (Dr. Caius Godoy)

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Entenda porque essa raça bovina é uma referência no mundo, principalmente quando o assunto é a qualidade, rusticidade, precocidade, performance e adaptabilidade dos rebanhos

Quando a gente vê uma criação de gado, a gente pensa logo no valor que aquele investimento representa, mas não imagina os cuidados, estudos e dedicação que tudo isso envolve, para que a qualidade do gado seja indiscutível. Mais difícil ainda é saber a origem deste rebanho e como isso influencia nos resultados.

Pois bem, a raça Senepol é uma raça bovina utilizada com frequência no Brasil para o cruzamento com a raça Nelore e Angus, a fim de aumentar a qualidade dos rebanhos de produção de carne. É uma raça campeã de vendas, representando 0,05% do total de gado bovino anual, conforme o Anuário DBO 2019.

Segundo o anuário, em 2018, a raça Senepol foi a responsável por um faturamento de R$ 29 milhões no setor. A raça Nelore é a única que faz frente a ela nos leilões de gado no Brasil. Em 2018, a Nelore foi a responsável por um faturamento de R$400 milhões.

E qual a origem genética da Senepol?
A origem data desde 1800, quando gerações atrás, a família Neltropp, do Caribe, já entendendo bastante de produção de carne bovina e de técnicas de melhoramento genético, resolve iniciar a fundação de uma base genética, que séculos mais tarde, resultaria na Senepol.

Isso aconteceu nas Ilhas Virgens, próximo à Miami, na Flórida. Mais tarde, a família resolveu importar o gado da raça Red Poll, oriundo do Canadá e da Austrália, que por sua vez, tem a sua origem nas raças Norfolk Red (raça produtora de carne) e Suffolk Dun (raça produtora de leite).

Assim, com a junção das raças N’Dama (que vinha do Senegal) e Red Poll, chegou-se à raça SENEPOL, oficialmente registrada a partir de 1940.

Presença Global do Senepol
Atualmente, a raça Senepol está presente em todos os continentes, sendo considerada referência genética quanto o assunto é o aumento da performance de rebanhos destinados à produção de carne em regiões de clima quente. Hoje, os países que mais se destacam com a criação desta raça, são: Brasil, Colômbia, Argentina, Paraguai, Venezuela, Panamá, África do Sul, Zimbábue, Porto Rico, México, República Dominicana, Botswana, Namíbia, Filipinas, Austrália e claro, Estados Unidos.

Vantagens do Senepol
Quem trabalha com pecuária sabe o quanto os partos são uma preocupação, em razão de nesta época, ocorreram os maiores percentuais de morte nos rebanhos. No entanto, como o Senepol nasce com o peso abaixo dos demais bezerros, o risco de morte é baixo.

Outra vantagem é que se por um lado, o Senepol nasce com baixo peso, para engordar é mais rápido, desmamando com uma arroba a mais de peso do que as demais raças. E para reprodução, esse touro já cobre com apenas 14 meses de idade.

Com relação à docilidade, este é um touro que até mesmo uma criança de 5 anos, pode fazer carinho sossegada. Esta raça é tranquila, dócil, e fica pronta para o abate com até 4 meses de antecedência com relação às demais.

Agora, quando pensar em gado e pecuária, você já tem ideia do porque esse tipo é tão especial na criação.

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Agronegócio

Fintechs para o agronegócio

Dr. da Roça (Dr. Caius Godoy)

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Produtores rurais, agora, podem contar com mais uma opção de financiamento e crédito rural. As fintechs, plataformas digitais, crescem e ganham a confiança dos brasileiros. O agronegócio, assim, passa a ter mais oportunidades de desenvolvimento.

O que é uma fintech?
O termo vem do inglês e significa uma junção de tecnologia e financiadora. Fintechs são espécies de bancos digitais que, em alguns casos, oferecem serviços, como empréstimos, financiamentos e investimentos.

Quais as vantagens das fintechs para o agronegócio?
Elas reúnem quem precisa de empréstimos (tomadores) e investidores (emprestadores). Todos os processos são feitos dentro dos princípios legais do Banco Central, salvaguardando todas as partes da relação.

Para quem precisa de empréstimo e financiamento, as taxas de juros são mais em conta que as dos bancos tradicionais. Já emprestar o dinheiro é uma espécie de investimento, em que a pessoa tem mais ganhos que nos outros tipos de aplicações.

Pequenos e médios produtores rurais tendem a se beneficiar bastante com essa oportunidade, pois costumam passar por dificuldades na hora de pedir créditos em bancos tradicionais que, além das taxas de juros, exigem várias garantias. Com as fintechs, também é possível investir com mais facilidade em equipamentos, com o intuito de fazer o negócio se desenvolver.

Exemplo de fintechs que atuam no agronegócio
Há fintechs que atuam de forma abrangente, atuando não só no agronegócio, e garantem empréstimos com aprovação simples e sem burocracias.

Outras, além de facilitar empréstimos específicos a produtores rurais, viabilizam uma espécie de “Carteira de Identidade Rural”, um documento que utiliza inteligência artificial, que entre outras funcionalidades, permite, por meio de aplicativo, que o produtor rural gerencie todo o processo produtivo, desde o plantio à venda. Isso propicia melhor tomada de decisão no planejamento.

Existem também plataformas exclusivas para o mercado agrícola. Fazendo uso de Machine Learning e Big Data para construírem uma grande base de dados do agronegócio. Isso tudo para facilitar, aos produtores, o acesso a créditos rurais.

E assim sendo, contar com fintechs no agronegócio é mais uma oportunidade que a tecnologia nos proporciona.

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Agronegócio

Fintechs para o agronegócio

Dr. da Roça (Dr. Caius Godoy)

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Produtores rurais, agora, podem contar com mais uma opção de financiamento e crédito rural. As fintechs, plataformas digitais, crescem e ganham a confiança dos brasileiros. O agronegócio, assim, passa a ter mais oportunidades de desenvolvimento.

O que é uma fintech?
O termo vem do inglês e significa uma junção de tecnologia e financiadora. Fintechs são espécies de bancos digitais que, em alguns casos, oferecem serviços, como empréstimos, financiamentos e investimentos.

Quais as vantagens das fintechs para o agronegócio?
Elas reúnem quem precisa de empréstimos (tomadores) e investidores (emprestadores). Todos os processos são feitos dentro dos princípios legais do Banco Central, salvaguardando todas as partes da relação.

Para quem precisa de empréstimo e financiamento, as taxas de juros são mais em conta que as dos bancos tradicionais. Já emprestar o dinheiro é uma espécie de investimento, em que a pessoa tem mais ganhos que nos outros tipos de aplicações.

Pequenos e médios produtores rurais tendem a se beneficiar bastante com essa oportunidade, pois costumam passar por dificuldades na hora de pedir créditos em bancos tradicionais que, além das taxas de juros, exigem várias garantias.

Com as fintechs, também é possível investir com mais facilidade em equipamentos, com o intuito de fazer o negócio se desenvolver.

Exemplos de fintechs que atuam no agronegócio
Há fintechs que atuam de forma abrangente, atuando não só no agronegócio, e garantem empréstimos com aprovação simples e sem burocracias. Outras, além de facilitar empréstimos específicos a produtores rurais, viabilizam uma espécie de “Carteira de Identidade Rural”, um documento que utiliza inteligência artificial, que entre outras funcionalidades, permite, por meio de aplicativo, que o produtor rural gerencie todo o processo produtivo, desde o plantio à venda. Isso propicia melhor tomada de decisão no planejamento.

Existem também plataformas exclusivas para o mercado agrícola. Fazendo uso de Machine Learning e Big Data para construírem uma grande base de dados do agronegócio. Isso tudo para facilitar, aos produtores, o acesso a créditos rurais.

E assim sendo, contar com fintechs no agronegócio é mais uma oportunidade que a tecnologia nos proporciona.

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Agronegócio

O desenvolvimento da agropecuária brasileira

Dr. da Roça (Dr. Caius Godoy)

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Por meio de cooperativas de crédito, é possível estimular a produção e tornar a agropecuária brasileira muito mais competitiva lá fora, além de uma fonte de renda interna

A agropecuária é uma das principais atividades econômicas no Brasil. Só em 2017, enquanto as estimativas apontavam um crescimento do PIB agrícola e pecuário em 3,61%, o setor registrou um crescimento acumulado de 14,5%.

Em 2020, em plena pandemia, a agropecuária apresentou um PIB de 1,9% no 1° trimestre, registrando um crescimento ainda mais intenso que o observado no 1° trimestre/2019, quando o PIB registrado foi de 0,9% em comparação ao mesmo período de 2018.

Este crescimento apenas tornou-se possível graças ao financiamento que Bancos e Cooperativas de Crédito oferecem ao pequeno, médio e grande produtor, a fim de estimulá-lo em suas atividades, tornando-as mais produtivas em comparação às criações e produções agrícolas de outros países – considerando o mesmo pedaço de terra.

Como funciona o Crédito Rural?

O Crédito Rural é assegurado pelo Sistema Nacional de Crédito Rural – SNCR, tendo como principais agentes os Bancos e as Cooperativas de Crédito.
O SNCR tem suas normas de aplicação de recursos aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional – CMN. A publicação das diretrizes é feita pelo Banco Central no Manual de Crédito Rural – MCR.
Para atender aos produtores rurais é necessário que estes estejam enquadrados em situações específicas da Lei, dentro do PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e de outras duas subdivisões deste programa, sendo o Pronaf Custeio, que é dividido em agrícola e pecuário, e o Pronaf Investimento.
Outras modalidades de financiamento previstas nestes programas são: Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp); Funcafé (voltado ao custeio, produção e estocagem); Moderfrota (investimentos em tecnologia, veículos e equipamentos); Moderagro (projetos de expansão do cultivo); Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e INOVAGRO (investimentos em tecnologias).
A Importância do Crédito Rural e Cooperativas de Crédito
Para tanto, o crédito rural é um financiamento que auxilia associações, produtores e cooperativas agrícolas a investirem em suas produções, propriedades e operações comerciais.

As Cooperativas de Crédito são um tipo de instituição financeira, sob o comando do Banco Central, formada por cooperados que se unem para garantir estes financiamentos nas propriedades e operações do campo.

Cada cooperado entra com uma cota de participação em investimentos, fazendo parte da entidade e, portanto, sendo beneficiado por ela. Os depósitos efetuados pelos cooperados são garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito em até R$ 250mil.

Outras vantagens que os cooperados possuem são: financiamentos e empréstimos com taxas muito mais vantajosas, além de cartões de débito e de crédito; orientação e incentivo a aplicações financeiras/investimentos, dentre outras orientações aplicadas ao campo.

Desta forma, as cooperativas garantem um atendimento personalizado a cada produtor, orientando-o quanto ao melhor uso do crédito que conseguir.

É desta forma que o trabalho no campo não para de crescer e continua atraindo a atenção tanto de quem cresceu nas cidades, como de quem vai para os centros urbanos para estudar já pensando em voltar.

E assim como no passado, ainda forma um dos pilares principais da economia brasileira, em pleno século XXI.

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