Cultura
O assassino silencioso – Intoxicação por alumínio
Vanessa Coutinho
A preocupação com a toxicidade do alumínio (Al) foi comprovada em vários casos. Alguns casos estão associados ao fato de o Al ser uma substância neurotóxica encontrada em níveis elevados nos tecidos cerebrais de pacientes com doença de Alzheimer (DA), epilepsia e autismo. Existem várias evidências científicas que abordam a contaminação por alumínio em seres humanos.
Muitos casos estão relacionados a bebês, especialmente prematuros e com insuficiência renal, que correm o risco de desenvolver sistema nervoso central (SNC) e toxicidade óssea. Este risco é resultado da exposição dos bebês ao Al proveniente de fórmulas lácteas, soluções de alimentação intravenosa e, possivelmente, de vacinações contendo alumínio.
Além disso, a maioria dos antitranspirantes contém compostos de alumínio que aumentam a exposição humana ao Al tóxico. Este artigo de revisão pretende discutir detalhadamente as preocupações acima associadas ao alumínio e, portanto, defende a necessidade de mais estudos explorando os efeitos da superexposição ao Al e recomendando ações de mitigação.
LEIA TAMBÉM:
O alumínio é um metal abundante na crosta terrestre e pode estar presente em alimentos, água, medicamentos e produtos de higiene pessoal. Aqui estão algumas das principais evidências:
1. Exposição alimentar: O alumínio pode ser absorvido pelo organismo através do consumo de alimentos e bebidas que foram processados, embalados ou cozidos em utensílios de alumínio. Estudos têm mostrado que a exposição alimentar ao alumínio pode resultar na sua acumulação em tecidos do corpo humano.
A quantidade de alumínio na dieta é pequena, comparada com a quantidade de alumínio em antiácidos e alguns analgésicos tamponados. O corpo humano saudável possui barreiras eficazes (pele, pulmões, trato gastrointestinal) para reduzir a absorção sistêmica do alumínio ingerido pela água, alimentos, medicamentos e ar. A pequena quantidade de alumínio (<1%) absorvida sistemicamente é excretada principalmente na urina e, em menor proporção, nas fezes. No entanto, é importante ressaltar que a toxicidade somente via alimentar é rara.
Exemplos de alimentos ricos em alumínio:
– alimentos ácidos: vinagre, refrigerantes, tomate e algumas frutas cítricas
– alimentos processados e ultraprocessados: queijos processados, embutidos, enlatados, biscoitos, bolachas e produtos de panificação
– bebidas em caixinha e enlatadas
– páprica
2. Exposição ambiental: Além da exposição alimentar, as pessoas também podem ser expostas ao alumínio por meio do ar, solo e água contaminados. A poluição industrial e a mineração de alumínio são fontes comuns de contaminação ambiental.
3. Água potável: A água potável pode conter alumínio, especialmente em áreas onde a água é ácida ou possui contato com o solo rico em alumínio. O alumínio também pode ser adicionado intencionalmente ao tratamento de água para ajudar na clarificação.
4. Uso de medicamentos e produtos de higiene pessoal: Alguns medicamentos, como antiácidos e vacinas, podem conter compostos de alumínio. Além disso, produtos de higiene pessoal, como desodorantes e antitranspirantes, podem conter alumínio em suas formulações. Esses produtos podem contribuir para a exposição e absorção do metal pelo organismo.
5. Embalagens de alimentos e utensílios de cozinha: Alimentos e bebidas enlatados ou embalados em recipientes de alumínio podem levar à contaminação. Além disso, o uso de panelas, frigideiras e utensílios de cozinha de alumínio durante o preparo dos alimentos pode liberar pequenas quantidades de alumínio. Pior ainda é o uso indiscriminado de papel alumínio para forrar formas e alimentos.
Efeitos maléficos:
1. Efeitos no sistema nervoso: Estudos têm sugerido que a exposição crônica ao alumínio pode estar associada a efeitos neurotóxicos. O acúmulo de alumínio no cérebro pode estar relacionado ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer;
2. Efeitos na saúde óssea: O alumínio pode interferir no metabolismo do cálcio e na formação óssea, levando a problemas de saúde óssea, como a osteoporose;
3. Anemia e alteração da produção de células do sangue;
4. Doença renal;
5. Neurotoxicidade: Alzheimer e Parkinson, assim como, agitação, perda de memória e apatia;
6. Distúrbios Gastrointestinais;
7. Doenças pulmonares.
É importante ressaltar que a contaminação por alumínio em seres humanos pode variar dependendo da região geográfica, estilo de vida e hábitos alimentares. O controle adequado das fontes de contaminação e a adoção de medidas de segurança podem ajudar a reduzir a exposição ao alumínio. Se você tem suspeita de contaminação por alumínio, agende já a sua consulta!
Fone: (19) 99889-8833.
Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais
Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!
Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.
Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui
Cultura
Café Filosófico CPFL retorna a Brasília em edição especial com Monja Coen e Gustavo Arns
Evento no Museu Nacional da República terá transmissão ao vivo pelo YouTube; encontro propõe diálogo entre ciência e espiritualidade sobre a busca pela felicidade
O Café Filosófico CPFL, em parceria com a Papirus Editora, retorna a Brasília para uma edição especial com a Monja Coen e o especialista em estudos sobre felicidade Gustavo Arns. O encontro acontece no dia 21 de outubro, às 19h, no Museu Nacional da República, e marca o lançamento do livro “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”, com transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube.
O que significa, afinal, ser feliz? A felicidade é apenas reflexo das circunstâncias, uma habilidade que pode ser desenvolvida ou uma maneira singular de interpretar a própria existência? A partir dessas questões, os convidados irão aproximar os ensinamentos da tradição budista e os estudos da psicologia positiva para refletir sobre bem-estar, satisfação pessoal e a construção de uma vida com mais sentido.
LEIA TAMBÉM:
A conversa será realizada das 19h às 20h30. Quem acompanhar a transmissão online também poderá participar, enviando perguntas pelo chat do YouTube.
Diferentes caminhos para uma vida mais plena
Uma das principais referências do zen-budismo no Brasil, Monja Coen levará ao encontro reflexões construídas ao longo de uma trajetória dedicada à meditação, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de uma relação mais consciente com a vida.
Gustavo Arns apresentará a perspectiva da psicologia positiva, área que investiga os fatores e mecanismos relacionados ao bem-estar, à satisfação pessoal e ao desenvolvimento das potencialidades humanas.
Ao reunir essas duas visões, o Café Filosófico CPFL propõe uma conversa entre saberes que, embora partam de tradições e métodos distintos, encontram pontos de convergência ao abordar questões essenciais da experiência humana.
Ciência e espiritualidade em diálogo
O encontro irá explorar como práticas contemplativas, relações humanas, escolhas cotidianas e descobertas da psicologia podem contribuir para uma existência mais equilibrada e significativa.
Mais do que oferecer respostas definitivas sobre a felicidade, a proposta é convidar o público a refletir sobre suas diferentes dimensões: o quanto ela depende das condições externas e em que medida também pode estar relacionada a atitudes, percepções e habilidades cultivadas ao longo da vida.
O diálogo entre Monja Coen e Gustavo Arns permitirá observar como ensinamentos de tradições milenares e estudos científicos contemporâneos podem se aproximar na busca por caminhos que favoreçam o autoconhecimento, o bem-estar e uma relação mais saudável consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo.
Uma experiência de reflexão e troca de ideias
Criado para aproximar o pensamento contemporâneo da vida cotidiana, o Café Filosófico CPFL promove encontros com pesquisadores, filósofos, escritores, artistas e pensadores de diferentes áreas.
Nesta edição especial em Brasília, o público poderá vivenciar a experiência do programa em um dos principais espaços culturais da capital federal. A iniciativa amplia a circulação nacional do Café Filosófico CPFL e reforça seu compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento.
Após a transmissão ao vivo, o encontro será editado para exibição pela TV Cultura e permanecerá disponível no canal oficial do Café Filosófico CPFL no YouTube.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – edição especial em Brasília
Tema: “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”
Convidados: Monja Coen e Gustavo Arns
Data: 21 de outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 19h às 20h30 Local: Museu Nacional da República – Setor Cultural Sul, Lote 2 – Brasília (DF)
Transmissão: ao vivo pelo canal do Café Filosófico CPFL no YouTube
Classificação etária: 14 anos
Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais
Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!
Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.
Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui
Cultura
Café Filosófico CPFL discute o mito de Narciso e Eco na relações de codependência
Psicóloga Carmen Parise conduz encontro gratuito na quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, com gravação e transmissão ao vivo pelo YouTube
Campinas, 14 de outubro de 2026 – Como o mito grego de Narciso e Eco pode ajudar a compreender as relações afetivas e os padrões de codependência? Essa é a reflexão proposta pela psicóloga Carmen Parise na palestra “Narciso e Eco na Codependência”, que será realizada nessa quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, no Café Filosófico CPFL, em Campinas. O encontro é gratuito, aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
A palestra integra o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às diferentes formas como as relações de dependência podem se desenvolver e repercutir na vida emocional e familiar. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne especialistas da psicologia e da psiquiatria para discutir a construção dos vínculos, a autonomia e os padrões de comportamento que podem surgir nas relações com pessoas dependentes.
No encontro dessa quinta-feira, Carmen Parise utiliza as figuras mitológicas de Narciso e Eco como ponto de partida para discutir questões relacionadas à autoestima, à identidade e à maneira como as pessoas se posicionam nos relacionamentos. A proposta é refletir sobre as dinâmicas afetivas que podem se estabelecer quando a necessidade de reconhecimento, a busca pela aprovação do outro ou a dificuldade de preservar a própria identidade interferem na construção dos vínculos.
LEIA TAMBÉM:
A discussão também convida o público a observar como determinados padrões de comportamento podem influenciar as relações, especialmente quando a atenção às necessidades do outro passa a ocupar um espaço maior do que o reconhecimento dos próprios desejos e limites. Nesse contexto, compreender a codependência pode contribuir para ampliar o olhar sobre a autonomia emocional e as formas de estabelecer relações mais equilibradas.
O módulo de outubro será encerrado no dia 29, com a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, conduzida pelo psiquiatra Lucas Mattos. O encontro propõe um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica sobre as relações entre pessoas com dependência química, familiares e cuidadores.
Um espaço para viver a experiência do Café Filosófico
Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.
Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos
Quando: às quintas-feiras de outubro (exceto dia 22 de outubro)
Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)
Programação:
15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise
29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais
Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!
Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.
Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui
Cultura
Infância, afeto e futuro: o verdadeiro sentido de comemorar o 12 de outubro
Silvia Azevedo
Com a chegada do mês de outubro, as propagandas nos lembram da proximidade do Dia das Crianças. Surge, então, uma reflexão essencial: que tipo de infância estamos oferecendo aos nossos pequenos?
Comemorar o 12 de outubro deveria ser, acima de tudo, assumir um compromisso com o desenvolvimento saudável, emocional e intelectual das próximas gerações.
Vivemos hoje em uma época em que o tempo se tornou cada vez mais escasso e as telas ocupam um espaço desproporcional na rotina de todos nós, seja por motivos profissionais, seja por lazer. As crianças de hoje já nasceram conectadas, e não é uma alternativa viável isolá-las da tecnologia ou ignorar a era digital. Pelo contrário: o verdadeiro desafio das famílias é acompanhar de perto esse desenvolvimento, estabelecer limites e oferecer alternativas enriquecedoras, como esportes, atividades ao ar livre e leitura — vivências que estimulem o raciocínio, despertem a curiosidade e as façam pensar.
E, por falar em pensar, a educação, longe de se restringir às paredes da escola, deve ser compreendida em seu sentido mais amplo: como um elemento fundamental de transformação de vidas. Educar é expandir horizontes, desenvolver a consciência crítica, ensinar a convivência em sociedade e fornecer as ferramentas necessárias para que a criança construa sua própria autonomia.
Vale lembrar que a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhece os direitos de toda criança à educação e à participação na vida cultural. Esses direitos são fundamentais para garantir oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e acesso ao conhecimento.
Paralelamente à formação intelectual e educacional, a ciência reforça o que a intuição familiar sempre soube: o carinho, especialmente aquele cultivado no ambiente doméstico, é determinante para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Um abraço, uma conversa atenta e a presença constante fortalecem os vínculos afetivos e contribuem para construir a segurança necessária para que a criança absorva conhecimentos e se desenvolva plenamente.
Em contrapartida, a falta de acompanhamento e de diálogo pode expor a infância a perigos silenciosos, como o cyberbullying e o acesso a conteúdos inadequados para sua maturidade. Estar presente, conversar e acompanhar o que os filhos consomem no mundo digital também são gestos de amor e proteção.
E por que comemorar o Dia das Crianças? Não apenas para marcar uma data no calendário ou oferecer presentes, mas para nos lembrar de que nelas reside o amanhã. Se desejamos viver em uma sociedade melhor e mais justa, precisamos educá-las hoje para que sejam as construtoras desse novo mundo.
Cuidar das nossas crianças é preparar a base para que a humanidade do futuro seja, finalmente, mais humana.
Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais
Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!
Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.
Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui
-
Jaguariúna1 semana atrásCom aproximadamente 10 mil vagas de emprego, UniFAJ realiza o Dia de Carreiras 2026/2 e mobiliza mais de 26 cidades da região
-
Jornal Online6 dias atrásJornal Gazeta Regional Edição 2060
-
Artur Nogueira1 semana atrásGuarda Municipal de Artur Nogueira leva projeto Guarda Pet Terapia à Semana das Crianças da APAE
-
Cultura1 semana atrásCafé Filosófico CPFL discute o mito de Narciso e Eco na relações de codependência
-
Amparo1 semana atrásSanta Casa Anna Cintra está alinhada para os atendimentos durante a reforma do telhado do hospital
-
Artur Nogueira1 semana atrásAbertas novas vagas para estágio remunerado de Pedagogia em Artur Nogueira
-
Entretenimento6 dias atrásMês das crianças: exposição imersiva leva famílias a uma viagem pela história da Grande Muralha da China em Campinas
-
Holambra1 semana atrásConexidades anuncia Holambra como cidade-sede da 10ª edição


