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Brasil

Produtores estão otimistas com a venda de flores e plantas para o Dia das Mães

Redação Gazeta Regional

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Apenas na Cooperativa Veiling de Holambra, a mais completa do Brasil e que abriga 400 produtores, a expectativa é de um aumento nas vendas de, pelo menos, 15% em relação a 2019, conforme avaliação desta semana. O ano de 2020 não é usado como referência, considerando o forte impacto, já no período da pandemia, da permissão para a abertura do comércio apenas uma semana antes da data, o que ocasionou perdas nas estufas e falta de produtos no mercado. Muitas flores, como as orquídeas, estão sendo cultivadas exclusivamente para a data há um ano e meio. Antes, portanto, do produtor saber sobre todos os problemas que vivenciaria durante a pandemia da Covid-19.

Não por acaso os produtores de flores e plantas estão otimistas com o Dia das Mães, a ser comemorado neste domingo, 09. O comércio permanecerá aberto nesta semana que antecede a data, as produções previstas para a ocasião já foi toda colhida e os atacadistas, gardens centers, supermercados e floristas já realizaram a compra antecipada de 75% dos produtos disponibilizados para a ocasião, considerada a mais importante para a floricultura nacional por representar 16% do faturamento anual do setor.

O movimento foi intenso essa semana da Cooperativa Veiling Holambra, cujo pátio interno comporta cerca de 8 mil carrinhos. Assim, milhares de flores estão sendo transportadas já há cerca de 15 dias para todo o Brasil. Para atender o Oiapoque, cidade mais ao Norte do país, as flores e plantas enfrentam uma jornada de quase 3 mil quilômetros (2.989 km) de estradas. Até o Chuí, no extremo Sul, são 1.745,5 km. Tudo para garantir que todas as mães recebam flores frescas, lindas e duráveis.

A expectativa é que as vendas para o Dia das Mães tragam um respiro financeiro para o setor, considerando que, no Dia da Mulher, o fechamento do comércio em todo o país praticamente provocou forte impacto nas vendas e muitas flores e plantas acabaram sendo trituradas. “Estamos estimando um aumento de 15% nas vendas em relação a 2019, pois perdemos a referência de 2020, quando as lojas só reabriram uma semana antes do Dia das Mães e muitos, por medo das perdas, não investiram na data. Apesar do mercado animador, não recuperamos nem produto, nem volume e nem o prejuízo que sofremos desde o início da pandemia”, analisa o CEO da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira. Além disso, o setor ainda sofre com a proibição da realização de eventos, como casamentos e formaturas, proibidos há mais de um ano. A decoração representava, antes da pandemia, cerca de 30% do faturamento do setor, segundo dados do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura.

Flores preferidas
O Dia das Mães contempla uma gama enorme de flores e plantas comercializadas. Em termos de vendas, as rosas e orquídeas são líderes em suas categorias de corte e de vaso, respectivamente. Contudo, a data acaba potencializando a venda de todos os produtos. Mas é muito difícil apontar apenas algumas espécies, uma vez que cada região do Brasil tem suas características culturais e existem flores e plantas para o gosto pessoal de cada um, assim como o jeito de ser de cada mãe: alstroemérias, antúrios, kalanchoes, begônias, azaléias, gérberas, lírios e tulipas, cúrcumas, celósias, sansevierias, suculentas e cactos em geral.

Vale lembrar que as flores são sazonais e que existe um mix de cerca de 300 espécies (criadas pela natureza) e mais de 2.500 variedades diferentes comercializadas pela Cooperativa Veiling Holambra (criadas pela natureza ou pelos melhoristas por cruzamento genético). Com todas suas formas, cores e apresentações, o Veiling trabalha com cerca de seis mil itens diferentes, embora todos os anos novas variedades são lançadas no mercado, desenvolvidas pelos breeders (melhoristas). Com o tempo, algumas deixam de ser produzidas.

Produção leva mais de um ano
Não é fácil a logística da produção e distribuição de flores. A Ecoflora, maior produtora de orquídeas do Brasil, por exemplo, produz nas fazendas de Holambra e Mogi Miriam cerca de 70 mil vasos por semana (280 mil por mês e cerca de 3,5 milhões por ano). Para que as flores estivessem no ponto exato para chegar ainda em botão na casa das mães brasileiras, essas orquídeas ganharam vida há quatro anos, em 2017, com a produção das em laboratórios na Ásia e na Europa. Após a chegada ao Brasil, foi preciso mais um ano e meio de cultivo para que elas pudessem ser comercializadas para o Dia das Mães. “Muito antes do mundo saber que vivenciaríamos a epidemia da Covid-19”, lembra Rodrigo Del Alamo, gerente de produção da Ecoflora. “Especialmente para a data, estamos produzindo mais de meio milhão de orquídeas, quantidade que representa um crescimento de 20% em relação ao ano passado e que aumenta a produção de uma semana (70 mil vasos) três vezes”, informa. A Ecoflora já começou o plantio para o Dia das Mães de 2022.

O produtor Renê Vernoy aposta nos cyclamens, pois essas delicadas flores têm floração no inverno, entre março e outubro e são muito indicadas para a decoração de interiores. “Levamos um susto em março, com quedas de 50%, no Dia Mulher, com ao fechamento do comércio devido a segunda onda da pandemia. No entanto, resolvemos segurar os preços. Estamos sentindo que o mercado está comprador para o Dia das Mães e que vamos vender o que planejamos”, comemora, antecipando que, terminando a colheita esta semana, já será iniciado o plantio para o Dia das Mães de 2022, pois o ciclo de cultivo dessa flor leva quase um ano, da chegada das mudas ao período de oito meses nas estufas. “Teremos um cyclamen bicolor para o ano que vem”, anuncia, Renê, a novidade.

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Brasil

10 Lições que a pandemia deixou para a educação

Redação Gazeta Regional

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Alunos, professores e famílias passaram a ter uma nova visão sobre o futuro do ensino no Brasil

Em março de 2020 o Brasil se viu diante de um novo e assustador momento: a quarentena e o isolamento devido à pandemia da Covid-19. E os estudantes foram severamente afetados com o fechamento das escolas e a adaptação das aulas online.

A coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio Divino Salvador ,Cintia Pedrisa, listou dez lições que este novo momento deixou para a educação dos alunos e o que podemos levar de aprendizado de tudo isso.

  • Os estudantes passaram a ter mais autonomia e responsabilidades nos estudos e, como isso, serem protagonistas da sua rotina escolar;
  • A valorização da presença tanto dos professores quanto dos próprios alunos dentro da escola;
  • Professores e alunos viraram grandes parceiros das tecnologias em benefício dos estudos, aprimorando técnicas de ensino e aprendizado com os recursos disponíveis;
  • Os pais e responsáveis tiveram papel fundamental no processo de aprendizagem dos filhos;
  • A inovação contínua e o uso das tecnologias a favor da educação, com novos métodos e possibilidades de ensino;
  • A valor da coletividade e a colaboração se mostraram ainda mais necessárias, a importância de estar com o outro, interagir com os colegas;
  • Na escola, o potencial de autonomia das crianças é trabalhado com muito mais propriedade;
  • A parceria entre pais e escolas nunca foi tão reforçada como agora, e a ideia é que se permaneça assim devida fundamental importância;
  • A aproximação da relação entre o ensino e a aprendizagem à distância entre equipe escolar e responsável pelo aluno, com comunicação diária e orientações pontuais e coletivas, refletindo o engajamento pedagógico;
  • O estímulo às novas linguagens, com currículo focado no letramento digital e conhecimentos advindos de experiências virtuais.

A verdade é que a pandemia ficará marcada na memória e deixará grandes ensinamentos para pais, alunos e educadores. “A adaptação aos novos modelos de ensino veio de uma maneira repentina e impositiva, mas com certeza deixará bons frutos para a educação das novas gerações”, conclui Cintia.

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Brasil

BYE BYE FRIZZ: Nova linha da Cadiveu Essentials garante 72h sem frizz

Redação Gazeta Regional

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Usando tecnologia exclusiva, os produtos da marca brasileira unem performance, eficiência e responsabilidade sócio-ambiental

O Grupo Cadiveu lança, nesta semana, sua nova linha de produtos da marca Cadiveu Essentials. Os produtos da Bye Bye Frizz garantem 72 horas sem frizz e possuem fórmula 100% vegana. Transformam cabelos lisos, alisados, cacheados crespos ou ondulados, que estejam indisciplinados e com frizz, em fios macios, disciplinados e brilhantes. Sua tecnologia Frizz Free Complex atua na fibra capilar, selando e nutrindo as cutículas dos cabelos. O resultado foi cientificamente comprovado pelo time de especialistas de Cadiveu, em estudos rigorosos que demonstraram o poder de memória anti-frizz do produto após sua aplicação.

A tecnologia Frizz Free Complex é composta, principalmente, por 3 ingredientes naturais: óleo de camélia, responsável pelo efeito memória, nutrindo e disciplinando os fios; óleo e extrato de germe de trigo, que ajuda a melhorar a aparência de cabelos secos e fecha a cutícula dos fios danificados; e, por fim, a manteiga de karité (matéria prima africana), rica em ácidos graxos saturados, ômega 9, ômega 6, ômega 3 e vitamina E, que garante cabelos hidratados e com toque aveludado.

Resultado cientificamente comprovado
A eficiência da linha foi cientificamente comprovada em laboratório, durante um ensaio em que duas mechas de cabelo foram expostas à umidade em uma câmara controlada, durante mais de três dias. Uma das mechas foi tratada com produtos comuns, enquanto, na outra, foi feito o tratamento com os produtos da linha Bye Bye Frizz.

Os resultados foram evidentes. Em 24 horas, a amostra tratada com produtos comuns já demonstrava um aspecto seco, com o dobro de volume e muito frizz. Ao mesmo tempo, a amostra tratada com Bye Bye Frizz apresentava aspecto hidratado, sem frizz, com muito brilho e volume controlado. Ao fim da experiência, após 72h de sucesso, a Cadiveu decidiu ampliar o teste por mais 4 horas de exposição das mechas e aumentar a umidade da câmara, com o intuito de desafiar ainda mais seu produto. Como resultado final, foi constatado que a amostra se manteve com aspecto de hidratado e sem frizz, ainda que indicasse certo aumento de volume.

A linha
A linha é composta por 5 produtos:
shampoo, condicionador, máscara, frizz killer (fórmula leve com proteção térmica sem silicone para controle do frizz) e selagem gradativa (fórmula de ação prolongada, garante um cabelo liso perfeito, com proteção térmica). Todos os itens são compostos em até 97% de origem natural, livre de testes em animais (selo PETA) e embalagem 100% feita de materiais reciclados.

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Shampoo Bye Bye Frizz: Promove uma experiência de limpeza única e eficiente. Sua textura cremosa e perolada purifica os fios na medida certa, promovendo uma espuma nutritiva e cremosa, que deixa os fios com toque sedoso após a aplicação. Funciona com cabelos lisos, alisados, cacheados, crespos ou ondulados.

Condicionador Bye Bye Frizz: Transforma o cabelo indisciplinado e com frizz em fios macios disciplinados e brilhantes. A tecnologia Frizz Complex atua na fibra capilar para nutrir e selar as cutículas dos cabelos, garantindo um efeito memória que elimina o frizz por tempo prolongado.

Máscara Bye Bye Frizz: Transforma o cabelo indisciplinado e com frizz em fios macios, disciplinados e brilhantes. Com fórmula altamente concentrada com a tecnologia Frizz Free Complex atua na fibra capilar para nutrir e selar as cutículas dos cabelos, garantindo um efeito memória que elimina o frizz por tempo prolongado, em todos os tipos de cabelos.

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Leave-In Frizz Killer Bye Bye Frizz: É um sistema anti-frizz de longa duração com proteção térmica sem silicone para um toque leve e natural. Controla o frizz por até 72 horas e disciplina os fios. Sua fórmula sela as cutículas e protege contra danos. Garante cachos com efeito memória e funciona para todos os tipos e texturas de cabelo.

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Selagem Gradativa Bye Bye Frizz: Com uma fórmula de ação prolongada, garante um cabelo liso, perfeito, protegido por 72 horas mesmo com umidade de até 70%, funciona para todos os tipos de cabelos e texturas.

Sobre o Grupo Cadiveu
O Grupo Cadiveu é uma empresa de cosméticos brasileira, com presença consolidada em mais de 80 países. É a terceira que mais exporta produtos de beleza do Brasil para outros mercados. E desenvolve cosméticos capilares de altíssima qualidade, com responsabilidade socioambiental, incluindo em sua linha de produção insumos naturais, embalagens recicladas e oferecendo educação focada na transformação de seus clientes.

O portfólio do grupo é subdividido em duas marcas. A Cadiveu Professional, voltada para profissionais de salões de beleza espalhados pelo mundo, que realiza mais de 27 mil serviços e busca empoderar as mulheres através de suas linhas de tratamento em reconstrução, reparação, reposição de massa capilar, brilho, cabelos cacheados, nutrição e saúde dos fios. Ao passo que a Cadiveu Essentials, voltada para o consumidor final, é composta pela linha Vegan Repair by Anitta, a linha Quartzo Shine by Boca Rosa e a novíssima Bye Bye Frizz, que oferecem soluções tecnológicas e eficientes para o tratamento diário do cabelo.

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Cerrado é a savana brasileira e um bem desvalorizado pelo País

Redação Gazeta Regional

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Por Evandro Tokarski

Para os desavisados e menos informados, a aparência pode enganar. Afinal, o Cerrado brasileiro tem mais de uma cara. A área com árvores retorcidas, folhagens mais secas, pouca umidade, é Cerrado. Mas também é Cerrado a mata ciliar. Ou ainda a mata de galeria, onde as copas das árvores se encontram, formando túneis. Algo tão lindo de se ver quanto a floresta amazônica.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, atrás apenas, justamente, da rica floresta tropical. Trata-se do bioma que cobre 25% do território brasileira, fundamental para nossa biodiversidade, e que altamente dinâmico e sensível às mudanças do clima, possuindo apenas duas estações bem definidas – a da seca e a da chuva. Isso faz com que diferentes paisagens sejam observadas em momentos do ano.

Por isso, ao conhecê-lo, é preciso não se deixar levar pelo que se vê de imediato. O Cerrado é uma aula de resiliência a céu aberto que a natureza nos dá, seja pela vegetação, pelos rios intermitentes e perenes ou pela riqueza da fauna.

Destaco ainda, como CEO de uma companhia que reconhece a importância dos recursos naturais para a nossa existência no planeta, que não tenho dúvidas da eficiência do Cerrado: aproveita de forma extremamente competente os recursos naturais disponíveis e nos oferece uma flora composta por mais de 12 mil espécies diferentes, segundo a Embrapa – centenas já tem seus valores econômicos identificados, seja para a produção de alimentos, medicamentos ou cosméticos, entre outros. Suas formas e cores, na época de chuva, ainda atraem polinizadores. Se não fosse pela ação do homem, seu funcionamento certamente seria perfeito.

É neste espaço imenso, que cobre 25% do nosso território, onde boa parte dos rios seca quando acaba a temporada de chuva, que nascem os rios São Francisco e Parnaíba. Entre outros fatores, já se sabe da importância desse ecossistema para a nossa geração de energia – isso significa que, para que os brasileiros tenham energia elétrica em casa, dependemos de quase 90% das águas que são oriundas do Cerrado.

E é claro que sabemos de tudo isso. Nos últimos anos, o Brasil vem explorando o Cerrado. A agropecuária, principalmente, mas não a única atividade desenvolvida na região. O valor do Cerrado, apesar de não completamente descoberto – ainda há muito a saber e estudar – já está mais do que comprovado. Apesar disso, pouco se faz para preservá-lo.  

Neste ano, o Cerrado registrou o maior número de focos de incêndio para esse período desde 2012. Foram 31.566 pontos de fogo entre 1º de janeiro até 31 de agosto, contra 40.567 no mesmo período em 2012, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se do reflexo de uma realidade triste que vem sendo observada nos últimos anos, em que a pressão pelo desmatamento sem critérios só aumentou. Sem uma política pública clara para sua proteção e exploração, o fato é que, se continuarmos neste caminho, em breve, perderemos essa fonte de biodiversidade – e a natureza ficará sem um bioma considerado a ligação entre diversos outros. O impacto será direto na manutenção das espécies, tanto vegetal como animal.

Também é preciso pensar em programas voltados para a população que vive nestas regiões e que sofrem com a seca e a falta de alimentos. É absurdo e triste pensar que, em um solo extremamente fértil, existem pessoas passando fome.

Mais do que ressaltar o valor do Cerrado, é preciso pensar em como cuidar dele e preservá-lo, para que outras gerações possam aproveitá-lo. Pelo Cerrado e por quem virá nas próximas estações, de chuva e de seca.

*Evandro Tokarski é presidente do Grupo Artesanal, líder no mercado de farmácias de manipulação no Centro-Oeste e em Minas Gerais

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