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Sábado sem Câncer: uma ação solidária que salva vidas

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Dos 500 pacientes inicialmente atendidos gratuitamente, 13 tiveram resultado positivo para câncer de próstata

Por trás de uma ação solidária, há um contingente de profissionais de diferentes áreas, uma vasta estrutura de apoio e recursos médico-hospitalares que salvam vidas. A Campanha Sábado sem Câncer, realizada em novembro do ano passado, no Centro de Oncologia Campinas, serviu não apenas para oferecer exames gratuitos de câncer de próstata a 500 homens de Campinas e região, como para diagnosticar e cuidar de 13 casos positivos. Também forneceu subsídios para a elaboração de um estudo capaz de traçar um perfil da saúde masculina durante a pandemia do coronavírus, momento em que a Covid-19 consume a maior parte dos esforços da saúde mundial.

Organizada em parceria pelo Centro de Oncologia Campinas (COC), Ramos Medicina Diagnóstica, Próton Diagnósticos, Laboratório Multipat, Hospital Centro Médico Campinas e Santa Casa de Campinas, a ação que se propôs a identificar e tratar o câncer de próstata dentro da Campanha Novembro Azul trouxe ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma economia de R$270.550,07 mil. Esse foi o valor gasto para avaliar, examinar e tratar os 500 pacientes inicialmente atendidos, segundo valores estabelecidos por convênios médicos.

Nesta quarta-feira, 19, houve a apresentação dos dados finais da campanha, para marcar o encerramento da ação solidária iniciada ainda em novembro passado. O caminho até o diagnóstico e tratamento seguiu por etapas que dificilmente seriam cumpridas em espaço de tempo tão curto e de maneira tão completa, ainda mais em tempos de pandemia.

No Centro de Oncologia Campinas, os pacientes, após a triagem para elaboração do cadastro, passaram por avaliação clínica e realizaram, no próprio local, a coleta de material para o exame de PSA, que mede o nível de uma substância produzida pela próstata – Antígeno Prostático Específico. Em poucos dias, todos os que foram examinados receberam os resultados. Aqueles que apresentaram indicativos da doença, foram contatados e deram sequência à investigação e diagnóstico.

Na ocasião, 60 pacientes tiveram resultado suspeito no toque retal e 38 apresentaram resultado alterado para o exame de PSA – nove deles tiveram toque retal positivo e PSA alterado. Os cuidados tiveram sequência com os exames de ressonância magnética realizados por 37 pacientes.

Com base nos resultados dos exames clínicos, PSA e imagens, 18 dos 500 homens atendidos inicialmente no COC foram encaminhados à biópsia, sendo que 13 deles tiveram positivo para câncer de próstata. Como se propunha o Sábado sem Câncer, os tratamentos indicados nos casos positivos tiveram início. Sete pacientes foram encaminhados à radioterapia, dois para a terapia hormonal, um para a cirurgia e três seguiram para a realização de acompanhamento com nutricionista.

O médico Fernando Medina, um dos idealizadores da campanha Sábado sem Câncer, salienta a importância dos resultados. “Esta é uma ação de cuidado completo. Examinamos 500 pessoas, mas o alcance da campanha é muito maior que isso, porque essas pessoas foram orientadas sobre a doença e puderam levar esse conhecimento adiante para tantas outras pessoas. A população que soube da ação foi orientada e pôde procurar atendimento médico”, afirma.

“Quem nos procura na campanha é quem realmente precisa de atendimento, a população necessitada. O fato de ter feito o diagnóstico e já proporcionado tratamento para essas pessoas melhora muito a qualidade de vida delas, porque você pega a doença no princípio, proporciona um tratamento necessário para que tenha uma resolutividade rápida”, reforça a médica do Centro de Oncologia Campinas, Mary da Silva Thereza.

Fernando Medina lembra ainda que ações como a do Sábado sem Câncer mostram o quanto é possível realizar ações em favor da saúde da população. “Mutirões como o que fizemos chamam a atenção das pessoas e mostram que é possível buscar a cura para as doenças. Todos sabemos que mais cedo ocorrer o diagnóstico maiores são as chances de cura”, destaca Medina.

O oncologista cita coo exemplo a casuística do COC para o câncer de próstata. “O COC avaliou 463 pacientes que passaram pelo nosso centro entre 2000 a 2020. Noventa por cento deles tiveram sobrevida de cinco anos após o tratamento. Já a sobrevida de dez anos chegou a 87%. Ou seja, essas 13 pessoas que foram diagnosticas na campanha têm quase 90% de chances de terem dez anos de vida saudável”.

Perfil
O compilamento das informações obtidas no atendimento do Sábado sem Câncer reforça o sucesso na missão de atender a parcela da população mais necessitada. Mostrou que 5,4% dos pacientes não possuíam nenhum grau de escolaridade e que apenas 17% possuíam Ensino Superior completo ou incompleto.

Para pode traçar o perfil de risco de contrair câncer de próstata, a raça dos pacientes atendidos foi especificada nas fichas de participação da campanha. “A raça negra tem um fator de risco para o câncer de próstata duas vezes e meia maior”, detalha Medina. Dos 500 pacientes, 25,4% eram negros, 67,2% brancos e 7,4% de outras raças. Durante a avaliação clínica, 27,8% disseram possuir histórico familiar para a doença.

Com base na pontuação de indicativos atribuída aos pacientes após os exames clínicos, que inclui histórico familiar da doença, idade, raça e queixas urinárias, entre outros, 7% dos 500 homens examinados foram incluídos no grupo de risco mais alto para a doença.

Perto de 100 voluntários, entre profissionais da saúde (56), médicos (16) e pessoal de apoio trabalharam no Sábado sem Câncer para cumprir a meta de realizar 500 atendimentos.

Sobre o câncer de próstata

Cerca de 1,3 milhão de novos casos de câncer de próstata devem ocorrer neste ano no mundo. No Brasil, a previsão é que a doença atinja quase 63 mil homens este ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum no Brasil entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

Cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do País e pelo aumento na expectativa de vida do brasileiro.

Sobre o COC
O Centro de Oncologia Campinas atende pelo menos 30 convênios médicos para oferecer diferentes serviços. Dispõe de renomado corpo clínico e eficiente equipe multidisciplinar para oferecer todos os níveis de cuidados aos pacientes, incluindo serviços complementares ao tratamento. Possui Centro Cirúrgico, salas de imagens, de quimioterapia e de radioterapia. O Centro de Oncologia Campinas está localizado à Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas. O telefone de contato é (19) 3787-3400.

Campinas

Leilão para a concessão de trem intercidades entre SP e Campinas acontece nesta quinta-feira, 29

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Marcado para começar às 15h, o leilão terá início com a entrega de propostas dos interessados, que podem ser empresas nacionais ou estrangeiras

O leilão para a concessão do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC), que prevê ligar os 101 km entre São Paulo a Campinas por trem rápido, será nesta quinta-feira, 29, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo.

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O Trem Intercidades tem investimento previsto de R$13,559 bilhões, e concessão por 30 anos ao vencedor para operar o serviço expresso com viagens de 1 hora e 4 minutos, com trens de velocidade máxima de até 140 km/h e tarifa a R$64.

Além do TIC, o vencedor irá operar um Trem Intermetropolitano (TIM) para atender passageiros em Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos, além de melhorias na Linha 7-Rubi.

Marcado para começar às 15h, o leilão terá início com a entrega de propostas dos interessados, que podem ser empresas nacionais ou estrangeiras, tanto de maneira individual ou reunidas em consórcio.

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Com o “Projeto Guardião”, Novac Construtora eleva padrões de segurança

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Por meio da iniciativa, construtora reconhece colaboradores comprometidos com protocolos em suas obras

A Novac Construtora, com sede em Campinas e uma filial em Curitiba (PR), vem colhendo os frutos de uma iniciativa implementada pelo time de segurança de trabalho da empresa, o “Projeto Guardião”. Lançado em 2019, o projeto reconhece colaboradores que adotam práticas de segurança, o que vem impactando significativamente na melhoria das atividades, na sensibilização e na adoção de cuidados relativos à segurança nos canteiros das obras.

De acordo com o fundador da Novac Construtora, Guto Negrão, a excelência de uma obra bem executada começa nos detalhes, sempre permeados por protocolos de segurança dos trabalhadores. “Prezamos por uma obra limpa, organizada e que preserva a saúde e segurança dos colaboradores. Mais do que isso, valorizamos uma cultura efetiva e preventiva, buscando reduzir falhas que possam causar riscos de acidentes nos canteiros de obras”, destaca o empresário.

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O corpo técnico que implementou o projeto é devidamente capacitado e preparado para prever situações de risco e criar práticas cotidianas de proteção. A iniciativa é focada na saúde e segurança e reconhece cada colaborador como um agente ativo, um guardião da segurança individual e coletiva na obra.

Como funciona o “Guardião” na prática
As falhas em obras podem acontecer por comportamentos incorretos que o colaborador comete e por condições inseguras no ambiente de trabalho, que oferecem perigo ou risco ao trabalhador. Sendo assim, por meio de campanhas de conscientização e capacitação, os colaboradores são incentivados a adotar práticas e protocolos de segurança, através do exemplo da liderança. Também são promovidos dinâmicas em grupos e DDS (Diálogo Diário de Segurança), para minimizar e/ou eliminar ações e condições inseguras.

“De forma criteriosa, identificamos colaboradores que possam contribuir para a equipe. Nossa meta é expandir essa cultura de segurança, implementando-a em todos os nossos clientes e novos projetos. Nosso alto padrão de segurança foi alcançado mediante a execução impecável de um trabalho que atendeu a um extenso protocolo de exigências, evidenciando a solidez, consistência e segurança inerentes à nossa metodologia”, ressalta Negrão.

Além disso, nas dinâmicas de trabalho promovidas junto aos colaboradores, todos são treinados para desenvolver um senso de colaboração e cooperação, premissas inegociáveis para a empresa.

Projeto “Guardião” contribui com premiações recebidas pela Novac
O projeto “Guardião” também vem contribuindo para a constante conquista de prêmios, por parte da Novac Construtora, nos últimos anos. As premiações obtidas, entre março de 2021 a novembro de 2021, refletem o compromisso com a excelência em meio a uma série de rigorosas demandas impostas pelo programa.

A empresa também vem aperfeiçoando sua fiscalização, em conformidade com várias Normas Regulamentadoras (NRs), assim como vem exigindo o comprometimento dos colaboradores com o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI ‘s) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’ s).

A Novac Construtora ainda promove treinamentos específicos, voltados ao cumprimento dos protocolos previstos na NR 35, para atividades de trabalho em altura; na NR 10, para trabalhos com eletricidade; e NR 12, para trabalhos com máquinas.

Sobre a Novac
A Novac Construtora foi fundada em 2017 por Antônio Augusto Negrão, ex-sócio da farmacêutica Medley. Desde o início, a ideia do fundador era criar uma construtora capaz de desenvolver uma relação sólida com cada cliente, cumprir tudo a que se propusesse, entregando projetos no prazo, com excelência nos detalhes, tratando cada um deles com a devida importância. Isso, é claro, sem esquecer da atenção à segurança dos colaboradores, ao meio ambiente e à sociedade, do planejamento à entrega.

O foco principal da Novac são as obras de grande porte, para clientes corporativos e multinacionais. A crença fundamental da construtora é a de que uma construção vai muito além da simples soma de seus materiais. Para a empresa, a construção é feita por pessoas, histórias, sonhos e pelo comprometimento de uma equipe engajada e forte.

Com o projeto final em mãos, enviado pelo cliente, sua equipe de engenheiros é capaz de identificar áreas de melhoria, de oportunidades e de economia para os clientes.

Serviço:

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Unicamp abre inscrições da Olimpíada em História do Brasil para estudantes e professores da rede estadual de SP

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Podem participar equipes formadas por um professor de história e três alunos do Ensino Fundamental (8º e 9º anos) ou do Ensino Médio regular e EJA

Estudantes e professores interessados em participar da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) já podem fazer as inscrições para a 16º edição da competição. O cadastro é gratuito para candidatos matriculados em escolas da rede estadual de São Paulo e segue aberto até dia 26 de abril no site oficial. A ONHB é organizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para participar, é preciso formar uma equipe composta por um professor de história e três alunos do Ensino Fundamental (8º e 9º anos) ou Médio regular ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A primeira etapa da Olimpíada começa no dia 6 de maio. Serão realizadas seis fases online com duração de uma semana cada, além da final presencial marcada para os dias 24 e 25 de agosto, na Unicamp, em Campinas (SP).

Neste ano, serão ofertadas bolsas de Iniciação Científica Júnior aos estudantes de escolas públicas que obtiverem as maiores pontuações na ONHB, dentro do nível de ensino — Fundamental ou Médio — e do estado ao qual pertence. As bolsas, disponibilizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), têm duração de 12 meses. Como contrapartida, os alunos contemplados deverão participar de, ao menos, um dos projetos da ONHB realizados em 2024 e 2025.

Equipes irão concorrer dentro dos mesmo níveis
Uma mudança importante prevista para 2024 é a separação da concorrência das equipes por níveis. A partir de agora, os grupos formados por estudantes dos ensinos Fundamental e Médio irão competir com equipes compostas por alunos dos mesmos níveis de ensino.

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O número de equipes aprovadas em cada fase dependerá da quantidade de inscritos em cada nível de ensino. A quantidade de medalhas entregues na final também se manterá a mesma: 75 no total.

Como funciona a Olimpíada de História
As seis fases online têm duração de uma semana cada e preveem questões de múltipla escolha e realização de tarefas. O conteúdo apresentado nas questões inclui, além da História do Brasil, assuntos interdisciplinares, como geografia, literatura, arqueologia, patrimônio cultural, urbanismo, atualidades, etc. O formato oferece aos estudantes e professores a oportunidade de discutir temas que nem sempre são abordados em sala de aula ou estão presentes nos livros didáticos.

A ONHB também faz parte do edital “Vagas Olímpicas” da Unicamp. De acordo com o desempenho, os participantes podem concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp, sem a necessidade de fazer o vestibular.

Em 2023, a ONHB teve mais de 122 mil pessoas inscritas, um número recorde e 60% maior do que o registrado em 2022. O projeto é realizado com apoio do Departamento de História da Unicamp, do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) da Unicamp, da Associação Nacional de História (Anpuh) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Conta também com a participação de docentes universitários, alunos de graduação, mestrandos e doutorandos.

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