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Empresa holandesa avaliada em US$780 milhões chega ao Brasil

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Com presença local em 20 países, a CM.com visa impulsionar a forma como as marcas interagem com seus clientes

Ser atendido por uma marca pelo canal de mensagem que mais gosta de utilizar. É com esse objetivo de auxiliar o consumidor onde e quando ele desejar, no momento mais confortável, sem restrições de local e horário, que a holandesa CM.com, empresa de comércio conversacional (ConvComm), chega ao Brasil. Avaliada em US$ 780 milhões (mais de R$ 4 bilhões) e listada na Bolsa de Valores de Amsterdã desde 2020, a companhia conta a partir de fevereiro com uma sede na cidade de São Paulo para compartilhar sua expertise com as marcas brasileiras.

As soluções oferecidas permitem que as companhias interajam com seus consumidores por meio de múltiplos canais de mensagens e proporcionem um melhor atendimento ao cliente. Com uma comunicação fluida e automatizada, por meio de diferentes canais e aplicativos de mensageria – como SMS, WhatsApp Business, Twitter, Telegram, Instagram e Facebook Messenger-, a companhia auxilia o consumidor a tomar as decisões desde a hora da compra do produto até o pós-venda.

No Brasil, a companhia traz o Mobile Service Cloud, um software completo de atendimento ao cliente para oferecer boas experiências, envolver e aumentar a satisfação do consumidor. Outra novidade é o Mobile Marketing Cloud, uma ferramenta destinada aos profissionais de marketing que ajuda a entender o comportamento digital, além de automatizar e personalizar a mensagem no canal de escolha. E por fim, o Conversational AI Cloud, uma plataforma de chatbot em que as interações se dão por meio de respostas pré-definidas ou com o uso de inteligência artificial. Esse último recurso tem como finalidade automatizar e orientar o cliente em toda a jornada com um diálogo simples, responsivo e instantâneo.

“Com os consumidores cada vez mais presentes nos canais digitais, é estratégico que as marcas os utilizem de forma assertiva para interagir e construir, por meio dessas trocas, uma jornada automatizada e humanizada. Uma pesquisa realizada pelo Facebook em 2019 mostrou que, em vários países, duas em cada três pessoas se comunicam com as marcas por meio de mensagens online. Já no Brasil, 72% disseram que planejam aumentar suas compras no e-commerce. A cada interação com o cliente, os dados ficam mais completos e as mensagens mais assertivas e personalizadas”, explica o Country Manager da CM.com no Brasil, Ronald Bragarbyk.

“Esses canais de mensageria podem ser combinados e usados em uma única plataforma na nuvem, como a da CM.com. Na prática, essas tecnologias são utilizadas para diversas finalidades, como por exemplo, para a emissão de bilhetes aéreos, durante um atendimento do pós-venda, em mensagem promocional com cupom de desconto, no rastreamento de mercadoria no e-commerce e até mesmo no envio de extrato ou 2ª via de boleto. Isso é possível por causa da combinação de todos estes dados na nossa plataforma CDP (Customer Data Platform)”, acrescenta o executivo.

De acordo com o Gerente Geral Internacional, Hodny Benazzi, o lançamento do CM.com na América Latina é estratégico, pois a região oferece uma infinidade de oportunidades de negócios. O Brasil, em específico, é conhecido por ser um dos países mais engajados nas mídias sociais do mundo.

Jeroen van Glabbeek, CEO da CM.com, acrescenta: “Estamos focados em nosso roteiro para expansão global fortalecendo ainda mais nossa força de vendas. Por isso, abrimos recentemente novos hubs no México e Brasil. O mercado latino-americano nos oferece um grande potencial de crescimento e a chance de conquistar participação de mercado nestas novas regiões. Estamos ansiosos para expandir nossa oferta para esses locais”.

Resultados de 2021
Devido ao sucesso de produtos inovadores, a CM.com foi reconhecida em 2021 pela consultoria Juniper Research como líder em Conversational Commerce, CPaaS Vendors e Messaging Platforms.

Outro estudo, realizado pela mesma consultoria, mostrou que as vendas realizadas por meio de canais de mensagens que envolvem chatbots e assistentes de voz crescerão sete vezes até 2025. A projeção para esse mercado, que atualmente é estimado em US$ 41 bilhões, deve chegar a US$ 290 bilhões nos próximos anos.

Dados mais recentes da empresa mostram que a receita principal da CM.com cresceu 97% no primeiro semestre de 2021, totalizando US$ 121 milhões. O lucro bruto principal mais que dobrou e aumentou 129%, com evolução positiva da margem de 22% para 25%. A receita estimada para 2021 atingiu o limite superior da faixa de US$ 270 milhões – US$304 milhões. Depois de ser listada na Euronext Amsterdam, a CM.com investiu em várias aquisições de startups para trazer um alto nível de tecnologia em todo o portfólio de produtos, como RobinHQ (outubro de 2020) e CX Company (maio de 2020), acelerando a escalabilidade do negócio globalmente.

Conheça o site: https://www.cm.com/pt-br/

Sobre a CM.com
CM.com (AMS: CMCOM) é uma empresa global, líder de software em nuvem para comércio de conversacional que permite às empresas oferecer uma experiência superior ao cliente. Nossa plataforma capacita marketing, vendas e suporte ao cliente para automatizar o envolvimento com os usuários dos diversos canais móveis para impulsionar as vendas, ganhar mais público e aumentar a felicidade do consumidor.

Brasil

Autismo e neurodivergência expõem limites de uma sociedade pouco adaptada: 2 milhões de brasileiros com TEA convivem com barreiras invisíveis, ampliadas pelo diagnóstico tardio

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Docente de psicologia da UniFAJ, defende que informação e ambientes adaptados são ferramentas necessárias para uma sociedade mais justa

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do IBGE a partir do Censo 2022. O número representa aproximadamente 1,2% da população e ajuda a dimensionar um debate que vai além do diagnóstico: o de uma sociedade ainda estruturada para um único modo de funcionar. “A sociedade precisa sair da lógica de “normalizar” o indivíduo e passar a adaptar o ambiente: investindo em inclusão real, oferecendo ambientes mais previsíveis e acessíveis, validando as diversas formas de comunicação, e, principalmente, reduzindo o julgamento e ampliando a escuta”, explica a psicóloga e docente do curso de psicologia do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Beatriz Zanarella Cruz.

O conceito de neurodivergência, que inclui o autismo, o TDAH e outros perfis neurológicos, propõe justamente essa mudança de olhar. Em vez de focar no “déficit” do indivíduo, especialistas apontam a incompatibilidade entre diferentes formas de funcionamento e ambientes pouco adaptados como principal fonte de sofrimento.

Na prática, isso se traduz em desafios cotidianos. Pessoas neurodivergentes frequentemente enfrentam sobrecarga sensorial, com incômodo diante de luzes, sons ou estímulos intensos; dificuldades em interações sociais baseadas em códigos implícitos; e exigências de flexibilidade em contextos que não oferecem previsibilidade. Esses fatores podem ser ainda intensos e presentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA), acompanhado ou não de limitações cognitivas de aprendizagem. “Vivemos em uma sociedade estruturada para padrões neurotípicos de comunicação, socialização e comportamento, por isso é preciso mais compreensão e empatia para com as pessoas neurodivergentes, já que muitas vezes o sofrimento não está nelas, mas na incompatibilidade com o ambiente. É fundamental que tenhamos processos seletivos menos subjetivos, ambientes escolares preparados e regulados e uma comunicação direta e clara na interação, mudanças que fariam grande diferença”, explica Beatriz.

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O diagnóstico tardio de pessoas com neurodivergência também é apontado como resultado de um comportamento recorrente chamado “mascaramento”. Beatriz esclarece que é quando a pessoa, especialmente no espectro autista, aprende a imitar comportamentos neurotípicos para ser aceita socialmente. “Embora funcione como estratégia de adaptação, o custo pode ser alto: exaustão emocional, ansiedade e perda de identidade”,

Apesar do avanço das discussões, o TEA ainda é cercado por ideias simplificadas, como a de que existe uma “epidemia de autismo”. O que os especialistas defendem é que o aumento recente de diagnósticos inclui fatores como maior acesso à informação, ampliação dos critérios diagnósticos e aumento de profissionais capacitados.

Diagnóstico precoce e apoio fazem diferença
O TEA se manifesta principalmente em dois eixos: comunicação/interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Os sinais podem surgir ainda na infância, como pouco contato visual, atraso na fala ou baixo interesse por interação social.

Para Beatriz, a identificação precoce é considerada um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento. “Isso porque permite intervenções em uma fase de maior plasticidade cerebral, favorecendo autonomia, comunicação e qualidade de vida.”

Na psicologia, o foco atual se afasta da tentativa de “eliminar sintomas” e prioriza a redução do sofrimento e a construção de estratégias funcionais, respeitando a individualidade de cada pessoa.

Mais do que inclusão, trata-se de reconhecer que não existe uma única forma “correta” de funcionar. E que ampliar esse entendimento não beneficia apenas pessoas neurodivergentes, mas toda a sociedade. E, para famílias que recebem o diagnóstico fica o recado de que ele não define o indivíduo, mas abre caminhos para compreendê-la melhor. “Com informação, suporte e menos julgamento, o que se constrói não é limitação, é possibilidade”, finaliza Beatriz.

Sobre a especialista:
Beatriz Zanarella Cruz é graduada em Psicologia pela Universidade São Francisco (2006). A profissional é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Centro Universitário Amparense – UniFIA (2014) e em Psicologia Hospitalar por meio de Prova de Títulos do Conselho Federal de Psicologia – CFP (2018). Mestre em Psicologia pela Universidade São Francisco (área de concentração: Avaliação Psicológica; linha de pesquisa: Construção, validação e padronização de instrumentos de medida) (2008) e Doutora em psicologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia (área de concentração – Avaliação Psicológica.

Integra o Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – BASIs para os atos autorizativos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos de Graduação. Atualmente é docente no Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e psicóloga no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I) da Prefeitura Municipal da Estância de Socorro.

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Eleições 2026: saiba quem pode atuar como mesário voluntário e inscreva-se

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Pode se inscrever quem tem mais de 18 anos e está em dia com a Justiça Eleitoral, mas existem algumas restrições; confira

As Eleições 2026 aproximam-se e a Justiça Eleitoral continua a mobilização em busca de cidadãs e cidadãos que atuarão na linha de frente da votação. A regra geral para se tornar mesário voluntário é simples: qualquer pessoa maior de 18 anos que esteja em situação regular perante a Justiça Eleitoral pode se candidatar. No entanto, a legislação estabelece alguns critérios de impedimento para garantir a imparcialidade do processo.

  • Não podem atuar na função:
  • Candidatas e candidatos, seus cônjuges e parentes até o 2º grau;
  • Integrantes de diretórios partidários com cargos executivos;
  • Autoridades públicas e agentes das forças policiais;
  • Servidores do Poder Executivo ocupantes de cargos de confiança;
  • Colaboradores e funcionários vinculados à Justiça Eleitoral;
  • Agentes prisionais, profissionais de escolta, vigilância penitenciária e integrantes das guardas civis municipais.
  • Como fazer a inscrição
  • O cadastro para mesário voluntário pode ser feito de forma prática, sem sair de casa. Interessados têm a opção de se inscrever pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou aplicativo e-Título (menu “Mais Opções”, opção “Mesário Voluntário”). Também é possível realizar o registro presencialmente nos cartórios (endereços das zonas eleitorais).
  • Benefícios oferecidos:
  • Folgas trabalhistas: dois dias de folga para cada dia trabalhado e dois dias de folga para um ciclo completo de treinamento, em qualquer modalidade (presencial ou on-line);
  • Auxílio-alimentação: para as Eleições 2026, o valor do auxílio por dia de atuação foi fixado em R$ 65 (Portaria TSE nº 86/2025);
  • Vantagens acadêmicas e profissionais: estudantes de instituições de ensino superior conveniadas podem utilizar as horas trabalhadas como atividade extracurricular;
  • Desempate em concursos: a atuação pode servir como critério de desempate em concursos públicos, caso previsto no edital.

Seleção dos voluntários
O processo de seleção prioriza os voluntários da própria seção eleitoral. Após a inscrição, o cartório analisa a ficha para verificar a existência de vagas e a ausência de impedimentos legais. Caso aprovada, a pessoa recebe a convocação e passa por treinamento para aprender funções como operar a urna eletrônica, identificar eleitores e organizar a fila na seção. A Justiça Eleitoral reforça que a inscrição não garante a convocação imediata, mas coloca o cidadão na base de dados prioritária para o suporte às eleições.

Outras informações estão disponíveis na página de Perguntas e Respostas sobre o tema, disponível no site do TRE-SP. A Justiça Eleitoral paulista também lançou a campanha #OrgulhoDeSerMesário, que destaca experiências de quem já viveu o dia da eleição por dentro. Os relatos ajudam a mostrar que, além da responsabilidade, a função também é marcada por encontros, histórias e senso de pertencimento. Confira os vídeos.

Em São Paulo, dois terços (67%) dos mais de 412 mil mesários atuaram de forma voluntária no 1º turno das Eleições 2024. Já na comparação entre homens e mulheres, elas levam vantagem. Cerca de 300 mil mulheres colaboraram com o pleito no estado, 72% do total. O índice vem se repetindo há pelo menos três eleições, com 67% de participação feminina em 2020 e 70%, em 2022.

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Eleições 2026: outubro tem datas do 1º e do 2º turnos definidas pela Constituição

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Brasileiros irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; participação consciente fortalece a democracia

As Eleições 2026 acontecerão em 04 de outubro, primeiro domingo do mês. Caso haja segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro, último domingo do mês. As datas seguem o que determina a Constituição Federal para as eleições de cargos estaduais e federais.

Neste ano, os eleitores irão votar para os cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O pleito é considerado um dos mais importantes da democracia brasileira, já que define representantes responsáveis por decisões que impactam diretamente a vida da população nos próximos anos.

A partir deste pleito, também entram em vigor novas datas de posse. Com a Emenda Constitucional nº 111/2021, o presidente tomará posse em 5 de janeiro e os governadores em 6 de janeiro. Antes, ambas aconteciam em 1º de janeiro.

O segundo turno ocorre apenas em eleições para cargos do Poder Executivo, como presidente e governador. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter maioria absoluta dos votos válidos, excluindo brancos e nulos. Caso isso não aconteça, os dois candidatos mais votados disputam uma nova votação.

Mais do que uma obrigação eleitoral, o voto também representa um exercício de cidadania. Buscar informações, acompanhar propostas e avaliar o histórico dos candidatos são atitudes que ajudam o eleitor a fazer escolhas mais conscientes.

As eleições brasileiras nem sempre ocorreram em outubro. Ao longo da história, os pleitos já foram realizados em diferentes meses, como março, novembro e dezembro, conforme as regras constitucionais e o contexto político de cada época.

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