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Agronegócio

Bombas de vácuo em agroindústrias requerem manutenção e empresa brasileira lança componentes para estes equipamentos

Redação Gazeta Regional

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Objetivo é fornecer os itens, voltados à manutenção e reforma geral desses equipamentos, a frigoríficos e indústria alimentícia em todas as regiões do Brasil.

A SomaFlux, empresa do Grupo Soma Sul, especialista em prover soluções em equipamentos, peças e serviços relacionados ao controle de fluxo (compressores, sopradores e bombas de vácuo) está apresentando ao mercado uma marca própria de componentes para bombas de vácuo, itens fundamentais para a manutenção preventiva e reforma geral desses equipamentos. Como maiores usuários das bombas de vácuo, frigoríficos e indústria alimentícia estão entre os principais clientes a serem atendidos.

O lançamento das peças da marca SomaFlux faz com que a empresa expanda sua atuação em todo o território nacional, afirma o gerente comercial da empresa, José Luiz Bastos. Esse alcance se faz possível por dois motivos cruciais, primeiro, ao contrário de muitas atividades econômicas, a indústria alimentícia possui instalações em todas as regiões do país e, por último, as aplicações de vácuo vêm aumentando nos mais diversos segmentos da indústria brasileira, fazendo com que o mercado de bombas de vácuo esteja em constante crescimento, o que cria oportunidades cada vez maiores.

Segundo Bastos, as bombas de vácuo são essenciais para os frigoríficos. Por meio desses equipamentos é que são embalados produtos como carnes, salsichas, frangos, entre outros alimentos perecíveis. Ademais, a extração de material orgânico dentro das linhas de produção das unidades frigoríficas é feita por circuitos de vácuo, explica o gerente da SomaFlux. “Por serem tão imprescindíveis, as bombas de vácuo precisam de manutenção preventiva de rotina e de revisão constante, incluindo troca periódica de componentes.”

José Luiz Bastos explica que a SomaFlux constatou que o mercado fornecedor desses componentes estava muito concentrado, e que frigoríficos e indústria alimentícia demandavam por mais opções de soluções. “Era um mercado, até então, nas mãos de duas, três empresas. Chegamos para ser uma alternativa, com peças de qualidade, provendo a manutenção. O objetivo é que, com essa linha, formada por todos os componentes necessários para as revisões, dos mais diversos materiais, tamanhos e modelos, possamos atender às necessidades e especificidades em todas as regiões do Brasil”, declara.

Desenvolvimento
Da decisão de ingressar nesse nicho até o lançamento, foi pelo menos um ano e meio de desenvolvimento da linha, informa o gerente da SomaFlux. Parte dos itens vem da Europa, de fornecedores contratados com exclusividade; outra parte tem produção nacional. A linha inclui os jogos de palhetas para bombas de vácuo lubrificadas e secas, componentes estruturais das bombas de vácuo. “Foi o que mais exigiu tempo de desenvolvimento, para atingirmos a qualidade máxima”, revela Bastos.

Filtros e kits completos de filtros, para manutenção preventiva e reforma completa dos equipamentos, também fazem parte da linha da SomaFlux. São itens com rotatividade, uma vez que um kit de filtro deve ser trocado a cada, em média, 2 mil horas de uso. Dependendo do ritmo da linha de produção, a troca é feita entre três e 12 meses.

A inoperância de uma bomba de vácuo ou um mau desempenho trazem perdas significativas para as unidades frigoríficas. “Os ciclos das embaladoras a vácuo são, em média, de 7 segundos, dependendo do produto, e uma bomba com baixa performance aumenta este ciclo trazendo ineficiência ao processo produtivo. A manutenção preventiva é fundamental também para mitigação dos riscos de paradas inesperadas, se uma máquina para uma hora, pode deixar de produzir milhares de unidades de produtos”, ilustra Bastos.

Sobre o grupo
O Grupo Soma Sul tem forte presença no sul brasileiro, com seis unidades: Chapecó e Joinville, em Santa Catarina; São Leopoldo, no Rio Grande do Sul; e Toledo, Maringá e Curitiba, no Paraná. Com mais de 20 anos de experiência no ramo de equipamentos para codificação e inspeção industrial de produtos, o grupo criou, em 2012, a Soma Sul Equipamentos, com foco no atendimento às necessidades industriais do mercado de inspeção de produtos, codificação industrial de produtos e equipamentos para processamento e embalagem. A marca SomaFlux existe desde 2018.

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Agronegócio

Mercado do boi em 2021

Dr. da Roça

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A pandemia do coronavírus criou um cenário desafiador ao pecuarista, mas que promete também um crescimento para os próximos anos em uma nova tendência

Com a crise de Covid-19 em 2020/2021, pecuaristas de todo o Brasil enfrentaram um período difícil nos últimos dois anos. A alta do imposto sobre a arroba do boi, frente à alta do dólar, o aumento nos custos dos insumos e, do desabastecimento repentino de mercados e açougues, seguido de um recuo brusco do consumo interno, tornaram o preço do Boi no mercado não muito atraente em comparação ao preço dos grãos.

Desta forma, em razão da baixa oferta de mercado, os pecuaristas no Brasil estão retendo os animais nos pastos, a fim de evitarem quaisquer prejuízos.

A baixa oferta de carne (uma vez que os pecuaristas não estão negociando nenhum animal para o abate), faz com que o preço da carne nos açougues dispare e, por sua vez, o brasileiro é obrigado a optar por outras alternativas de consumo, como peixes, verduras e legumes.

Com relação ainda aos preços dos insumos, o aumento dos custos do milho e da soja, por exemplo, gira atualmente em torno de 6%, sendo o maior dos últimos 15 anos. Esse valor se manteve acima do aumento da arroba do boi gordo, no início de 2020.

E com isso, manter os cuidados com o animal e negociá-lo a um valor que seja justo ao produtor, se torna bem mais difícil.

Um cenário complexo, fechado e que depende de fatores externos como a reabertura de mercado (fim das medidas restritivas e total ampliação da vacinação); a reestruturação de empresas do ramo que estejam quebradas ou sem investimentos em razão do fechamento obrigatório; a manutenção das taxas de desemprego (sem trabalho nem renda, o brasileiro muda os hábitos de consumo); além da queda dos custos de insumo, do preço do dólar e dos impostos sobre a arroba.

E como esse cenário pode ser revertido? O que se espera do mercado do boi gordo em 2021/2022?

Para começar, para a próxima safra do verão 2021/2022, espera-se um aumento favorável da colheita, o que pode baixar o preço dos grãos, provocando uma queda também no custo dos insumos. Com os insumos mais baixos, torna-se possível encontrar meios de tornar a produção mais vantajosa para o pecuarista, visto que as exportações voltarão a crescer. Ou seja, embora o consumo interno ainda esteja acanhado, as exportações tenderão a equilibrar a balança no segmento.

Outro fator que tende a facilitar um pouco mais a vida, é a alta procura pelo boi magro, que se torna uma opção menos dispendiosa graças a suplementação de pastagem, que pode facilitar as negociações em torno da carne de bezerro.

Esta, pode vir a se tornar uma nova tendência para o consumo interno em 2022, das as vantagens de se utilizar uma “carne de reposição”, caso boa parte dos fatores externos não ajudem a tornar o preço do boi gordo novamente vantajoso.

A expectativa, contudo, é de crescimento.

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Agronegócio

Contratos e negociações bancárias no agronegócio

Dr. da Roça

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Os contratos de agronegócio e as negociações bancárias são procedimentos corriqueiros a muitos produtores rurais. Ambos facilitam o trabalho no campo e exprimem privilégios, como a melhoria no processo produtivo e a realização de investimentos.

Por outro lado, quando tais procedimentos não são realizados adequadamente, tornam-se motivos de preocupação e dor de cabeça. Não é raro vermos decisões mal tomadas que resultam em perdas de bens e/ou no aumento de dívidas.

Assim, entender todos os direitos e as obrigações, em qualquer tipo de contrato e de negociação, é fundamental. É preciso saber aproveitar as vantagens derivadas dessas relações, a fim de maximizar os lucros e expandir o empreendimento. Dessa forma, considere as informações a seguir!

Elaboração, revisão e negociação de contratos de agronegócio
A formação de relações por meio de contratos possibilita mais oportunidades de crescimento ao médio e pequeno produtor rural. Negociar parte da colheita por insumos e máquinas, como no caso do contrato barter, tende a gerar grandes vantagens. Sendo responsável por grande parte do faturamento da empresa agrícola, ele facilita a vida do agricultor que precisa investir em aquisições, mas tem dificuldade em fazê-las.

Contratos agrários típicos, como os de arrendamento rural e parceria, da mesma forma, costumam ser acordos benéficos. A cessão de uso de um pedaço de terra gera economias tributárias ao produtor, ao mesmo tempo em que possibilita a ele investir em seu negócio.

Apesar dos diversos prós que todos esses contratos apresentam, é fundamental ter atenção ao formalizar qualquer tipo de instrumento. Não é raro nos depararmos com negociações confusas, obscuras ou mesmo equivocadas, pelo desconhecimento ou má compreensão das leis. O prejudicado, nesses casos, quase sempre é o produtor rural, que acaba arcando com prejuízos desnecessários.
Ter auxílio de um profissional especialista afasta erros e dispêndios, e garante mais proteção à parte mais vulnerável da relação. O profissional é, também, uma solução para ajudar em necessidades de revisão, negociação e renegociação, a fim de aperfeiçoar o texto do contrato.

Negociações bancárias
Negociações bancárias, da mesma forma, podem beneficiar ou lesar os produtores, dependendo da forma como são feitas. Entre esses tipos de procedimentos, podemos encontrar: repactuação de dívidas, abertura de crédito e substituição de garantias.

Repactuação de dívidas
Ter dívidas com bancos é a realidade de alguns médios e pequenos empreendedores rurais. Quando a situação fica drástica, a escolha de muitos é realizar mais negociações, fazendo contratos encadeados com as instituições financeiras, a fim de tentar ajustar as parcelas dos débitos devidos.
Acontece que, geralmente, nesse tipo de ação, existem juros implícitos, fazendo o produtor entrar em uma bola de neve: as dívidas só aumentam e ficam intermináveis. Com isso, a renda familiar e o desenvolvimento do negócio ficam comprometidos.

Tal negociação, em muitos casos, ainda é repassada a terceiros, que são outras empresas encarregadas de entrar em contato com o devedor, e neste caso, na maioria das vezes, a situação acarreta mais desvantagens ainda.

Taxas exorbitantes
Os bancos buscam se proteger do endividamento, por isso elevam os valores cobrados. Ao mesmo tempo, as empresas terceirizadas arrecadam uma quantia nessa tentativa de negociação.

Fator emocional
Não é raro nos depararmos com ameaças irreais, feitas apenas com o intuito de coagir o devedor. Muitos pequenos e médios empresários não têm experiência nesse tipo de situação, o que torna as tentativas de negociação direta com bancos ou com terceiros desgastante.

Falta de planejamento
Saber se preparar e tomar as melhores decisões é essencial para evitar o aumento de dívidas. Enfrentar essa situação sem apoio dificulta fazer boas escolhas e identificar uma solução mais justa e econômica. É fundamental ter um estudo da capacidade de pagamento do produtor, para encontrar a saída mais plausível.

Má negociação
Alguns casos podem ser resolvidos pela via administrativa, não necessitando envolver o judiciário. Reconhecê-los torna a negociação mais econômica e célere.
Para evitar tudo isso, contar com a ajuda de especialistas na área, como um advogado, no momento de qualquer repactuação, tende a diminuir os encargos. Ele é capaz de identificar aqueles exigidos dentro da lei e excluir os demais. Além disso, o profissional tende a tratar o caso com mais racionalidade, poupando, assim, o produtor rural de estresses desnecessários.

Abertura de crédito
Considerado um dos mais importantes instrumentos de estímulo à produção agrícola, o crédito rural precisa ser constituído de maneira a propiciar os melhores resultados possíveis ao produtor.
Os créditos, como o de custeio, de investimento e de comercialização, são incentivos do governo para ajudar o agricultor a se desenvolver. Eles auxiliam de forma a cobrir despesas dos ciclos produtivos, comprar insumos e bens duráveis, além de oferecer mecanismos para que o produtor se proteja contra o período de queda dos preços no mercado.

Entender como funciona o crédito rural permite maior aproveitamento dos benefícios. É importante ter uma noção, por exemplo, de garantias, valores, taxas, prazos, documentos exigidos e os principais programas disponíveis, a fim de obter mais facilidades para a vida no campo. A finalidade deve ser aprimorar as atividades no empreendimento agrícola e investir em equipamentos para o aumento de lucros.

Substituição de garantias
Na substituição de garantia, determinado bem é substituído por outro, em prol de garantir o pagamento das dívidas. Esse é outro processo que precisa ser muito bem planejado, com o objetivo de afastar qualquer desvantagem advinda da decisão. Aqui, também, faz-se necessário conhecer todas as exigências e garantias, para evitar cláusulas abusivas e aumento dos passivos com os bancos.
Os contratos de agronegócio e as negociações bancárias são direitos do produtor rural, que visam beneficiá-lo em seu empreendimento. No entanto, como podemos perceber, é importante uma assessoria profissional, que possa compreender todos os termos por trás de cada decisão, a fim de evitar ciladas.

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Agronegócio

FUNRURAL: O imposto que o produtor rural não pode esquecer

Dr. da Roça

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A incidência do imposto, que voltou a valer em 2018, é destinada ao INSS, aos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) e ao Serviço de Aprendizagem Rural (SENAR)

As obrigações tributárias são uma constante preocupação na vida de todo empreendedor brasileiro, e com o empreendedor do campo não é diferente. Um dos impostos que o produtor rural não pode esquecer é o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Trata-se de um imposto de contribuição previdenciária, que é aplicado sobre a receita bruta de toda venda da produção rural.

Este imposto chegou a ser extinto em 2011, contudo, voltou a valer em 2018, após uma reunião do STF que constitucionalizou o imposto, tornando-o obrigatório e importante para o desenvolvimento dos trabalhos e programas de formação profissional no campo.

Como ocorre a incidência do Funrural?

A incidência desta alíquota vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Ou seja, ao final de cada abate ou comercialização rural, seja através do CPF ou do CNPJ, o agricultor deverá pagar esse imposto sobre as negociações realizadas.

No caso de Pessoa Física, o imposto corresponde a 1,5% sobre o valor bruto da venda (1,2% INSS + 0,1%RAT + 0,2% SENAR). No caso de uma empresa (Pessoa Jurídica), o imposto será de 2,05% sobre o valor bruto da venda (1,7% INSS + 0,1% RAT + 0,25% SENAR).

Há ainda, uma terceira opção de incidência deste imposto: sobre a folha de pagamento. No entanto, o trabalhador rural deverá formalizar essa preferência assim que realizar a primeira contribuição do ano, formalizando a escolha através da Guia de Recolhimento do FGTS.

Alguma atividade do campo é isenta do Funrural?
Sim! A venda de mudas e sementes, por exemplo, que tenham registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Outras atividades isentas do FUNRURAL são: a venda de aves, bois e suínos que sejam destinados à reprodução ou ainda, a comercialização destes animais para testes científicos (cobaias).

A que se destina o Funrural?
Embora o Funrural seja de natureza previdenciária, não isenta o produtor rural de pagar a sua própria contribuição particular para o INSS. Ocorre que parte da contribuição do Funrural, vai para a Previdência Geral, enquanto que a guia particular do INSS, garante a aposentadoria individual do agricultor.

Outra parte da alíquota do Funrural, por sua vez, vai para os Riscos Ambientais do Trabalho (RAT), que cobre os custos da Previdência com trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. E por fim, uma terceira parte é destinada ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), que dentre outras atividades, é responsável pela formação profissional e pela promoção social de jovens e adultos que exerçam atividades no meio rural.

E se o agricultor não pagar o Funrural?
No caso de não haver a incidência do imposto, o produtor rural pode pagar multas que variam de 75% a 225% do tributo devido. A renegociação de dívidas deverá ser feita através do PRR – Programa de Regularização Rural, com o objetivo de quitação dos débitos na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Não deixe para depois, converse com seu escritório de contabilidade ou contador e corra para acertar o seu Funrural, para trabalhar e poder lucrar sossegado em suas terras.

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