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Outubro Rosa — Mamas densas complicam diagnóstico precoce e aumentam risco de câncer 

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Estima-se de 40% das mulheres acima dos 40 tenham mamas densas; introdução da tomossíntese têm revolucionado a detecção precoce nessas condições

A adoção da tomossíntese mamária nos protocolos clínicos tem transformado a detecção precoce de tumores em mamas densas, melhorando a precisão diagnóstica e permitindo identificar lesões em estágios iniciais. 

Mamas densas têm mais tecido fibroglandular e menos gordura, o que dificulta a detecção por mamografia porque tecido e tumores apresentam densidade semelhante. Isso pode mascarar lesões e estar associado a um risco ligeiramente maior de câncer de mama. A condição é mais frequente em mulheres jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, especialmente em quem não teve filhos, não amamentou, está acima do peso ou faz terapia hormonal. Estima-se que cerca de 40% das mulheres acima de 40 anos tenham mamas densas. 

O Outubro Rosa reúne ações globais de conscientização sobre o câncer de mama, com foco em informação e incentivo ao diagnóstico precoce. Quando detectado em estágios iniciais, o câncer de mama tem taxa de cura superior a 95%, por isso o rastreamento e o acesso a exames adequados são fundamentais. 

Tomossíntese mamária — vantagens e indicações:

  • Como funciona: a tomossíntese captura múltiplas projeções da mama a partir de diferentes ângulos e reconstrói cortes finos, permitindo visualizar sucessivos planos da glândula mamária; 
     
     
  • Benefícios: facilita a identificação de pequenas lesões, distorções arquiteturais, assimetrias e nódulos que podem passar despercebidos na mamografia 2D; 
     
     
  • Indicações: especialmente indicada para pacientes com mamas densas; também é recomendada quando a mamografia 2D mostra alterações ou quando há histórico familiar de câncer de mama; 
     
     
  • Impacto combinado: a associação da tomossíntese com a mamografia digital aumenta a detecção de certos tumores e reduz a necessidade de exames complementares, diminuindo ansiedade e custos. 

A tomossíntese não elimina totalmente a necessidade de outros exames. “Os exames adicionais ajudam a garantir que nenhum detalhe seja negligenciado e que o tratamento seja o mais eficaz possível”, afirma a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde Nara Fabiana Cunha. Ultrassom ou ressonância magnética podem ser necessários para avaliar nódulos, lesões complexas ou suspeita de extensão da doença. Esses exames garantem uma avaliação mais completa e orientam o tratamento. 

Como fazer o autoexame da mama:

Importante: o autoexame deve ser feito todos os meses, mas não substitui o exame clínico feito por profissional de saúde. Mulheres que menstruam devem escolher um dia após o ciclo para fazê-lo. Mulheres na menopausa devem definir uma data fixa todo mês. Ao identificar qualquer alteração ou nódulo, procure um médico o quanto antes. 

No espelho:

  • Fique em frente ao espelho com os braços relaxados e, depois, com as mãos na cintura, faça força para ver se há alguma alteração; 
  • Levante as mãos acima da cabeça para observar se há algum enrugamento, achatamento, saliência, vermelhidão ou assimetria;  
  • Verifique a posição, tamanho e forma dos mamilos e pressione levemente para ver se sai alguma secreção.  

Palpação (em pé ou deitada):

  • Em pé: levante um braço e apoie-o sobre a cabeça, então, com a mão oposta, use a polpa dos dedos para apalpar toda a mama em movimentos circulares, de cima para baixo e em movimentos de massagem, estendendo a análise até a axila.  
  • Deitada: pode-se colocar uma toalha dobrada sob o ombro da mama que vai ser examinada. Essa posição pode facilitar a palpação; 

O que observar e palpar:

  • Mamas e mamilos: Verifique se há mudanças na forma ou aparência das mamas ou mamilos, como caroços, saliências, enrugamento da pele, vermelhidão ou secreções;  
  • Textura: sinta a mama buscando alterações na textura, como endurecimento, que pode indicar um nódulo.  
  • Secreções: observe se há saída de líquido dos mamilos, especialmente se for sangue ou transparente. 

“O autoexame não substitui os exames de imagem. Embora seja um gesto de autocuidado importante, ele detecta apenas alterações que já são palpáveis. Por isso, a mamografia anual segue como a principal aliada da detecção precoce porque detecta sinais iniciais”, conclui a dra. Nara. 

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Noruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo

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Classificação foi definida com gol de Haaland na reta final; duelo contra a Seleção Brasileira reúne gerações em confronto decisivo

A Noruega será a adversária da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio nesta terça-feira 30, após vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, em um duelo equilibrado decidido apenas na reta final do segundo tempo.

Os noruegueses abriram o placar ainda na etapa inicial com Antonio Nusa e conseguiram controlar boa parte do confronto. No entanto, a Costa do Marfim reagiu após o intervalo e chegou ao empate com Amad Diallo, após boa jogada individual, recolocando os africanos no jogo.

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O empate levou a partida para um cenário de pressão dos dois lados, com chances para ambas as seleções. Quando o confronto se encaminhava para a prorrogação, a Noruega voltou a ficar em vantagem.

Aos 41 minutos do segundo tempo, Patrick Berg encontrou Erling Haaland dentro da área, e o atacante marcou o gol que definiu a vitória por 2 a 1 e garantiu a classificação norueguesa.

Nos acréscimos, a Costa do Marfim ainda teve uma última oportunidade em cobrança de falta de Diallo, mas o goleiro Ørjan Nyland fez uma defesa espetacular e assegurou o resultado.

Com a classificação, a Noruega enfrentará o Brasil, que avançou após derrotar o Japão por 2 a 1 de virada. O confronto colocará frente a frente a Seleção pentacampeã mundial e a geração liderada por Haaland e Martin Ødegaard em busca de uma vaga nas quartas de final.

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Copa do Mundo pode intensificar casos de dependência em apostas esportivas, alerta psiquiatra

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Pesquisa revela que 37% dos brasileiros pretendem fazer apostas no Mundial; Especialista explica sinais de dependência e destaca impactos emocionais e financeiros do transtorno

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, com início marcado para 11 de junho, e o aumento da exposição às plataformas de apostas esportivas, especialistas alertam para os impactos que o jogo pode causar na saúde mental e financeira da população. O fácil acesso por meio do celular e a forma como as apostas são divulgadas contribuem para a popularização da prática, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.

Segundo dados da Kantar, 77% dos consumidores brasileiros pretendem acompanhar o torneio. A pesquisa também aponta que 37% dos brasileiros afirmam que pretendem apostar durante o evento esportivo. Entre os tipos de apostas preferidos estão resultado das partidas (51%), número de gols (26%), campeão da Copa (18%), lances específicos (10%) e artilheiro do torneio (8%).

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Para o médico psiquiatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), William Augusto, o principal sinal de alerta é a perda de controle sobre a frequência e os valores apostados. “O indivíduo passa a apostar de forma compulsiva e pode utilizar o jogo para lidar com sentimentos negativos. Isso cria um ciclo perigoso em que a pessoa tenta recuperar perdas financeiras apostando novamente, perdendo e se frustrando”, explica.

Uma parcela desses apostadores já apresenta comportamento de risco ou problemático. De acordo com a pesquisa “Raio X do Investidor Brasileiro”, divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o percentual de pessoas que fazem apostas em bets no país passou de 14%, em 2023, para 17%, em 2025.

Entre os apostadores, 11% já são classificados como jogadores problemáticos, condição em que o hábito de apostar passa a comprometer a vida pessoal, financeira ou profissional. Além disso, o estudo aponta que 28% encontram-se em uma faixa de risco moderado para o desenvolvimento de dependência.

O levantamento também mostra um aumento da associação das apostas ao entretenimento e à emoção. O percentual de pessoas que afirmam sentir emoção ao apostar passou de 25%, em 2023, para 27%, em 2025. Já aqueles que enxergam as bets como uma forma de diversão passaram de 26% para 32% no mesmo período. Segundo o especialista Dr William Augusto, essa percepção pode contribuir para a banalização dos riscos relacionados ao jogo.

Quando o comportamento se torna compulsivo, os impactos podem atingir diferentes áreas da vida. O transtorno pode provocar isolamento social, irritabilidade, ansiedade, depressão e dificuldades financeiras. Em casos mais graves, pessoas deixam de pagar contas básicas, fazem empréstimos e comprometem relações familiares.

O Dr William Augusto reforça que o termo mais adequado é “dependência”, e não “vício”, já que o problema não deve ser tratado como falha moral. “Estamos falando de um transtorno ligado ao controle dos impulsos, que afeta o funcionamento do cérebro e compromete a capacidade de controle do indivíduo”, afirma.

De acordo com o psiquiatra, períodos de grande exposição às apostas, como durante a Copa do Mundo, podem agravar quadros já existentes. Por isso, ele recomenda atenção aos primeiros sinais de descontrole e busca precoce por ajuda psicológica ou psiquiátrica. “A maioria dos pacientes procura atendimento apenas quando o quadro já está muito grave. Quanto antes houver percepção do problema, maiores são as chances de tratamento”, finaliza.

Guia de Cuidado
O Dr William Augusto participou do processo de elaboração do “Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas”, lançado pelo Ministério da Saúde em 15 de janeiro de 2026. O material tem como objetivo orientar profissionais da saúde mental e da atenção primária no atendimento a pacientes com transtorno do jogo.

O docente de medicina da UniMAX integrou a equipe responsável por revisar e aprimorar o material. O guia está disponível gratuitamente para download no site do Ministério da Saúde e integra as publicações voltadas à qualificação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O material oferece orientações sobre identificação, acolhimento e condução dos casos no sistema público de saúde.

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Engenharia e trabalho: Construindo o futuro do Brasil

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Por Vinicius Marchese, presidente licenciado do Confea

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de Maio, é uma data que nos convida à reflexão sobre a força que move a sociedade: o trabalho humano. Mais do que isso, é o momento de olhar para os caminhos que geram oportunidades, desenvolvimento e dignidade. Nesse contexto, a engenharia ocupa um papel central e estratégico.

A engenharia está presente em praticamente tudo o que sustenta a vida moderna. Das estradas que conectam cidades às tecnologias que encurtam distâncias, dos sistemas de saneamento que garantem saúde pública às soluções inovadoras que impulsionam a indústria, o trabalho dos engenheiros transforma realidades. Cada projeto executado representa não apenas avanço técnico, mas também a geração de empregos, renda e qualidade de vida.

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Ao pensar no futuro do trabalho, é impossível dissociá-lo da capacidade de inovação. A engenharia é protagonista nesse processo, abrindo novas frentes em áreas como energias renováveis, mobilidade urbana, construção sustentável, inteligência artificial e infraestrutura digital. Esses setores não apenas demandam profissionais qualificados, mas também criam cadeias produtivas inteiras, ampliando o mercado e fortalecendo a economia.

No Brasil, há um enorme potencial a ser explorado. Investir em engenharia é investir diretamente na geração de empregos. Grandes obras de infraestrutura, por exemplo, mobilizam desde engenheiros até técnicos, operários e fornecedores, movimentando diversos segmentos econômicos. Ao mesmo tempo, a valorização da formação técnica e científica é essencial para preparar a mão de obra para os desafios contemporâneos.

Entretanto, é preciso avançar. O país ainda enfrenta gargalos históricos em áreas fundamentais, como saneamento básico, habitação e logística. Esses desafios representam, também, oportunidades. Com planejamento, investimento e políticas públicas consistentes, a engenharia pode ser o motor de uma nova fase de crescimento, mais inclusiva e sustentável.

Neste 1º de Maio, é fundamental reconhecer o valor do trabalho em todas as suas formas, mas também destacar o papel estruturante da engenharia na construção de oportunidades. Valorizar os profissionais, incentivar a formação e criar um ambiente favorável à inovação são passos essenciais para garantir um futuro com mais emprego, desenvolvimento e justiça social.

Afinal, onde há engenharia, há transformação. E onde há trabalho qualificado, há progresso e prosperidade.

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