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Campinas

Do hino de Ancelotti às rodovias da RMC

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Por Gustavo Reis

Há poucos dias, uma cena nos gramados norte-americanos durante a Copa do Mundo de 2026 chamou a atenção do planeta e rodou o mundo pelas redes sociais. Antes da bola rolar na goleada do Brasil contra a Escócia, e já tendo feito o mesmo contra o Haiti, as câmeras internacionais focalizaram o técnico Carlo Ancelotti. O italiano, com toda a sua bagagem europeia, mexia os lábios com precisão, entoando os versos do Hino Nacional Brasileiro.

Posteriormente, na coletiva, ele explicou com simplicidade: “Leio as palavras e cantei… Neste período, eu sou, com honra, parte deste país”. Ancelotti não nasceu no Brasil. Ele não tinha a obrigação legal ou patriótica de saber nossa letra. Mas ao se esforçar para aprender e cantar, ele cruzou a linha que separa o simples “estar no cargo” do verdadeiro “pertencer”. E o placar positivo da nossa Seleção em campo reflete isso: mesmo sem a intenção de causar alvoroço, o gesto blindou o vestiário, uniu os jogadores e gerou um ambiente onde todos se sentem parte de algo maior.

Essa cena me fez refletir profundamente sobre o que significa pertencer. Existe uma diferença abissal entre quem estuda uma região no mapa e quem de fato vive e sente o pulsar dessa mesma terra.

Diferente do treinador italiano, que escolheu pertencer ao nosso país pelo afeto profissional, eu sou local. Eu não visito a Região Metropolitana de Campinas (RMC); eu pertenço a ela por inteiro. Minha rotina é ditada pelo asfalto e pelo ritmo das nossas estradas todos os santos dias.

Quando preciso ir a Campinas resolver questões de trabalho, eu sou aquele motorista parado no trânsito pesado da Rodovia Adhemar de Barros (SP-340). Quando saio para visitar os municípios vizinhos, sinto na pele a saturação da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) ou as retenções diárias na Professor Zeferino Vaz (SP-332). Eu não conheço os gargalos da nossa malha viária por relatórios técnicos ou apresentações de slides; eu os conheço porque os vivo de janela aberta.

E é olhando por essa janela que a política ganha o seu verdadeiro propósito. Quando fico retido no fluxo, eu observo o caminhoneiro ao meu lado, tenso com a carga que precisa entregar, sabendo perfeitamente que o ganho daquele trabalhador depende do tempo gasto na estrada. Eu vejo as vans escolares e os ônibus repletos de jovens estudantes de Artur Nogueira, Cosmópolis ou Jaguariúna, que precisam acordar duas horas mais cedo para conseguir chegar no horário das faculdades em Campinas.

Eu observo o morador que escolheu a tranquilidade dos condomínios de alto padrão da nossa região — buscando paz para a família em cidades menores sem abrir mão de trabalhar ou frequentar a metrópole — enfrentar o mesmo asfalto congestionado. Eu vejo de perto o operário das indústrias que margeiam as rodovias, o produtor que abastece o CEASA e o profissional que se desloca para os complexos empresariais como o Praça Capital.

Viver essa realidade com o pé no chão é o que faz toda a diferença quando decidimos brigar pelas soluções de verdade.

É por isso que tenho falado muito sobre a urgência de planejarmos e tirarmos do papel um Rodoanel Viário Metropolitano, porque estou pensando no futuro de quem ainda nem nasceu. Estou pensando no direito de preservarmos a identidade e a calmaria dos nossos municípios menores, garantindo que o crescimento econômico não destrua a nossa qualidade de vida, mas que a integre de forma inteligente e fluida à grande metrópole.

Da mesma forma, quando falo sobre o Hospital Metropolitano, que não é uma promessa de campanha vazia, mas uma necessidade urgente que pulsa na minha veia. Um novo hospital regional é a única forma real de desafogar o superlotado Hospital das Clínicas (HC) da UNICAMP, cujo acesso principal obriga ambulâncias e pacientes de toda a RMC a travarem na Rodovia Dom Pedro I (SP-065).

A boa política, assim como a boa liderança, exige planejamento a longo prazo. Exige antecipar o problema antes que o caos se instale por completo.

Assim como o técnico Ancelotti se colocou à frente para cantar o nosso hino e demonstrar que está no mesmo barco que seus comandados, eu quero continuar sendo essa voz pública que se coloca na linha de frente. Não para assistir de longe, mas para liderar o caminho, destravar os nós burocráticos e liberar as vias do desenvolvimento para que o trabalhador, o estudante, o empresário e o caminhoneiro possam fazer o seu melhor.

A RMC tem pressa, tem força e tem direito a um futuro planejado. E quem vive o dia a dia dessa terra sabe que esse futuro só se constrói com quem divide o mesmo asfalto com você.

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Campinas

No Dia da Música, Anelo disponibiliza pianos públicos em Viracopos e na Prefeitura de Campinas

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Campinas receberá neste Dia da Música, 1º de outubro, dois pianos públicos – para uso livre da população – em espaços simbólicos e de grande circulação da cidade: o Aeroporto Internacional de Viracopos e o hall de entrada do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura, no Centro. 

A iniciativa é do Instituto Anelo, que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas, e há três anos mantém, em parceria com Viracopos, um piano na área de check-in e outro na de embarque, dentro do projeto “Anelo Itinerante”. Agora, a proposta será renovada com a entrega de um instrumento novíssimo, de alta precisão, cedido pela loja Teclacenter Instrumentos Musicais, para o espaço de embarque. E com isso, um dos pianos será transferido para o saguão do Paço Municipal, por meio de uma cooperação firmada com a Secretaria Municipal de Cultura.

Assim como em Viracopos, na Prefeitura o piano poderá ser usado livremente pela população e também será protagonista em apresentações públicas de grupos formados no Anelo. No aeroporto, a inauguração do novo instrumento ocorrerá em cerimônia às 12h, período de pico de movimento, enquanto no Paço o evento de entrega do piano será às 9h. Por dia, o Paço recebe ao menos2 mil pessoas, entre servidores e moradores que buscam atendimento em serviços públicos. 

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Para a secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, levar um piano para o saguão da Prefeitura é uma forma de aproximar a música das pessoas e transformar um espaço de circulação cotidiana em um lugar também de encontro com a cultura.  “O Paço recebe diariamente servidores, moradores e visitantes, e a presença do instrumento permite que diferentes públicos tenham contato com a música de uma maneira espontânea, inclusive com a possibilidade de tocar. Essa parceria com o Instituto Anelo amplia a ocupação cultural do espaço público e reforça a importância de criarmos oportunidades para que a arte esteja cada vez mais presente no dia a dia da cidade”, afirma.  

Já o projeto musical entre o Instituto Anelo e Viracopos completa três anos em setembro em grande estilo com a chegada do novo piano, que substituirá o antigo piano localizado na Praça de Alimentação do terminal de passageiros. Essa parceria reforça o compromisso da administração do aeroporto com a responsabilidade social, ao oferecer visibilidade ao trabalho do Instituto Anelo, visto que circulam pelo local 35 mil pessoas por dia. 

“Além de proporcionar momentos únicos aos passageiros, essa parceria apoia o trabalho transformador do Instituto Anelo, que contribui para o desenvolvimento de jovens talentos e amplia o acesso à cultura. Com essa colaboração, o Instituto e Viracopos buscam proporcionar uma viagem ainda mais memorável e significativa, seguindo o objetivo da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos de ter o foco constante na melhoria da experiência do cliente”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marco Beme.

Na parceria de Viracopos, que deu origem à proposta, os músicos da instituição promovem 20 apresentações nos pianos disponíveis, ao longo do ano. “Por meio dessa parceria, fomos contratados para essas apresentações com diversos grupos do Anelo, normalmente em datas comemorativas, especialmente Natal e Ano Novo. Mas também outras datas, como Carnaval, mês das crianças”, conta o músico Luccas Soares, fundador do Anelo.     

Direito à oportunidade
Sócio da Teclacenter, doadora do novo piano, Gustavo Henrique dos Santos afirma que a contribuição busca democratizar a possibilidade de crescimento pessoal que a música proporcionou a ele e sua família. Segundo ele, em sua casa a música sempre foi muito presente e com o tempo, o que era paixão e hobby, virou um ofício, que já dura mais de 25 anos comercializando instrumentos musicais. 

“Doamos o piano porque vimos no Anelo algo muito raro no Brasil: um trabalho sério de formação. O Anelo não ensina só técnica, ele forma caráter, disciplina, sensibilidade e respeito pelo outro. É um exemplo para a sociedade, e quisemos fazer parte disso “, diz. “Minha expectativa é que esse piano chegue a crianças, jovens e adultos que nunca tiveram esse acesso e ajude a revelar talentos que talvez nunca fossem descobertos. Se ele despertar por uma única pessoa a mesma paixão que a música despertou na minha família, já terá valido a pena. Que a música seja cada vez mais um direito e não privilégio.”

O instrumento cedido para Viracopos é um piano acústico vertical de alta precisão Kayserburg K-CS, construído sob métodos tradicionais alemães, por uma fabricante chinesa. Além dele, a Teclacenter também doou um piano digital para uso do instituto em sala de aula, com seus alunos. 

Inspiração e novas metas

Luccas Soares, do Anelo, revela que a ideia inicial de disponibilizar um piano em Viracopos foi inspirada em experiências que ele presenciou em outros aeroportos, como de Madri e Roma. “Pensei que seria bacana se a gente tivesse isso no aeroporto de Campinas. E aí nós fizemos esse projeto experimental no primeiro ano, mas deu tão certo que, tempos depois, no ano seguinte, a gente decidiu levar mais um piano. E neste momento estamos avançando ainda mais.”  

Atualmente, a intenção do instituto é que esse projeto com os pianos públicos ganhe ainda mais espaços, levando acesso à música ao maior número possível de pessoas. “Esse projeto não vai parar por aí. Neste momento, nós estamos em busca de parcerias, de mais apoios para espalhar a música pela nossa cidade, e até por cidades da região”, afirma.

Interessados em contribuir com a expansão da proposta podem procurar o Anelo pelas redes sociais @institutoanelo ou pelo [email protected]. Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas no site anelo.org.br.

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Campinas

Codependência é tema do módulo de outubro do café filosófico CPFL

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Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, encontros gratuitos discutem relações de dependência, vínculos afetivos e os impactos na vida familiar. Gravações terão transmissão ao vivo pelo YouTube

Onde termina o cuidado e começa a dependência? É possível adoecer tentando salvar quem amamos? Essas são algumas das questões que atravessam o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às implicações que as relações de dependência podem provocar na vida de familiares, parceiros e pessoas próximas. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne diferentes abordagens da psicologia e da psiquiatria para discutir como o desejo de cuidar, proteger ou ajudar alguém pode, em determinadas circunstâncias, transformar-se em controle, negação, dificuldade de estabelecer limites ou necessidade de se sentir indispensável.

Nascemos dependentes e, ao longo da vida, construímos vínculos com pessoas, objetos e comportamentos. Mas o que acontece quando esses vínculos comprometem a autonomia e passam a organizar a vida de quem está ao redor? Da dependência química às chamadas dependências não químicas, como jogos, internet, sexo e compras, o módulo amplia a discussão para além da dependência em si e aborda seus efeitos sobre os relacionamentos, a dinâmica familiar e a forma como cada pessoa se posiciona diante do outro.

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A abertura acontece na quinta-feira, 1º de outubro, com a palestra “Codependência, como doença da família”, ministrada pela psicóloga Maria Cristina Greco. A partir de sua experiência clínica com dependência química e seus familiares, a especialista vai discutir os padrões de comportamento desenvolvidos por pessoas que convivem com dependentes de álcool, drogas e outras formas de dependência. A proposta é refletir sobre como esses vínculos podem levar familiares a negligenciar suas próprias necessidades e limites, comprometendo sua autonomia e diferentes áreas da vida.

Já no dia 8 de outubro, a psicóloga Ana Maria Rios apresenta a palestra “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, abordando as possíveis raízes da codependência nas primeiras experiências relacionais e no desenvolvimento da autonomia.

No dia 15 de outubro, a psicóloga Carmen Parise conduz a palestra “Narciso e Eco na Codependência”, utilizando o mito grego de Narciso e Eco para refletir sobre autoestima, identidade, relações afetivas e as dinâmicas narcisista e ecoísta presentes nos relacionamentos de codependência.

Encerrando o módulo, no dia 29 de outubro, o psiquiatra Lucas Mattos apresenta a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, propondo um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica para discutir a complexidade das relações que envolvem dependentes, familiares e cuidadores.

As gravações do módulo acontecem sempre às quintas-feiras, às 19h, no estúdio do Café Filosófico CPFL, no Instituto CPFL, em Campinas. Além da participação presencial, os encontros são transmitidos ao vivo pelo YouTube e, posteriormente, exibidos pela TV Cultura, ampliando o alcance das discussões para diferentes públicos.

Um espaço para viver a experiência do Café Filosófico

Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.

Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.

SERVIÇO

Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos

Quando: às quintas-feiras de outubro (exceto dia 22 de outubro)

Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)

Programação:

01/10, quinta-feira, às 19h – “Codependência, como doença da família”, com Maria Cristina Greco

08/10, quinta-feira, às 19h – “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, com Ana Maria Rios

15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise

29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos

Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)

Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h

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Campinas

Simulado reúne Renovias e forças de segurança em operação integrada em Mogi Guaçu

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Atividade realizada durante a Semana Nacional de Trânsito reforçou preparação das equipes para o atendimento a ocorrências nas rodovias

A Renovias participou nesta segunda-feira (21/09) de um simulado de acidente de trânsito na Avenida Padre Jaime, em Mogi Guaçu. Realizada em alusão à Semana Nacional de Trânsito (SNT), a atividade reuniu equipes da concessionária e órgãos públicos para aprimorar a integração no atendimento a ocorrências. A Renovias administra 345 quilômetros de rodovias entre Campinas e o sul de Minas Gerais.

O exercício reproduziu uma colisão entre um veículo de passeio e uma motocicleta, com múltiplas vítimas. As equipes colocaram em prática procedimentos de sinalização e segurança do local, atendimento pré-hospitalar, resgate e encaminhamento das vítimas.

Participaram da atividade as equipes de Operações e Resgate da Renovias, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Trânsito, Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi Guaçu e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Esse tipo de simulado é importante porque permite que todas as equipes atuem juntas e aprimorem a integração necessária em uma ocorrência real. É uma oportunidade de aperfeiçoar procedimentos e fortalecer essa parceria, sempre com o objetivo de prestar um atendimento ágil e seguro aos clientes das rodovias”, ressaltou Alexandre Bueno, coordenador de Operações da Renovias.

Semana Nacional de Trânsito

Além da preparação das equipes, o simulado reforçou a importância da prevenção e da responsabilidade de todos para um trânsito mais seguro, conscientizando motoristas, motociclistas, pedestres e a população em geral sobre comportamentos que ajudam a evitar acidentes.

Neste ano, um dos principais focos das ações é a conscientização sobre os riscos da distração ao volante, especialmente pelo uso do celular. A mensagem integra a campanha “No Trânsito, seja apenas motorista”.

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