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São Paulo

Haddad, Tarcísio e Rodrigo trocam acusações em 1º debate para o Governo de SP

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Candidatos a governador nacionalizaram embate na Band com provocações sobre Lula e Bolsonaro

O primeiro debate na TV da eleição para o Governo de São Paulo opôs os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), e teve trocas de acusações sobre histórico de atuação e padrinhos políticos.

Promovido pela Band neste domingo, 07, o programa combinou discussões sobre questões estaduais e tentativas de associação aos favoritos da corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) —aliados, respectivamente, de Haddad e Tarcísio.

O petista e o bolsonarista trocaram ataques logo no início, depois que Tarcísio se referiu ao rival como pior prefeito da história de São Paulo. Haddad retrucou com uma associação do adversário a Bolsonaro. Ele sugeriu que o presidente tenha sido um genocida por sua atuação na pandemia de Covid-19.

O clima alternou instantes de maior tensão entre os postulantes, alguns acompanhados por gritos e aplausos da plateia, e momentos de debate sobre propostas. Haddad, um dos mais interrompidos, chegou a pedir respeito do auditório e criticar o “tom de agressividade” de Tarcísio.

Os outros dois candidatos do debate, Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT), usaram o espaço para se apresentarem ao eleitorado. Poit reforçou sua imagem de defensor do liberalismo e antipetista, enquanto Cezar frisou sua experiência como prefeito de Santana de Parnaíba (SP).

De acordo com a última pesquisa Datafolha, do fim de junho, Haddad lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes com 34%. Em seguida, há um empate entre Tarcísio e Rodrigo, ambos com 13%. Poit e Cezar têm 1% cada um.

Dando o tom nacional que a campanha paulista promete assumir, o principal embate se deu entre Haddad e Tarcísio.

Ao fim de uma pergunta, no primeiro bloco, Tarcísio pediu que o telespectador procurasse no Google “quem foi o pior prefeito de São Paulo”, em uma provocação a Haddad.

Em julho de 2016, o Datafolha mostrou que Haddad teve a pior avaliação para o momento desde Celso Pitta, com 48% de rejeição, 14% de aprovação e 35% de regular. Pitta tinha 7% de aprovação com o mesmo tempo de governo.

O petista então pediu que as pessoas procurassem “genocida”, numa referência a Bolsonaro e ao negacionismo científico do presidente na crise de saúde.

“Quem matou mais de 600 mil brasileiros por não ter comprado a vacina”, rebateu Haddad, criticando o adversário, que mencionara Deus em sua primeira fala.

“Eu lamento você na sua primeira resposta já vir com esse tom de agressividade, falando em Deus. Deus é paz, é amor. Deus é vida e proteção da vida. Você está chegando agora em São Paulo e eu te dei as boas-vindas. […] Mas se adeque ao nosso padrão de civilidade”, disse o petista. Tarcísio é criticado por ser nascido no Rio de Janeiro e ter atuação fora de São Paulo.

Para se caracterizar como um candidato conservador, Tarcísio iniciou o debate agradecendo a Deus pela vida e expressando gratidão à sua família pelo suporte.

Ele também mencionou Bolsonaro ao responder sobre educação, lembrando que o governo federal perdoou dívidas do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Já Rodrigo, que é o atual governador e busca a recondução, mencionou sua atuação com Mário Covas (PSDB) e outros ex-governadores —mas sem citar João Doria (PSDB), de quem herdou a cadeira —o tucano renunciou ao cargo em março com a intenção de disputar a Presidência, plano que acabou frustrado.

O candidato à reeleição reagiu às associações de seu nome a Doria, explorada pelos adversários por causa da rejeição ao ex-governador.

Tarcísio disse: “Vou fazer minha pergunta para o candidato do Doria, Rodrigo Garcia: e o Doria, seu padrinho, onde ele está?”.

“Tarcísio, quem precisa de padrinho aqui é você. Eu sou candidato da minha história. Eu tenho mais de 24 anos dedicados a São Paulo […]. Até ano passado vocês estavam escolhendo o estado em que você iria disputar a eleição, que teu chefe queria Mato Grosso ou Goiás”, rebateu Rodrigo, em referência a Bolsonaro.

Haddad e Tarcísio repetiram críticas idênticas a Rodrigo, falando de aumento de impostos na pandemia e de obras paradas no metrô. O governador passou a responder que “São Paulo ainda tem desafios, mas é o melhor estado do Brasil”.

O governador ainda criticou a falta de investimentos de Tarcísio como ministro da Infraestrutura em São Paulo. E voltou a fugir da polarização nacional: “São Paulo não quer ir para esquerda ou direita, quer ir para frente”.

Rodrigo, porém, evitou citar Doria. Ele mencionou governadores tucanos passados, como Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, mas se referia a “nosso governo” em vez de falar o nome de Doria. Alckmin, aliás, agora no PSB e aliado de Haddad, foi lembrado tanto pelo petista como por Rodrigo.

“Em 28 anos governado São Paulo, é impossível não fazer”, disse Haddad a respeito das obras tucanas elencadas pelo governador.

Haddad tampouco citou Lula, mas fez alusões à sua atuação como ministro da Educação no governo do ex-presidente e como prefeito de São Paulo, assim como o pedetista Cezar exaltou sua experiência como prefeito de Santana de Parnaíba.

Haddad questionou Rodrigo sobre a saúde em São Paulo e disse que o Corujão da Saúde, de Doria, “é coisa de marketing”. O petista também afirmou que Rodrigo votou em Bolsonaro em 2018.

O ex-prefeito de São Paulo centrou suas falas na questão do emprego e da fome, criticando Bolsonaro e Rodrigo pelo salário-mínimo abaixo da inflação e prometendo fixá-lo em R$ 1.580 caso vença. “Para a economia rodar, tem que ter comida na mesa do trabalhador.”

Elvis enfatizou propostas para as mulheres empreendedoras, tema que também ganhou destaque na fala de Poit. O candidato do Novo fez questão de mencionar a vice Doris Alves, que foi guarda municipal.

Poit buscou se diferenciar dos demais ao dizer que não usa verba do fundo eleitoral em sua campanha e que é contra o toma lá, dá cá.

Em aceno ao eleitorado lavajatista, fez a promessa de “botar político corrupto na cadeia”. Também foi o que, num primeiro momento, mais atacou Lula e o PT, lembrando escândalos de corrupção e sugerindo conivência com a violência.

Sem citar nominalmente o ex-presidente, Poit se referiu a ele como ex-presidiário.

O candidato do Novo usou o espaço para reforçar propostas em torno do ideário liberal, do enxugamento de gastos públicos, do empreendedorismo e da busca de eficiência na administração. Durante o debate, seu nome foi o mais procurado entre os cinco candidatos no Google.

Poit foi duro com Tarcísio ao perguntar por que ele anda na companhia de “bandidos”, citando os aliados do bolsonarista Eduardo Cunha (PTB) e Valdemar Costa Neto (PL).

O bolsonarista não falou nos nomes dos apoiadores, apenas respondeu que terá um governo técnico e elencou feitos seus no governo federal.

“A gente vai montar um time técnico, não vai ter espaço para apadrinhamento político desqualificado. Vamos montar um time que vai fazer a diferença, com secretariado técnico, como eu aprendi com o presidente Bolsonaro, como eu fiz no Ministério da Infraestrutura”, disse.

Rodrigo aproveitou o embate entre Tarcísio e Haddad para reforçar seu mote contra a polarização. “Vocês observaram aqui que um fica batendo boca com o outro, é a briga ideológica, a briga política que só está prejudicando a sua vida. Eu não quero essa briga política para São Paulo, eu quero proteger São Paulo.”

Mas o governador também entrou em embates. Ao questionar Haddad sobre o Poupatempo, programa criado por Covas, ouviu do petista que o programa era bom, mas nada tinha a ver com o tucano, já que ele havia rompido com Covas para apoiar Paulo Maluf e Celso Pitta na eleição municipal de 1996.

“Quem foi lamber as botas do Maluf para se candidatar a prefeito de Rio Preto [quis dizer São Paulo, em 2012] foi você e o Lula, que visitaram Maluf na casa dele para pedir o apoio”, rebateu Rodrigo.

Atual ocupante do cargo, o tucano recebeu cobranças sobre políticas em andamento no estado, que é administrado pelo PSDB desde 1995.

Um dos principais temas do debate foi a segurança pública, o que engloba a cracolândia. De modo geral, os candidatos defenderam políticas públicas integradas. Poit criticou a alta ocorrência de roubos de celular, e Elvis citou o feminicídio, que está em queda na verdade.

Haddad lembrou de seu programa para a cracolândia, o Braços Abertos, enquanto Rodrigo exaltou sua Operação Sufoco que, segundo ele, deixou os indicadores de violência abaixo dos vistos em 2019, antes da pandemia.

Haddad e Tarcísio também divergiram sobre a privatização da Sabesp. O petista se disse contrário à proposta para a empresa de saneamento, mas afirmou que não se pode ter visão dogmática ao falar de privatização e estatização. “Tem empresas que podem e devem ser privatizadas”, disse.

Haddad afirmou que “a Sabesp não vai ganhar nada [com a privatização] e o consumidor vai ganhar menos ainda, porque vai ver a conta de água subir”.

Ele sugeriu aos eleitores que refletissem sobre o aumento de preços depois que as empresas de energia elétrica e telefonia passaram para a iniciativa privada no país.

Tarcísio foi evasivo sobre a privatização e disse que a questão precisa ser analisada “com cautela”, levando em conta parâmetros de desempenho e eficiência para medir o impacto na tarifa.

O bolsonarista afirmou que “a Sabesp é um patrimônio do estado de São Paulo” e prometeu antecipar de 2033 para 2027 a universalização do saneamento básico no estado.

Haddad teve ainda um embate direto com Rodrigo sobre obras inacabadas no estado. O tucano aproveitou o tema para associar o PT à Operação Lava Jato e ao sufocamento econômico de empreiteiras, que, segundo ele, passaram a abandonar obras em andamento, algumas em parceria com prefeituras.

“Estamos até hoje pagando o preço da crise que o PT deixou lá no governo federal, o Brasil afundando, e infelizmente a Covid também acelerou esse processo”, disse o candidato à reeleição.

Ele também criticou o petista por ter deixado “muitos esqueletos aqui na cidade” de São Paulo quando era prefeito, como hospitais e outras unidades de saúde.

Haddad afirmou que o governo estadual tem dinheiro em caixa e é inexplicável não concluir obras. Ele aproveitou o tema para criticar o ex-governador Doria, de quem Rodrigo era vice até assumir o governo, pelo aumento de impostos durante a pandemia.

No enfrentamento, o tucano resgatou a derrota que Haddad sofreu em 2016 ao concorrer à reeleição para a prefeitura e disse que o petista perdeu a disputa não só para Doria, mas também para o total de votos nulos e brancos.

Os candidatos estavam acompanhados no estúdio por assessores e aliados. A vice de Haddad, Lúcia França (PSB), e o marido dela, o ex-governador Márcio França (PSB), que concorrerá ao Senado na chapa, estavam na plateia, assim como a candidata a deputada federal Marina Silva (Rede).

O ex-ministro Marcos Pontes (PL), candidato a senador na chapa de Tarcísio, também compareceu. O ex-ministro Fábio Wajngarten, um dos integrantes da campanha de Bolsonaro, estava na emissora.

Filho do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), Tomás Covas se uniu à equipe de Rodrigo, assim como o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Poit estava acompanhado do presidenciável do Novo, Felipe D’Avila.

A claque de apoio a Rodrigo aplaudiu e se manifestou ao longo do debate, apesar do pedido do apresentador Rodolfo Schneider para que não interferisse no andamento do programa. A certa altura, uma vaia dos tucanos a Haddad incomodou o petista, que pediu para ter seu tempo respeitado.

“O pessoal do Rodrigo toda hora tá…”, reagiu o ex-prefeito, em queixa ao mediador. “Eu gostaria que o Rodrigo falasse com a sua claque para respeitar as regras do debate”, disse, acrescentando que o grupo atrapalhava o andamento e prejudicava o eleitor interessado em ouvir as propostas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/08/haddad-tarcisio-e-rodrigo-trocam-acusacoes-em-1o-debate.shtml

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Vinicius Marchese participa de encontro do Confea/CREA e debate projetos da engenharia brasileira em Mogi Guaçu

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O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese, esteve em Mogi Guaçu nesta sexta-feira, 06, onde participou do encontro do Colégio de Entidades Regionais de São Paulo (CDER-SP), um dos principais fóruns de debate do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo sobre as profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências.

Realizado no Comfort Hotel Mogi Guaçu, o encontro reuniu lideranças nacionais e estaduais do Sistema Confea/Crea para discutir os desafios das profissões e apresentar iniciativas voltadas ao fortalecimento da Engenharia brasileira, com destaque para projetos estratégicos de infraestrutura e formação profissional.

Na ocasião, Marchese destacou a importância de indicadores confiáveis para o planejamento do país. Segundo ele, a infraestrutura permanece como um dos grandes desafios nacionais, e ferramentas como o Infra-BR contribuem para indicar prioridades e orientar investimentos com mais eficiência e transparência.

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Também participaram do encontro a presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, a coordenadora nacional do CDER, Rafaela Fabris, além de representantes de entidades de diferentes estados.

A programação incluiu ainda debates sobre cultura organizacional e gestão de pessoas, reforçando que o fortalecimento institucional do Sistema Confea/Crea passa pelo aprimoramento das práticas de liderança e pela valorização dos profissionais que sustentam a atuação das entidades em todo o país.

A realização do CDER-SP em Mogi Guaçu reuniu lideranças de diversas regiões do Brasil e reforçou a participação do estado de São Paulo no debate técnico e institucional da Engenharia em âmbito nacional.

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Rota Mogiana impulsiona turismo e valoriza patrimônio histórico do interior paulista

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Concessão facilita acesso a estâncias turísticas, vinícolas e à Rota do Café, fortalecendo a economia local e a integração regional.

A concessão da Rota Mogiana, realizada pelo Governo de São Paulo no âmbito do Programa de Concessões Rodoviárias, representa um avanço estratégico para o turismo e o desenvolvimento socioeconômico do interior paulista. A requalificação da malha consolida um importante corredor de integração regional, que conecta a Região Metropolitana de Campinas a municípios até a divisa com o Estado de Minas Gerais, ampliando o acesso a destinos turísticos, históricos e culturais que fazem parte da identidade paulista. O leilão do lote foi realizado na última sexta-feira, na B3. O consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, foi o ganhador, com a maior oferta de outorga fixa ao Estado, no valor de R$ 1,08 bilhão.

Com cerca de 520 quilômetros de extensão, o lote atravessa regiões reconhecidas pela vocação turística, e reúne estâncias hidrominerais, cidades históricas, rotas gastronômicas e vinícolas premiadas. A região integra o programa Rotas do Vinho de São Paulo, é uma das cinco regiões das Rotas do Café SP e tem atrações no guia Rota Turística do Queijo Artesanal Paulista. A modernização das rodovias facilita o deslocamento de visitantes e fortalece o turismo regional, movimentando hotéis, restaurantes, comércios e serviços locais.

Na Rota do Café, a Mogiana Paulista é uma das regiões cafeeiras mais tradicionais do Brasil, com uma história marcada pela produção de cafés de alta qualidade. Além disso, a concessão da Indicação Geográfica da Alta Mogiana permitiu às fazendas locais atraírem turistas interessados não apenas na produção do café, mas em visitar um terroir certificado.

Mais recentemente, a região tem se destacado como um importante polo vitivinícola no Estado de São Paulo, posicionando-se como um promissor produtor de “vinhos de inverno”, como o Cabernet Sauvignon. Por conta da importância da pecuária de leite na região, ela também se destaca na produção de queijos artesanais, com o surgimento de queijarias que se destacam pela qualidade e autenticidade.

Além de potencializar o acesso aos atrativos turísticos do interior paulista, a Rota Mogiana contribui fundamentalmente para o escoamento da produção agrícola e agroindustrial do Estado, já que conecta áreas produtoras a centros logísticos e mercados consumidores em São Paulo e Minas Gerais. A nova infraestrutura viária, portanto, vai beneficiar não apenas turistas, mas também moradores, trabalhadores e produtores rurais que utilizam as rodovias diariamente.

Durante o período de licitação, o projeto contou com ampla participação da sociedade. Foram realizadas consultas e audiências públicas que incorporaram contribuições da sociedade, gestores municipais e agentes do setor, resultando em um modelo contratual mais equilibrado, seguro e eficiente para os usuários. Ao todo, foram 284 contribuições que foram analisadas pelas equipes técnicas da SPI e da Artesp e incorporadas ao edital, respeitando as demandas regionais e o foco em segurança, fluidez e qualidade do serviço.

Rodovias paulistas entre as melhores do país

De acordo com a mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão em São Paulo, sendo 11 concedidas. O levantamento considera critérios como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, reforçando o protagonismo do Estado em segurança viária e eficiência operacional.

Redução de tarifa
A nova concessão, que passa a reunir trechos atualmente sob gestão da Renovias e rodovias administradas pelo DER, tem início previsto para julho de 2026, quando se encerra o contrato atual. Já na largada, haverá redução nas tarifas das praças hoje existentes. Em Jaguariúna, a queda será de até 29%. Também haverá redução de 27% em Águas da Prata, 26% em Estiva Gerbi e 20% em Espírito Santo do Pinhal e Itobi, além de reduções em Casa Branca (13%), Mococa (9%) e Aguaí (5%). Com isso, a maioria das praças atuais terá diminuição imediata na tarifa-base, já no início da operação.A medida integra a política estadual de padronização do valor por quilômetro, com valor por km menor e maior justiça tarifária ao usuário.

Plano de investimentos

O projeto, que integra 520 quilômetros de extensão, prevê investimentos estimados em R$9,4 bilhões para ampliação da capacidade e da segurança viária. Entre as ações planejadas, estão as duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também serão implantados mais de 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de novas vias marginais, promovendo maior fluidez do tráfego e redução do tempo de viagem.

Para qualificar o acesso urbano e garantir mais segurança aos usuários, o projeto inclui ainda algumas definições provenientes das contribuições recebidas durante o processo de consulta pública. Foram adicionadas ao escopo da concessão as construções de 58 novas passarelas para pedestres, 129 novos dispositivos de interseção e a inclusão de vias locais. Essas intervenções ampliam a conectividade entre rodovias e centros urbanos, favorecendo o turismo local e o deslocamento da população.

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2 de mar. de 2026, 12:01 (há 1 dia)
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Rota Mogiana impulsiona turismo e valoriza patrimônio histórico do interior paulista

Concessão facilita acesso a estâncias turísticas, vinícolas e à Rota do Café, fortalecendo a economia local e a integração regional.

Com cerca de 520 quilômetros de extensão, o lote atravessa regiões reconhecidas pela vocação turística, e reúne estâncias hidrominerais, cidades históricas, rotas gastronômicas e vinícolas premiadas – Foto: Celio Messias/Governo de SP

A concessão da Rota Mogiana, realizada pelo Governo de São Paulo no âmbito do Programa de Concessões Rodoviárias, representa um avanço estratégico para o turismo e o desenvolvimento socioeconômico do interior paulista. A requalificação da malha consolida um importante corredor de integração regional, que conecta a Região Metropolitana de Campinas a municípios até a divisa com o Estado de Minas Gerais, ampliando o acesso a destinos turísticos, históricos e culturais que fazem parte da identidade paulista. O leilão do lote foi realizado na última sexta-feira, na B3. O consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, foi o ganhador, com a maior oferta de outorga fixa ao Estado, no valor de R$ 1,08 bilhão.

Com cerca de 520 quilômetros de extensão, o lote atravessa regiões reconhecidas pela vocação turística, e reúne estâncias hidrominerais, cidades históricas, rotas gastronômicas e vinícolas premiadas. A região integra o programa Rotas do Vinho de São Paulo, é uma das cinco regiões das Rotas do Café SP e tem atrações no guia Rota Turística do Queijo Artesanal Paulista. A modernização das rodovias facilita o deslocamento de visitantes e fortalece o turismo regional, movimentando hotéis, restaurantes, comércios e serviços locais.

Na Rota do Café, a Mogiana Paulista é uma das regiões cafeeiras mais tradicionais do Brasil, com uma história marcada pela produção de cafés de alta qualidade. Além disso, a concessão da Indicação Geográfica da Alta Mogiana permitiu às fazendas locais atraírem turistas interessados não apenas na produção do café, mas em visitar um terroir certificado.

Mais recentemente, a região tem se destacado como um importante polo vitivinícola no Estado de São Paulo, posicionando-se como um promissor produtor de “vinhos de inverno”, como o Cabernet Sauvignon. Por conta da importância da pecuária de leite na região, ela também se destaca na produção de queijos artesanais, com o surgimento de queijarias que se destacam pela qualidade e autenticidade.

Além de potencializar o acesso aos atrativos turísticos do interior paulista, a Rota Mogiana contribui fundamentalmente para o escoamento da produção agrícola e agroindustrial do Estado, já que conecta áreas produtoras a centros logísticos e mercados consumidores em São Paulo e Minas Gerais. A nova infraestrutura viária, portanto, vai beneficiar não apenas turistas, mas também moradores, trabalhadores e produtores rurais que utilizam as rodovias diariamente.

Durante o período de licitação, o projeto contou com ampla participação da sociedade. Foram realizadas consultas e audiências públicas que incorporaram contribuições da sociedade, gestores municipais e agentes do setor, resultando em um modelo contratual mais equilibrado, seguro e eficiente para os usuários. Ao todo, foram 284 contribuições que foram analisadas pelas equipes técnicas da SPI e da Artesp e incorporadas ao edital, respeitando as demandas regionais e o foco em segurança, fluidez e qualidade do serviço.

Rodovias paulistas entre as melhores do país

De acordo com a mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão em São Paulo, sendo 11 concedidas. O levantamento considera critérios como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, reforçando o protagonismo do Estado em segurança viária e eficiência operacional.

Redução de tarifa
A nova concessão, que passa a reunir trechos atualmente sob gestão da Renovias e rodovias administradas pelo DER, tem início previsto para julho de 2026, quando se encerra o contrato atual. Já na largada, haverá redução nas tarifas das praças hoje existentes. Em Jaguariúna, a queda será de até 29%. Também haverá redução de 27% em Águas da Prata, 26% em Estiva Gerbi e 20% em Espírito Santo do Pinhal e Itobi, além de reduções em Casa Branca (13%), Mococa (9%) e Aguaí (5%). Com isso, a maioria das praças atuais terá diminuição imediata na tarifa-base, já no início da operação.A medida integra a política estadual de padronização do valor por quilômetro, com valor por km menor e maior justiça tarifária ao usuário.

Plano de investimentos

O projeto, que integra 520 quilômetros de extensão, prevê investimentos estimados em R$9,4 bilhões para ampliação da capacidade e da segurança viária. Entre as ações planejadas, estão as duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também serão implantados mais de 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de novas vias marginais, promovendo maior fluidez do tráfego e redução do tempo de viagem.

Para qualificar o acesso urbano e garantir mais segurança aos usuários, o projeto inclui ainda algumas definições provenientes das contribuições recebidas durante o processo de consulta pública. Foram adicionadas ao escopo da concessão as construções de 58 novas passarelas para pedestres, 129 novos dispositivos de interseção e a inclusão de vias locais. Essas intervenções ampliam a conectividade entre rodovias e centros urbanos, favorecendo o turismo local e o deslocamento da população.

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R$9,5 milhões para 12 cidades: Governo de SP libera recursos do FID para obras de mobilidade, meio ambiente e infraestrutura urbana

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O Governo do Estado de São Paulo liberou R$9.533.917,94 do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID) para 12 municípios paulistas. Os recursos, operacionalizados pela Secretaria da Justiça e Cidadania, serão aplicados em obras de mobilidade urbana, drenagem, infraestrutura ambiental, requalificação de espaços públicos e implantação de equipamentos de lazer e cultura.

A nova liberação reforça o papel estratégico do FID como instrumento de investimento direto nos municípios. Criado para financiar projetos de reparação de danos e proteção de interesses difusos e coletivos, como meio ambiente, patrimônio público, defesa do consumidor e qualidade de vida urbana, o Fundo transforma recursos oriundos de condenações judiciais e acordos firmados em ações civis públicas em investimentos concretos que beneficiam diretamente a população.

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Nesta etapa, os projetos priorizam mobilidade ativa, sustentabilidade urbana, prevenção de danos ambientais e ampliação de áreas de convivência, fortalecendo a infraestrutura local e impulsionando o desenvolvimento regional.

Para o secretário da Secretaria da Justiça e Cidadania, Arthur Lima, os investimentos vão além da execução das obras. “Cada projeto financiado pelo FID transforma o recurso público em qualidade de vida. São investimentos que melhoram a mobilidade, fortalecem a infraestrutura urbana, preservam o meio ambiente e criam espaços de convivência. O impacto é direto no cotidiano das pessoas e no desenvolvimento das cidades contempladas”, afirmou.

Arthur Lima também destacou que a liberação dos recursos reafirma o compromisso do Governo do Estado com a boa gestão pública. “Essa liberação de mais de R$ 9,5 milhões demonstra a determinação do governador Tarcísio de Freitas em garantir a aplicação responsável dos recursos públicos, fortalecendo as políticas municipais voltadas à infraestrutura, à sustentabilidade e ao bem-estar da população paulista”, completou.

Municípios contemplados nesta etapa

  • Piraju – Parque Linear da Matinha (R$ 827.316,52)
  • Planalto – Construção de banheiro, quadra de areia, minicampo, pista de caminhada, ciclovia e piso do estacionamento da Lagoa do Mico (R$ 800.893,40)
  • Pradópolis – Construção de praça (R$ 633.525,20)
  • Águas de São Pedro – Construção de ciclovia (R$ 733.207,38)
  • Rio das Pedras – Implantação de calçadas e ciclovia na Av. Elias Cândido Ayres (R$ 573.301,02)
  • Avaí – Construção de pista de caminhada e bike park (R$ 1.000.000,00)
  • Estância Turística de Paraguaçu Paulista – Ciclovia da Avenida Hissagy Marubayashi (R$ 772.488,34)
  • Jaci – Pista de ciclismo e urbanização florestal (R$ 779.060,00)
  • Cardoso – Implantação do sistema de drenagem urbana (R$ 675.202,50)
  • Caiabu – Construção de ciclovia na Rua Henrique Pedro Ferreira (R$ 905.305,56)
  • Urupês – Espaço cultural (R$ 967.443,10)
  • Estância Turística de Ibitinga – Manutenção dos gabiões da Avenida Carolina Gereto Dall’Acqua (R$ 866.174,92)

A Secretaria da Justiça e Cidadania informa ainda que, em breve, será publicado um novo edital do FID, ampliando a oportunidade para que mais municípios apresentem projetos estruturantes voltados à proteção dos interesses difusos e à melhoria da qualidade de vida da população paulista.

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