São Paulo
Haddad, Tarcísio e Rodrigo trocam acusações em 1º debate para o Governo de SP
Candidatos a governador nacionalizaram embate na Band com provocações sobre Lula e Bolsonaro
O primeiro debate na TV da eleição para o Governo de São Paulo opôs os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), e teve trocas de acusações sobre histórico de atuação e padrinhos políticos.
Promovido pela Band neste domingo, 07, o programa combinou discussões sobre questões estaduais e tentativas de associação aos favoritos da corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) —aliados, respectivamente, de Haddad e Tarcísio.
O petista e o bolsonarista trocaram ataques logo no início, depois que Tarcísio se referiu ao rival como pior prefeito da história de São Paulo. Haddad retrucou com uma associação do adversário a Bolsonaro. Ele sugeriu que o presidente tenha sido um genocida por sua atuação na pandemia de Covid-19.
O clima alternou instantes de maior tensão entre os postulantes, alguns acompanhados por gritos e aplausos da plateia, e momentos de debate sobre propostas. Haddad, um dos mais interrompidos, chegou a pedir respeito do auditório e criticar o “tom de agressividade” de Tarcísio.
Os outros dois candidatos do debate, Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT), usaram o espaço para se apresentarem ao eleitorado. Poit reforçou sua imagem de defensor do liberalismo e antipetista, enquanto Cezar frisou sua experiência como prefeito de Santana de Parnaíba (SP).
De acordo com a última pesquisa Datafolha, do fim de junho, Haddad lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes com 34%. Em seguida, há um empate entre Tarcísio e Rodrigo, ambos com 13%. Poit e Cezar têm 1% cada um.
Dando o tom nacional que a campanha paulista promete assumir, o principal embate se deu entre Haddad e Tarcísio.
Ao fim de uma pergunta, no primeiro bloco, Tarcísio pediu que o telespectador procurasse no Google “quem foi o pior prefeito de São Paulo”, em uma provocação a Haddad.
Em julho de 2016, o Datafolha mostrou que Haddad teve a pior avaliação para o momento desde Celso Pitta, com 48% de rejeição, 14% de aprovação e 35% de regular. Pitta tinha 7% de aprovação com o mesmo tempo de governo.
O petista então pediu que as pessoas procurassem “genocida”, numa referência a Bolsonaro e ao negacionismo científico do presidente na crise de saúde.
“Quem matou mais de 600 mil brasileiros por não ter comprado a vacina”, rebateu Haddad, criticando o adversário, que mencionara Deus em sua primeira fala.
“Eu lamento você na sua primeira resposta já vir com esse tom de agressividade, falando em Deus. Deus é paz, é amor. Deus é vida e proteção da vida. Você está chegando agora em São Paulo e eu te dei as boas-vindas. […] Mas se adeque ao nosso padrão de civilidade”, disse o petista. Tarcísio é criticado por ser nascido no Rio de Janeiro e ter atuação fora de São Paulo.
Para se caracterizar como um candidato conservador, Tarcísio iniciou o debate agradecendo a Deus pela vida e expressando gratidão à sua família pelo suporte.
Ele também mencionou Bolsonaro ao responder sobre educação, lembrando que o governo federal perdoou dívidas do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Já Rodrigo, que é o atual governador e busca a recondução, mencionou sua atuação com Mário Covas (PSDB) e outros ex-governadores —mas sem citar João Doria (PSDB), de quem herdou a cadeira —o tucano renunciou ao cargo em março com a intenção de disputar a Presidência, plano que acabou frustrado.
O candidato à reeleição reagiu às associações de seu nome a Doria, explorada pelos adversários por causa da rejeição ao ex-governador.
Tarcísio disse: “Vou fazer minha pergunta para o candidato do Doria, Rodrigo Garcia: e o Doria, seu padrinho, onde ele está?”.
“Tarcísio, quem precisa de padrinho aqui é você. Eu sou candidato da minha história. Eu tenho mais de 24 anos dedicados a São Paulo […]. Até ano passado vocês estavam escolhendo o estado em que você iria disputar a eleição, que teu chefe queria Mato Grosso ou Goiás”, rebateu Rodrigo, em referência a Bolsonaro.
Haddad e Tarcísio repetiram críticas idênticas a Rodrigo, falando de aumento de impostos na pandemia e de obras paradas no metrô. O governador passou a responder que “São Paulo ainda tem desafios, mas é o melhor estado do Brasil”.
O governador ainda criticou a falta de investimentos de Tarcísio como ministro da Infraestrutura em São Paulo. E voltou a fugir da polarização nacional: “São Paulo não quer ir para esquerda ou direita, quer ir para frente”.
Rodrigo, porém, evitou citar Doria. Ele mencionou governadores tucanos passados, como Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, mas se referia a “nosso governo” em vez de falar o nome de Doria. Alckmin, aliás, agora no PSB e aliado de Haddad, foi lembrado tanto pelo petista como por Rodrigo.
“Em 28 anos governado São Paulo, é impossível não fazer”, disse Haddad a respeito das obras tucanas elencadas pelo governador.
Haddad tampouco citou Lula, mas fez alusões à sua atuação como ministro da Educação no governo do ex-presidente e como prefeito de São Paulo, assim como o pedetista Cezar exaltou sua experiência como prefeito de Santana de Parnaíba.
Haddad questionou Rodrigo sobre a saúde em São Paulo e disse que o Corujão da Saúde, de Doria, “é coisa de marketing”. O petista também afirmou que Rodrigo votou em Bolsonaro em 2018.
O ex-prefeito de São Paulo centrou suas falas na questão do emprego e da fome, criticando Bolsonaro e Rodrigo pelo salário-mínimo abaixo da inflação e prometendo fixá-lo em R$ 1.580 caso vença. “Para a economia rodar, tem que ter comida na mesa do trabalhador.”
Elvis enfatizou propostas para as mulheres empreendedoras, tema que também ganhou destaque na fala de Poit. O candidato do Novo fez questão de mencionar a vice Doris Alves, que foi guarda municipal.
Poit buscou se diferenciar dos demais ao dizer que não usa verba do fundo eleitoral em sua campanha e que é contra o toma lá, dá cá.
Em aceno ao eleitorado lavajatista, fez a promessa de “botar político corrupto na cadeia”. Também foi o que, num primeiro momento, mais atacou Lula e o PT, lembrando escândalos de corrupção e sugerindo conivência com a violência.
Sem citar nominalmente o ex-presidente, Poit se referiu a ele como ex-presidiário.
O candidato do Novo usou o espaço para reforçar propostas em torno do ideário liberal, do enxugamento de gastos públicos, do empreendedorismo e da busca de eficiência na administração. Durante o debate, seu nome foi o mais procurado entre os cinco candidatos no Google.
Poit foi duro com Tarcísio ao perguntar por que ele anda na companhia de “bandidos”, citando os aliados do bolsonarista Eduardo Cunha (PTB) e Valdemar Costa Neto (PL).
O bolsonarista não falou nos nomes dos apoiadores, apenas respondeu que terá um governo técnico e elencou feitos seus no governo federal.
“A gente vai montar um time técnico, não vai ter espaço para apadrinhamento político desqualificado. Vamos montar um time que vai fazer a diferença, com secretariado técnico, como eu aprendi com o presidente Bolsonaro, como eu fiz no Ministério da Infraestrutura”, disse.
Rodrigo aproveitou o embate entre Tarcísio e Haddad para reforçar seu mote contra a polarização. “Vocês observaram aqui que um fica batendo boca com o outro, é a briga ideológica, a briga política que só está prejudicando a sua vida. Eu não quero essa briga política para São Paulo, eu quero proteger São Paulo.”
Mas o governador também entrou em embates. Ao questionar Haddad sobre o Poupatempo, programa criado por Covas, ouviu do petista que o programa era bom, mas nada tinha a ver com o tucano, já que ele havia rompido com Covas para apoiar Paulo Maluf e Celso Pitta na eleição municipal de 1996.
“Quem foi lamber as botas do Maluf para se candidatar a prefeito de Rio Preto [quis dizer São Paulo, em 2012] foi você e o Lula, que visitaram Maluf na casa dele para pedir o apoio”, rebateu Rodrigo.
Atual ocupante do cargo, o tucano recebeu cobranças sobre políticas em andamento no estado, que é administrado pelo PSDB desde 1995.
Um dos principais temas do debate foi a segurança pública, o que engloba a cracolândia. De modo geral, os candidatos defenderam políticas públicas integradas. Poit criticou a alta ocorrência de roubos de celular, e Elvis citou o feminicídio, que está em queda na verdade.
Haddad lembrou de seu programa para a cracolândia, o Braços Abertos, enquanto Rodrigo exaltou sua Operação Sufoco que, segundo ele, deixou os indicadores de violência abaixo dos vistos em 2019, antes da pandemia.
Haddad e Tarcísio também divergiram sobre a privatização da Sabesp. O petista se disse contrário à proposta para a empresa de saneamento, mas afirmou que não se pode ter visão dogmática ao falar de privatização e estatização. “Tem empresas que podem e devem ser privatizadas”, disse.
Haddad afirmou que “a Sabesp não vai ganhar nada [com a privatização] e o consumidor vai ganhar menos ainda, porque vai ver a conta de água subir”.
Ele sugeriu aos eleitores que refletissem sobre o aumento de preços depois que as empresas de energia elétrica e telefonia passaram para a iniciativa privada no país.
Tarcísio foi evasivo sobre a privatização e disse que a questão precisa ser analisada “com cautela”, levando em conta parâmetros de desempenho e eficiência para medir o impacto na tarifa.
O bolsonarista afirmou que “a Sabesp é um patrimônio do estado de São Paulo” e prometeu antecipar de 2033 para 2027 a universalização do saneamento básico no estado.
Haddad teve ainda um embate direto com Rodrigo sobre obras inacabadas no estado. O tucano aproveitou o tema para associar o PT à Operação Lava Jato e ao sufocamento econômico de empreiteiras, que, segundo ele, passaram a abandonar obras em andamento, algumas em parceria com prefeituras.
“Estamos até hoje pagando o preço da crise que o PT deixou lá no governo federal, o Brasil afundando, e infelizmente a Covid também acelerou esse processo”, disse o candidato à reeleição.
Ele também criticou o petista por ter deixado “muitos esqueletos aqui na cidade” de São Paulo quando era prefeito, como hospitais e outras unidades de saúde.
Haddad afirmou que o governo estadual tem dinheiro em caixa e é inexplicável não concluir obras. Ele aproveitou o tema para criticar o ex-governador Doria, de quem Rodrigo era vice até assumir o governo, pelo aumento de impostos durante a pandemia.
No enfrentamento, o tucano resgatou a derrota que Haddad sofreu em 2016 ao concorrer à reeleição para a prefeitura e disse que o petista perdeu a disputa não só para Doria, mas também para o total de votos nulos e brancos.

Os candidatos estavam acompanhados no estúdio por assessores e aliados. A vice de Haddad, Lúcia França (PSB), e o marido dela, o ex-governador Márcio França (PSB), que concorrerá ao Senado na chapa, estavam na plateia, assim como a candidata a deputada federal Marina Silva (Rede).
O ex-ministro Marcos Pontes (PL), candidato a senador na chapa de Tarcísio, também compareceu. O ex-ministro Fábio Wajngarten, um dos integrantes da campanha de Bolsonaro, estava na emissora.
Filho do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), Tomás Covas se uniu à equipe de Rodrigo, assim como o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Poit estava acompanhado do presidenciável do Novo, Felipe D’Avila.
A claque de apoio a Rodrigo aplaudiu e se manifestou ao longo do debate, apesar do pedido do apresentador Rodolfo Schneider para que não interferisse no andamento do programa. A certa altura, uma vaia dos tucanos a Haddad incomodou o petista, que pediu para ter seu tempo respeitado.
“O pessoal do Rodrigo toda hora tá…”, reagiu o ex-prefeito, em queixa ao mediador. “Eu gostaria que o Rodrigo falasse com a sua claque para respeitar as regras do debate”, disse, acrescentando que o grupo atrapalhava o andamento e prejudicava o eleitor interessado em ouvir as propostas.
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Socorro: Caminhos da Natureza marca presença na 28ª AVIRRP
A cidade portal do Circuito das Águas Paulista mais uma vez leva o destino para os agentes de viagem e apresenta o luxo de se conectar com a natureza
A Estância Turística de Socorro, no interior paulista, participa de mais uma edição da AVIRRP entre os dias 20 e 22 de agosto, em Ribeirão Preto (SP). Com o tema “O Mundo é Nosso” e destaque para o novo espaço voltado ao mercado de luxo, a 28ª edição da feira de turismo já se consolidou como um ponto de encontro essencial para otimizar negócios e uma plataforma pensada para estreitar relacionamentos e capacitações do trade.
Por se tratar de um dos principais hubs de negócios do país focado no networking e uma vitrine para os agentes de viagem, representantes da Secretaria Municipal de Turismo, das entidades COMTUR (Conselho Municipal do Turismo) e ASTUR (Associação do Turismo) e de empreendimentos turísticos promovem o destino e enfatizam que luxo também é estar conectado à natureza.
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O wellness tem se consolidado como um dos pilares centrais do mercado de luxo, impulsionado pela busca por experiências imersivas na natureza. O desejo de se desconectar da rotina acelerada e do ambiente digital abriu espaço para um perfil de viajante que prioriza o bem-estar integrativo: vivências ao ar livre capazes de aliviar o estresse e promover uma verdadeira transformação de corpo e mente.
Nesse cenário, a cidade de Socorro (SP), localizada na serra da Mantiqueira, se destaca como um destino vocacionado para o bem-estar. Combinando ecoturismo, trilhas, cachoeiras, aventura, turismo rural e o turismo de contemplação, o local oferece o refúgio ideal para quem busca reconexão pessoal e renovação em pleno contato com a natureza.
Próxima à capital paulista e sul de Minas Gerais, a cidade portal do Circuito das Águas Paulista, é o destino completo para toda família, para todas as idades e para todo tipo de viajante. Socorro oferece diversos roteiros com 14 Caminhos Turísticos e cenários deslumbrantes com mirantes para admirar a paisagem, entre eles:
- O Mirante do Cristo Redentor, bem próximo ao centro, está a 930 m de altitude de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. No local há uma infraestrutura para o visitante com café, lojas e parquinho para crianças.
- O Mirante Pedra da Bela Vista, a 1250 m de altitude proporciona um dos mais belos pôr do sol da região, e para quem quer curtir mais a paisagem há um restaurante e o maior balanço do Brasil.
- O Pico da Cascavel, a 1200m, além da bela paisagem é o local indicado para saltos de asa delta e paraglider e apreciar a paisagem voando.
- Mirante do Rio do Peixe ideal para uma parada e apreciar as cachoeiras.
Experiências autênticas não faltam em Socorro que preserva também a cultura da roça. E sua rede hoteleira é ampla com hotéis fazenda, hotéis de aventura, pousadas e pet friendly.
28ª AVIRRP – Ribeirão Preto (SP)
Data: 21 e 22 de agosto
Local: Tawain Centro de Eventos
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Técnicos da CATI são capacitados para recebimento de amostras de participantes do 25º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo
Organizado pelo órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), certame segue com inscrições abertas
Um levantamento de dados da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) aponta que o manejo correto é uma das principais características dos cafés mais bem pontuados nos últimos três anos de seu concurso estadual de qualidade da bebida. A informação foi apresentada na última terça-feira, 18, em reunião de técnicos do órgão da SAA, que foi realizada no Instituto Agronômico (IAC) em Campinas.
“O capricho na seleção dos lotes pode explicar cerca de ¼ da diferença observada entre os cafés que alcançam as maiores pontuações no Concurso Qualidade do Café de São Paulo. Fizemos esse levantamento a partir das amostras entregues nas edições de 2023, 2024 e 2025. Esse dado chama a atenção, pois a maioria dos cafeicultores acredita que somente as variedades das plantas e os fatores climáticos são determinantes para uma produção campeã”, comentou Osmar de Almeida Júnior, gestor do QualiCaféSP, projeto da CATI que é executado em 16 de suas 40 regionais espalhadas pelo estado.
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No encontro do projeto, 23 técnicos da instituição conheceram os critérios de classificação física e sensorial das amostras do certame, em uma espécie de aula prática ministrada por Gerson Silva Giomo, pesquisador científico do Centro de Café “Alcides Carvalho”, localizado na Fazenda Santa Elisa, do IAC. Segundo Osmar, “por meio dessa dinâmica, os servidores lotados nas Casas da Agricultura, da CATI, estarão mais preparados para amparar os produtores no preparo dos lotes de café participantes no concurso”.
“Esse tipo de curso é muito importante para nós, extensionistas rurais. No meu caso, como trabalho em uma região onde o cultivo do café não é tradicional, quanto mais informações for possível adquirir sobre a cultura, melhor para o produtor, com quem vamos compartilhar nosso conhecimento”, afirmou Rogério Haruo Sakai, engenheiro agrônomo da Regional Registro. Ele é o especialista agropecuário da CATI que dá assistência técnica para o casal de Barra do Turvo que produz o atual melhor café do Estado de São Paulo.
Em sua palestra, Giomo apresentou os critérios de classificação física, preparo e padronização das amostras de café. Os fundamentos da análise sensorial, protocolos de avaliação e interpretação dos resultados também foram explicados pelo pesquisador científico. “Além da exposição para melhor avaliarmos os grãos que vão participar do concurso, aprendemos técnicas de cultivo e manejo que estão sendo aplicadas em cultivos de cafés especiais. Como no Vale do Ribeira tem excesso de umidade, com chuva o ano todo, é desafio de compartilhar essas boas práticas de produção e processamento é ainda maior”, ressaltou Sakai.
Outras palestras
O Encontro de Técnicos do QualiCaféSP contou com outros palestrantes. O Método de Identificação do Grau de Gestão (MIGG) foi abordado por Flávia Maria de Mello Bliska, pesquisadora do IAC. Ela explicou como é feita a aplicação da metodologia em propriedades e sua importância nas ações do projeto. “O MIGG é simples e pode ser aplicado rapidamente. Por meio dele, os empresários rurais conseguem identificar o grau gerencial de suas atividades”, disse a pesquisadora, que indicou aos participantes o acesso ao site migg.fundag.br, para que repassem aos cafeicultores paulistas atendidos pela CATI.
No dia anterior, Roberto Antonio Thomaziello, pesquisador aposentado do IAC, apresentou os principais tratos culturais e de manejo nutricional no setor cafeeiro; nematoides foi o tema exposto por Oliveiro Guerreiro Filho, cientista do Centro de Café do IAC, e Cláudio Marcelo Gonçalves de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Nematologia do Centro Experimental do Instituto Biológico. “Essa palestra conjunta abordou: ocorrência, danos e diagnóstico de nematoides na cafeicultura; estratégias de prevenção e manejo; utilização de porta-enxertos e cultivares resistentes como alternativas para áreas infestadas”, resumiu Júnior.
“Esse curso foi muito importante para aumentar nosso conhecimento sobre a cultura. Na palestra do Dr. Thomaziello, por exemplo, descobrimos as variedades que melhor se adaptam em ambientes diversos do território brasileiro. Isso é muito importante para a nossa região, de Barretos, onde está iniciando o cultivo comercial de café. Vou levar as informações adquiridas aos produtores, especialmente àqueles que têm interesse em competir no certame da CATI”, comentou Marina Alves Clemente, engenheira agrônoma e chefe de Divisão da Casa da Agricultura de Bebedouro.
Para saber mais sobre o 25º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo, acesse: agricultura.sp.gov.br/cati/concurso-estadual-qualidade-do-cafe-de-sao-paulo.
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São Paulo
Jaguariúna tem três candidatos a deputado estadual; Conheça Ton Proêncio
Ana Paula Espina, Gustavo Reis e Ton Proêncio apresentam propostas, motivações e visões sobre a representação de Jaguariúna e da região na Assembleia Legislativa
Com as eleições de outubro se aproximando, Jaguariúna conta com três nomes que colocaram suas candidaturas a deputado estadual à disposição dos eleitores: Ana Paula Espina, Gustavo Reis e Ton Proêncio.
Em um momento importante para o futuro político do município e da região, os candidatos apresentam suas principais propostas, as motivações que os levaram à disputa e suas visões sobre a importância de Jaguariúna contar com uma representação na Assembleia Legislativa de São Paulo.
As respostas ajudam a conhecer as prioridades de cada candidatura e os projetos defendidos para Jaguariúna e toda a região.
Conheça Ton Proêncio

Candidato a deputado estadual pelo NOVO, Ton Proêncio apresenta suas principais propostas, explica o que motivou sua candidatura e fala sobre os desafios e oportunidades para Jaguariúna e a região. Confira a seguir as prioridades apresentadas pelo candidato.
1. Trajetória e experiência
Minha trajetória começou longe da política. Sou filho de um funileiro e de uma profissional da segurança patrimonial, cresci em uma família cristã, comecei a trabalhar cedo e, aos 20 anos, abri minha primeira empresa. Sou formado em Administração, especialista em Economia Financeira e aluno fundador da Escola de Negócios da UniFAJ.
Em 2020, fui eleito vereador de Jaguariúna com a terceira maior votação. No mandato, aprovei 29 leis importantes, fui um dos que mais fiscalizou, fiz requerimentos, denúncias ao Ministério Público e levei informações ao Tribunal de Contas. Também articulei cerca de R$ 2 milhões para saúde, assistência social, infraestrutura e apoio ao produtor rural.
Depois, fui coordenador de Políticas Públicas no Instituto Libertas, ligado ao NOVO, ajudando vereadores e lideranças a transformar problemas das cidades em projetos de lei, fiscalização e soluções práticas. Também fui coordenador regional de expansão do NOVO e recentemente me desliguei do Diretório Estadual para me dedicar integralmente à campanha.
Ser oposição teve preço. Políticos locais recorreram à Justiça contra minhas críticas e, em 2026, uma investigação foi aberta contra mim por manifestação pacífica contra Lula. O caso terminou sem indiciamento, foi arquivado e o STJ reconheceu a ilegalidade da requisição que deu origem à investigação. Eu não tenho medo de quem se acha intocável.
2. Motivação para a candidatura
Eu conheço a frustração de quem trabalha, paga imposto, cuida da família e olha para a política pensando: “vai mudar o quê?”. Minha candidatura nasce justamente daí.
Minha fé me ensinou que autoridade é serviço, não privilégio. Empreender me mostrou que prosperidade vem do trabalho. E a vida pública me ensinou que liberdade, segurança e justiça só existem quando alguém tem coragem de defendê-las.
Hoje continuo posicionado como a única oposição independente em Jaguariúna. Na minha avaliação, os outros candidatos que estão aí apoiaram ou fizeram parte, em algum momento, do que chamo de “consórcio do desgoverno”. Ainda espero que alguns reconheçam seus erros e se arrependam do caos que ajudaram a ser instalado na cidade.
Essa candidatura é a resposta democrática de quem cansou da velha política que se fantasia de novidade, do autoritarismo de quem se acha intocável e da desordem produzida por um sistema de poder que, na minha visão, uniu práticas do Centrão corrupto e do PT em torno de privilégios e conveniências. Se quiser chamar de vingança, que seja a vingança de quem defende a liberdade, o direito de questionar e cobrar resultado. Sem ódio, sem violência e sem se vender.
3. Principais propostas
Minha prioridade é resolver o que dói na vida real. Na saúde, quero enfrentar a fila da CROSS com voucher para exames, cirurgias e tratamentos na rede credenciada quando o Estado não atender em prazo razoável, além de ampliar telemedicina, prontuário eletrônico e parcerias com a iniciativa privada. Para mim, vale mais eliminar uma fila do que inaugurar um grande viaduto.
Para quem empreende, quero regras claras e segurança jurídica. Se o Estado precisa de cinco documentos, deve pedir os cinco de uma vez. Quem investe e gera emprego precisa saber qual é a regra hoje e confiar que ela não mudará no meio do caminho. Quero menos balcão, menos papelada e mais respeito a quem produz. Trabalharei para ampliar o Código de Defesa do Empreendedor.
Também quero proteger quem paga impostos: erro de boa-fé deve ser corrigido antes de virar punição, ninguém pode ser prejudicado porque o sistema do próprio governo falhou e uma mudança de interpretação não pode virar multa retroativa.
Na educação, o “Futuro na Mão” vai preparar a escola pública para o trabalho do futuro: inteligência artificial, raciocínio lógico, uso responsável de tecnologia, formação de professores e aproximação com o ensino técnico. E quero desenvolver o “Ciência que Resolve”, aproximando universidades, empresas e municípios para transformar pesquisa pública em solução, tecnologia, emprego e renda.
4. Jaguariúna e região
Quem vive em Jaguariúna, na RMC e no Circuito das Águas conhece uma cena que virou rotina: paga caro, entra no ônibus intermunicipal e passa quilômetros dentro de um veículo batendo lata, fazendo barulho e sem o conforto que o trabalhador merece. Transporte público não pode ser castigo.
Vou defender o Bilhete Único Intermunicipal para integrar as cidades e aliviar o bolso de quem trabalha, estuda ou faz tratamento fora. E sei que isso exige coragem para enfrentar interesses antigos e acomodados no transporte público. Não vou abaixar a cabeça para grupos que lucram com serviço ruim. O passageiro precisa voltar a ser tratado com dignidade.
Também vou cobrar rodovias melhores e defender ferrovias onde houver viabilidade, fortalecendo indústria, agronegócio, turismo e logística. Na saúde, quero regionalizar cirurgias, exames e tratamentos. Emenda parlamentar terá critério técnico, não amizade política: fila, urgência, população atendida e capacidade de execução.
E em Jaguariúna, a rodoviária precisa deixar de simbolizar abandono e voltar a ser uma porta de entrada segura, organizada, acessível e integrada à região. Quem quer representa aqui precisa conhecer onde aperta o sapato e continuar presente depois da eleição. E eu ressalto: literalmente, estou preso a Jaguariúna, jamais abandonarei nossa cidade e nossa região. Os corruptos não terão sossego.
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