São Paulo
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura leva multidão ao Centro de SP
Evento reuniu milhares do lado de dentro e fora da Faculdade de Direito da USP. No salão nobre, ex-ministro José Carlos Dias leu carta “Em Defesa da Democracia e da Justiça”. Nas Arcadas, cerimônia marcou leitura de manifesto feito por alunos da instituição e terminou com gritos de ‘fora Bolsonaro’.
Ato pela democracia recorda – O ato em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro reuniu empresários, juristas, artistas, movimentos sociais e sindicais na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (11).
O evento levou uma multidão ao Largo de São Francisco e foi encerrado com gritos de “Fora Bolsonaro”.
Dentro da universidade, os discursos recordaram os mortos na ditadura e foram marcados pela cobrança da manutenção do estado democrático de direito e do respeito ao sistema eleitoral brasileiro.
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura, pede respeito ao sistema eleitoral e leva multidão ao Centro de SP
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Pessoas exibem um balão em forma de urna eletrônica com as palavras ‘Respeite o voto’, durante evento o ato pela democracia em frente à sede da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no centro de São Paulo, nesta quinta (11) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
A primeira parte ocorreu no salão nobre do prédio e teve início por volta das 10h. O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, abriu os discursos citando as 47 mortes de pessoas da universidade que lutaram contra a repressão militar.
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura, pede respeito ao sistema eleitoral e leva multidão ao Centro de SP
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“Nós, da USP, perdemos vidas preciosas durante um período de exceção, as cicatrizes ainda são visíveis, vidas que foram ceifadas pela repressão ou livre pensamento. Nesse período, perdemos 47 pessoas que eram parte de nossa comunidade, nós não esquecemos e não esqueceremos. Aqueles que rejeitam e agridem a democracia não protegem o saber, a ciência, o pensamento e não amam a universidade.”
E encerrou sua fala exigindo respeito ao voto e ao sistema eleitoral.
“Queremos eleições livres e tranquilas, queremos um processo eleitoral sem fake news ou intimidações. A universidade brasileira é o oposto do autoritarismo”.
Em seguida, Oscar Vilhena Vieira, advogado e membro da Comissão Arns e do Comitê do Manifesto, assumiu a palavra.
Ele afirmou que as 800 pessoas presentes no salão nobre do prédio representavam todos os movimentos sociais, sindicais e empresários que superaram as diferenças para lutar por uma única causa.
“Aqui estão representados os setores mais vibrantes da economia Temos os principais movimentos sociais que lutam pela dignidade do Brasil, além as organizações não-governamentais que defendem os direitos humanos.
Todos estão nessa sala. Dada a gravidade do momento que vivemos, todos foram capazes de transcender suas diferenças e se juntar pela luta da democracia. Estado de Direito sempre”.
Também discursaram durante o evento: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Telma Aparecida, representando a CUT (Central Única dos Trabalhadores); a advogada Beatriz Lourenço do Nascimento, coordenadora da Uneafro Brasil e membro da Coalizão Negra por Direitos;
Horácio Lafer Piva, presidente do conselho deliberativo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Francisco Canindé, na União Geral dos Trabalhadores; Patrícia Vanzolini, presidente da seccional de São Paulo da Ordem de Advogados do Brasil (OAB);
Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares e Frente Brasil Popular; Miguel Torres, presidente da Força Sindical, Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Mogi das Cruzes e CNTM; Bruna Brelaz, amazonense e estudante de direito e presidente da UNE.
Diversas personalidades participaram do ato, como a cantora Daniela Mercury, o comentarista Walter Casagrande, o ex-locutor Osmar Santos, a apresentadora Bela Gil, o escritor Marcelo Rubens Paiva, os ex-apresentadores Cazé Peçanha e Edgard Piccoli, entre outros.
‘Democracia é procedimento, é prática’, diz Patrícia Vanzolini
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Protestos contra a fome
Do lado de fora do prédio da USP, uma multidão acompanhou pelos telões a transmissão. O público ocupou a área externa com cartazes e realizou manifestações contra a fome e a favor da democracia.
Dentre os participantes, estava o defensor público Rafael Lessa, que levou a família toda ao local. Ele e a esposa carregavam os filhos Cecília, de 1 ano, e Caetano, de 4 anos.
“Vivemos um período muito perigoso da nossa história. Precisamos impedir que um desastre aconteça. Trouxe meus filhos para ensinar desde cedo o valor da democracia e da importância da liberdade plena de direitos”.
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Família participa do ato pela democracia no Centro de SP — Foto: Celso Tavares/g1
Motivo semelhante levou o eletricista Celestino Conceição Lima, de 81 anos, a participar do evento.
“Em 81 anos de vida, já vivi de tudo. E posso garantir que a Democracia é o melhor regime que o Brasil já teve. Sou contra qualquer golpe. Quero deixar pros meus bisnetos um Brasil de liberdade de verdade”.
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Em uma mesa instalada no local, pães formavam a palavra ‘Democracia’.
O protesto foi organizado pelo coletivo “Banquetaço”, que reúne chefes de cozinha, estudantes, MST.
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Fantasiados de animais, integrantes do movimento “Reviravolta de Gaia” também participaram do ato.
Espalhados pelo salão nobre da Faculdade de Direito da USP, e do lado de fora do Largo São Francisco, os “animais” levavam cartazes com frases como “direito selvagem”.
“Somos pessoas que representam os animais também como seres de direitos. Também estamos aqui para participar dos processos políticos do país. Somos a reviravolta de Gaia”, disse a ave dentro do salão nobre enquanto a primeira carta em defesa da democracia era lida.
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Leitura das cartas
Às 11h10, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, presidente da Comissão Arns, leu a primeira carta, intitulada “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que tem como signatárias 107 entidades, entre associações empresariais, universidades, ONGs e centrais sindicais.
“Hoje é um outro momento, um momento grandioso, eu diria talvez inédito, em que capital e trabalho se juntam em defesa da democracia. Eu acho que nós estamos celebrando aqui, com alegria, com entusiasmo, com esperança com certeza, nós estamos celebrando o hino da democracia”, disse o ex-ministro.
As falas dentro do salão nobre foram encerradas com o discurso do reitor da USP.
Manifesto da USP
Na sequência, nas arcadas, a atriz Roberta Estrela D’Alva abriu a cerimônia de leitura da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da faculdade e que, conta com mais de 930 mil signatários.
Manuela de Moraes, presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, foi a primeira a falar.
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“Hoje surge como tarefa democrática a união de diversos setores da sociedade para defender as liberdades e os direitos pelos quais uma geração inteira de lutadores deu a vida para conquistar. É por esta razão que nos congregamos hoje. […] Nós, que éramos os outros, agora fazemos parte dessa nova carta. Somos jovens, negros, periféricos: uma nova intelectualidade que é fruto da escola pública, das quebradas e das favelas.”
Na sequência, o diretor da Faculdade de Direito da USP, Celso Campilongo, assumiu o microfone.
“Aqui nós temos a reunião de sindicalistas, de empresários e de movimentos sociais da sociedade civil. Isso mostra que as eleições já têm um vencedor, este vencedor é o sistema eleitoral brasileiro. Este vencedor é o a legalidade do estado democrático de direito sempre. Principalmente, o mais importante, o vencedor da eleições é o povo brasileiro.”
Antes de iniciar a leitura da segunda carta, foi feita uma homenagem aos signatários do documento de 1977.
O manifesto foi lido por Eunice de Jesus Prudente, professora da faculdade de direito da USP e da faculdade Zumbi dos Palmares; Maria Paula Dallari Bucci, professora da faculdade de direito da USP; Flávio Flores da Cunha Bierrenbach, um dos articuladores da carta aos brasileiros de 77 e ex-ministro do Tribunal Superior Militar; e Ana Elisa Liberatore Silva Bechara, professora e vice-diretora da Faculdade de Direito da USP
A leitura foi encerrada por volta das 12h40 com um coro do público presente pedindo “Fora Bolsonaro”.
Escolha da data
A data foi escolhida por marcar o aniversário da criação dos cursos de direito no país e coincide com a leitura de um manifesto no mesmo local, em 1977, para denunciar a ditadura militar, que subtraiu direitos e matou opositores do regime.
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Os primeiros a aderir a este movimento foram ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), artistas, acadêmicos, banqueiros e empresários.
Desde quando foi aberta a toda a sociedade, a carta já foi endossada por 727 porteiros, 8.973 desempregados, 5.045 enfermeiros, 4.217 motoristas, 6.619 policiais, 519 delegados de polícia, 28.868 engenheiros, 15 mil médicos e 4231 magistrados, entre outros, segundo os responsáveis pela iniciativa.
Os presidenciáveis Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Ávila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB), Léo Péricles (Unidade Popular) e José Maria Eymael (Democracia Cristã) também a assinaram, assim como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira.
São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional. Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana.
Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão”, diz trecho da carta (leia mais abaixo a íntegra do texto, que foi publicado também em inglês, espanhol, francês, italiano e alemão).
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O documento, que foi lançado depois de seguidos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro, não cita seu nome. Bolsonaro não a endossou e fez críticas.
A carta também recebeu quase 20 mil tentativas de fraude desde que foi lançada, segundo o procurador-geral do Ministério Público de Contas de São Paulo, Thiago Pinheiro Lima, um dos organizadores da iniciativa.
Na madrugada desta quarta (8), segundo Pinheiro Lima, um hacker tentou derrubar o site ao criar um robô que provocava 8 milhões de acessos simultâneos no site “Estado de Direito”.
Também nesta quarta, foi divulgado um vídeo em que 42 artistas se dividem na leitura do documento.

Leia a íntegra da ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito’:
“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.
Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.
A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.
Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável.
O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.
Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.
Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.
Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.
Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.
Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.
No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:
Fonte: G1
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São Paulo
Roteiro de Café em Socorro SP: O Guia Perfeito para o Dia Nacional do Café
De passeios por fazendas a visitas aos casarões do centro, o roteiro do fim de semana inclui experiências únicas, degustações em cafeterias e compras imperdíveis
Sabia que o Circuito das Águas Paulista esconde um dos cenários mais charmosos para os amantes de café especial? No dia 24 de maio, comemora-se o Dia Nacional do Café, e a cidade de Socorro (SP), famosa pelo ecoturismo e turismo de aventura pelas montanhas da Serra da Mantiqueira, é o destino ideal para celebrar a data.
A história do café começou na cidade no século XIX, onde as primeiras fazendas encontraram as condições propícias de clima e solo, tornando-se um polo de destaque para a cafeicultura na macrorregião de Campinas.
Hoje, Socorro (SP) é reconhecida pela produção premiada de cafés especiais e deixou de ser apenas um produto agrícola e se tornou um atrativo turístico, incentivando o turismo rural e histórico-cultural.
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Aqui dicas de roteiros de turismo de café completo para um fim de semana inesquecível, unindo a tradição das fazendas históricas caminhando pelos cafezais até vivenciar os mais diversos e modernos preparos da bebida nas cafeterias da cidade.
Fazendas históricas e Plantações de Café
O Coffe Tour – “do grão à xícara” é uma imersão na produção de cafés especiais promovida pela fazenda @ 7senhorasspeciality, com mais de 100 anos de história. A visita é guiada e tem duração de 1h30 passando pelos cafezais, secagem, beneficiamento e torra. Ao final do passeio, há uma degustação conduzida por uma barista, apresentando o mesmo grão extraído em três métodos de preparo diferentes. A fazenda possui 365 hectares, 55 cultivados com mudas de café dos tipos Catuaí vermelho, Catuaí amarelo, Mundo Novo e Bourbon amarelo, além de produtos à base de café como: chocolates, doce de leite e cerveja.
Outro empreendimento é o hotel fazenda @campodossonhos, que produz e torra cafés especiais desde 1994, oferecendo aos hóspedes e visitantes uma experiência completa, do
plantio à xícara. Além da hospedagem, o hotel promove visitas guiadas e degustações de café acompanhado por doces, geleias, queijos e pães produzidos na propriedade.
Premiado @cafelobodoserrote é plantado e colhido na Fazenda Barreiro. Nos últimos anos foram plantadas 40 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica na propriedade. O café é cultivado sem o uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes químicos, utilizando apenas adubos naturais e técnicas de cultivo sustentáveis. O resultado é um café de alta qualidade, com sabor e aroma únicos. A propriedade não é aberta para visitas, mas o café é encontrado em vários empórios da cidade.
A @coffeeplazza_ além da torrefação do café o visitante vive uma experiência na loja com a apresentação dos vários tipos de café, origem e história. A imersão atende aos sentidos podendo sentir os aromas dos cafés e descobrir o perfil sensorial que mais combina com o paladar. Além de beber o café, no local é possível saborear o sorvete e conhecer os diversos métodos de preparo.
Sabores da Roça
Após a imersão nas lavouras, a dica é explorar a gastronomia rural em propriedades que servem o tradicional café caipira. Uma das delícias é o café do @ rancho_pompeia servido na varanda da casa em estilo colonial, pertencente à antiga fazenda produtora de café da família. A mesa é farta, repleta de delícias caseiras feitas pela própria proprietária: bolos frescos, doces, geleias e aquele tradicional bolinho de chuva. Uma verdadeira vivência no campo, em uma propriedade que conta ainda com uma charmosa capela e um empório, onde é possível comprar café moído na hora e outras preciosidades da fazenda.
Em meio à natureza, o @emporiononoalpi é um espaço que homenageia Giacomo Alpi, herdeiro do Alambique Alpi, conhecido por produzir a cachaça número 1 da região. Além da cachaça, é um local que une tradição, afeto e os sabores que vêm da fazenda com café moído na hora e receitas da roça.
O @sabores_do_currupira localizado no Horto Florestal serve o café cultivado no próprio sítio e pratos típicos, além do tradicional e exclusivo bolo “João Deitado” assado na folha de bananeira acompanhado com geleias artesanais e doce de leite.
Cafeterias em Socorro e Experiências Inusitadas
Tanto no centro da cidade quanto nos arredores há diversas cafeterias que servem a bebida feita com os grãos premiados é o caso do @trilhacafe que fica próximo ao Portal Colonial de Socorro. No cardápio, há também Frappê e o famoso sanduíche de brisket (peito bovino) defumado artesanalmente utilizando lenha de café.
No Jardim Moda Shopping vale a visita ao @shoppcafe o café mais charmoso do Circuito das Águas Paulista. O café está inserido no cenário bucólico e conta com um lounge anexo
perfeito para relaxar, colocar o papo em dia ou fazer pequenas pausas em meio ao silêncio e à tranquilidade. Além do tradicional expresso, a casa trabalha com uma linha de cafés especiais, grãos selecionados e variadas formas de extração para quem aprecia notas sensoriais mais complexas. Tem variações da bebida gelada e um cardápio recheado com tortas, doces e salgados.
O @emporiocaipira_ localizado em uma posição privilegiada no coração histórico de Socorro, em frente à Igreja da Matriz, o local se tornou um ponto turístico obrigatório para quem está passeando pela praça. Tem um ambiente acolhedor com uma atmosfera típica de armazém antigo para uma pausa para o café e uma vitrine recheada de bolos e doces.
Saindo das receitas tradicionais de café que tal misturas criativas! Em Socorro há locais que surpreendem com receitas inusitadas. Exemplo disso é o sorvete de creme com calda de café e finalizado com azeite servido pelo MUV.Café no @ jardimmodashopping. Já no restaurante do @campingboaretto no Parque Vale das Pedras a atração é a caipirinha de café, combinando o grão especial com limão e destilados locais.
Arquitetura, Patrimônio e História
Para celebrar os traços que o café deixou na construção da cidade, há o passeio imperdível Caminhos do Centro, são três marcos que revelam essa herança: a Antiga Estação da Mogiana, que impulsionou o transporte ferroviário do café paulista e do Sul de Minas; a Primeira Ponte de Concreto Armado do Estado de São Paulo, símbolo do avanço que o ciclo cafeeiro trouxe e o histórico Hotel Vergani, que se originou para receber os financiadores do café socorrense desse período.
Cada ponto conecta a arquitetura local ao desenvolvimento do Brasil movido pelo café.
Para vivenciar essa história, a @explore.socorro oferece um roteiro guiado que valoriza o patrimônio e a memória da cafeicultura.
Onde comprar cafés e afins
Todos os estabelecimentos citados vendem seus produtos, porém há locais que reúnem diversos produtores da cidade e região como o @emporioquinhao e @emporiodocristo.
Informações sobre os empreendimentos e hospedagem acesse o site da ASTUR www.socorro.tur.br ou @turismosocorro
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SP anuncia mais R$170 milhões para climatização e deve chegar a 1.500 escolas estaduais atendidas
Mais 446 unidades serão contempladas; obras nas escolas da rede estadual somam R$3,3 bilhões em intervenções concluídas
A Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc-SP) anunciou neste mês mais R$170 milhões em investimentos para obras de climatização em escolas da rede estadual. O novo pacote prevê intervenções em outras 446 unidades, com prioridade para regiões de temperaturas mais elevadas no estado.
A climatização se tornou uma das principais frentes de infraestrutura da atual gestão, que assumiu em 2023 com apenas 10 unidades totalmente climatizadas na rede estadual. A Seduc-SP já investiu cerca de R$400 milhões na área e conta atualmente com 1.056 escolas 100% contempladas. O total de recursos para a climatização de escolas chegou a R$ 570 milhões. “Estamos fazendo uma verdadeira revolução nesse sentido a fim de dar conforto térmico para nossos estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, afirma o secretário da Educação Renato Feder.
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Com as novas obras anunciadas, a rede deve alcançar cerca de 1.500 unidades climatizadas das 5 mil escolas estaduais paulistas.
Segundo Fabrício Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), responsável pelas obras da Seduc-SP, a execução do projeto se dá em três etapas: a adaptação da infraestrutura elétrica das escolas, a instalação dos aparelhos de climatização e a ligação da energia por parte das concessionárias de energia elétrica.
O investimento integra um pacote de obras nas escolas da rede estadual, que soma R$ 3,3 bilhões em 7.114 intervenções concluídas nos últimos 40 meses, início da atual gestão. As obras de infraestrutura incluem reformas de quadras esportivas, cozinhas, refeitórios e salas de aula que atendem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e a implantação de climatização nas unidades.
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São Paulo tem 11 das 20 melhores cidades do Brasil
Índice de Progresso Social avaliou 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais
O estado de São Paulo tem 11 das 20 cidades com melhores condições de vida do Brasil, segundo levantamento do Instituto Imazon. Gavião Peixoto, com 4,8 mil habitantes e 307 quilômetros distante da capital paulista, lidera o ranking como a cidade com melhor qualidade de vida do país. Ao todo, foram avaliados todos os 5.570 municípios do país.
O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.
Entre as 20 melhores cidades com maior pontuação, 11 são paulistas. O pódium, inclusive, é protagonizado por São Paulo: Gavião Peixoto (73,10), Jundiaí (71,80) e Osvaldo Cruz (71,76). Confira a lista das 20 melhores cidades do Brasil:
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
- Rafard (SP) — 71,08
- Presidente Lucena (RS) — 71,05
- Adamantina (SP) — 70,97
- Maringá (PR) — 70,87
- Alto Alegre (RS) — 70,86
- Ribeirão Preto (SP) — 70,80
- Brasília (DF) — 70,73
- Barra Bonita (SP) — 70,71
- Araraquara (SP) — 70,70
- Águas de São Pedro (SP) — 70,66
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