Economia
Mães que florescem o mercado também querem flores no seu dia
Elas cultivam, colhem, distribuem, divulgam, comercializam e montam arranjos de flores para o Brasil inteiro — mas, acima de tudo, são mães. E essas mulheres que movimentam a floricultura nacional compartilham o desejo simples e simbólico de também serem presenteadas com flores no Dia das Mães. A data, responsável por 15% das vendas anuais do setor, deve ter um incremento entre 8% e 10% neste período, de acordo com o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura
O mercado de flores e plantas ornamentais deve crescer entre 8% e 10% neste Dia das Mães. A data é a mais importante do setor, responsável por 15% do faturamento anual da floricultura no Brasil, conforme o diretor do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura, Renato Opitz. Mas, por trás desses números e de cada flor, buquê ou arranjo entregue na data, estão muitas mães que trabalham com flores e vivem cercadas por pétalas, folhas e perfumes o ano todo. Elas conhecem o tempo certo de cada flor, o tipo de corte ideal e até as combinações que ajudam a transmitir afeto. Mais do que um trabalho para o sustento da família, elas colocam sensibilidade em cada detalhe, compreendendo o valor simbólico que as flores carregam. Talvez, por tudo isso, também se encantam ao recebê-las, principalmente quando são ofertadas por seus filhos. Flores, para elas, não são apenas presentes — são mensagens. São uma forma de falar de amor quando as palavras não são suficientes para demonstrar tanto afeto.
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A campanha do Ibraflor deste ano para o dia das mães tem como apelo a frase “Retribua com flores tudo o que ela fez florescer em você”. Adriana Rosa, secretária executiva do Ibraflor, que tem flor até no sobrenome, trabalha há 30 anos no setor. Entre as suas tantas funções, estão as campanhas promocionais nas datas especiais, como o Dia das Mães. Sendo mãe de Júlia e Miguel, ela antecipa que espera receber uma orquídea — sua flor preferida —, junto com o par de tênis que já soube que vai ganhar. “As flores simbolizam amor, carinho e reconhecimento. Meus filhos sabem como esse universo faz parte de mim”, diz.
Produtoras também querem flores
Nas estufas de produção das milhares de variedades de flores, o desejo das mulheres que plantam e colhem as flores que serão entregues às mães de todo o Brasil nesta data não é diferente: a flor não pode faltar. Em Campos de Holambra, distrito localizado em Paranapanema, São Paulo, a diretora do Ibraflor e produtora Raquel Steltenpool, 44 anos, comanda a empresa Steltenpool Flores e Plantas, há mais de seis décadas no mercado de flores. Ela cultiva um mix completo de flores de corte, vaso e paisagismo, entre elas crisântemos em vaso, samambaias, jiboias, peperômias e rendas francesas. Mãe de dois rapazes de 19 anos e de 15 anos, conta que no Dia das Mães sempre recebe flores: às vezes como buquê, outras em um belo vaso enfeitado. “Sempre é uma grande alegria para mim, pois adoro sentir a mudança energética que as flores trazem para o ambiente. “Este ano, gostaria de receber um buquê de lírios, minha flor favorita. Eles transformam o ambiente e o humor de qualquer pessoa”, diz.
Simone Sanae Miyata, 39 anos, cultiva kalanchoes simples e dobrados, arruda e poinsétia em Espírito Santo do Pinhal, sendo a segunda geração de uma família que está nessa atividade há 40 anos. Ela comercializa a sua produção no Ceaflor, em Jaguariúna (SP). “Geralmente ganho roupas, mas também sempre vem uma flor com um cartão feito pelo meu filho”, diz. No entanto, como o menino maior só tem nove anos e o outro apenas cinco meses, a missão cabe ao marido. Ela antecipa que, este ano, gostaria de ganhar uma flor exótica ou uma flor de cerejeira. A dica está dada.
Colhidas na própria produção
Patrícia Swart, mãe de três filhos — um deles do coração — diz que as flores no Dia das Mães a conectam à essência da maternidade. Conselheira da Cooperativa Veiling Holambra e sócia do grupo Swart, produtor de rosas e kalanchoes, gosta de receber flores em qualquer ocasião, mas confessa que no Dia das Mães é especial. “Ganhar flores me remete às memórias com meus filhos”, comenta. Ela conta que, no Dia das Mães, os filhos sabem que as orquídeas devem ser compradas e entregues na data junto com os kalanchoes que eles vão buscar diretamente nas produções das estufas da família em Holambra (SP). Já as rosas, eles precisam pedir para os tios, já que são produzidas nas fazendas de Andradas (MG) e de São Benedito (CE).
Rhuana Reijers é engenheira agrônoma e produtora de rosas associada à Cooperflora. Há 15 anos trabalha com a produção, dividindo seu tempo com os cuidados das suas duas meninas (de três e de apenas um ano). Este ano, teve que aumentar a sua produção em 5% em relação a 2024 para poder atender a demanda para a data, já que a rosa está entre as flores mais vendidas nesta ocasião. “Receber flores é ganhar algo que foi cultivado com muito carinho e amor e, por isso, faz a conexão da mãe com algo belo, que gera emoção e sentimento de valorização, representando o quão especial é amor por ela”, explica. Entre os presentes que ganha no Dia das Mães, cita roupas e adornos. “Mas sempre acompanhados de flores!”, acrescenta. E quando questionada qual flor deseja ganhar este ano, não titubeia: “rosas”, responde rapidamente, abrindo um largo sorriso.
Vendas crescentes
Ana Rita Pires Stenico, 59 anos, gerente operacional do Ceaflor, um dos maiores centros de distribuição de flores do país, é mãe de quatro filhos (três mulheres – 33, 31 e 22 anos – e o caçula, de 20 anos). Com 25 anos de experiência no setor, ela coordena toda a logística do centro comercial. Para garantir o impecável funcionamento deste grande mercado para as vendas visando o Dia das Mães, Ana Rita começa a planejar a operação com pelo menos três meses de antecedência. Ela lembra que a flor é um produto que não tem rejeição e, por isso, se torna um presente assertivo. Ana Rita destaca que o mercado conta uma grande variedade de flores e plantas e todas apresentam cores e formatos deslumbrantes. “Eu, particularmente, gosto muito dos vasos de plantas verdes, cujas folhas apresentam formatos e cores diferentes”, diz. “No fundo, toda mulher gosta de ser lembrada e valorizada. Talvez não peça, não comente ou nem demonstre, mas receber flores no Dia das Mães é um gesto simples que traz alegria, emociona e faz com que ela se sinta especial. Não espere que ela peça: surpreenda, demonstre carinho e faça esse dia inesquecível.”, recomenda Renato Opitz, diretor do Ibraflor.
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Economia
Pesquisa inédita: 61% dos bares e restaurantes já identificam mudanças no consumo causadas pelos remédios para emagrecimento
Levantamento da Abrasel aponta diminuição de pedidos por pratos principais e sobremesas, maior demanda por porções menores e reconfiguração no consumo de bebidas
O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento começa a refletir no comportamento de consumo em bares e restaurantes no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que 61% dos empresários do setor já perceberam mudanças associadas ao uso de remédios como o Ozempic e Mounjaro. Na região de Campinas, o movimento vem sendo acompanhado de perto pelos empresários do setor.
No entanto, o movimento ainda ocorre de forma gradual. Entre os entrevistados, as alterações são classificadas principalmente como leves ou moderadas, o que aponta para um processo de adaptação progressiva, sem ruptura brusca no padrão de consumo. Os efeitos mais intensos aparecem com maior frequência em estabelecimentos de menor porte, que tendem a ser mais sensíveis às oscilações de demanda.
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“A mudança já é percebida, mas ainda ocorre de forma gradual. O consumidor continua frequentando bares e restaurantes, porém com escolhas mais moderadas. Esse movimento tende a ganhar força nos próximos meses, especialmente após o fim da patente da semaglutida, em março deste ano, que já abriu caminho para a produção de versões genéricas e similares mais acessíveis”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Menos sobremesas e mais moderação nos pedidos
Entre os principais impactos identificados pela pesquisa está a redução no consumo de pratos principais e, principalmente, de sobremesas. Mais da metade dos empresários (56%) percebeu mudanças no volume de pedidos dos pratos principais, com predominância de quedas moderadas. No caso das sobremesas, 65% notaram alterações e, entre esses, um em cada cinco relatou forte redução na demanda.
O comportamento sugere uma busca mais evidente por restrição calórica nas escolhas individuais. Essa tendência também se reflete no aumento da preferência por porções menores. Segundo o levantamento, 64% dos empresários observaram crescimento nos pedidos de miniporções, enquanto mais de 70% apontaram maior frequência de escolhas consideradas mais leves. A prática de compartilhar pratos principais também avançou, sendo mencionada por 64% dos entrevistados.
As mudanças também atingem o consumo de bebidas. Embora 65% dos empresários tenham notado alterações nos pedidos de bebidas alcoólicas, o avanço das opções não alcoólicas é mais consistente. Mais da metade dos entrevistados (53%) percebeu crescimento nesse tipo de consumo. Também aumenta a substituição de bebidas alcoólicas por alternativas sem álcool ou com menor teor, especialmente em estabelecimentos de maior faturamento.
“Não se trata de um cenário de preocupação, mas de adaptação. O setor sempre acompanhou as transformações no comportamento do consumidor, e este é mais um movimento nesse sentido. Há espaço para inovação, com cardápios mais flexíveis, porções adequadas e novas opções de bebidas. Essas estratégias podem, inclusive, contribuir para ampliar margens e atrair diferentes perfis de clientes”, conclui Solmucci.
Na região de Campinas, o movimento vem sendo acompanhado de perto pelos empresários do setor, mas ainda não há registros de mudanças. Segundo Mauro Mason, Chef e sócio do Restaurante Benedito, de Campinas, ainda é cedo para avaliar impactos e decidir por mudanças de cardápio. “Estamos acompanhando e já vemos alguns sinais, mas nada ainda que tenha sido medido ou que tenha impacto diretamente relacionado com o medicamento”, diz ele.
Sérgio De Simone, proprietário do Rancho Colonial Grill, também de Campinas, diz que diante desse cenário é preciso um acompanhamento constante, pois é uma mudança lenta, no momento, mas que tende a se intensificar. “Mas acredito que o maior impacto deverá ocorrer em restaurantes com público de maior poder aquisitivo em um primeiro momento”, afirma o empresário.
Para o presidente da Abrasel Regional Campinas, André Mandetta, o impacto não é necessariamente negativo. “Não significa que as pessoas estejam deixando de consumir nos restaurantes, mas sim mudando a forma como consomem. Em muitos casos, o cliente reduz a quantidade do prato principal, mas opta por uma sobremesa, uma bebida de maior valor agregado ou uma experiência mais sofisticada”, avalia.
Do ponto de vista operacional, essa mudança pode contribuir para o equilíbrio financeiro dos negócios. A redução no volume de insumos por prato, combinada com ajustes de preço e novas escolhas do consumidor, tende a preservar, e até melhorar, a margem dos estabelecimentos, reforçando a capacidade de adaptação do setor às transformações de comportamento e consumo.
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Economia
Parceria entre Serasa Experian e CPFL Energia amplia conveniência e segurança no pagamento de contas de energia
Mais de 10 milhões de clientes passarão a ter novas opções de meio de pagamento, nas modalidades digitais e físicas
São Paulo, 9 de abril de 2026 – A Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, e a CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, anunciam uma parceria inédita que facilitará a experiência dos clientes ao pagarem a conta de energia.
Com a criação de um ecossistema completo de pagamentos, mais de 10 milhões de clientes do Grupo CPFL poderão pagar suas contas com mais agilidade, segurança e flexibilidade, tanto nos canais digitais quanto no atendimento presencial. A operação inclui pagamentos por cartão de crédito, PIX, PIX Automático, Carteiras Digitais – aplicativo Serasa Minhas Contas.
Nos canais digitais da CPFL, os serviços estarão disponíveis no site, no aplicativo e no WhatsApp. Já nas agências de atendimento, contarão com “maquininhas” (POS) e totens. Além disso, as contas de energia passam a ser integradas ao ecossistema Serasa Minhas Contas, ampliando ainda mais as possibilidades de gestão financeira do cliente.
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“Estamos unindo conveniência e tecnologia para simplificar a rotina financeira das pessoas. Essa parceria leva a força digital e tecnológica da Serasa Experian ao universo da CPFL, permitindo que milhões de clientes mantenham seu planejamento em dia com praticidade, segurança e inclusão”, afirma Samira Leite, Gerente Executiva de Negócios da Serasa.
Com ampliação dos meios de pagamentos e a disponibilização em diversos canais de atendimento, os clientes terão maior flexibilidade e facilidade no momento de pagar suas contas. “Nosso compromisso é assegurar que cada experiência seja simples e segura acompanhando as demandas de diferentes perfis de clientes e antecipando tendências digitais. Esse processo contínuo de transformação digital tem como objetivo oferecer soluções inovadoras, que buscam melhorar a experiência do cliente”, destaca Tiago Parreira, diretor de Finanças Corporativas do Grupo CPFL Energia.
A parceria firmada entre as duas empresas reforça o compromisso conjunto com a promoção da digitalização e o avanço da inovação. Por meio de soluções que atendem às necessidades de diferentes perfis de clientes, essa integração amplia o acesso a serviços de excelência e se consolida como um marco estratégico na construção de um ecossistema mais moderno, inclusivo e sustentável.
Sobre a CPFL Energia
Com 113 anos de atuação, a CPFL Energia é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com presença nos segmentos de distribuição, geração, transmissão, comercialização e serviços. Atende cerca de 10,7 milhões de clientes em 687 municípios nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, sendo a maior distribuidora do país em volume de energia fornecida, com mais de 13% de participação no mercado nacional.
Na geração, possui 4.226 MW de capacidade instalada, 100% proveniente de fontes renováveis. A companhia opera ainda 6.400 km de linhas de transmissão e 88 subestações. Por meio da CPFL Soluções, oferece soluções integradas em energia, como comercialização, gestão, eficiência, infraestrutura e geração distribuída.
Com ações listadas no Novo Mercado da B3, a CPFL também se destaca por seus investimentos sociais nas áreas de cultura, esporte e educação, por meio do Instituto CPFL. Desde 2017, faz parte da State Grid, maior empresa de energia elétrica do mundo.
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Economia
Sexta-feira Santa impulsiona consumo de peixe e destaca versatilidade do vinagre de maçã na culinária
Ingrediente natural ganha protagonismo em receitas tradicionais e reforça sabor em pratos típicos da Páscoa
Com a chegada da Semana Santa, uma tradição se mantém viva na mesa de milhões de brasileiros: o consumo de peixe na Sexta-feira Santa. A prática, especialmente entre os católicos, é um momento de reflexão e também de valorização de preparos mais leves e cheios de sabor ; cenário ideal para ingredientes versáteis como o vinagre de maçã.
Cada vez mais presente na culinária, o vinagre de maçã se destaca por sua capacidade de realçar sabores, equilibrar receitas e trazer um toque especial a pratos tradicionais. No Brasil, a Almaromi Viccino é pioneira na fabricação natural desse ingrediente, apostando em processos artesanais que preservam suas características originais.
Segundo Rodrigo Margoni, especialista em vinagres e sócio-proprietário da Almaromi Viccino, a qualidade do produto faz toda a diferença no resultado final das receitas. “Nosso vinagre de maçã é 100% natural, não passa por processos de microfiltragem ou pasteurização, o que preserva seus compostos e garante um sabor mais autêntico. É um ingrediente que certamente faz diferença no prato que vai à mesa na Páscoa”, afirma.
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De acordo com o especialista, a procura pelo produto cresce significativamente nesta época do ano. “Observamos um aumento na demanda, especialmente por conta da versatilidade do vinagre, que pode ser utilizado desde marinadas até molhos mais elaborados, como no escabeche, muito consumido nesse período”, explica.
Para quem deseja inovar no preparo do peixe sem abrir mão da tradição, a sugestão é apostar em receitas que valorizem o ingrediente como protagonista trazendo equilíbrio, acidez e profundidade ao prato.
Peixe ao Escabeche com Vinagre de Maçã
Ingredientes
Peixe:
* 500 g de filé de pescada ou tilápia
* Sal e pimenta a gosto
* 1 colher (sopa) de suco de limão
* 1 colher (sopa) de azeite
* 1 colher (chá) de vinagre de maçã Almaromi
Base do escabeche
* 1 cebola em rodelas
* 2 tomates picados
* 2 dentes de alho
* 3 colheres (sopa) de azeite
* 1 folha de louro
* 4 a 5 colheres (sopa) de vinagre Almaromi (maçã, vinho ou ervas)
* 1/2 xícara de água
Modo de preparo
1.Tempere o peixe com sal, pimenta, limão, azeite e o vinagre. Deixe descansar por 15 minutos.
2.Em uma panela, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola.
3.Adicione o tomate e o louro e cozinhe até começar a desmanchar.
4.Acrescente o vinagre Almaromi e a água. Deixe ferver por 2 a 3 minutos.
5.Coloque os filés de peixe e cozinhe por cerca de 8 a 10 minutos.
6.Deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 12 horas antes de servir.
Dica de uso do vinagre:
O vinagre é utilizado principalmente no molho do escabeche, equilibrando os sabores e intensificando o prato.
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