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Conselho Federal de Medicina regulamenta a cirurgia robótica

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Regras para o procedimento foram publicadas no Diário Oficial da União

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 28, a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), regulamentando os novos procedimentos médicos no Brasil com o uso de plataforma robótica. Segundo a resolução, a cirurgia Robô-Assistida é modalidade de tratamento cirúrgico a ser utilizada por via minimamente invasiva, aberta ou combinada, para o tratamento de doenças em que já se tenha comprovado sua eficácia e segurança.

Assinado pelo presidente e pela secretária do conselho, respectivamente os médicos Mauro Luiz de Britto Riberio e Dilza Ambrós Ribeiro, o documento, aprovado na sessão plenária do CFM do dia 23, leva em consideração o tratamento cirúrgico com o uso de plataforma robótica aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), em 2000, nos Estados Unidos, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2008, e pelo National Institute for Health and Care Excellence (Nice), em 2015, na França.

“O Food and Drug Administration, em 2019, reconheceu a cirurgia robótica como importante opção terapêutica, segura e efetiva, quando usada de forma apropriada e com treinamento completo adequado, tendo recomendado que hospitais, médicos e equipes tenham credenciais apropriadas para cada plataforma utilizada”, justificou o conselho.

Pacientes
Considerada como de alta complexidade, os pacientes submetidos a esse tipo de procedimento deverão ser esclarecidos sobre seus riscos e benefícios, sendo obrigatório a elaboração de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a realização da cirurgia. “Os hospitais, ao implantarem Serviço Especializado de Cirurgia Robótica, devem estar estruturados e equipados para realizar procedimentos de alta complexidade, tendo como objetivo oferecer toda segurança ao paciente”, diz o documento.

Qualificação
Quanto à qualificação dos médicos, a resolução traz um amplo rol de exigências. Para realizar esse tipo de cirurgia, segundo o CFM, obrigatoriamente o médico deverá ser portador de Registro de Qualificação de Especialista (RQE) no Conselho Regional de Medicina (CRM) na área cirúrgica relacionada ao procedimento. “Estes cirurgiões devem possuir treinamento específico em cirurgia robótica durante a Residência Médica ou capacitação específica para a realização de cirurgia robótica”, ressalta a resolução.

No caso de cirurgiões principais na fase de treinamento, o documento diz que após completada a etapa básica de capacitação, ele só poderá realizar cirurgia robótica sob supervisão e orientação de um cirurgião-instrutor nesse tipo de procedimento. A autonomia para realizar cirurgia robótica sem a participação do cirurgião-instrutor em cirurgia robótica será permitida apenas após comprovação de conclusão e aprovação no treinamento com cirurgião-instrutor, tendo o médico realizado um mínimo de 10 cirurgias robóticas.

“A responsabilidade da assistência direta ao paciente é do cirurgião principal em relação ao diagnóstico, indicação cirúrgica, escolha da técnica e via de acesso, além das complicações intraoperatórias e pós-operatórias”, ressalta a resolução. Sobre a responsabilidade do cirurgião-instrutor em cirurgia robótica, a resolução define que caberá a esse profissional apenas a orientação no manejo do robô e avaliação da competência do cirurgião principal e “não participará de forma direta da assistência ao paciente”.

Para atuar como cirurgião-instrutor em cirurgia robótica, o médico deve comprovar ter realizado um número mínimo de 50 cirurgias robóticas na condição de cirurgião principal. Caso considere necessário, em benefício do paciente, esse profissional terá autonomia para interromper a modalidade robô-assistida.

Responsabilidades
O diretor técnico do hospital onde será realizada a cirurgia robótica é o responsável por conferir a documentação que garante a capacitação e competência do cirurgião principal, do cirurgião-instrutor em cirurgia robótica e dos demais médicos membros da equipe.

Em relação à telecirurgia robótica, que é a realização de procedimento cirúrgico a distância com utilização de equipamento robótico, o CFM estabeleceu que somente poderá ser realizada com infraestrutura adequada e segura de funcionamento de equipamento, banda de comunicação eficiente e redundante, estabilidade no fornecimento de energia elétrica e segurança eficiente contra vírus de computador ou invasão de hackers.

“A equipe médica cirúrgica principal para a telecirurgia deve ser composta, no mínimo, por médico operador do equipamento robótico (cirurgião remoto), cirurgião presencial e cirurgião auxiliar”, diz a resolução.

Nesse caso, o cirurgião remoto também deve ser portador de RQE na área correspondente ao ato cirúrgico principal, com registro profissional médico no CRM de sua jurisdição. “O cirurgião presencial será o responsável pela assistência direta ao paciente e deve ser portador de RQE na área correspondente ao ato cirúrgico principal e estar capacitado para assumir a intervenção cirúrgica em situação emergencial ou em ocorrências não previstas, como falha no equipamento robótico, falta de energia elétrica, flutuação ou interrupção de banda de comunicação”, prevê o documento.

Ainda segundo o CFM, a telecirurgia robótica deve ser explicitamente consentida pelo paciente ou seu representante legal e realizada por livre decisão e responsabilidade dos médicos envolvidos no ato cirúrgico, sendo obrigatório autorização por escrito do diretor técnico do hospital onde a cirurgia será realizada.

Publicado em 28/03/2022 – 12:52 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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Empresas brasileiras e internacionais oferecem 39 mil vagas de emprego home office para trabalhar no conforto de casa, sem limite de idade ou ensino superior

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Dezenas de empresas estão disponibilizando vagas de emprego para profissionais que pretendem trabalhar em casa. Sendo assim, separamos as melhores vagas home office, confira!

Trabalhar em casa se virou uma tendência em todo o mundo desde o começo da pandemia e no Brasil não foi diferente. Enquanto o funcionário deixa de perder seu tempo com o deslocamento até a empresa, o empregador economiza o dinheiro que gastaria para manter uma estação presencial. Sendo assim, centenas de empresas de todo o país estão com cerca de 39.422 vagas de emprego home office a disposição.

As áreas de atuação são as mais variadas, com foco na tecnologia, administração, telemarketing e recursos humanos. Estas empresas também atuam com foco na inclusão e diversidade, sendo assim, há oportunidades também para Pessoas com Deficiência (PcD).

Confira as vagas home office disponíveis para candidatos de todo o Brasil
Separamos uma lista para aqueles que querem trabalhar em casa, confira:

Vendedor (Brasil Tech)
Necessário disponibilidade para realizar trabalho completamente home office, possuir acesso à internet e computador, informática básica, ensino fundamental completo, ser maior de 18 anos, ter trabalhado em divulgação de produtos ou serviços será um diferencial.

Televendedor (Acs Cred)
Necessário familiaridade com computador, boas maneiras ao usar telefone e chat, excelente comunicação verbal, voz clara, audição e boa dicção, saber atuar em equipe, flexibilidade para contornar problemas durante o atendimento.

Representante (PREMIUM CORRETORA DE SEGUROS E FINANCEIRA)
Escolaridade mínima ensino médio, não é necessário nenhuma experiência. Basta se inscrever no processo seletivo e aguardar o contato da companhia.

Advogada (o) ( Prazista Magalhães Medeiros)
Necessário experiência em direito bancário, escolaridade mínima de ensino superior e experiência desejada de 1 a 3 anos.

Promotor de vendas (Magalhães Medeiros)
Necessário possuir boa comunicação, celular ou computador, imprescindível conhecimento básico com internet, e redes sociais, desejo de evoluir ao lado da empresa, entre outros.

Como se candidatar às vagas de emprego na modalidade home office?
Os que ficaram interessados e pretendem trabalhar em casa, devem acessar o site da InfoJobs, onde é possível encontrar milhares de vagas home office. Utilize os filtros para encontrar o cargo ideal que se encaixa no seu perfil.

Logo após, leia a descrição completa do anúncio para verificar se está dentro das exigências da empresa. Feito isso, o próximo passo é acessar o link “Cadastrar Currículo“.

O processo seletivo é totalmente gratuito e leva apenas alguns minutos para ser finalizado. Logo após é só aguardar o retorno com mais informações sobre as próximas etapas. Vale ressaltar que as empresas com vagas disponíveis oferecem uma série de benefícios como assistência médica, auxílio farmácia, auxílio creche, seguro de vida, participação nos lucros, vale transporte e vale alimentação.

Vantagens do trabalho home office
Entre os pontos positivos da modalidade de trabalho home office está a flexibilidade, tendo em vista que, durante o trabalho, dependendo da escala, é possível organizar melhor seu tempo e suas atividades. Desse modo, o colaborador pode optar por atuar quando se sentir mais produtivo.

Além disso, ainda há a economia para a empresa e o colaborador. Diversas empresas apontaram como benefício do trabalho remoto a redução no custo de manutenção do prédio. Simultaneamente, os colaboradores economizam nos gastos com deslocamento diário, seja em transporte ou na alimentação.

A privacidade também é uma vantagem que se aplica principalmente aos funcionários que possuem um espaço exclusivo para atuar em casa. Sendo assim, há uma maior privacidade para trabalhar, se alongar, fazer pausas quando necessário e utilizar suas roupas preferidas. Com a flexibilidade e a comodidade do home office, é possível otimizar melhor o tempo de trabalho para os colaboradores.

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Covid-19: chega ao fim estado de emergência em saúde pública no Brasil

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Segundo o governo, nenhuma política pública de saúde será interrompida

Chegou ao fim, neste domingo, 22, o estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), decretado em função da pandemia de Covid-19 no Brasil.

A portaria com a decisão foi assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 22 de abril, e previa prazo de 30 dias para que estados e municípios se adequassem à nova realidade.

A decisão do governo brasileiro foi tomada com base do cenário epidemiológico mais arrefecido e o avanço da Campanha de Vacinação no país. Segundo o Ministério da Saúde, apesar da medida, nenhuma política pública de saúde será interrompida.

“A pasta dará apoio a estados e municípios em relação à continuidade das ações que compõem o Plano de Contingência Nacional”, garantiu o governo.

Histórico
No último dia 12 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou, a pedido do Ministério da Saúde, o prazo de validade das autorizações para uso emergencial de vacinas contra covid-19, que deixariam de ser usadas na campanha de vacinação contra a doença com o fim do Epin. A medida vale também para medicamentos que só deveriam ser usados durante a crise sanitária. Segundo a decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa, as autorizações permanecerão válidas por mais um ano.

No mesmo dia, a Anvisa alterou a resolução que permite a flexibilização das medidas sanitárias adotadas em aeroportos e aeronaves, em virtude do encerramento do estado de emergência. Entre as mudanças, estão a retomada do serviço de alimentação a bordo e permissão para retirada de máscaras para se alimentar, durante o voo.

Segundo o Ministério da Saúde, o governo federal empenhou quase R$34,3 bilhões para a compra de cerca de 650 milhões de imunizantes contra a Covid-19.

“Por conta da vacinação, o Brasil registra queda de mais de 80% na média móvel de casos e óbitos pela Covid-19, em comparação com o pico de casos originados pela variante Ômicron, no começo deste ano. Os critérios epidemiológicos, com parecer das áreas técnicas da pasta, indicam que o país não está mais em situação de emergência de saúde pública nacional”, ressaltou o Ministério em nota.

Publicado em 22/05/2022 – 10:55 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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Prazo de convocação de candidatos do Fies termina nesta quinta-feira

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Há 66,5 mil vagas no primeiro processo seletivo do ano

O prazo para a convocação dos candidatos inscritos na lista de espera para o primeiro processo seletivo de 2022 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) termina às 23h59 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira, 26.

No total, foram ofertadas 66,5 mil vagas no primeiro processo seletivo de 2022 do Fies e, segundo o Ministério da Educação (MEC), para todo o ano de 2022 serão 110 mil vagas. Inicialmente, a convocação seria feira até o dia 4 de maio.

De acordo com o MEC, a decisão de ampliar o prazo final de convocação da lista de espera do Fies 2022/1 tem como objetivo promover maior ocupação das vagas ofertadas pelo programa. Além disso, nesta edição não será realizado o processo de preenchimento de vagas remanescentes, o que também contribuiu para a prorrogação da data.

O que é o Fies

O Fies é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos ofertados em instituições de ensino que aderiram ao programa. Para concorrer a uma das oportunidades do Fies, é preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010.

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