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Campinas é a quarta cidade brasileira em realização de eventos internacionais, aponta entidade internacional

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Segundo o Ranking ICCA 2025, cidade subiu uma posição em relação a 2024

O mercado mundial de eventos registrou um crescimento de 18% em 2025, movimentando a economia, o turismo e o setor hoteleiro. O Brasil aparece como um dos principais destinos dos eventos internacionais, alcançando a 13ª posição, duas colocações acima do Ranking do ano anterior, de acordo com o Ranking ICCA 2025, divulgado nesta terça-feira, 19, na Alemanha.  Campinas subiu uma posição, sendo a quarta cidade dentre os destinos brasileiros, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

De acordo com a entidade internacional, o Brasil subiu duas posições em relação à classificação de 2024, divulgada no ano passado, e passou a ocupar o 13º lugar mundial entre os países que mais realizaram eventos internacionais associativos. Na América Latina, o país manteve a liderança isolada, ficando entre os principais mercados globais do segmento. Além disso, se considerados somente eventos globais, o país está posicionado na 11ª colocação mundial, demonstrando sua crescente competitividade no cenário dos congressos de rotatividade global.

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O ranking ICCA reúne os países e cidades que mais sediaram eventos internacionais associativos ao longo do ano e funciona como importante indicador da competitividade global dos destinos. Com crescimento de quase 18% no número de eventos internacionais realizados, o Brasil ampliou sua presença no mercado global da indústria MICE e fortaleceu seu posicionamento entre os principais destinos internacionais do segmento.

A região de Campinas, onde estão as sedes de mais de 50 multinacionais, centros de pesquisas e científicos, além de universidades, se sobressai na atração de eventos corporativos e de negócios pela infraestrutura hoteleira. Além de movimentar hotéis, os eventos internacionais movimentam vários segmentos, gerando empregos, renda e movimenta a economia.

O Ranking da ICCA 2025 vem reforçar o momento que vive o setor hoteleiro de Campinas. Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, a cidade foi o 9º destino corporativo mais buscado no País, segundo estudo realizado pela plataforma de reservas Ominbees.

Eduardo Porto, diretor de Marketing e Vendas da Rede Vitória Hotéis, diz que a posição de Campinas entre os cinco destinos para eventos internacionais, além de reforçar o movimento interno do ano passado, revela a importância da região para o setor hoteleiro e para a economia.

“A região, em especial Campinas, além da localização de fácil acesso para quem vem do exterior com o Aeroporto Internacional de Viracopos ou de Guarulhos, infraestrutura hoteleira, concentra um algo número de multinacionais e empresas brasileiras, grandes entidades de classes, universidades e centros de pesquisas, que trazem seus encontros e eventos corporativos para a região”, explica.

A alta busca por eventos e reservas em Campinas e cidades próximas também reflete em cerca de 50 setores, além da hotelaria, como o de alimentação fora do lar. André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas, lembra que o movimento de turistas internacionais para eventos gera negócios para bares e restaurantes, especialmente aqueles localizados próximos aos hotéis, onde acontecem os eventos.

“A maioria dos eventos na cidade duram de dois a três dias, o que leva os participantes a procurarem opções de restaurantes e bares nos intervalos, contribuindo para o fomento da economia local e regional, além de ser um combustível para que o setor se aprimore cada vez mais para atender a esse público internacional”, ressalta Mandetta.

Antônio Dias, diretor executivo do Grupo Royal Palm Hotels & Resorts, também cita a infraestrutura da cidade para a alta busca “A cidade reúne fatores muito favoráveis para o turismo corporativo: um parque hoteleiro e de serviços relevante, um ambiente empresarial pujante, com forte presença de indústria, tecnologia e pesquisa, além de uma logística privilegiada, com o Aeroporto Internacional de Viracopos e excelentes conexões rodoviárias com a capital”, diz.

“O Complexo Royal Palm Campinas, em especial o Royal Palm Hall, tem contribuído para esse movimento ao sediar grandes congressos. Esses eventos atraem milhares de participantes para a cidade, fortalecendo a ocupação hoteleira e movimentando toda a cadeia do turismo de negócios na região”, acrescenta.

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Campinas

Fiscalização digital, DUIMP e Reforma Tributária aceleram corrida das empresas por eficiência e compliance aduaneiro

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E as novas exigências regulatórias tornam a gestão aduaneira fator decisivo para a competitividade no mercado internacional, conforme a Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil, com sede em Campinas

O ano de 2026 marca uma mudança de paradigma para empresas que atuam em Comércio Exterior. Mais do que reagir a normas e exigências regulatórias, o novo cenário exige planejamento estratégico, antecipação de decisões e gestão integrada de riscos. Com a transição da Reforma Tributária, a consolidação da DUIMP (Declaração Única de Importação) e o avanço da fiscalização digital da Receita Federal, a assessoria técnica especializada deixa de ser diferencial e passa a ser condição para competir no mercado internacional, segundo a Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB), de Campinas (SP).

Desde o início do ano, exportadores e importadores convivem com novos processos digitais no Portal Único do Comércio Exterior, maior integração de dados fiscais e exigências crescentes de conformidade. Nesse contexto, o despachante aduaneiro amplia seu papel estratégico, atuando diretamente na engenharia tributária, mitigação de riscos e previsibilidade logística das operações.

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Outro fator que reforça essa mudança é o avanço da fiscalização orientada por dados. A Receita Federal vem ampliando o uso de inteligência artificial e cruzamento eletrônico de informações tributárias e aduaneiras, para identificar inconsistências em operações de importação e exportação. Em 2024, o órgão informou que sua nova plataforma Analytics aumentou a capacidade de detecção automatizada de fraudes e ilegalidades tributárias e aduaneiras, ampliando a produtividade da fiscalização. Além disso, em 2026, a Receita publicou sua política institucional para uso de inteligência artificial nas atividades tributárias e aduaneiras, reforçando o foco em gestão de riscos, automação e análise de dados fiscais.

Na prática, isso significa menor margem para erros em classificação fiscal, documentação e integração de sistemas. Com a consolidação da DUIMP, processos como enquadramento correto da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), análise prévia de anuências e utilização adequada de regimes especiais, como o Drawback, tornam-se decisivos para evitar custos extras, atrasos e autuações.

Programas como o Operador Econômico Autorizado (OEA) também ganham mais relevância em 2026. Empresas com processos alinhados às boas práticas de conformidade tendem a obter maior agilidade operacional e redução de riscos aduaneiros.

O presidente da ADAB alerta que o momento exige revisão preventiva dos processos internos.

“A principal recomendação é não esperar o problema aparecer. As empresas precisam revisar classificação fiscal, fluxos operacionais e integração aos novos modelos digitais, pois a tendência aponta para uma fiscalização cada vez mais preventiva, automatizada e integrada aos sistemas digitais do Portal Único”, afirma.

Ele também destaca a importância da integração tecnológica com o Portal Único Siscomex e da redução de processos manuais.

“Quem investe agora em tecnologia, capacitação e consultoria técnica profissional estará muito mais preparado para a fase definitiva da Reforma Tributária, a partir de 2027”, complementa.

Em um cenário de instabilidade logística global, fretes voláteis e fiscalização cada vez mais digitalizada, planejamento tributário, compliance e inteligência operacional passam a definir quais empresas avançam e quais perdem espaço no mercado internacional.

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Campinas

Operação da CPFL e Polícia Civil flagra fraude de energia em adega de Campinas próximo a CPFL

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Distribuidora encontrou adulteração em medidor de estabelecimento no Jardim Professora Tarcila; proprietário foi preso em flagrante durante a ação

A CPFL Paulista realizou nesta quinta-feira (20) uma operação para regularizar uma fraude no fornecimento de energia em uma adega da cidade. A ação contou com apoio da Polícia Civil após equipes da distribuidora identificarem indícios de furto de energia no estabelecimento, próximo a sede da CPFL.

Segundo a empresa, o imóvel operava com rede trifásica e o medidor permanecia ativo, mas apresentava adulterações em seus mecanismos internos, o que comprometia a medição correta do consumo.

A perícia técnica foi acionada para avaliar a irregularidade e o proprietário foi preso em flagrante. “Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirmou Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.

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De acordo com a distribuidora, fraudes e ligações clandestinas de energia — conhecidas popularmente como “gatos” — comprometem a segurança da rede elétrica, afetam a qualidade do fornecimento e colocam a população em risco.

Crimes que encarecem a energia
O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.

No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.

Tecnologias contra irregularidades

Além das denúncias feitas por consumidores, a CPFL Paulista tem ampliado o uso de tecnologias voltadas ao combate a fraudes e ligações clandestinas. Em 2025, a distribuidora destinou R$ 90,2 milhões para medidas de blindagem da rede elétrica.

Entre as soluções adotadas estão a instalação de caixas invioláveis em unidades com histórico de reincidência, medidores coletivos instalados no alto de postes e, no segmento industrial, conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.

“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, afirma o gerente.

SERVIÇO

Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.

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Campinas

A saúde não pode esperar: união regional e o fim da ambulancioterapia na RMC

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Por: Gustavo Reis, ex-prefeito de Jaguariúna

Há momentos na vida pública que não saem da nossa cabeça. Uma delas foi quando ouvi um relato que me marcou profundamente: um ex-prefeito me contou que, certa noite, diante da angústia de um cidadão que não encontrava atendimento especializado em sua cidade, ele mesmo entrou na ambulância. Cruzou a rodovia ao lado do paciente rumo a Campinas, sentindo na pele cada solavanco e cada minuto de incerteza. Aquele relato ficou ecoando em mim. Não era apenas sobre uma viagem; era sobre a falência de um sistema que obriga o elo mais fraco a peregrinar em busca de socorro, enquanto os hospitais da nossa metrópole operam no limite do desumano.

Hoje, como alguém que dedica décadas à vida pública e à nossa Região Metropolitana de Campinas (RMC), sinto que esse eco encontrou ressonância na voz das ruas. Andando e conversando com as pessoas, oportunidade que meu atual trabalho me proporciona, tenho ouvido o que elas falam sobre seus desejos de melhoria na saúde. É aqui, na ponta, onde as maiores verdades aparecem. E algumas ideias são sugeridas como uma solução distante e irreal, mas mal sabem que os desejos têm poder.

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E é bem nesse período, em que estamos vivendo o processo da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que o recado da população pulsa em mim: não podemos mais aceitar um sistema fragmentado. É por isso que defendo, com convicção técnica e urgência humana, a criação de um Consórcio Intermunicipal de Saúde para a RMC. Não é apenas uma ideia que vem da imaginação das pessoas, é uma ferramenta jurídica robusta, amparada pelas leis 8.080/90 e 11.107/05. Com o consórcio, as 20 cidades da nossa região deixam de ser ilhas isoladas para se tornarem um continente de proteção. Ele permite que as prefeituras dividam custos, realizem licitações conjuntas de medicamentos e, principalmente, compartilhem a responsabilidade pelos leitos de UTI e exames de alta complexidade. É o fim da “ambulancioterapia” e o início da gestão solidária.

Felizmente, essa luta já começou a dar frutos concretos. No último mês de abril, demos um passo histórico com o lançamento do edital de licitação para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas. Estamos falando de um investimento de R$ 553 milhões do Governo do Estado — uma vitória da articulação política que ajudei a construir enquanto presidi o Conselho de Desenvolvimento da RMC.

Este hospital não será apenas um prédio; será o coração de um novo Quarteirão da Saúde no Parque Itália. Serão 400 novos leitos que servirão como um porto seguro para as 20 cidades da região, desafogando de vez a Unicamp e o Mário Gatti. Ao lado do AME e do Mário Gattinho, o Hospital Metropolitano será a resposta estrutural ao sofrimento de quem hoje espera horas por uma vaga.

A política só faz sentido quando humaniza a vida. A união entre a infraestrutura que estamos construindo (o Hospital Metropolitano) e o modelo de gestão que precisamos adotar (o Consórcio) é o caminho para que nenhum prefeito — e, principalmente, nenhum cidadão — precise novamente entrar em uma ambulância por falta de esperança local. A saúde na RMC precisa ser uma rede que ampara, não um labirinto que confunde. Seguimos ouvindo as ruas, transformando relatos em editais e esperança em leitos.

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