Brasil
Ambev quer incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros para ajudar a combater a pobreza no País
Por meio do Bora, projeto de inclusão produtiva, serão oferecidos conhecimento, apoio financeiro e conexão para quem busca por trabalho ou oportunidades de crescimento; projeto conta com um edital aberto para organizações
A Ambev quer dar novas perspectivas de futuro para 5 milhões de pessoas nos próximos dez anos, ajudando brasileiros a enfrentarem a pobreza e apoiando quem busca por trabalho ou oportunidades de crescimento de seus negócios. Para isso, criou o Bora, programa de inclusão produtiva que vai atuar em três frentes: conhecimento, apoio financeiro e conexão.
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“O Bora é uma plataforma para a Ambev ajudar a incluir produtivamente milhões de brasileiros. Com o Bora conseguimos promover crescimento compartilhado e gerar impacto positivo”, explica a Vice-Presidente de Impacto Positivo e Relações Corporativas da Ambev para América do Sul, Carla Crippa.
Como o Bora vai funcionar?
O Bora está estruturado em três pilares: conhecimento, apoio financeiro e conexões.
No primeiro, serão disponibilizadas ferramentas de expansão e aperfeiçoamento de negócios para micros e pequenos empreendedores; e trilhas de conhecimento com foco no empreendedorismo e inclusão no mundo de trabalho para as comunidades. No segundo pilar, serão oferecidas soluções financeiras com programas de pontuação e opções personalizadas de microcrédito, além de bolsas de estudos. E, no terceiro, a Ambev coloca sua maior força: conexão com parceiros para networking, indicações de vagas e profissionais disponíveis por meio de plataforma virtual, gerando emprego e renda.
“Como empreendedor social, fico muito entusiasmado em colaborar com iniciativas como o Bora, esse projeto de inclusão produtiva que vai conectar pessoas com oportunidades de renda”, comenta Raull Santiago, ativista, empreendedor social e consultor da Ambev.
Dois projetos já estão em andamento: no Rio de Janeiro, por meio da parceria com o Instituto da Criança, o programa está treinando 1.000 jovens maiores de 18 anos para atuar em bares, restaurantes, hotéis e eventos e depois conectá-los com empresas do setor, aumentando as chances de conquistar um emprego; e, em Recife e São Luís, por meio da parceria com a Rede Mulher Empreendedora, está treinando 2 mil micros e pequenas empreendedoras que atuam com gastronomia.
Edital Bora
Além disso, a Ambev vai reconhecer 10 práticas de inclusão produtiva no Brasil por meio do 1° Prêmio Ambev de Inclusão Produtiva: Empreendedorismo e Empregabilidade, edital que oferece suporte financeiro a organizações que trabalham com inclusão produtiva. O apoio total é de R$200 mil reais, que serão distribuídos a 10 organizações (R$20 mil cada). As propostas podem ser enviadas até 17 de novembro e todas as informações, como critérios de seleção, estão disponíveis aqui.
Segundo dados do relatório Inclusão Produtiva e o Empreendedorismo da Era Digital, da Fundação Artemísia, 30,4% da população adulta brasileira exerce alguma atividade empreendedora, sendo que 9,9% são negócios consolidados, enquanto 21% são empreendedores iniciais, ou seja, em operação há 3,5 anos ou menos. Destes, 48,9% empreendem por necessidade. Por isso, a importância em estruturar projetos que possam auxiliar esses empreendedores a avançar é tão importante.
“O Bora reúne vários projetos que estão sendo pensados e estruturados para atender as demandas específicas do nosso ecossistema. Nós queremos que cada brasileiro e brasileira possa sonhar grande”, explica Carlos Pignatari, diretor de Impacto Social da Ambev.
Jornada de impacto positivo
O Bora integra uma sólida jornada de impacto social da Ambev, que busca combater a pobreza e gerar transformações em todo o ecossistema.
Neste ano, para ajudar a minimizar o desperdício e contribuir com a alimentação de 33 milhões de brasileiros que não têm o que comer, a Ambev fez uma parceria com a startup social Comida Invisível que vai conectar quem quer doar alimentos – neste caso, estabelecimentos como restaurantes, bares, mercados e supermercados – com quem precisa. Além disso, a companhia também participa com a doação dos alimentos de seu Centro de Distribuição. O projeto está sendo escalado para todo o país, podendo alcançar mais de 190 mil pontos de vendas parceiros da Ambev, além dos 97 centros de distribuição da companhia, que devem destinar 60 toneladas de alimentos às ONGs.
Outra ação de destaque nessa jornada é o VOA, programa de transformação social da Ambev focado em capacitar os responsáveis por organizações e negócios sociais para realizarem uma gestão mais eficaz. Criado em 2018, já soma mais de 10 milhões de pessoas impactadas e mais de 30 mil horas doadas por voluntários da companhia, que ofertam seu tempo e conhecimento para atuarem como mentores, lado a lado com as entidades parceiras.
Com foco na geração de renda e ampliação de oportunidades, a companhia se uniu à Pronto e Brasil ao Cubo, em abril, para levar curso profissionalizante em construção civil para mulheres em vulnerabilidade social, em Aquiraz, no Ceará. Em Maués, a Ambev mantém a Fazenda Santa Helena desde 1971, local onde a companhia desenvolve as melhores técnicas para o cultivo de Guaraná.
Incentivo ao empreendedorismo
Não é de hoje que a Ambev aposta no empreendedorismo. Com foco no crescimento compartilhado e no desenvolvimento sustentável, a Aceleradora 100+ conecta soluções de impacto positivo que estejam em linha com os compromissos socioambientais da Ambev. Desde a primeira edição do programa, mais de 60 startups foram aceleradas e R$15 milhões investidos em negócios parceiros.
Ano passado, a companhia fortaleceu também o seu ecossistema de fornecedores negros. Foram mais de 800 novos fornecedores liderados por profissionais negros cadastrados pela Ambev e mais de R$50 milhões movimentados em 2021. Neste ano, a previsão é de que esse valor ultrapasse os R$100 milhões nesses parceiros.
Além disso, a plataforma BEES impacta mais de 600 mil pequenos e médios empreendedores parceiros com a plataforma de conhecimento ‘Meu Negócio’, que disponibiliza conteúdos educativos gratuitamente.
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Brasil
Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal
O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.
Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.
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Brasil
Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR
Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias
A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.
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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.
Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.
“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.
“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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Brasil
Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil
Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País
Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.
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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.
Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.
Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.
“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.
Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.
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