Mundo
Governo dos EUA autoriza viagem de brasileiros que estudam no país
País flexibilizou restrições de viagens para estudantes e jornalistas
Brasileiros com visto de estudante válido e matriculados em instituições de ensino dos Estados Unidos poderão embarcar para o país norte-americano nos próximos meses. A ampliação das Exceções de Interesse Nacional (NIE, na sigla em inglês) foi assinada nesta segunda-feira, 26, pelo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
De acordo com as regras anunciadas, cidadãos brasileiros que tiverem visto de estudante válido, nas categorias F e M, e iniciarão os estudos nos EUA a partir de 1º de agosto deste ano, poderão viajar ao país sem consultar a embaixada ou os consulados no Brasil. No entanto, eles estão proibidos de chegar ao país mais de 30 dias antes do início das aulas.
Aqueles que necessitam obter um visto de estudante devem consultar o site da embaixada ou dos consulados mais próximos. As entrevistas de visto para as categorias dessa exceção devem ser retomadas em meados de maio de 2021 “se as condições permitirem”, diz o comunicado oficial do governo norte-americano.
Acadêmicos, jornalistas e outros também poderão se qualificar para uma Exceção de Interesse Nacional, incluindo aqueles com vistos válidos ou com a Autorização de Viagem (Esta). Tendo a NIE aprovada, os indivíduos podem viajar com um visto válido ou a autorização Esta, informou a embaixada.
Além do Brasil, outros países também foram qualificados pelo governo norte-americano para essas exceções, incluindo China, Irã, área de Schengen (que abrange países da União Europeia), Reino Unido, Irlanda e África do Sul. De acordo com o Departamento de Estado, os viajantes devem cumprir integralmente as regulamentações sanitárias nos EUA, e devem entrar em contato com as autoridades locais de saúde no país para mais detalhes. Os viajantes internacionais são obrigados a fazer um teste viral três dias antes do embarque e fornecer documentação por escrito do resultado de teste (papel ou cópia eletrônica) à companhia aérea.
O Departamento de Estado também informou que continuará a conceder as exceções para viajantes qualificados que procuram entrar nos EUA para fins relacionados a viagens humanitárias, resposta à saúde pública e segurança nacional.
Desde o ano passado, os EUA mantém restrição à entrada de brasileiros no país para evitar a disseminação do novo coronavírus. Pelas regras que estavam vigentes até esta flexibilização a estudantes, só podiam embarcar em um voo do Brasil para o país os próprios cidadãos dos Estados Unidos, residentes permanentes legais (portadores de green card), familiares imediatos de cidadãos norte-americanos e algumas categorias específicas.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil celebrou a decisão dos norte-americanos.
“A decisão, que responde às diferentes gestões realizadas em Brasília e em Washington pelo Ministério das Relações Exteriores, atende parcialmente a pleito de estudantes brasileiros que se encontravam impossibilitados de estudar nos EUA, inclusive em razão da suspensão dos serviços rotineiros de emissão de vistos pelas repartições consulares americanas no Brasil, à luz da pandemia da covid-19”, diz o comunicado.
Na nota, o Itamaraty também recomenda que os estudantes consultem os portais eletrônicos da embaixada e dos consulados dos EUA no Brasil, para obter informações adicionais e atualizadas, verificar prazos, agendar atendimentos e outras providências.
Ainda de acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro manterá diálogo permanente com autoridades americanas para, “na medida do possível e em conformidade com as exigências de natureza sanitária”, buscar soluções para outros casos especiais de nacionais brasileiros impossibilitados de viajar aos EUA, em função da pandemia.
Fonte: Governo dos EUA autoriza viagem de brasileiros que estudam no país (ebc.com.br)
Mundo
ADAB alerta empresas da região de Campinas para impactos das eleições e do cenário internacional
Região movimentou mais de US$ 6,8 bilhões em exportações e importações entre janeiro e maio de 2026; entidade recomenda que empresas antecipem análise de riscos e oportunidades
As eleições gerais deste ano e as transformações no cenário internacional colocam novos fatores de atenção para empresas que atuam no comércio exterior. Na região de Campinas, onde exportações e importações movimentaram mais de US$ 6,8 bilhões entre janeiro e maio de 2026, a recomendação da Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB) é que empresas não esperem a definição do cenário político para avaliar riscos, oportunidades e possíveis impactos sobre suas operações.
Segundo o estudo Balança Comercial das Diretorias Regionais do CIESP, divulgado em maio deste ano, as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo movimentaram US$ 66,6 bilhões em corrente de comércio nos cinco primeiros meses de 2026, resultado 3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O dado indica o volume total das transações comerciais do Brasil com outros países, independentemente da balança comercial ser positiva ou negativa.
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Campinas manteve posição de destaque nesse cenário, com US$ 1,47 bilhão em exportações e mais de US$ 5,4 bilhões em importações. Entre os principais produtos exportados pela região estão máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos e artigos de borracha, setores que evidenciam a diversidade e a relevância da indústria regional para as operações internacionais.
Para a ADAB, o volume movimentado pela região reforça a importância de as empresas acompanharem antecipadamente fatores que podem interferir no ambiente de negócios, como mudanças regulatórias, políticas comerciais, relações entre países, variações cambiais, custos logísticos e condições de fornecimento.
Em um cenário de mudanças no ambiente internacional e de eleições no Brasil, a empresa que atua no comércio exterior precisa trabalhar com planejamento e informação. “Não se trata de esperar o resultado das urnas para depois avaliar os impactos. É importante acompanhar muito antes as discussões e possíveis mudanças que possam afetar custos, operações, fornecedores e mercados”, afirma Valter Rezende de Oliveira, presidente da ADAB.
Para o presidente da entidade, empresas que atuam no comércio exterior na região devem aproveitar o período que antecede as eleições para revisar operações. “Contratos, fornecedores, mercados de destino e origem, custos e procedimentos de compliance, e as discussões relacionadas às políticas econômicas e comerciais. Tudo o que influencia na sua produção e comercialização”, pontua.
A recomendação vale especialmente para empresas que possuem participação significativa de produtos importados em suas cadeias produtivas ou que dependem das exportações para seus resultados.
Despachante consultor pode apoiar empresas
Diante desse contexto, o despachante aduaneiro pode atuar de forma estratégica junto a importadores e exportadores, contribuindo para a análise dos procedimentos aduaneiros, identificação de riscos, planejamento das operações e acompanhamento das mudanças que impactam o comércio exterior.
“Hoje, o papel do despachante aduaneiro é de um consultor. O profissional rá compreender a operação da empresa e contribuir para que importadores e exportadores tomem decisões com o máximo de informações e segurança possíveis”, destaca Valter Rezende de Oliveira.
Texto: Práxis Mídia e Conteúdo
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Mundo
Noruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo
Classificação foi definida com gol de Haaland na reta final; duelo contra a Seleção Brasileira reúne gerações em confronto decisivo
A Noruega será a adversária da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio nesta terça-feira 30, após vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, em um duelo equilibrado decidido apenas na reta final do segundo tempo.
Os noruegueses abriram o placar ainda na etapa inicial com Antonio Nusa e conseguiram controlar boa parte do confronto. No entanto, a Costa do Marfim reagiu após o intervalo e chegou ao empate com Amad Diallo, após boa jogada individual, recolocando os africanos no jogo.
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O empate levou a partida para um cenário de pressão dos dois lados, com chances para ambas as seleções. Quando o confronto se encaminhava para a prorrogação, a Noruega voltou a ficar em vantagem.
Aos 41 minutos do segundo tempo, Patrick Berg encontrou Erling Haaland dentro da área, e o atacante marcou o gol que definiu a vitória por 2 a 1 e garantiu a classificação norueguesa.
Nos acréscimos, a Costa do Marfim ainda teve uma última oportunidade em cobrança de falta de Diallo, mas o goleiro Ørjan Nyland fez uma defesa espetacular e assegurou o resultado.
Com a classificação, a Noruega enfrentará o Brasil, que avançou após derrotar o Japão por 2 a 1 de virada. O confronto colocará frente a frente a Seleção pentacampeã mundial e a geração liderada por Haaland e Martin Ødegaard em busca de uma vaga nas quartas de final.
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Mundo
Copa do Mundo pode intensificar casos de dependência em apostas esportivas, alerta psiquiatra
Pesquisa revela que 37% dos brasileiros pretendem fazer apostas no Mundial; Especialista explica sinais de dependência e destaca impactos emocionais e financeiros do transtorno
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, com início marcado para 11 de junho, e o aumento da exposição às plataformas de apostas esportivas, especialistas alertam para os impactos que o jogo pode causar na saúde mental e financeira da população. O fácil acesso por meio do celular e a forma como as apostas são divulgadas contribuem para a popularização da prática, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Segundo dados da Kantar, 77% dos consumidores brasileiros pretendem acompanhar o torneio. A pesquisa também aponta que 37% dos brasileiros afirmam que pretendem apostar durante o evento esportivo. Entre os tipos de apostas preferidos estão resultado das partidas (51%), número de gols (26%), campeão da Copa (18%), lances específicos (10%) e artilheiro do torneio (8%).
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Para o médico psiquiatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), William Augusto, o principal sinal de alerta é a perda de controle sobre a frequência e os valores apostados. “O indivíduo passa a apostar de forma compulsiva e pode utilizar o jogo para lidar com sentimentos negativos. Isso cria um ciclo perigoso em que a pessoa tenta recuperar perdas financeiras apostando novamente, perdendo e se frustrando”, explica.
Uma parcela desses apostadores já apresenta comportamento de risco ou problemático. De acordo com a pesquisa “Raio X do Investidor Brasileiro”, divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o percentual de pessoas que fazem apostas em bets no país passou de 14%, em 2023, para 17%, em 2025.
Entre os apostadores, 11% já são classificados como jogadores problemáticos, condição em que o hábito de apostar passa a comprometer a vida pessoal, financeira ou profissional. Além disso, o estudo aponta que 28% encontram-se em uma faixa de risco moderado para o desenvolvimento de dependência.
O levantamento também mostra um aumento da associação das apostas ao entretenimento e à emoção. O percentual de pessoas que afirmam sentir emoção ao apostar passou de 25%, em 2023, para 27%, em 2025. Já aqueles que enxergam as bets como uma forma de diversão passaram de 26% para 32% no mesmo período. Segundo o especialista Dr William Augusto, essa percepção pode contribuir para a banalização dos riscos relacionados ao jogo.
Quando o comportamento se torna compulsivo, os impactos podem atingir diferentes áreas da vida. O transtorno pode provocar isolamento social, irritabilidade, ansiedade, depressão e dificuldades financeiras. Em casos mais graves, pessoas deixam de pagar contas básicas, fazem empréstimos e comprometem relações familiares.
O Dr William Augusto reforça que o termo mais adequado é “dependência”, e não “vício”, já que o problema não deve ser tratado como falha moral. “Estamos falando de um transtorno ligado ao controle dos impulsos, que afeta o funcionamento do cérebro e compromete a capacidade de controle do indivíduo”, afirma.
De acordo com o psiquiatra, períodos de grande exposição às apostas, como durante a Copa do Mundo, podem agravar quadros já existentes. Por isso, ele recomenda atenção aos primeiros sinais de descontrole e busca precoce por ajuda psicológica ou psiquiátrica. “A maioria dos pacientes procura atendimento apenas quando o quadro já está muito grave. Quanto antes houver percepção do problema, maiores são as chances de tratamento”, finaliza.
Guia de Cuidado
O Dr William Augusto participou do processo de elaboração do “Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas”, lançado pelo Ministério da Saúde em 15 de janeiro de 2026. O material tem como objetivo orientar profissionais da saúde mental e da atenção primária no atendimento a pacientes com transtorno do jogo.
O docente de medicina da UniMAX integrou a equipe responsável por revisar e aprimorar o material. O guia está disponível gratuitamente para download no site do Ministério da Saúde e integra as publicações voltadas à qualificação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O material oferece orientações sobre identificação, acolhimento e condução dos casos no sistema público de saúde.
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