Entretenimento
Du Gabbiadini mantém presença no top 10 da F4 Júnior após etapa de recuperação no Campeonato San Marino
Piloto de kart de Ribeirão Preto mostrou poder de reação na 4ª etapa da competição, em Paulínia (SP), e segue entre os dez melhores da categoria
Eduardo Gabbiadini, de 13 anos, disputou a 4ª etapa do Campeonato San Marino 2026, realizada no último sábado, 09, em Paulínia. O piloto, natural de Ribeirão Preto, encerrou a rodada em 8ª lugar na F4 Júnior, conquistando a 9ª colocação na classificação geral e se mantendo entre os dez melhores pilotos da categoria.
Du Gabbiadini garantiu a quinta posição na tomada de tempos, confirmando a evolução apresentada nos treinos. Na primeira corrida, manteve-se competitivo no pelotão principal, mesmo após perder algumas posições na metade da prova. Nas voltas finais, recuperou a concentração e ganhou uma posição, recebendo a bandeirada em oitavo.
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Na segunda prova, o piloto demonstrou maturidade e poder de recuperação mais uma vez, após tomar um toque no meio da corrida que o fez cair para a 14ª colocação. Mantendo o foco, ele iniciou uma sequência de ultrapassagens e recuperou quatro posições até o encerramento da prova, terminando em décimo.
“Foi uma etapa difícil, mas consegui me recuperar da perda de concentração nas duas corridas e somar pontos importantes. Estou aprendendo a cada prova e fico feliz de continuar no top 10 do campeonato”, ressaltou.
História no Kartismo
Du Gabbiadini iniciou sua trajetória no rental kart, onde rapidamente se destacou pela condução limpa, boa leitura de pista e rápida adaptação.
No fim de 2024, passou a intensificar sua formação técnica sob orientação do piloto e instrutor Rodrigo Pacetta. Já em 2025, estreou nas competições de rental kart e, pouco depois, realizou seu primeiro teste com kart profissional em Paulínia (SP), sendo avaliado por Alain Sisdeli, piloto multicampeão da modalidade.
Ainda em 2025, tornou-se piloto federado pela Confederação Brasileira de Automobilismo e iniciou sua trajetória no Campeonato San Marino, além de avançar sua adaptação aos karts com motor 2 Tempos.
Em 2026, Gabbiadini segue em desenvolvimento na categoria F4 Júnior, competindo no Circuito Paulista de Kart e no Campeonato San Marino, como forma de se preparar para o Campeonato Brasileiro de Kart 2026, a ser realizado em novembro, em Birigui (SP).
Foto: Fernando Camargo
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Entretenimento
Fórmula Vee estreia em Cascavel com rodada dupla do Campeonato Paulista de Automobilismo
Categoria disputa as 6ª e 7ª etapas da temporada no Autódromo Zilmar Beux, de 15 a 18 de outubro, em sua primeira participação na cidade pelo campeonato
A Fórmula Vee estreia com rodada dupla na cidade de Cascavel (PR) nesta sexta-feira, 16, pelo Campeonato Paulista de Automobilismo. As provas da 6ª e 7ª etapas da temporada serão realizadas nos dias 16 e 18 de outubro, levando os monopostos da categoria ao tradicional Autódromo Zilmar Beux.
A estreia em Cascavel representa, também, uma oportunidade para a Fórmula Vee ampliar sua presença no automobilismo nacional e apresentar a categoria a um novo público. O tradicional circuito paranaense é considerado um dos mais velozes, tradicionais e desafiadores do automobilismo brasileiro, com 3.058 metros de extensão e sentido anti-horário, com um traçado reconhecido pelas altas velocidades e pelo desafio que proporciona aos pilotos. Entre os pontos de maior destaque está o chamado “bacião”, uma das curvas mais exigentes do circuito, pois é feita em declive.
Para o organizador e sócio da Fórmula Vee, João Pedro Morato, a estreia representa um momento importante para a categoria e para os pilotos.
“Estamos muito animados para levar a Fórmula Vee pela primeira vez ao Campeonato Paulista, em Cascavel. É um autódromo tradicional, de alta velocidade e que exige bastante dos pilotos, então será um desafio novo para todos. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade importante de mostrar a Fórmula Vee em uma pista que tem uma história muito forte no automobilismo brasileiro. Esperamos um grande evento e uma etapa marcante para a categoria”, destaca.
Reta final da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
A programação de Cascavel faz parte da reta final da temporada 2026 da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo. A etapa começou com dois treinos livres oficiais e tomada de tempos classificatória, na quinta-feira (15). As duas primeiras corridas, referentes à 6ª etapa, serão realizadas nesta sexta (16) e as últimas provas da 7ª etapa acontecem no domingo (18).
Depois da passagem pelo Paraná, a competição terá sua rodada final no Autódromo de Interlagos, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, encerrando a temporada da modalidade no Paulista de Automobilismo.
SERVIÇO
6ª e 7ª etapas da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
Quando: 15 a 18 de outubro de 2026
Local: Autódromo Zilmar Beux – Cascavel PR
Atividades:
6ª etapa – 16/10 (sexta-feira)
Corrida 1 – 7h35
Corrida 2 – 13h05
7ª etapa – 18/10 (domingo)
Corrida 1 – 7h30
Corrida 2 – 15h05
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Entretenimento
Mês das crianças: exposição imersiva leva famílias a uma viagem pela história da Grande Muralha da China em Campinas
Em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, atração gratuita reúne tecnologia, interatividade e experiências sensoriais para aproximar crianças e adultos da cultura chinesa
Que tal aproveitar o mês das crianças para fazer um passeio que une cultura, diversão e conhecimento? Em Campinas, a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, oferece uma experiência diferente para famílias que buscam opções gratuitas de lazer e entretenimento. Com projeções, mapas digitais, instalações interativas, sons, aromas e texturas, a mostra convida crianças, jovens e adultos a conhecer um dos maiores símbolos da história e da cultura chinesa de uma maneira envolvente e sensorial.
Criada pela YDreams Global, a exposição transforma a visita em uma viagem por séculos de história, sem sair da cidade. Ao longo do percurso, o público conhece as origens e as transformações da Grande Muralha durante diferentes dinastias chinesas, além de descobrir curiosidades sobre a Rota da Seda e a importância da construção para a cultura da China.
Mais do que observar imagens e acompanhar informações históricas, os visitantes são convidados a interagir com os conteúdos e explorar a exposição por diferentes sentidos. Projeções em grande escala, recursos audiovisuais e mapas digitais se combinam a instalações que podem ser tocadas e sentidas, tornando a experiência especialmente interessante para o público infantil.
A proposta é aproximar as crianças da história e de outras culturas de forma lúdica, despertando a curiosidade e incentivando novas descobertas. Para os adultos, a visita também é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e vivenciar uma experiência cultural em família.
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Outro destaque é a acessibilidade. A exposição conta com conteúdos em braille, elementos táteis e instalações que permitem explorar a mostra pelo toque, ampliando as possibilidades de participação de diferentes públicos.
“Quando falamos em democratizar o acesso à cultura, precisamos pensar também em como cada pessoa pode vivenciar uma experiência cultural. A acessibilidade faz parte desse compromisso. Queremos que o Instituto CPFL seja um espaço aberto, em que diferentes públicos possam se aproximar da arte, da história e do conhecimento com autonomia e por diferentes caminhos. Uma exposição que pode ser vista, ouvida, tocada e sentida amplia essas possibilidades e torna essa experiência ainda mais significativa”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.
A mostra integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa cultural do Instituto CPFL que, desde 2016, promove a aproximação entre os dois países por meio de atividades ligadas à arte, à filosofia, à música, à literatura e a outras manifestações culturais. Em 2026, a programação ganha um significado especial ao fazer parte das celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.
Além da visitação gratuita e espontânea, escolas e instituições podem agendar visitas guiadas, com percursos organizados de acordo com as características de cada grupo. A atividade é uma alternativa para ampliar o contato de crianças e jovens com a história e a cultura por meio de uma experiência educativa e interativa.
Para as famílias que procuram uma programação diferente neste mês das crianças, a exposição é uma oportunidade de aprender, explorar e se divertir juntos. A visitação segue até 31 de outubro, no Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.
Serviço
Exposição “A Grande Muralha da China”
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: até 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e feriados.
Visitas guiadas: disponíveis para escolas e instituições, mediante agendamento.
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Entretenimento
Dores invisíveis vividas pelos médicos podem se transformar em problemas perceptíveis de saúde
Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, rotina clínica, expectativas sobre a medicina, entre outros fatores, tendem a desencadear problemas graves de saúde
A comunicação de más notícias diante da avaliação de um diagnóstico, o relacionamento com pacientes críticos combinado com excesso de trabalho, pressão por consultas mais rápidas e remunerações nem sempre justas são algumas situações na prática médica que convergem para o que a ciência chama de dores invisíveis. “Mas nem sempre o especialista habituado a investigar, diagnosticar, tratar e acompanhar desfechos clínicos dos pacientes percebe que suas dores invisíveis, quando acumuladas, podem evoluir para dores perceptíveis”, afirma o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica.
A opção pela medicina, e posteriormente a escolha de uma especialidade específica, segundo Daniel Buttros, também presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), são motivadas por um ideal. “Ainda na faculdade, no entanto, o futuro médico não é preparado para o impacto emocional que a profissão exige, tampouco pela pressão por um status de doutor”, ressalta.
Ao avaliar as motivações para a carreira, a escolha da especialidade e as atitudes em relação à atenção primária entre estudantes do 1º ao 4º ano de uma faculdade norte-americana de medicina, estudo publicado pela revista BMC Medical Education constatou que o idealismo diminuiu durante a formação médica. Em contrapartida, o emprego e a segurança profissional ganharam importância, a dívida estudantil passou a pesar mais na escolha da especialidade e as atitudes negativas em relação à atenção primária aumentaram.
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A deterioração do idealismo durante a formação médica também foi objeto de estudo em uma publicação apresentada pela Medical Teacher. A investigação observou que o chamado currículo informal, que contempla conversas, exemplos e experiências cotidianas, assim como o currículo oculto, ou “o que a cultura ensina sem dizer” a partir de normas, hierarquias, valores e comportamentos tolerados, estiveram presentes em todos os níveis de formação. No entanto, o estudo mostrou que entre os estudantes havia a percepção de que algumas especialidades eram privilegiadas em detrimento de outras. “Os entrevistados também notaram que hierarquias eram reforçadas e comportamentos não profissionais poderiam ser normalizados”, destaca Buttros.
No exercício da medicina, o mastologista observa que “cada paciente que sai de um atendimento leva um pouco do médico em termos de esperança e deixa um pouco da dor dela no consultório”. Esta realidade profissional, que acaba que se fundindo com a vida pessoal, quase sempre vem acompanhada de consequências. Em muitas situações, as dores invisíveis podem resultar, como destaca o especialista, em fadiga de compaixão, que é o estado de tensão e preocupação relacionado à exposição repetida ao sofrimento e ao trauma dos pacientes. O burnout, relacionado às condições e ao ambiente de trabalho, também é um quadro possível.
Daniel Buttros enumera outras manifestações advindas das dores invisíveis. “Há a ‘hiperativação’, caracterizada por hipervigilância, que coloca o médico em alerta mesmo fora do hospital.” Na chamada “evitação”, o profissional tende a se afastar de situações e experiências emocionalmente difíceis do cuidado. “Uma terceira manifestação é a ‘revivência’. São pensamentos persistentes ou intrusivos sobre experiências difíceis.”
As dores invisíveis requerem dos médicos uma atenção precoce de que algo pode se transmutar em dores perceptíveis. “Fadiga de compaixão e burnout, por exemplo, podem ser prevenidos e tratados”, diz o mastologista. “Cuidar da regulação emocional, estabelecer uma rotina voltada à saúde física, ter um tempo fora do trabalho, praticar mindfulness e lançar mão de estratégias de resiliência são mais que indicados.”
Por fim, Daniel Buttros ressalta que as dores invisíveis são muito presentes e de difícil mensuração entre os profissionais da medicina. E conclui: “Os médicos não necessitam carregar um castelo nas costas. Precisam, sim, buscar cuidado e entender que situações vividas na carreira pedem acolhimento.”
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