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Cultura

Menos deslocamento redefine o morar nas cidades

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Busca por proximidade impulsiona bairros completos como o Nova Campinas e orienta novos projetos urbanos em Campinas

Reduzir o tempo de deslocamento deixou de ser um desejo e passou a ser uma decisão prática na vida dos brasileiros. Segundo o último estudo encomendado pela Serasa Experian, 78,1% dos trabalhadores já consideraram ou tomaram medidas para diminuir o tempo gasto no trajeto até o trabalho. O dado revela uma mudança consistente de comportamento e ajuda a explicar por que morar perto da rotina diária se tornou prioridade.

Esse novo estilo de vida, mais orientado à conveniência e ao ganho de tempo, já impacta diretamente o mercado imobiliário. A escolha do endereço passa a considerar não apenas o imóvel em si, mas o entorno, a mobilidade e a oferta de serviços, redesenhando o mapa urbano das grandes cidades.

Em Campinas, esse movimento se materializa em regiões como o Nova Campinas. Tradicional e já consolidado, o bairro passou por transformações relevantes nos últimos anos, impulsionadas por mudanças na política de zoneamento que ampliaram as possibilidades de uso e favoreceram a verticalização. Com isso, a região se expandiu, ganhando não apenas novos empreendimentos residenciais, mas também mais comércios e serviços estratégicos.

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Esse avanço contribui diretamente para a rotina de quem vive, trabalha ou circula pela região, ao concentrar diferentes soluções no mesmo território e reduzir a necessidade de deslocamentos longos. É nesse contexto que a EBM Desenvolvimento Imobiliário investiu no Wide Nova Campinas, empreendimento no bairro, alinhado a esse comportamento contemporâneo de viver mais perto de tudo.

Os dados reforçam essa transformação. Levantamento recente do Creci Regional Campinas aponta que bairros com infraestrutura completa, mobilidade facilitada e ampla oferta de serviços registram aumento expressivo na demanda por imóveis, chegando a cerca de 30% em regiões com esse perfil. O Nova Campinas se destaca como um dos principais exemplos dessa valorização.

Ao aprofundar o olhar sobre o comportamento dos trabalhadores, o estudo da Serasa Experian revela nuances importantes. Entre os entrevistados, 21,3% consideraram mudar de residência para reduzir o deslocamento, enquanto 20,5% pensaram em trocar de emprego pelo mesmo motivo. Ao mesmo tempo, 43,3% afirmam preferir trabalhar perto de casa e 25,8% valorizam locais com fácil acesso ao transporte público.

Outro dado relevante mostra que o tempo de deslocamento atual também influencia essa percepção: 34,5% dos trabalhadores levam entre 15 e 30 minutos para chegar ao trabalho, o que, especialmente em cidades grandes e contextos metropolitanos, indica que trajetos mais curtos já são uma realidade desejada e, sempre que possível, preservada.

A pesquisa também evidencia uma mudança geracional. Profissionais mais jovens são os mais propensos a tomar decisões concretas para reduzir deslocamentos, o que aponta para uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos e continuar influenciando o mercado imobiliário.

Esse comportamento se traduz diretamente na forma como novos empreendimentos são pensados. Mais do que localização, o mercado passa a integrar soluções que ampliam a autonomia do morador no próprio espaço, reduzindo a necessidade de sair de casa para atividades cotidianas.

Nesse cenário, o Wide Nova Campinas, que vai atender 44 famílias, surge como um exemplo claro dessa evolução. O empreendimento foi concebido com uma infraestrutura completa, reunindo áreas de lazer, convivência, bem-estar e até espaços que permitem conciliar trabalho e rotina no próprio condomínio. Piscinas, espaço fitness, áreas gourmet, coworking e ambientes pensados para diferentes momentos do dia reforçam essa proposta de um morar mais funcional e integrado.

Somado a isso, o entorno do bairro amplia ainda mais essa experiência, com restaurantes, clínicas, mercados e serviços diversos a poucos minutos de distância, criando uma combinação que favorece uma vida mais prática e com menos deslocamentos.

“O momento atual exige que o mercado imobiliário entenda profundamente os hábitos contemporâneos. As pessoas querem praticidade, querem ganhar tempo. Nos nossos projetos, olhamos com atenção para isso ao oferecer áreas de lazer, wellness e convivência que se integram ao entorno. A ideia é que o morador tenha quase tudo o que precisa perto, liberando tempo para a família, estudos ou lazer”, afirma Marcos Túlio, diretor de operações da EBM.

O executivo destaca que essa lógica orienta a atuação da empresa. “Estamos constantemente estudando como desenvolver projetos mais alinhados à vida moderna. Nossa expansão passa por essa curadoria, buscando entregar mais conforto, estrutura e contribuir com o desenvolvimento das regiões onde atuamos.”

Além da praticidade, há ganhos em segurança e bem-estar. Menos tempo em trânsito significa menor exposição a riscos e mais previsibilidade na rotina. Ao mesmo tempo, bairros completos fortalecem o senso de comunidade e incentivam uma vida mais equilibrada.

Na prática, o conceito de qualidade de vida urbana está sendo redefinido. Se antes o foco estava no tamanho do imóvel, hoje o valor está no tempo, na conveniência e na proximidade. Em cidades como Campinas, esse movimento já é realidade. E tudo indica que, cada vez mais, morar melhor será sinônimo direto de se deslocar menos.

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Cultura

Império de Casa Verde apresentará o samba-enredo através das redes sociais nessa sexta, 24

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O Império de Casa Verde anuncia com entusiasmo o lançamento oficial do samba-enredo “Sob o céu do interior, brilha o sonho caipira. Jaguariúna: a Capital Country do Brasil”, obra que será apresentada nesta sexta-feira, 24, através das redes sociais da escola.

A composição, assinada por Andre Diniz, Arlindinho, Evandro Bocão, Darlan e Fabiano Sorriso, segue o padrão de excelência dos últimos anos, mantendo a tradição de sambas encomendados que exaltam a força cultural e a identidade das homenagens propostas pela agremiação.

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O prefeito de Jaguariúna, Davi Neto, não esconde a expectativa. “Estamos ansiosos para conhecer essa obra que vai embalar a homenagem à nossa cidade. Tenho certeza de que será um marco para Jaguariúna e para todos que carregam orgulho de nossas raízes.”

Já o presidente do Império de Casa Verde, Fábio Leite, garante que a emoção será arrebatadora. “Os componentes imperianos e a população de Jaguariúna vão se arrepiar com o samba que será apresentado. É uma celebração que une tradição, paixão e respeito à história da cidade.”

Com este lançamento, o Império de Casa Verde reafirma sua vocação de unir música, cultura e emoção em um espetáculo que promete ecoar nos corações de todos os apaixonados pelo carnaval.

O Império de Casa Verde, abrirá a segunda noite dos desfiles do grupo especial no sábado, 6 de fevereiro.

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Cultura

Otrovertidos

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Por: Carol Pepe – Proprietária da Okahoma Import
e do Ok Coworking em Jaguariúna

Esses dias li uma reportagem que falava sobre pessoas otrovertidas. Este assunto me fez pensar muito e desejei trazer aqui uma reflexão.

Antes de iniciar, porém, gostaria de ressaltar que quaisquer informações que trago serão baseadas em pesquisas pela internet e pensamentos pessoais. Apesar de ser formada em psicologia transpessoal, não atuo como terapeuta.

Também, ressalto que dificilmente uso IA para escrita de textos, portanto estejam prontos para ver erros humanos e opiniões que podem ser alteradas com o tempo (somos — ou ao menos deveríamos ser — seres mutáveis, em constante evolução).

Para iniciar este artigo, acho importante ressaltar o que já pode ser de conhecimento geral:
Introvertido – é uma pessoa que costuma focar energia em seu próprio mundo interior. Não é necessariamente tímida, mas precisa de tempo a sós. Tem preferência natural por ambientes mais tranquilos e com menos estímulos externos, é mais reservada, geralmente ouve mais do que fala.

Extrovertido – é aquele que “recarrega” sua bateria socialmente, costuma ter mais facilidade em se comunicar, gosta de interações sociais. É, frequentemente, mais caloroso e expansivo.
Ambivertido – é aquele que possui um equilíbrio entre ser introvertido e extrovertido. Fica bem sozinho, mas também se diverte em eventos sociais, transitando entre as duas situações, dependendo do contexto.

Então, o que são otrovertidos?

Enquanto o ambivertido se encaixa bem tanto como introvertido como extrovertido, de acordo com o contexto, os otrovertidos não se encaixam em nenhum dos padrões. Embora consigam socializar, possuem um forte senso de independência, preferem vínculos profundos e costumam sentir que não pertencem totalmente a grandes grupos ou dinâmicas coletivas.

Preferem as trocas no um a um a eventos sociais que possam ser considerados superficiais.
Os otrovertidos conseguem interagir bem, mas mantêm seu pensamento independente e raramente sofrem do “efeito manada” para buscar pertencimento. Necessitam de momentos de isolamento e solitude. Muitas vezes, sentem-se deslocados em eventos sociais, como se fossem observadores conscientes (e não parte integrante).

O termo foi “cunhado” pelo Dr. Rami Kaminski, psiquiatra norte-americano que fundou o “The Otherness Institute”, em Nova Iorque.

Otrovertidos, ainda que participem de eventos sociais, não costumam se afiliar a grupos específicos (como clubes, religiões ou partidos políticos, por exemplo). Geralmente, possuem crenças e pensamentos individuais que não se alinham a conjuntos de regras muito engessadas. Têm dificuldade em manter amizades que exijam presença física com constância, o que não quer dizer que não mantenham relações profundas com as pessoas com quem tem afinidade verdadeira.

Ainda que o site do Dr. Kaminski diga que são características incomuns, cada vez mais indivíduos estão se identificando com essa definição.

Aqui entra minha reflexão. Existe um número crescente de pessoas cansadas de cultivar relações superficiais e conversas rasas. Todos nós mantemos essas relações sociais, faz parte cultural de quem somos como povo. Porém, como muitos se sentem deslocados dos movimentos que a “manada” faz, acabam se isolando ou entrando na onda do que todos estão fazendo para se sentirem aceitos e pertencentes.

Existem, porém, indivíduos dispostos a fazer diferente, a ter conversas profundas e até mesmo de concordar em discordar. Como exemplo, posso citar que podemos continuar amigos, tendo conversas inteligentes e reflexivas, ainda que não tenhamos as mesmas filosofias de vida, as mesmas crenças religiosas ou a mesmas visões políticas. Muitos de nós estamos saturados do mundo polarizado e das opiniões prontas, entregues pela mídia ou pelas redes sociais.

Há um grupo cada vez maior de pessoas dispostas a “discutir” (no bom sentido) e se permitir mudar de opinião conforme evolui em seus conceitos e conhecimentos. E ainda que não mudemos nosso ponto de vista, estamos prontos para tentar entender o outro. Isso não se dá através de palestras onde um fala e todos ouvem, ou de eventos onde ninguém se escuta porque a música está alta demais ou há tanta gente falando ao mesmo tempo que não dá para ouvir ninguém. São nos pequenos grupos, nas conversas tranquilas, regadas a café ou vinho (ou qualquer outra bebida de sua preferência), nas opiniões que podemos dar sem julgamento, para aqueles que ouvem e realmente prestam atenção.

Acredito que existem muitas pessoas buscando esse tipo de conexão, algumas talvez nem saibam o que estão procurando. Alguém precisa organizar essa bagunça e chamar para o primeiro café. Eu começo. Vamos?

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Cultura

Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai

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Ortopedista explica os reais motivos dessa sensação e como diminuir o desconforto nessa época  

Basta os termômetros anunciarem a chegada do frio para muitas pessoas relatarem que o corpo começa a reclamar: dores articulares, musculares e até aquela sensação de que está “tudo travado”. O mais comum é que regiões do pescoço, costas, joelhos e mãos sejam afetadas pelo desconforto.

Quem já convive com doenças como artrose, lesões, doenças reumatológicas ou idosos, costuma perceber essa mudança de forma ainda mais intensa. O médico ortopedista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dr. Marcos Paulo Sales, diz que essa sensação não é mito, é uma reação esperada nessa época.

“Quando a temperatura cai os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo a circulação em algumas regiões do corpo, principalmente nas extremidades. Além disso, o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, pode se tornar mais viscoso em temperaturas mais baixas”, explica.

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Esses dois fatores são os pilares da dor e desconforto, principalmente em idosos, que por consequência da idade geralmente apresentam problemas de circulação. No decorrer dos anos, os vasos sanguíneos e linfáticos passam pelo processo de envelhecimento, o que compromete a elasticidade e eficiência deles.

“No frio, os vasos sanguíneos se contraem para manter o calor em seu funcionamento normal. Mas, no caso dos idosos, esse sistema de contração e vasodilatação para manter ou dissipar o calor, não funciona mais tão perfeitamente, pois os vasos vão perdendo a elasticidade”, esclarece o médico.

Outro fator importante é que, no frio, tendemos a nos movimentar menos e a ficar com a postura encolhida. A redução da atividade física favorece a rigidez muscular e articular, o que contribui para o desconforto e a má postura pode aumentar o risco de torcicolos e dores nas costas.

Como aliviar os sintomas

A atividade física, mesmo em dias mais frios, ajuda a aquecer o corpo e melhorar a circulação e os alongamentos aliviam a rigidez muscular. “Também é importante não ficar muito tempo na mesma posição, o que é bastante comum nessa época. O uso de roupas adequadas para ajudar a manter o calor é fundamental, mesmo durante a prática de exercícios”, alerta o ortopedista da UniMAX.

Uma dica simples, que pode fazer a diferença é o velho e bom escalda-pés.  Uma bacia com água quente ajuda a aquecer as extremidades e a relaxar a musculatura, trazendo conforto. “Esse recurso pode ser muito interessante, mas deve ser feito sempre com o intuito de aquecer e manter a temperatura, ou seja, quando a pessoa estiver já em casa, ou antes de dormir. Hoje também temos aquecedores e até colchões e cobertores com sistema de aquecimento, que podem trazer bem-estar para idosos e pessoas acamadas”, pontua Sales.

E algo que não se pode esquecer é a hidratação, que também afeta a circulação. Nessa época, aproveitar para incluir na dieta sopas e caldos, pode ser uma boa medida para aumentar a ingestão de líquidos e aquecer o corpo.

Para o ortopedista, o segredo para evitar as dores é a disciplina e pequenos ajustes: “Passar pela estação mais fria do ano com conforto e sem dores exigem estratégias simples que podem ser incluídas em todas as rotinas”, conclui.

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