Brasil
Fim de ano com segurança: especialista alerta para prevenção de afogamentos de crianças em piscinas, banheiras e ambientes aquáticos
Docente de Enfermagem da UniFAJ explica a cadeia de prevenção ao afogamento e orienta pais e cuidadores para cuidados durante festas e confraternizações
Com a chegada das festas de fim de ano e o aumento de encontros em casas com piscina, chácaras, praias e clubes, o risco de afogamento infantil cresce de maneira significativa. Dados do Boletim Epidemiológico 2025, divulgados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), mostram que afogamento é a segunda causa de morte de crianças com idades entre 1 e 4 anos no país e pode ocorrer de forma rápida, silenciosa e até mesmo em poucos
centímetros de água.
Segundo o docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Luiz Fernando Fogaça, o principal fator para evita
acidentes é a prevenção, considerada o primeiro elo da cadeia de sobrevivência
no afogamento. Ele ressalta que prevenir envolve ensinar a criança a nadar, garantir a supervisão constante e jamais deixá-la sozinha próxima a qualquer quantidade de água acima da altura da cintura, incluindo piscinas, baldes grandes, caixas d’água, lagos e até banheiras utilizadas para banho.
O professor reforça que muitos acidentes graves ocorrem justamente em situações cotidianas e aparentemente inofensivas. Um dos exemplos mais comuns é quando responsáveis deixam o bebê na banheira por instantes para atender o telefone ou realizar outra tarefa rápida. Fogaça alerta ainda que um dos erros mais comuns é acreditar que nada acontecerá em apenas alguns
segundos. “Uma mãe que deixa o bebê na banheira para atender o telefone, por exemplo, pode voltar e encontrar a criança já submersa. A desatenção é o maior erro”, enfatiza.
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O especialista destaca que o atendimento adequado a um caso de afogamento segue uma sequência fundamental conhecida como cadeia de sobrevivência. O primeiro elo é a prevenção, o segundo é o reconhecimento rápido de que a criança está se afogando e o terceiro é acionar o serviço de emergência adequado. Ele explica que o Corpo de Bombeiros, acionado pelo 193, é o órgão responsável por retirar vítimas da água, enquanto o SAMU, no 192, atua após a remoção.
“Muita gente não sabe, mas é o 193 — e não o 192 — que deve ser acionado primeiro. O SAMU não entra na água, quem realiza o resgate é o Corpo de Bombeiros. Quanto mais tempo a criança permanece submersa, maior será o grau do afogamento e maior o risco de óbito”, esclarece. Outra dica, segundo o especialista, enquanto o serviço de emergência é acionado, pode ser importante jogar um objeto flutuante para que a pessoa que esteja se afogando
tente se manter apoiado ao objeto até o Corpo de Bombeiros chegar.
Após o acionamento, quando e se houver segurança, a remoção imediata da vítima da água é essencial. A partir disso, identifica-se o grau do afogamento, que varia entre níveis leves e gravíssimos. Conforme explica o docente, quanto maior o grau, mais complexa é a situação clínica, especialmente nos níveis quatro, cinco e seis, que aumentam substancialmente o risco de morte.
As consequências variam desde ingestão leve de água até danos pulmonares, hipóxia, que é a falta de oxigênio nos tecidos ou células do corpo, e complicações neurológicas graves. Ele também explica a diferença entre afogamento “molhado”, em que há ingestão significativa de água nos pulmões, e o afogamento “seco”, quando ocorre fechamento da epiglote, impedindo a entrada de ar e levando à insuficiência respiratória, mesmo sem grande volume de água aspirada. Em alguns casos, crianças chegam vivas ao hospital, mas podem apresentar complicações tardias, como broncoaspiração.
Fogaça reforça que, especialmente nas festas de fim de ano, quando todos estão distraídos com conversas, música e confraternizações, a supervisão precisa ser reforçada e compartilhada entre os adultos presentes. Ele destaca que redobrar a atenção, ensinar crianças sobre segurança aquática e garantir que alguém saiba acionar socorro e prestar suporte básico de vida são atitudes que podem evitar tragédias. “Prevenção salva vidas. Estar atento, não se afastar e saber acionar o serviço correto fazem toda a diferença”, conclui o professor.
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Brasil
Engenharia transforma
Por Vinicius Marchese
A engenharia transforma. Transforma ideias em soluções, projetos em obras e desafios em oportunidades de desenvolvimento.
É por meio da engenharia que estradas conectam cidades, sistemas de saneamento levam saúde às comunidades, redes de energia impulsionam a economia e projetos urbanos melhoram a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.
No Brasil, os desafios são imensos. Somos um país continental, com profundas desigualdades regionais e demandas crescentes por infraestrutura e serviços públicos de qualidade. Nesse cenário, a engenharia tem um papel decisivo: transformar necessidades em soluções concretas capazes de melhorar a vida da população.
Na administração pública, a presença da engenharia qualificada desde o início dos processos é fundamental. Projetos bem estruturados, elaborados por profissionais tecnicamente preparados, são o primeiro passo para que obras e políticas públicas sejam executadas com eficiência, segurança e responsabilidade com os recursos públicos. Quando o planejamento falha, surgem atrasos, desperdícios e, muitas vezes, obras inacabadas que prejudicam diretamente a sociedade.
Quando a engenharia é valorizada, os resultados aparecem. Obras são concluídas no prazo, os investimentos são melhor aplicados e os benefícios chegam à população em forma de mobilidade, desenvolvimento econômico, qualidade ambiental e melhores condições de vida.
Nesse contexto, iniciativas voltadas ao diagnóstico e ao acompanhamento da infraestrutura nacional tornam-se ainda mais relevantes. Um exemplo é o InfraBR, uma plataforma criada para avaliar e monitorar a infraestrutura brasileira de forma ampla e transparente. A ferramenta reúne dados, indicadores e análises que ajudam a compreender a realidade do país e identificar prioridades para investimentos e melhorias.
Com informações organizadas e acessíveis, o InfraBR contribui para qualificar o debate público e apoiar gestores, profissionais e instituições na tomada de decisões mais estratégicas. Afinal, planejar bem é parte essencial do processo de transformação que o Brasil precisa.
Fortalecer a engenharia é fortalecer a capacidade de transformar o país. Significa investir em conhecimento técnico, valorizar profissionais qualificados e garantir que as grandes decisões sobre infraestrutura sejam baseadas em planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo.
Porque quando a engenharia é valorizada, o Brasil avança. E quando o Brasil avança, a vida das pessoas se transforma.
Vinicius Marchese
Presidente licenciado do Confea – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia
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Brasil
Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta segunda-feira, 30.
Caiado afirmou que pretende adotar medidas com o objetivo de reduzir a polarização política no país, defendendo uma agenda voltada à pacificação nacional. Segundo ele, o cenário político brasileiro pode ser menos dividido com a atuação de lideranças que não estejam diretamente inseridas em disputas polarizadas.
Ao comentar sobre o cenário eleitoral, Caiado declarou que o principal desafio não é apenas vencer uma eleição, mas governar de forma eficiente e consolidar um projeto político duradouro no país. Ele também destacou que determinados grupos políticos já perderam força em estados como Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
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Ao abrir o anúncio, Kassab classificou a decisão pelo pré-candidato como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente.
Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido como pré-candidato após uma disputa interna com outros governadores, incluindo Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que desistiu da corrida na semana anterior.
Após a definição, Eduardo Leite declarou estar insatisfeito com a decisão do partido, afirmando que ela contribui para a continuidade de um cenário político polarizado. Em resposta, Caiado afirmou que ainda não conversou com o colega, mas reconheceu sua capacidade administrativa e destacou que governar exige equilíbrio e resultados, mencionando inclusive os desafios enfrentados por Leite em seu estado.
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Brasil
Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28
Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil envia, até esta quinta-feira, 26, 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.
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Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.
PÚBLICO-ALVO — A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.
A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.
A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.
CENÁRIO — Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.
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