Campinas
Falsa médica presa em Campinas atendeu time de futebol, cobrava até R$400 por consulta e era contratada de empresa
Mulher, que é formada em farmácia, atendia a domicílio e prescrevia exames e remédios controlados há pelo menos dois anos
Uma falsa médica presa em Campinas chegou a atuar em um time de futebol de Amparo e era contratada de uma empresa. A informação é da Delegacia de Investigação Gerais (DIG) da metrópole, que investigou a mulher e efetuou a detenção na semana passada.
Simone Martins Ferreira, que é formada em farmácia, passou por audiência de custódia na terça, 23, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. As informações foram obtidas com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo.
A mulher de 44 anos utilizava, há pelo menos dois anos, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) da médica dermatologista Simone de Abreu Neves Salles, que é professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). A mulher chegou a ser presa por resistência em agosto de 2022 durante um cumprimento mandado de busca e apreensão, mas pagou fiança e foi liberada.
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De acordo com a Polícia Civil, a falsa médica chegou a ser contratada para realizar exames e acompanhou os jogadores do Amparo Athletico Clube, que equivale, atualmente, à quarta divisão do futebol estadual. Entre os materiais apreendidos com ela, estava uma credencial da Federação Paulista de Futebol (FPF).
O presidente da equipe afirmou que se surpreendeu ao ficar sabendo da notícia. “Ela atuou no clube desde março deste ano, onde fez exames em atletas, acompanhou a equipe em alguns jogos. Eu como presidente sou responsável e estou à disposição da Polícia Civil para banir essas pessoas dos nossos meios e esclarecer também que o Amparo foi vítima”, afirmou Luciano Antonacci.
O contrato com ela foi encerrado depois que a equipe perdeu uma partida por W.O – quando acontece a ausência de uma das equipes – por conta do atraso da falsa médica. Além disso, ela também era contratada de uma empresa do ramo de saúde ocupacional desde 2020, durante a pandemia da Covid-19. Foi a própria companhia que identificou uma inconformidade no contrato e alertou o Conselho Regional de Medicina (Cremesp).
“Eu achei muito estranho, porque eu nunca exerci a minha profissão fora do meu estado e, se a gente faz isso, temos que pagar o registro do CRM nos dois estados”, disse Simone de Abreu Neves Salles à EPTV, que já estava ciente que a falsa médica estava usando seu nome e número de CRM para aplicar os golpes e denunciou a mulher ao Ministério Público, além de registrar boletim de ocorrência.
“Ela falsificou minha carteirinha do CRM, com o nome dos meus pais errado. Fiquei aliviada que ela parou de provocar riscos aos pacientes, mas eu fiquei de mãos atadas, porque eu não tenho poder de polícia”, completou.
Como ela atendia?
A falsa médica fazia atendimento a domicílio na região de Campinas e prescrevia exames e remédios. Ela chegava a cobrar entre R$300 e R$400 por consulta.
“Por ser formada em farmácia, ela tinha um conhecimento médico, mas deveria ter se limitado apenas à sua formação”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Luiz Fernando Dias de Oliveira.
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A polícia apreendeu com a mulher receituários de controle especial, carimbos, equipamentos médicos, insumos, seringas, e a credencial da FPF. O advogado de defesa afirmou à EPTV que está se inteirando da situação, mas confirmou que ela não era médica.
A investigação
O delegado afirmou que foi muito difícil chegar até a falsa médica porque ela mudava constantemente de endereço, o que deu a entender que não atendia mais fisicamente. Na segunda-feira, uma mulher pediu para que uma policial acompanhasse um atendimento ao pai dela e, por isso, foi possível fazer o flagrante no momento em que ela assinava e carimbava uma receita.
“A policial civil notou quando ela se apresentou e passou a qualificação. Aí ela entrou em contato com outros agentes, que confirmaram a identidade da falsa médica e se deslocaram ao local. A mulher encerrou o atendimento e foi presa em flagrante. Ela se apresentou como médica, apresentou as credenciais, prescreveu, aferiu pressão, e acabou carimbando e assinando um receituário. Todos os elementos do exercício ilegal da medicina caracterizaram o flagrante”, disse Oliveira.
Além de prestar atendimento a domicílio, Simone também tinha uma suposta empresa de home care (cuidado em casa, na tradução do inglês), terceirizava alguns serviços e repassa o valor que recebia aos profissionais. A polícia agora vai investigar se essas pessoas sabiam que ela era uma falsa médica.
A mulher foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato tentado e exercício ilegal da medicina. Ela foi transferida para a Cadeia Pública de Paulínia.

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Campinas
Em Campinas, Ipem-SP realizará verificação de radares
O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo promover a confiança nas relações de consumo, fará verificação metrológica na próxima segunda-feira, 24 de agosto, a partir das 9h, nos radares instalados nos seguintes endereços em Campinas, cidade localizada a 99 km da capital. Serão eles:
– Avenida Theodureto de Arruda Camargo, próximo ao nº 1.500, sentido centro;
– Avenida Theodureto de Arruda Camargo, próximo ao nº 1.499, sentido centro;
– Avenida das Amoreiras, próximo à rua Itapecerica da Serra, sentido bairro;
– Avenida Dermival Bernardes Siqueira, próximo ao Condomínio Lugano, sentido bairro.
Diariamente, o Ipem-SP realiza a verificação metrológica dos radares, instrumentos utilizados para medir e registrar velocidade destinados ao monitoramento do trânsito, em todo o Estado de São Paulo. Conforme a portaria Inmetro 158/2022, é obrigatória a verificação metrológica uma vez por ano ou toda vez que o equipamento passar por reparo.
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Os radares de velocidade têm o objetivo de reforçar a segurança viária através do monitoramento constante de vias e rodovias, prevenindo acidentes e contribuindo para a proteção do cidadão, fazendo com que os condutores respeitem o limite de velocidade permitido.
A verificação metrológica no radar leva de 20 minutos até uma hora. A ação envolve os fiscais do Ipem-SP e a equipe da empresa responsável pelo instrumento.
Em caso de chuva, a verificação é cancelada. O cancelamento também pode ocorrer poucas horas antes do agendado, conforme solicitação dos agentes de trânsito ou empresa responsável pelo equipamento.
Caso o equipamento seja aprovado, recebe um certificado válido por um ano. Quando há reprovação a empresa fabricante é notificada a corrigir o erro.
Em caso de excesso de velocidade, para aplicação de multas, o equipamento precisa estar verificado pelo Ipem-SP.
A ação será realizada pela equipe de fiscalização da regional em Campinas.
Em 2025, o Ipem-SP verificou 8.624 radares nos 645 municípios que compõem o Estado de São Paulo.
Interessados em acompanhar a verificação dos radares devem acionar a Assessoria de Imprensa do instituto.
A verificação metrológica
O radar, expressão em inglês radio detection and rangig, é um aparelho que localiza objetos a longa distância utilizando ondas eletromagnéticas. Possui antena emissora/receptora de ondas de rádio que se propagam até atingirem o alvo, retornando ao radar. A diferença de tempo de ida e de volta da onda determina a distância ou a velocidade do objeto. Portanto, nem todos os medidores de velocidade que chamamos de “radar” são radares de fato. Veja:
Medidor por radar propriamente dito: transmite e recebe ondas contínuas na faixa de micro-ondas, propiciando a medição da velocidade do veículo alvo através do efeito Doppler.
Medidor óptico: projeta um feixe de luz (laser) no veículo alvo, e a medição é feita pelo processamento da energia por ele refletida.
Medidor de sensores de superfície: utiliza sensores instalados na superfície da via que detectam a passagem do veículo. A medição é feita em função do tempo de passagem do veículo entre dois sensores cuja distância entre eles é fixa e conhecida.
Em geral, os medidores são constituídos por:
– Dispositivo de detecção, que identifica as distâncias necessárias para o cálculo da velocidade dos veículos.
– Dispositivo de medição, constituído por micro processador e software que capta os dados do sistema de detecção e efetua o cálculo da velocidade.
– Dispositivo de processamento, constituído por um processador e software dedicado ao controle do sistema.
– Dispositivo de armazenamento, que registra e armazena os dados referente à medição.
– Dispositivo de registro óptico, constituído por câmera fotográfica ou de vídeo capaz de identificar o veículo.
Os medidores podem ser fixos, portáteis (tipo pistola), móveis (instalados em veículos em movimento) ou estáticos (sobre suporte que pode ser deslocado de um ponto para outro). No Estado de São Paulo é o Ipem-SP que fiscaliza todos esses instrumentos e verifica se apresentam medições corretas. A verificação dos instrumentos em operação é feita uma vez ao ano (verificação periódica), ou sempre que sofrem manutenção ou transferência de local de instalação (verificação eventual).
As verificações metrológicas são realizadas com a utilização de uma viatura oficial, dotada de medidor de velocidade de alta precisão previamente calibrado (padrão). Os ensaios são realizados em cinco velocidades diferentes. Após a passagem da viatura pelo medidor, os resultados registrados pelo seu sistema fotográfico são confrontados com os resultados obtidos pelo padrão do Ipem-SP.
Os medidores aprovados recebem um laudo técnico com validade para um ano. Se forem reprovados, a empresa responsável pelo medidor é autuada e o equipamento é interditado.
Vale lembrar que para as multas emitidas em função dessas medições serem legítimas, o medidor de velocidade precisa ter sido verificado e aprovado pelo Ipem-SP, e estar dentro do prazo de validade. Para saber se o medidor de velocidade está dentro da validade, acesse o Portal de Serviços do Inmetro nos Estados (PSIE). Acesse https://servicos.rbmlq.gov.br
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Campinas
Prefeito de Morungaba participa de reunião da RMC que debate inovação e ações contra extremos climáticos
O prefeito de Morungaba, Luis Fernando Miguel, juntamente ao diretor de Planejamento, Marcel Assis, participou, na terça-feira, 18, da reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (CDRMC), realizada no espaço Mescla, no Campus 1 da PUC-Campinas. O encontro reuniu prefeitos e representantes dos municípios da região para discutir propostas de integração regional nas áreas de tecnologia, inovação, meio ambiente e enfrentamento aos eventos climáticos extremos.
Um dos principais assuntos da reunião foi a proposta apresentada por Campinas para a criação de um hub regional de tecnologia e inovação, com o objetivo de integrar os municípios da RMC e fortalecer o ambiente de ciência, tecnologia, empreendedorismo e atração de novos investimentos.
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A proposta prevê que os municípios avaliem a adoção de legislações e iniciativas que favoreçam a instalação e o desenvolvimento de empresas de tecnologia e inovação. Campinas também se colocou à disposição para compartilhar experiências e modelos de legislação relacionados a incentivos e ambientes de inovação, como a chamada lei de sandbox.
Durante a reunião, o prefeito de Campinas e presidente do Conselho da RMC, Dário Saadi, destacou a importância da atuação conjunta dos municípios para consolidar a região como um polo de tecnologia e inovação.
Para o prefeito Luis Fernando Miguel, a participação de Morungaba nas discussões do Conselho da RMC reforça a importância da integração entre os municípios e do planejamento conjunto de ações que possam contribuir para o desenvolvimento regional.
Outro tema de destaque foi a prevenção e o enfrentamento dos extremos climáticos, especialmente diante da chegada do fenômeno El Niño. Especialistas apresentaram aos representantes dos municípios informações sobre os possíveis impactos do fenômeno, incluindo períodos de temperaturas elevadas, ondas de calor, riscos de incêndios e a possibilidade de ocorrência de temporais intensos.
A orientação apresentada durante o encontro foi para que os municípios fortaleçam seus protocolos de prevenção e resposta, ampliando a integração entre as equipes de Defesa Civil e demais setores envolvidos na gestão de riscos.
Entre as iniciativas discutidas está a ampliação da atuação conjunta dos municípios da RMC em situações de emergência, com estruturas móveis de apoio, Centros de Operações de Emergência (COEs), monitoramento meteorológico e protocolos integrados para o combate a incêndios.
Morungaba já integra ações de cooperação regional, como o protocolo conjunto entre Campinas, Itatiba e Morungaba na região do Pico das Cabras, voltado ao apoio às operações de combate a incêndios.
Também foi apresentado o funcionamento do radar meteorológico da Unicamp, em operação desde dezembro de 2025 e com cobertura de até 100 quilômetros, além da implantação, por Campinas, de uma rede de 21 estações meteorológicas, das quais cinco já estão em funcionamento.
A reunião reforçou a importância da cooperação entre os municípios da Região Metropolitana de Campinas para a construção de soluções conjuntas, tanto no estímulo ao desenvolvimento econômico e tecnológico quanto na prevenção e resposta aos desafios ambientais e climáticos que afetam a região.
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Campinas
Voluntariado empresarial ganha força e mobiliza colaboradores da CPFL em Campinas
No ano declarado pela ONU como o Ano Internacional do Voluntariado, iniciativa reforça movimento de empresas que ampliam o engajamento de colaboradores em ações de impacto social
Agosto, mês do voluntariado, chama a atenção para um movimento que vem ganhando força também dentro das empresas. Em São Paulo, o crescimento do número de organizações que apoiam práticas voluntárias mostra como o engajamento dos colaboradores com as comunidades e o terceiro setor tem conquistado espaço no ambiente corporativo.
Em Campinas, a CPFL Energia é um dos exemplos desse movimento. Neste sábado (15), cerca de 100 voluntários estarão mobilizados no bairro Monte Cristo, de Campinas/SP, para mais uma edição do Dia de Semear. A ação acontece na AMIC (Associação dos Amigos da Criança) e terá atividades de revitalização e integração com a comunidade.
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A programação inclui pintura, jardinagem, melhorias na infraestrutura e oficinas lúdicas, além de brincadeiras para as crianças da AMIC. A ação conta ainda com a parceria da Hamburgada do Bem, organização que se soma ao esforço coletivo para ampliar o impacto da iniciativa, fortalecendo uma rede de solidariedade capaz de gerar transformação social duradoura.
Mobilização que gera impacto
O Programa Semear, responsável pela realização do evento, já reúne mais de 2 mil voluntários e atua em parceria com 69 instituições sociais. Somente em 2026, foram mais de 50 ações realizadas, beneficiando 4.800 pessoas em diferentes cidades.
Durante agosto, o Dia de Semear acontece em várias localidades, ampliando uma mobilização que transforma a disposição dos colaboradores em ações concretas nas comunidades.
Esse avanço acompanha uma tendência observada no ambiente corporativo. “Com base em Censos e estudos, notamos que vem crescendo o voluntariado empresarial no estado de São Paulo. Nos últimos anos, aumentou cerca de 30% o número de empresas
apoiando essas práticas voluntárias, entendendo a importância dessa conexão com a comunidade ou terceiro setor de maneira relevante”, explica Roberta Nunes Barbosa, gerente executiva da ABRH-SP.
Para Roberta, os benefícios também se refletem dentro das organizações. Pesquisas mostram que o voluntariado contribui para desenvolver competências profissionais, como liderança, comunicação, empatia e tolerância, além de fortalecer o sentimento de pertencimento e o orgulho de fazer parte da empresa. “É uma iniciativa que gera impacto social, mas também ajuda a fortalecer a cultura interna e a formar profissionais mais engajados e conscientes do seu papel na sociedade”, completa.
“O Dia de Semear é a expressão mais visível de um movimento que acontece ao longo de todo o ano. Mobilizamos colaboradores, familiares, parceiros e instituições em ações que fortalecem as comunidades e ampliam oportunidades para quem mais precisa. É uma iniciativa que transforma os territórios, mas que também transforma as pessoas que participam dela”, destaca Natalia Tadokoro, gerente de sustentabilidade da CPFL Energia.
Programa Semear: voluntariado que conecta e transforma
Integrado à estratégia ESG da CPFL Energia, o Programa Semear conecta colaboradores e parceiros para gerar valor compartilhado com as comunidades em sua área de concessão. Além de mobilizar milhares de voluntários, fortalece vínculos comunitários e contribui para o desenvolvimento de competências e relações que ampliam o impacto social da companhia.
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