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Eleições 2026: presidente do TRE-SP reforça ordem de votação dos cargos, uso da colinha e proibição do celular nas urnas

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O desembargador Encinas Manfré falou à imprensa após demonstração do fluxo de votação para o 1º turno, em 4 de outubro; Tribunal também divulgou norma contra derrame de santinhos


O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Encinas Manfré, concedeu entrevista a jornalistas, nesta quinta (24), para dar orientações ao eleitorado sobre o 1º turno das Eleições 2026, que ocorre daqui a 10 dias, em 4 de outubro, das 8h às 17h (horário de Brasília). Em coletiva à imprensa, o magistrado chamou a atenção para a ordem de votação dos cargos em disputa, destacando os dois votos para o Senado, e incentivou o eleitor a preparar a colinha de papel com os números dos candidatos antes de ir às urnas para reduzir eventuais filas nas seções eleitorais. Ainda fez um alerta importante sobre o celular, que não pode entrar na cabina de votação para garantir o sigilo do voto.

A coletiva do presidente ocorreu após a demonstração do fluxo de votação para jornalistas. Em uma seção eleitoral cenográfica montada na sede do TRE-SP, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral fizeram o papel de mesários e eleitores para simular vários procedimentos para a votação, como a identificação do eleitor com e sem biometria e o uso do e-Título. Antes do evento, o corregedor regional eleitoral e vice-presidente do Tribunal, desembargador Roberto Maia Filho, divulgou o projeto Eleições Sustentáveis e e o novo provimento da Corregedoria sobre prevenção, fiscalização e repressão ao derramamento de santinhos em ruas e espaços públicos, principalmente perto dos locais de votação, na véspera e no dia da votação.

Atenção a dois votos para o Senado
O desembargador Encinas Manfré reforçou que, nas eleições de outubro, as eleitoras e os eleitores escolherão dois votos para o cargo de senador e que, para evitar filas e para que a votação seja ágil, é importante o uso da colinha eleitoral. “A recomendação é para que levem uma anotação, uma colinha, um papel com a ordem de votação e os números dos que elegeram para voto.”

Em seguida, o presidente do TRE-SP reafirmou a proibição do celular na cabine de votação. “O eleitor se dirigirá à seção, conforme foi exposto aqui, irá deixar o celular na mesa e irá votar sem o celular”, destacou. A entrada na cabine com aparelhos eletrônicos, como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento que faça gravações, ainda que desligados, é terminantemente proibida. A restrição, prevista na Lei das Eleições e na Resolução TSE nº 23.736/2024 (art. 108), tem como objetivo preservar o sigilo do voto.

Por fim, o desembargador disse ter confiança de que a votação ocorrerá, mais uma vez, de forma segura e tranquila. “As forças de segurança estão alinhadas conosco para o dia da votação. Estamos atentos, evidentemente, e acredito que tudo se desenvolverá satisfatoriamente.” O presidente assegurou que a eleição está sendo planejada de forma coordenada com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “para que haja liberdade, segurança e tranquilidade para o exercício do voto”.

Barra de progresso na urna e local de votação
A secretária de Planejamento Estratégico de Eleições (Seplan) do Tribunal, Regina Ruffino, também orientou eleitoras e eleitores sobre novidades em relação à urna eletrônica, como a barra de progresso, funcionalidade que auxilia o eleitor no acompanhamento da votação. “Ela vai mostrar para qual cargo a eleitora ou o eleitor está votando. Isso também aparece no terminal do mesário. Caso exista alguma dificuldade, o mesário pode orientar sobre qual cargo está votando. Como são seis votos, é importante que a gente tenha esse acompanhamento.”

Ela ressaltou o funcionamento do aplicativo e-Título na véspera e no dia da votação. “Em relação ao e-Título, ele não vai estar disponível para ser baixado no dia da votação. Orientamos também que quem ainda não baixou, baixe até a véspera da eleição.”

A consulta prévia ao local de votação foi outro tópico relevante, abordado com o objetivo de evitar transtornos. “Pode ser que o local tenha mudado de endereço, você pode estar se confundindo, então é importantíssimo fazer essa consulta prévia.” Mais de 34,1 milhões de pessoas (21,4% do eleitorado nacional) estão aptas a votar em São Paulo, que possui mais de 11 mil locais de votação (com cerca de 104 mil seções eleitorais) nos 645 municípios do estado.

“Seu Voto Importa” amplia acessibilidade
A secretária também destacou o programa “Seu Voto Importa”, que fornece transporte gratuito a eleitores e eleitoras com deficiência e mobilidade reduzida no dia da eleição. O projeto é uma parceria com prefeituras municipais e as inscrições estão abertas até 27 de setembro.

Derrame de santinhos
Para intensificar o combate ao derrame dos populares santinhos na véspera e no dia da eleição, a Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) de São Paulo publicou uma norma disciplinando a prevenção, fiscalização e repressão ao lançamento desse tipo de material de propaganda nas ruas e outros espaços públicos — principalmente no entorno dos locais de votação.

A secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições, Regina Ruffino, deu orientações para o dia da votação
 

A medida foi apresentada à imprensa pelo corregedor regional eleitoral e vice-presidente do TRE-SP, desembargador Roberto Maia Filho, durante reunião com representantes de partidos políticos, realizada nesta quinta (24), no plenário do TRE-SP. A norma busca preservar a regularidade do pleito, manter a limpeza das vias e reduzir a poluição ambiental decorrente da prática, considerada crime. Ainda leva em consideração o risco à livre circulação e a segurança do eleitorado, em especial idosos e pessoas com mobilidade reduzida, devido a casos de acidentes e quedas provocadas pelo acúmulo dos panfletos nas ruas.

De acordo com o Provimento CRE-SP nº 2/2026, antes do pleito, os Juízos Eleitorais devem realizar reuniões com o Ministério Público, órgãos de segurança, representantes do Executivo, Legislativo, guardas municipais, dirigentes de partidos, candidatos, além de outros agentes públicos, para planejar ações contra o derramamento de papéis no chão. Conforme o documento, as ações de fiscalização, preservação de provas e limpeza urbana dos logradouros podem ocorrer inclusive durante a madrugada que antecede o pleito.

Reforço na fiscalização
Servidores da Justiça Eleitoral, fiscais da propaganda, administradores de locais de votação e outros auxiliares que constatarem o derrame de santinhos estão autorizados a fotografar e filmar o local de forma a permitir a visualização da extensão do material lançado e a identificação de candidatas, candidatos, partidos, federações ou coligações constantes da propaganda, além do horário e local.

Haverá o recolhimento de amostras do material e a lavratura de auto de apreensão e laudo de constatação simplificados por servidor com fé pública. Após a coleta de provas e registro do incidente, equipes de limpeza urbana serão acionadas para a imediata retirada do material. Segundo a CRE-SP, cabe ao Juízo Eleitoral adotar as providências cabíveis ao cumprimento integral do provimento e o estrito cumprimento da legislação.

Crime eleitoral
O derrame ou a anuência com o derrame de material impresso de propaganda no local de votação ou nas vias próximas, ainda que realizado na véspera da eleição, configura propaganda irregular e pode caracterizar crime eleitoral, conforme o art. 19, parágrafo 7º, Resolução TSE nº 23.610/2019. O TRE-SP produziu uma cartilha que mostra o que pode e o que não pode na campanha eleitoral.

No dia da eleição, a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos, de suas candidatas ou seus candidatos (inclusive derrame de santinhos) constitui crime, podendo resultar em detenção de 6 meses a 1 ano, ou prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de R$ 5.320 a R$ 15.961,50.


Projeto Eleições Sustentáveis
O nosso Tribunal tem desde 2022 uma campanha chamada projeto ‘Eleições Sustentáveis’. Esse material pode e deve ser doado para reciclagem. Além de se evitar algo pernicioso, se faz algo que beneficia pessoas que vivem dessa atividade aqui no Brasil. Portanto, esse material pode e deve ter uma destinação nobre, exatamente oposta àquilo que nós estamos tentando evitar que continue a acontecer”, afirmou o corregedor.

Já o presidente do TRE-SP expressou a expectativa de que a apresentação sobre o projeto Eleições Sustentáveis surta efeito, “sobretudo, com a conscientização dos candidatos”. O desembargador Encinas Manfré também declarou que é compartilhado por toda a sociedade o interesse para que as campanhas se desenvolvam “da forma mais transparente e em cumprimento estrito da lei”.

Fluxo de votação
A organização da fila de votação obedece à ordem de chegada, respeitando as prioridades previstas em lei. A preferência absoluta é assegurada aos eleitores com mais de 80 anos, que têm prioridade sobre os demais, independentemente do horário de chegada.

Iniciando o processo, o fluxo começa na mesa receptora. O eleitor deve apresentar um documento oficial com foto e informar o número do CPF ou do título ao presidente da seção, que fará a identificação no Terminal do Mesário. Na sequência, o nome e um número sequencial serão exibidos no terminal e utilizados para localizar o eleitor no Caderno de Votação.
 

Depois dessa etapa, é feita a identificação biométrica. O eleitor posiciona o dedo polegar ou o indicador no sensor, que pode ser acionado até quatro vezes em caso de falha na leitura. Quando a biometria é reconhecida, não é necessário assinar o Caderno de Votação.

Se a digital não for reconhecida ou não estiver cadastrada, o presidente da mesa confere os dados, o ano de nascimento e segue os procedimentos indicados no Terminal do Mesário. Nesse caso, o eleitor assina o Caderno de Votação antes de ser habilitado para votar.

Antes de se dirigir à cabina de votação, a eleitora ou o eleitor deverá desligar o celular e colocá-lo, com seus demais pertences eletrônicos, no local previamente indicado pela mesa receptora de votos 

Liberado o acesso à urna, começa a sequência de seis votos
Após a liberação para o acesso à urna eletrônica, inicia-se a sequência de seis votos. O primeiro passo é a escolha para deputado federal, que exige a digitação de 4 dígitos. Na tela, o eleitor deve conferir o número, o nome, a foto e o partido do candidato antes de pressionar “CONFIRMA” Em seguida, é a vez do deputado estadual, cujo número tem 5 dígitos. O procedimento se repete: digitação, conferência dos dados e confirmação do voto.

A terceira e a quarta escolhas são para o Senado. Como duas vagas estarão em disputa, o eleitor fará dois votos diferentes para o cargo. Em cada uma das telas, deverá digitar os 3 dígitos correspondentes ao candidato escolhido e confirmar após conferir as informações apresentadas pela urna. É preciso atenção neste momento, pois os dois votos para senador não podem ser destinados ao mesmo candidato. Se o eleitor repetir o número na segunda votação, o segundo voto será automaticamente anulado pela urna eletrônica.


Além disso, a votação para senadores é estadual, o que significa que cada eleitor só pode votar em candidatos que concorrem pelo seu estado de domicílio eleitoral. Ou seja: eleitoras e eleitores de São Paulo só poderão votar em candidaturas ao Senado registradas no estado. Votos eventualmente digitados para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados.

Depois do Senado, a votação segue para governador, com 2 dígitos, e termina com presidente da República, também com 2 dígitos. Em ambos os casos, a urna mostra os dados da candidata ou do candidato antes da confirmação.

Depois do último voto, a tela exibe a palavra “FIM”, indicando que a votação foi encerrada. Ao sair da cabine, deve pegar o comprovante da votação com os mesários antes de deixar a seção.

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Brasil

Avanço da IA muda perfil profissional e aumenta pressão por regras nas empresas

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Estudo do Top Employers mostra que 32% das empresas certificadas Top Employers no Brasil já testam práticas de IA responsável e aponta governança e supervisão humana como desafios da nova fase

A corrida pela inteligência artificial entrou em uma nova etapa. Depois de conquistar espaço como ferramenta para produzir textos, analisar dados e automatizar tarefas, a tecnologia avança para sistemas capazes de coordenar processos, tomar decisões e executar etapas inteiras do trabalho com menor intervenção humana. A mudança, que reacendeu entre as próprias empresas de tecnologia o debate sobre segurança, controle e supervisão, começa a produzir uma segunda discussão dentro das companhias: quais decisões podem ser delegadas à IA e quais precisam continuar necessariamente sob responsabilidade de pessoas?

No Brasil, esse movimento encontra um mercado que experimenta a tecnologia em ritmo acelerado. Dados do Top Employers Institute, em recorte brasileiro da HR Best Practices Survey 2026, mostram que 32% das empresas certificadas analisadas no país estão em fase piloto de práticas de inteligência artificial responsável, ante 23% globalmente. O recorte brasileiro também revela uma atenção particularmente ligada à produtividade: 39% das organizações destacam o potencial da IA para ampliar a capacidade da força de trabalho, frente a 27% no cenário global.

Os números complementam o estudo Designing work for the age of agentic AI, divulgado neste ano pelo instituto. O levantamento reúne dados e insights de 2.358 organizações participantes da HR Best Practices Survey 2026, pesquisa que embasa a certificação Top Employers em diferentes países, e analisa uma mudança que vai além da adoção de novas ferramentas: a passagem para a chamada IA agêntica, formada por sistemas capazes de executar objetivos com supervisão humana limitada e, em alguns casos, coordenar diferentes agentes para cumprir tarefas complexas.

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Para Raphael Henrique, gerente regional para a América Latina do Top Employers Institute, o momento brasileiro combina disposição para experimentar com a necessidade de transformar essa experiência em processos mais maduros. “O Brasil mostra uma abertura importante para experimentar a inteligência artificial e enxergá-la como instrumento de produtividade. O próximo passo é garantir que esse avanço seja acompanhado por critérios claros sobre onde a tecnologia pode atuar, onde a decisão humana precisa prevalecer e quem responde pelos resultados. Quanto mais capacidade damos à IA, mais importante se torna definir a responsabilidade das pessoas que estão por trás dela”, afirma.

Essa mudança também começa a alterar as competências procuradas pelas empresas. Segundo o estudo, à medida que sistemas inteligentes assumem parte da execução, o trabalho humano tende a migrar da realização direta de determinadas tarefas para atividades como definir objetivos, supervisionar resultados, identificar exceções, validar decisões e coordenar sistemas. O relatório aponta que o valor profissional passa a estar menos associado apenas ao volume de tarefas realizadas e mais à capacidade de julgamento e de articulação entre diferentes processos.

O movimento deu origem ao conceito de “orquestrador de IA”, utilizado pelo estudo para descrever o profissional generalista capaz de usar inteligência artificial para produzir resultados que anteriormente poderiam depender da participação de uma pequena equipe. Nesse cenário, saber utilizar a tecnologia é apenas uma parte da competência. A capacidade de direcioná-la, questionar seus resultados e assumir decisões torna-se igualmente relevante. “A competência que ganha valor não é simplesmente saber pedir algo para uma inteligência artificial. As empresas começam a precisar de profissionais capazes de entender o contexto, formular problemas, avaliar respostas e saber quando a decisão não deve ser delegada à tecnologia. Isso também muda recrutamento, desenvolvimento de pessoas e formação das lideranças”, diz Henrique.

A pressão sobre o RH aparece também no planejamento das competências necessárias para os próximos anos. Entre as organizações certificadas analisadas pelo Top Employers Institute em 2026, 61% possuem processo formal de planejamento estratégico da força de trabalho para identificar necessidades futuras de pessoas e competências, mas somente 41% trabalham com múltiplos cenários futuros.

Para o Top Employers Institute, essa diferença ganha relevância porque a IA torna menos previsível a configuração futura das funções. Sistemas agênticos podem coordenar atividades relacionadas a contratação, integração e treinamento, atendimento a clientes e gestão de cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, a tecnologia desloca parte da contribuição humana para funções de orientação, validação e configuração desses sistemas.

Empresas aceleram regras para uso da IA

A maior autonomia tecnológica ajuda também a explicar por que a governança avançou rapidamente dentro das organizações. Entre os Top Employers, a proporção de empresas com estruturas formais de IA ética passou de 42% em 2025 para 62% em 2026. No mesmo intervalo, a adoção de práticas responsáveis de implementação da tecnologia avançou de 48% para 68%.

Os resultados associados a essas estruturas ajudam a ampliar a discussão para além de compliance. Entre as organizações que possuem um framework ético formal, 51% avaliam os impactos da colaboração entre pessoas e IA, contra 23% entre aquelas sem essa estrutura. O envolvimento dos funcionários em discussões sobre ética da IA aplicada ao RH chega a 46% contra 25%, enquanto iniciativas relacionadas à preparação e à resiliência diante das mudanças aparecem em 76% contra 59%.

“Governança não deve entrar depois que a tecnologia já está disseminada pela empresa. Ela precisa acompanhar a adoção desde o início. Uma política consistente estabelece limites, responsabilidades e mecanismos de supervisão, mas também dá segurança para que as pessoas experimentem e inovem. É justamente essa combinação entre liberdade para avançar e clareza sobre os limites que tende a diferenciar as organizações mais maduras”, afirma Henrique.

Na prática, o estudo recomenda que as empresas definam onde a participação humana deve permanecer obrigatória, estabeleçam mecanismos de avaliação dos impactos da IA tanto sobre os resultados do negócio quanto sobre a experiência dos funcionários e mantenham diálogo permanente com as equipes. O relatório também destaca a necessidade de atualizar funções, estruturas de remuneração e recompensa, critérios de desempenho, treinamento e planejamento da força de trabalho conforme pessoas e sistemas inteligentes passam a dividir a execução das atividades.

Para Henrique, essa transformação coloca uma nova responsabilidade sobre as lideranças. “O profissional não precisa competir com a inteligência artificial em velocidade de processamento. O diferencial humano estará cada vez mais no julgamento, no contexto, na responsabilidade e na capacidade de decidir como a tecnologia deve ser utilizada. Para as empresas, o desafio deixa de ser apenas oferecer acesso à IA e passa a ser preparar pessoas para trabalhar com ela de forma produtiva, crítica e responsável.”

A discussão ganha força justamente quando as próprias big techs ampliam o debate sobre os limites da autonomia dos sistemas de inteligência artificial, com atenção crescente a mecanismos de controle, avaliação e supervisão humana. O movimento reforça uma das conclusões centrais do estudo do Top Employers Institute, que aponta que na próxima etapa da IA, o diferencial das organizações pode estar menos em simplesmente adotar a tecnologia e mais em definir como pessoas e sistemas inteligentes deverão trabalhar juntos, quais decisões podem ser automatizadas e onde a responsabilidade humana precisa permanecer.

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Brasil

Blue Tree Hotels é a única empresa do setor hoteleiro entre as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil

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Rede ocupa a 79ª posição no ranking da TIME e da Statista, que analisou empresas de diferentes setores da economia brasileira

A Blue Tree Hotels é a única empresa do setor hoteleiro entre as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil em 2026, segundo ranking elaborado pela TIME em parceria com a Statista. A rede ocupa a 79ª posição, com pontuação de 87,56, em uma lista que reúne empresas de diferentes setores da economia brasileira.

Ao todo, 500 empresas foram reconhecidas na edição brasileira de 2026. O levantamento considera a percepção dos profissionais em relação aos empregadores, permitindo identificar empresas que se destacam entre trabalhadores e no contexto de seus respectivos setores.

Para a Blue Tree Hotels, o reconhecimento reforça uma convicção que faz parte da história e da cultura da empresa: uma organização é construída por pessoas e, na hotelaria, cuidar de quem cuida dos hóspedes é essencial para oferecer uma experiência de excelência.

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Com 1.166 colaboradores, a rede mantém o desenvolvimento, a valorização e o cuidado com as pessoas como pilares de sua cultura. Essa visão está presente na Alma Blue Tree, conceito que traduz os princípios que orientam a forma de trabalhar e de se relacionar dentro e fora dos hotéis: bem-receber, bem-servir e bem-cuidar.

Mais do que um conjunto de processos, a Alma Blue Tree busca estar presente nas relações cotidianas — entre colaboradores, hóspedes, parceiros e comunidades — com profissionalismo, respeito, atenção e humanidade. O desenvolvimento das pessoas é entendido como um processo permanente, que envolve capacitação, oportunidades, aprendizado contínuo, autonomia e responsabilidade.

“Uma empresa é feita de pessoas. Quando cuidamos delas, construímos uma cultura que valoriza o bem-estar e o desenvolvimento, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nas relações com as famílias, nas escolas e em todos os lugares onde convivemos. Esse cuidado chega ao hóspede e é percebido por ele, indo muito além dos processos e procedimentos da hotelaria. É uma alegria muito grande receber esse reconhecimento da TIME. Para mim, é um presente maravilhoso que nossa equipe me proporciona. Ao mesmo tempo, essa conquista aumenta a nossa responsabilidade de continuar evoluindo e cuidando de todas as pessoas com a Alma Blue Tree, com ainda mais apreço, afeto e responsabilidade”, afirma Chieko Aoki, presidente e CEO da Blue Tree Hotels.

O reconhecimento também reforça a importância de uma cultura empresarial vivida no dia a dia. Na Blue Tree, a busca pela excelência está associada à formação e ao desenvolvimento das equipes, à disseminação das melhores práticas e à construção de relações pautadas pela confiança, autonomia e responsabilidade.

Na hotelaria, onde a experiência do cliente é diretamente influenciada pelas pessoas, a empresa considera que a excelência no serviço começa pelo cuidado com quem está à frente dele.

Sobre a Blue Tree Hotels
A Blue Tree Hotels, do grupo Chieko Aoki Management Company, opera mais de 4 mil apartamentos em 17 cidades brasileiras, de norte a sul do país. A rede está presente em Bauru (SP), Barueri (SP), Caxias do Sul (RS), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Jaguariúna (SP), Joinville (SC), Lins (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Ribeirão Claro (PR), Santo André (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Sorriso (MT), Teresina (PI) e Valinhos (SP).

Com uma trajetória marcada pela valorização das pessoas e pela busca de uma hospitalidade que combina profissionalismo e humanidade, a Blue Tree Hotels tem como essência oferecer uma experiência de acolhimento que vá além da hospedagem, criando vínculos e fazendo com que cada hóspede se sinta verdadeiramente cuidado.

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Brasil

Aplicativo e-Título nas Eleições 2026: saiba como baixar e usar no dia da votação

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Download estará liberado no dia do pleito, mas Justiça Eleitoral orienta eleitor a instalar app com antecedência; conheça outros aplicativos para ajudar antes, durante e após a votação

O e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral disponível para celulares ou tablets com sistemas Android ou iOS, poderá ser baixado no dia da votação nas Eleições 2026. A regra vale tanto para o domingo, 4 de outubro, data do 1º turno, quanto para um eventual 2º turno, previsto para o dia 25. Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso eram interrompidos no dia do pleito para reduzir a sobrecarga do sistema. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que atuará para manter a ferramenta disponível durante a votação, no entanto, orienta o eleitor a instalar e ativar o e-Título com antecedência para verificar os dados disponíveis e conhecer as funcionalidades.

Mais de 19,5 milhões de pessoas já baixaram o e-Título em São Paulo, o equivalente a 57,3% dos mais de 34,1 milhões de votantes do estado. Somente este ano, foram registrados mais de 3,6 milhões de downloads, sendo cerca de 935 mil nesse último mês.

Quem tem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral pode utilizar o e-Título como documento de identificação no momento da votação, já que a versão digital do título exibe a fotografia do eleitor. Quem não conta com a biometria deve apresentar um documento oficial com foto. Para orientar o eleitorado, a plataforma passou a enviar notificações oficiais sobre locais de votação, atualizações do sistema e serviços digitais, contribuindo para o combate à desinformação.

No dia da eleição, das 8h às 17h, os eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral poderão utilizar a funcionalidade de geolocalização do app para justificar a ausência às urnas. Após o pleito, a justificativa permanece disponível no e-Título, mediante envio da documentação comprobatória.

Além do e-Título, a Justiça Eleitoral disponibiliza outros aplicativos que auxiliam cidadãos e colaboradores do pleito. Confira a seguir. 

Pardal (Denuncie irregularidades de campanha)
Durante a campanha eleitoral, o cidadão pode usar o celular como aliado na fiscalização da propaganda. O aplicativo Pardal permite comunicar à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades relacionadas à publicidade, suspeita de compra de votos, uso indevido da estrutura pública, entre outros. Ao identificar uma situação que possa estar em desacordo com a legislação vigente, o eleitor deverá se identificar por meio de autenticação pelo e-Título ou pelo Gov.br, e encaminhar as denúncias com descrição dos fatos, localização e inclusão de fotos e vídeos.

Mesário (Apoio e treinamento para colaboradores)
Voltado aos que atuarão nas mesas receptoras de voto, o aplicativo Mesário permite realizar o treinamento on-line e consultar materiais de apoio para o dia da votação. Disponível para Android e iOS, a ferramenta possibilita acompanhar o progresso no curso, tirar dúvidas, receber comunicados oficiais e conferir o passo a passo dos trabalhos da seção. O app também dá acesso à Declaração de Trabalhos Eleitorais (DTE), que comprova os dias trabalhados e a conclusão do treinamento.

Boletim da Mão (Confira os boletins de urna pelo QR Code)
Já o Boletim na Mão (Android e iOS) permite consultar os Boletins de Urna (BUs) emitidos ao fim da votação pela urna de cada seção eleitoral. Os boletins registram a quantidade de votos atribuída a cada candidata ou candidato naquele equipamento. Para utilizar o aplicativo, basta apontar a câmera do celular para o QR Code impresso no Boletim de Urna (BU) afixado na seção. O app faz a leitura das informações e permite consultar os dados registrados no documento. Dessa forma, o eleitor consegue acessar e gravar uma versão digital dos dados registrados naquela seção.

Resultados (Acompanhe a apuração em tempo real)
Depois do fechamento das urnas, os aplicativos continuam sendo aliados do eleitor. O Resultados permite acompanhar a apuração oficial em tempo real e consultar os resultados das eleições em todo o país. A ferramenta, disponível tanto por meio deste site, quanto para Android e iOS, também possibilita favoritar candidatas e candidatos para facilitar o acompanhamento.

Canais de denúncia
Informações falsas, enganosas ou fora de contexto sobre as Eleições 2026 podem ser comunicadas, de forma gratuita e anônima, pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Para denunciar, basta abrir o site do TRE-SP, clicar em “Eleições 2026” e depois em “Denúncias e combate à desinformação”. É necessário informar a situação e o link da publicação, com possibilidade de incluir justificativa e captura de tela. Os relatos são analisados pela Justiça Eleitoral e, quando necessário, encaminhados às plataformas ou aos órgãos competentes.

Irregularidades relacionadas a candidatas, candidatos, partidos ou à propaganda eleitoral podem ser comunicadas à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal, disponível gratuitamente para aparelhos Android e iOS. As estatísticas das ocorrências também podem ser acompanhadas pelo Pardal Web. 

Atendimento ao eleitor
Dúvidas sobre os serviços da Justiça Eleitoral podem ser esclarecidas pela chatbot Lina, assistente virtual disponível no site do TRE-SP e pelo WhatsApp (11) 3130-2200. Outra opção é a Central de Atendimento, pelo telefone 148. A URA oferece informações 24 horas, todos os dias, enquanto o atendimento com atendentes funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, exceto feriados.

Celular proibido na cabina de votação
Para garantir o sigilo do voto, é proibido entrar com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento eletrônico na cabina de votação, conforme o artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026. Como alternativa para lembrar os números, o eleitor pode levar a cola eleitoral anotada em papel, único recurso permitido no momento de votar.

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