Brasil
Empreendedores dos segmentos mais afetados pela pandemia conquistam crescimento com mudanças estratégicas
O Ministério da Economia apontou a abertura de 243 mil novas empresas no País no mês de dezembro de 2021. Em contraste, mais de 600 mil empregadores sentiram a necessidade encerrar as atividades nestes últimos dois anos de pandemia, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, Pnad. Acompanhando este movimento, o crescimento de Microempreendedores Individuais (MEIs) revela a busca por formalização de trabalhos e investimento por parte da população que busca uma melhoria de vida.
Segundo a empreendedora Veridiana Mellilo, que atua há mais de uma década com marketing empresarial e consultoria mercadológica, diante deste cenário é fundamental que haja um direcionamento estratégico nas tomadas de decisões, que vem alinhado à compreensão sobre os desafios pessoais de cada um. “Busco fazer com que os clientes se sintam mais seguros com seus próprios negócios, me colocando ao lado deles para compreender suas dores”, diz a empreendedora.
A empreendedora Janete Azevedo, sócia e proprietária da clínica SPÉS Podologia, de Campinas, conta que a chegada da pandemia a pegou de surpresa pela falta de conhecimento sobre quais protocolos deveria seguir naquela situação. Além disso, o principal público da clínica é de pessoas 60+, grupo de risco da Covid-19. “A podologia ainda estava inserida na área da estética, por isso não podíamos abrir. Foram quatro meses com as portas abaixadas, sem poder trabalhar”, diz Janete.
As sócias foram atendidas por Veridiana, que identificou uma forma de reabertura dentro das normas, apresentando uma frente voltada para a área da saúde na Classificação Nacional de Atividades Econômicas, CNAE. “A mudança exigiu uma reorganização de posicionamento da clínica, que passou a ressaltar a podologia como meio de prevenção e tratamento de podopatias superficiais”, explica a consultora.
Janete se diz grata pelos resultados. Em menos de um ano a clínica teve um crescimento expressivo e hoje atende mais de 3 mil pacientes. “Conseguimos reabrir e equilibrar novamente o nosso orçamento. Em outubro do ano passado saímos de uma estrutura de 75m² com quatro cabines para uma de 232m²”, conta Janete.
O setor de bares e restaurantes também foi diretamente afetado pela crise. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Abrasel, entre um milhão de empresas do setor que estavam em atividade no início do ano passado, cerca de 300 mil fecharam devido a pandemia.
A Casa Bela Restaurante, um tradicional espaço holandês em Holambra, São Paulo, baseou a estratégia de vendas na retomada do turismo ao longo de 2021. Compreendendo a complexidade do cenário, o time da Veridiana Mellilo direcionou a execução de duas estratégias internas otimizando serviços já existentes: a apresentação de pratos típicos e drinks da casa. “Implementamos a campanha de drinks temáticos servidos em louças típicas holandesas, além da implementação de novos drinks desenvolvidos por uma mixologista”, conta a consultora.
Em um ano, o restaurante apresentou aumento de 55,6% nas vendas dos pratos típicos. Na sessão de Drinks, foi registrado um crescimento de quase 12% em relação a 2020, sendo que, só entre setembro e dezembro, 1876 das vendas foram de novos drinks.
No mesmo cenário, a necessidade de isolamento físico para segurança da população resultou em um impulso de demandas sobre serviços de rede. Segundo Midiann Paola Indio CEO da RR64 soluções em Telecon com sede em Indaiatuba, São Paulo, houve um aumento significativo na procura por suporte técnico especializado. “Identificamos uma lacuna e perda de rentabilidade quando comparamos o tempo gasto de atendimento com o faturamento. Então, decidimos fazer uma reestruturação nos nossos contratos”, diz Midiann.
Junto a consultoria, a empresa de provedores de acesso realizou uma reestruturação de contratos, baseada em tempo gasto com assessoria técnica, além de ofertar um upgrade para os clientes que já trabalhavam com a empresa. O novo serviço trouxe um aumento médio de 150% em clientes atuais. Em 2021, com a valorização percebida pelos clientes, foi possível um novo upgrade, desta vez trazendo um aumento surpreendente de 201% a 435% em vendas para os próprios clientes atuais da empresa.
Veridiana diz que em sua percepção conseguiu fortalecer a relação de confiança entre seus clientes e consumidores. Ela afirma ter descoberto como fazer da comunicação uma ferramenta para que as empresas tenham mais resultados com menos investimento. O momento é muito desafiador para o pequeno e médio empreendedor. É preciso fazer um trabalho de compreensão das dores, direcionamento de expectativas e alinhamento de propósito”, conclui a consultora.
Brasil
Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal
O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.
Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.
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Brasil
Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR
Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias
A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.
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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.
Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.
“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.
“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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Brasil
Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil
Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País
Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.
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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.
Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.
Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.
“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.
Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.
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