Brasil
Como manter suas plantas seguras e longe da dengue
Engenheiro Agrônomo traz dicas básicas de como cuidar dos seus vasos e jardins e evitar que eles se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, até o momento, o Brasil já ultrapassou 740 mil casos prováveis de dengue neste ano de 2024, que estão espalhados por todo o país. Todos os anos os períodos mais quentes do verão acendem um alerta sobre a necessidade de redobrarmos cuidados e evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.
A maior parte dos criadouros do Aedes aegypti estão nas próprias residências, por isso as medidas preventivas, ainda continuam sendo a melhor alternativa. E para quem tem vasos de plantas ou jardins é preciso ter ainda mais atenção.
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O engenheiro agrônomo da Forth Jardim, Marcos Estevão Feliciano, traz algumas dicas de como manter os cuidados das plantas, mas tomando todos os cuidados necessários para não as transformar em criadouros de mosquitos que podem transmitir a dengue.
- Mantenha a limpeza do local
Principalmente para quem tem jardins, é importante manter o ambiente sempre limpo, pois jardins abandonados e malcuidados têm grandes chances de tornarem-se criadouros.
Retire qualquer tipo de material/entulho do local, verificando sempre se há tampas, garrafas, vasos e pratinhos vazios ou inutilizados, que estão por ali e que podem acumular água. Quem tem planta geralmente costuma ter regadores, baldes ou materiais que possam acumular água, então cuidado redobrado para não deixar água parada.
Da mesma forma os vasos de dentro de casa devem ser sempre limpos e supervisionados para que não acumulem água. Inclusive no caso de plantas aquáticas, é indicado lavar com água e sabão a parte de dentro do vaso, pelo menos uma vez por semana, mas é bom observar pois em períodos quentes o ciclo do mosquito pode ser de 7 dias, assim, se aparecerem larvas na água antes de uma semana, troque a água imediatamente.
- Faça a manutenção adequada das plantas: Cuidados básicos com a rega
Sem dúvidas a parte que mais merece atenção no cuidado com as plantas, que está relacionado à dengue, é a rega.
Se por um lado não dá para deixar de regar as nossas plantas, principalmente nos períodos mais quentes quando geralmente elas necessitam de mais hidratação, por outro esse é o período em que o mosquito mais se prolifera e justamente onde ele encontra água parada.
Algumas plantas, ao serem regadas, podem acumular água entre suas folhas, como é o caso das Bromélias, mas isso não faz delas as grandes “vilãs” nesta corrida contra a dengue. De forma geral a água que fica acumulada nelas, não é considerada “atrativa” para o mosquito, por ter microrganismos e outros nutrientes, ele prefere água limpa para se desenvolver.
Apesar de ser citado com frequência entre os pontos de atenção nos cuidados contra a dengue, os “pratinhos” ainda são utilizados por algumas pessoas, principalmente por aquelas que precisam se ausentar por períodos mais longos e querem manter a planta hidratada.
No caso do uso de pratinhos, o indicado é colocar a areia nele, para que possa absorver a água. Mas com essa ação ele perde a função de reserva de água. Existe, no entanto, uma solução para manter as plantas hidratadas por mais tempo sem deixar água parada.
O Gel para plantio é um polímero em pó, que transforma a água em gel. Basta hidratar o produto em água, apenas 5g para 1 litro de água e terá um litro de água na forma de gel para duas plantas. Porém, não é para colocar o gel por cima dos vasos. Faça quatro furos na terra com o auxílio de um cabo de vassoura, em seguida preencha os espaços com o gel e cubra com terra, e pronto, a redução de rega pode chegar a 50% a menos. Se regava suas plantas a cada 7 dias pode passar a regar a cada 15 dias.
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Brasil
Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal
O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.
Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.
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Brasil
Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR
Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias
A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.
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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.
Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.
“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.
“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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Brasil
Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil
Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País
Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.
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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.
Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.
Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.
“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.
Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.
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