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Brasil

Os novos desafios da educação

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Priscilla Bonini Ribeiro 

Com o retorno das aulas presenciais, a comunidade educacional tem consciência de que o período em que o processo de ensino e aprendizagem foi mediado por tecnologia possui pontos positivos e negativos. Muitas experiências exitosas trazidas pela tecnologia serão naturalmente incorporadas na nova didática utilizada na sala de aula presencial. O reinventar da educação se mostrou criativo e superou grandes obstáculos.

A saúde mental de alunos e professores sem dúvida é uma das principais preocupações em nossos dias. Além disso, é preciso lidar e tentar minimizar os impactos do distanciamento social e escolar e também do retorno às aulas. No caso das crianças, será necessário trabalhar a parte emocional daquelas que viveram esse período em famílias com conflitos.

Os professores devem trabalhar nos alunos a sensação de pertencimento à escola e à comunidade, aproveitando a motivação de cada um sobre os interesses que já existiam e despertando neles a curiosidade para desenvolverem sua paixão e propósito.

As dificuldades do ensino público para se adequar às necessidades de alunos e professores durante a pandemia foram muito maiores que na rede privada. A burocracia e a dimensão física das redes públicas foram os principais fatores que contribuíram para agravar essas dificuldades.

Enquanto as instituições privadas focaram suas ações na aquisição de equipamentos para o uso de plataformas de aula online e desenvolvimento de suas equipes escolares para o ensino remoto, as públicas, na sua maioria, se viram obrigadas a paralisar suas atividades por falta de recursos.

Em maio deste ano, com 100 dias letivos, as redes privadas de todos os estados já contavam com o ensino híbrido (presencial e remoto). As escolas públicas, por outro lado, estavam vetadas por não garantirem as condições ideais de infraestrutura para abrirem em segurança. O impacto dessa diferença poderá ser notado nas provas do Enem, que acontecem em novembro.

Além disso, a maioria dos estudantes da rede pública precisa conciliar trabalho e estudo. Muitos deles, por não terem perspectiva de um futuro melhor, ou deixam de se esforçar ou abandonam os estudos. Realidade bem diferente do aluno de instituição particular, que tem todo o apoio e recursos para trilhar seu caminho rumo à universidade.

Soma-se a isso a falta de incentivo e de infraestrutura de qualidade no ensino público, o que faz com que professores e coordenadores sejam vistos de uma ótica negativa. Uma pesquisa feita recentemente pelo IBGE revelou que 48% dos professores não recomendam a profissão para outras pessoas, sendo os principais motivos a baixa remuneração e a não valorização da profissão.

Apesar desses entraves, neste momento em que a pandemia vem desacelerando rapidamente, existe uma expectativa muito grande de que a tecnologia e os professores sejam os impulsionadores dessa árdua tarefa de recompor as perdas educacionais. A quarentena mostrou como a tecnologia se somou à educação, que até então vinha caminhando lentamente nessa questão.

A tecnologia foi fundamental para levar a escola para dentro da casa dos alunos, no sentido de tornar a aula mais atrativa para crianças, adolescentes e jovens que estão conectados, compondo um cenário educacional, ao mesmo tempo que facilitou o processo e ajudou a desenvolver um ambiente mais criativo e empreendedor.

No entanto, mais importante do que o uso da tecnologia é o papel do professor, que é o mediador de toda a aprendizagem. Sua atuação é imprescindível, pois é ele quem traz o afeto e a humanidade ao processo. Ao usar a tecnologia de forma assertiva, o profissional deverá conduzir todo o processo focando nas relações humanas.

Para que haja um ensino consistente, expressivo, associado à aprendizagem significativa e à ampliação do repertório do aluno, caberá ao professor, com apoio dos gestores educacionais, oferecer vivências que possibilitarão a ampliação da qualidade do ensino.

Priscilla Bonini Ribeiro é educadora, pesquisadora, doutora em Tecnologia Ambiental, mestre em Educação e diretora-geral da Unaerp Campus Guarujá.

Foi Conselheira Estadual de Educação de São Paulo por dois mandatos, presidente da UNDIME (União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo) e ex-Secretária Municipal de Educação em Guarujá (SP).

Brasil

Engenharia transforma

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Por Vinicius Marchese

A engenharia transforma. Transforma ideias em soluções, projetos em obras e desafios em oportunidades de desenvolvimento.

É por meio da engenharia que estradas conectam cidades, sistemas de saneamento levam saúde às comunidades, redes de energia impulsionam a economia e projetos urbanos melhoram a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.

No Brasil, os desafios são imensos. Somos um país continental, com profundas desigualdades regionais e demandas crescentes por infraestrutura e serviços públicos de qualidade. Nesse cenário, a engenharia tem um papel decisivo: transformar necessidades em soluções concretas capazes de melhorar a vida da população.

Na administração pública, a presença da engenharia qualificada desde o início dos processos é fundamental. Projetos bem estruturados, elaborados por profissionais tecnicamente preparados, são o primeiro passo para que obras e políticas públicas sejam executadas com eficiência, segurança e responsabilidade com os recursos públicos. Quando o planejamento falha, surgem atrasos, desperdícios e, muitas vezes, obras inacabadas que prejudicam diretamente a sociedade.

Quando a engenharia é valorizada, os resultados aparecem. Obras são concluídas no prazo, os investimentos são melhor aplicados e os benefícios chegam à população em forma de mobilidade, desenvolvimento econômico, qualidade ambiental e melhores condições de vida.

Nesse contexto, iniciativas voltadas ao diagnóstico e ao acompanhamento da infraestrutura nacional tornam-se ainda mais relevantes. Um exemplo é o InfraBR, uma plataforma criada para avaliar e monitorar a infraestrutura brasileira de forma ampla e transparente. A ferramenta reúne dados, indicadores e análises que ajudam a compreender a realidade do país e identificar prioridades para investimentos e melhorias.

Com informações organizadas e acessíveis, o InfraBR contribui para qualificar o debate público e apoiar gestores, profissionais e instituições na tomada de decisões mais estratégicas. Afinal, planejar bem é parte essencial do processo de transformação que o Brasil precisa.

Fortalecer a engenharia é fortalecer a capacidade de transformar o país. Significa investir em conhecimento técnico, valorizar profissionais qualificados e garantir que as grandes decisões sobre infraestrutura sejam baseadas em planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo.

Porque quando a engenharia é valorizada, o Brasil avança. E quando o Brasil avança, a vida das pessoas se transforma.

Vinicius Marchese
Presidente licenciado do Confea – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

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Brasil

Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta segunda-feira, 30.

Caiado afirmou que pretende adotar medidas com o objetivo de reduzir a polarização política no país, defendendo uma agenda voltada à pacificação nacional. Segundo ele, o cenário político brasileiro pode ser menos dividido com a atuação de lideranças que não estejam diretamente inseridas em disputas polarizadas.

Ao comentar sobre o cenário eleitoral, Caiado declarou que o principal desafio não é apenas vencer uma eleição, mas governar de forma eficiente e consolidar um projeto político duradouro no país. Ele também destacou que determinados grupos políticos já perderam força em estados como Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

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Ao abrir o anúncio, Kassab classificou a decisão pelo pré-candidato como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente.

Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido como pré-candidato após uma disputa interna com outros governadores, incluindo Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que desistiu da corrida na semana anterior.

Após a definição, Eduardo Leite declarou estar insatisfeito com a decisão do partido, afirmando que ela contribui para a continuidade de um cenário político polarizado. Em resposta, Caiado afirmou que ainda não conversou com o colega, mas reconheceu sua capacidade administrativa e destacou que governar exige equilíbrio e resultados, mencionando inclusive os desafios enfrentados por Leite em seu estado.

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Brasil

Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28

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Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil envia, até esta quinta-feira, 26, 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.

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Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

PÚBLICO-ALVO — A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.

A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.

CENÁRIO — Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

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