Economia
Contratações temporárias crescem 4,9% no primeiro semestre de 2026 e saldo é quase cinco vezes maior que em 2025
Brasil registrou 537,2 mil admissões de trabalhadores temporários entre janeiro e junho; modalidade pode ser alternativa para quem busca recolocação, experiência e novas oportunidades profissionais
O mercado de trabalho temporário registrou 537.181 admissões no Brasil entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa um crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 512.317 contratações temporárias.
O avanço também aparece no saldo entre admissões e desligamentos. Nos primeiros seis meses de 2026, foram 507.127 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 30.054 postos temporários. No mesmo período de 2025, o saldo havia sido de 6.314, com 506.003 desligamentos. Assim, o saldo registrado em 2026 foi cerca de 4,8 vezes maior que o observado no ano anterior.
O desempenho do trabalho temporário ocorre em um cenário diferente quando considerado o mercado de trabalho formal como um todo. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 13.966.352 admissões, praticamente o mesmo volume observado no primeiro semestre de 2025, quando foram contabilizadas 13.970.126 contratações.
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Já o número de desligamentos formais aumentou de 12.740.854, em 2025, para 13.044.707, em 2026. Com isso, o saldo geral de empregos formais passou de 1.229.272 para 921.645 no período, uma redução de aproximadamente 25%.
Trabalho temporário pode ser porta de entrada para novas oportunidades
Para quem está em busca de uma colocação, o trabalho temporário pode representar uma alternativa para retornar ao mercado, adquirir experiência e ampliar a rede de contatos profissionais. A modalidade também permite ao trabalhador conhecer diferentes ambientes e rotinas de trabalho, desenvolver competências e demonstrar seu desempenho diretamente à empresa contratante.
Outro aspecto é a possibilidade de efetivação. Embora o contrato temporário tenha prazo determinado e atenda a uma necessidade transitória da empresa, a experiência adquirida durante o período pode contribuir para futuras oportunidades profissionais.
“O trabalho temporário é uma oportunidade para quem está buscando uma recolocação ou quer ampliar sua experiência profissional. Além da possibilidade de desenvolver novas competências e conhecer diferentes ambientes de trabalho, o profissional tem a oportunidade de demonstrar seu desempenho na prática, o que pode abrir portas para novas oportunidades, inclusive uma contratação efetiva, quando houver essa possibilidade”, destaca Marcelo de Abreu, Presidente da Employer Recursos Humanos, empresa especializada em trabalho temporário e tecnologias para Recursos Humanos.
Participação de homens e mulheres permanece equilibrada
As admissões temporárias apresentaram distribuição equilibrada entre homens e mulheres nos dois períodos analisados. No primeiro semestre de 2026, os homens responderam por 273.296 admissões, o equivalente a 50,88% do total, enquanto as mulheres representaram 49,12%, com 263.885 contratações.
Em 2025, foram registradas 260.929 admissões de homens, correspondentes a 50,93%, e 251.388 de mulheres, ou 49,07%. A participação feminina apresentou, portanto, uma leve alta na comparação anual, passando de 49,07% para 49,12% das admissões temporárias.
Temporário apresenta crescimento mesmo com estabilidade nas admissões gerais
A comparação entre os dados evidencia comportamentos distintos. Enquanto o volume total de admissões formais no Brasil permaneceu praticamente estável entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, as contratações temporárias avançaram 4,9%.
O número de admissões temporárias passou de 512.317 para 537.181, enquanto o saldo da modalidade avançou de 6.314 para 30.054. No mercado formal como um todo, por outro lado, o saldo caiu de 1,23 milhão para 921,6 mil postos no mesmo intervalo.
Os números reforçam a presença da modalidade temporária como uma alternativa utilizada pelas empresas para atender necessidades específicas de contratação e, para os profissionais, como uma possibilidade de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.
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Economia
Finados: data continua importante para a floricultura, apesar das mudanças nos hábitos de consumo
Crisântemos, kalanchoes e kalandivas seguem como os produtos mais procurados
Embora o hábito de levar flores aos cemitérios venha perdendo força ao longo dos anos, o Dia de Finados continua sendo uma data importante para o mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais, mantendo sua relevância para produtores, atacadistas e varejistas de todo o País.
No Ceaflor, maior mercado atacadista brasileiro de flores, plantas, insumos e acessórios para floricultura e decoração, a preparação para a data envolve planejamento antecipado, atenção às oscilações da demanda e estratégias para enfrentar os desafios da produção. Crisântemos, kalanchoes e kalandivas permanecem entre as variedades tradicionalmente associadas à data, mas há espaço para as violetas e outras flores envasadas.
O cenário, no entanto, exige decisões cada vez mais criteriosas dos produtores. O aumento dos custos de produção, somado à dificuldade de contratação de trabalhadores no campo e às oscilações climáticas, torna ainda mais complexa a definição dos volumes a serem cultivados para uma data sazonal.
É o caso de Yasuaki Shimano, da Flora Shimano, que reduziu em 30% a produção de crisântemos e em 10% a de kalandivas em relação ao ano passado. A decisão foi motivada principalmente pela elevação dos custos e pela incerteza na comercialização. “Para este ano, disponibilizamos 90 mil vasos apenas”, comenta.
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A estratégia contrasta com a adotada pelo engenheiro agrônomo e produtor rural Caio Shiroto, da Flora Shiroto, que ampliou a produção de crisântemos para fazer jus ao elevado número de pedidos por parte dos clientes. A decisão acompanha a percepção de crescimento da procura por esses produtos e a oportunidade de suprir o mercado em uma data tradicional da floricultura.
“Mantemos sempre uma postura otimista. Ano a ano, aprimoramos o manejo para entregar um produto de qualidade superior. A filosofia do nosso negócio é garantir um excelente produto para que nossos clientes tenham sucesso nas vendas, gerando, como consequência, crescimento de demanda para o próximo ano”, afirma.
Shiroto ressalta, entretanto, que o cultivo de crisântemos destinados a Finados requer planejamento e controle rigoroso do calendário de produção.
Adaptação às novas demandas
As mudanças no comportamento dos consumidores também influenciam o planejamento do setor. A tradição de levar flores aos cemitérios permanece mais presente entre as gerações mais velhas, enquanto a redução desse hábito entre os mais jovens e o crescimento da opção pela cremação contribuem para transformar o perfil da demanda.
Diante desse cenário, produtores e comerciantes buscam ampliar as possibilidades de comercialização, tanto pela diversificação das variedades oferecidas quanto pela exploração de outros mercados e ocasiões de consumo. Violetas, antúrios e plantas verdes, por exemplo, ajudam a ampliar o portfólio associado à data.
Para o presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues, a capacidade de adaptação dos produtores é fundamental para manter a competitividade e atender às diferentes demandas do mercado.
“Finados continua sendo uma data relevante para o setor e mobiliza produtores de diferentes regiões do País. Ao mesmo tempo, acompanhamos mudanças nos hábitos de consumo e a busca por alternativas que permitam ampliar as oportunidades de venda. Nossos produtores trabalham para oferecer variedade e qualidade, conciliando as exigências do mercado com os desafios da produção”, afirma.
Mesmo diante das transformações culturais e dos custos crescentes, Finados permanece no planejamento anual da floricultura brasileira e o Ceaflor busca manter a oferta produtos que ajudam as famílias a expressar carinho, saudade e homenagem aos que já partiram.
Sobre o Ceaflor
Localizado em Jaguariúna (SP), na Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP‑107), km 29,3, no principal acesso a Holambra pela Rodovia Campinas–Mogi Mirim (SP‑340), o Ceaflor é o mais completo mercado de flores da região. Inaugurado em 2019 e já ampliado duas vezes, reúne 450 empresas distribuídas em 946 pontos de venda, oferecendo flores de corte, flores em vaso, plantas ornamentais e uma ampla variedade de acessórios para floricultura, paisagismo e decoração.
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Economia
MEI, Pix e Reforma Tributária: o que muda a partir de 2027
Professora no Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançados em Tributação na FIPECAFI, Tatiana Midori Migiyama
Com a aproximação de 2027, algumas dúvidas sobre a Reforma Tributária começam a aparecer com mais frequência, especialmente em relação ao MEI e às pessoas físicas que exercem alguma atividade econômica. Entre elas, estão os valores recebidos por Pix, o limite de faturamento do MEI, a necessidade de inscrição no CNPJ e o split payment.
Embora os temas estejam relacionados, algumas regras já existem hoje e não foram criadas pela Reforma. O limite anual de receita bruta do MEI, por exemplo, continua sendo de R$ 81 mil. A margem de 20% prevista na legislação não aumenta esse limite para R$ 97.200, mas interfere nos efeitos do desenquadramento.
Se o MEI ultrapassar R$ 81 mil e permanecer dentro dessa margem, o desenquadramento ocorre, em regra, a partir do ano seguinte, com o recolhimento complementar sobre o excesso. Se a receita superar R$ 97.200, os efeitos podem retroagir ao início do próprio ano, com a necessidade de recalcular os tributos pelas regras do Simples Nacional aplicáveis à microempresa, acrescidos de multa e juros, conforme o caso.
Também não há propriamente uma multa pelo simples fato de ultrapassar o limite. Há diferenças de tributos a recolher em razão do desenquadramento e os respectivos acréscimos legais. Eventuais penalidades adicionais dependerão da situação concreta, como omissão de receitas ou descumprimento das obrigações relacionadas ao desenquadramento.
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Há propostas no Congresso para aumentar esse limite. O PLP nº 108/2021, aprovado pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados, prevê o aumento para R$ 130 mil por ano e a possibilidade de contratação de até dois empregados. Existem também propostas apensadas tratando de limites maiores e de sua atualização. Até que haja alteração legislativa, contudo, continuam valendo os R$ 81 mil.
Uma dúvida diferente, mas que muitas vezes aparece junto com a discussão do MEI, diz respeito aos valores recebidos na conta da pessoa física. Nesse caso, é preciso olhar para a origem do valor. Nem tudo o que entra em uma conta bancária é receita de atividade econômica.
Salário, empréstimo, transferência entre contas próprias ou reembolso, por exemplo, não passam a ser faturamento porque foram recebidos por Pix. Por outro lado, se a pessoa presta serviços, realiza trabalhos ou vende produtos e recebe por eles na conta pessoal, o fato de o pagamento ter sido feito para o CPF não muda a natureza da receita. O mesmo vale para a eventual falta de emissão de nota fiscal.
Essa distinção não foi criada pela Reforma Tributária. A Receita Federal já recebe informações sobre movimentações financeiras e pode cruzá-las com as demais informações prestadas pelos contribuintes. A Reforma, no entanto, traz novas regras para as pessoas físicas que exercem atividade econômica e é aí que os dois assuntos começam a se aproximar.
A LC nº 214/2025 prevê situações em que, para fins de IBS e CBS, devem ser consideradas as atividades econômicas exercidas pela pessoa física e as receitas brutas auferidas no ano, ainda que relacionadas a cadastros distintos.
A mesma lei criou a figura do nanoempreendedor. Em linhas gerais, é a pessoa física que exerce atividade econômica, não optou pelo MEI e possui receita inferior a 50% do limite do MEI, observadas as demais condições previstas na legislação. Esse perfil não será contribuinte do IBS e da CBS.
Por outro lado, a pessoa física que exercer atividade econômica e estiver sujeita aos novos tributos poderá ter obrigações que hoje não fazem parte de sua rotina. Uma delas é a inscrição no CNPJ. A partir de 2027, determinadas pessoas físicas contribuintes do IBS e da CBS deverão possuir CNPJ para fins de cumprimento das obrigações relativas a esses tributos. Isso não significa que deixarão de ser pessoas físicas ou que passarão a ser pessoas jurídicas. O CNPJ será utilizado como identificação para fins do IBS e da CBS.
Essa identificação também será importante para relacionar a operação ao documento fiscal e, posteriormente, ao pagamento. É nesse contexto que entra o split payment.
Split Payment
O Decreto nº 12.955/2026 prevê o Pix entre os instrumentos de pagamento que poderão estar sujeitos ao split. A sistemática permite relacionar o pagamento à operação e ao documento fiscal, de forma que o IBS e a CBS possam ser segregados no momento da liquidação financeira.
Isso não significa que todo Pix recebido no CPF passará a ser tributado. Se o valor não decorre de uma atividade econômica tributável, o fato de ter sido recebido por Pix não muda sua natureza.
Também não há, até o momento, uma regra geral determinando que a pessoa física contribuinte do IBS e da CBS deverá necessariamente utilizar uma “chave Pix CNPJ”. Ainda há questões relacionadas à operacionalização do split que dependem de regulamentação.
O que haverá é uma vinculação muito maior entre cadastro, documento fiscal, operação e pagamento. E isso não afeta apenas pessoas físicas e pequenos empreendedores.
Para as empresas, essa integração já é um dos principais pontos de atenção na preparação para 2027.
O ano de 2026 foi previsto como período de teste do IBS e da CBS, mas ainda há questões importantes aguardando regulamentação. O Decreto nº 12.955/2026, por exemplo, remete diversos temas a atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.
Enquanto isso, as empresas precisam adequar sistemas, cadastros, documentos fiscais e processos internos. E precisam de tempo não apenas para implementar as alterações, mas também para testá-las.
A emissão dos documentos fiscais é um exemplo bastante concreto. Em 2026, algumas validações relacionadas às informações de IBS e CBS foram flexibilizadas para que eventuais inconsistências não impedissem a emissão dos documentos durante o período de testes.
A preocupação aumenta em 2027, quando essas validações começarem a produzir efeitos. Se uma nota fiscal for rejeitada, a consequência não fica restrita à área tributária. Dependendo da operação, sem a nota a empresa não fatura e, sem faturamento, não recebe.
Além disso, a transição exigirá a convivência do sistema atual com o novo por alguns anos. As empresas terão que manter controles relacionados aos tributos que ainda permanecerão em vigor e, ao mesmo tempo, operar IBS e CBS.
É por isso que 2027 será um ano particularmente importante para a implementação da Reforma. Muitas das discussões que até agora estavam concentradas na legislação começam a chegar à operação das empresas e também ao dia a dia de pequenos empreendedores e pessoas físicas que exercem atividade econômica.
A simplificação pretendida pela Reforma poderá ser melhor avaliada quando o novo sistema estiver integralmente implementado. Até lá, a transição exigirá atenção, regulamentação em tempo adequado e, principalmente, condições para que as novas regras possam ser efetivamente testadas antes de produzirem consequências para os contribuintes.
Sobre a FIPECAFI
Fundada em 1974, a FIPECAFI é uma instituição sem fins lucrativos dedicada ao ensino, à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de projetos técnicos nas áreas de Contabilidade, Finanças, Controladoria e Atuária. Reconhecida pela excelência acadêmica, mantém nota máxima nos principais indicadores oficiais de qualidade do ensino superior, conforme documentação comprobatória. Ao longo de sua trajetória, tem contribuído para a formação e aprimoramento de profissionais, a produção de conhecimento técnico e acadêmico e o apoio a organizações públicas e privadas em temas relacionados à informação contábil, governança, finanças, gestão e tomada de decisão.
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Economia
Últimos dias para se inscrever no Programa de Estágio 2027 da JBS, com vagas no interior de SP
Oportunidades focam no desenvolvimento de talentos regionais e estão distribuídas em 33 unidades da Companhia no Brasil, em 10 estados e no DF; inscrições vão até 18 de outubro
A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, recebe até o próximo domingo, dia 18 de outubro, as inscrições para o Programa de Estágio 2027. Em sua segunda edição, a iniciativa oferece 46 vagas em 33 unidades da Companhia, distribuídas em 10 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de desenvolver talentos nas regiões onde mantém suas operações. Em São Paulo, as unidades com vagas abertas, estão localizadas nas cidades de Amparo, Itapetininga, Jaguariúna, Lins, Nuporanga e Osasco. Os interessados devem se inscrever pela plataforma Gupy: https://estagiojbs.gupy.io/.
Com duração de 12 meses, o programa combina experiência prática nas operações da JBS com uma trilha estruturada de desenvolvimento cultural, comportamental e técnico. A iniciativa inclui experiências práticas nas unidades, além de workshops, avaliações e acompanhamento das lideranças. As oportunidades estão distribuídas em cinco áreas: Agropecuária, Manutenção, Sistema de Gestão, Garantia da Qualidade e Produção, com atuação presencial de até seis horas diárias.
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Em São Paulo, as oportunidades estão distribuídas entre operações da Seara, Friboi e JBS Novos Negócios. Há vagas nas áreas de Agropecuária, em Amparo, Nuporanga e Itapetininga; Sistema de Gestão, em Amparo, Jaguariúna e Osasco; Manutenção e Produção, em Lins; e Garantia da Qualidade, também em Lins.
Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil, destaca o foco do programa no desenvolvimento profissional dos estudantes. “O diferencial é colocar o estudante no centro da operação, para que conheça o negócio na prática e se prepare para os próximos passos da carreira. Queremos desenvolver talentos com conhecimento técnico, visão de processo e competências como comunicação, adaptabilidade, colaboração e atitude de dono”, afirma.
Presente em mais de 225 municípios brasileiros, a JBS investe na formação de talentos dentro de suas operações como parte de sua estratégia de desenvolvimento e fortalecimento das comunidades onde está inserida.
Da primeira turma para a carreira na JBS
A primeira edição do programa, iniciada em 2026, já resultou em efetivações antes mesmo da conclusão do estágio, com participantes seguindo carreira nos negócios da JBS. É o caso de Andressa Poletto da Rosa, de 23 anos, que atua como técnica de agropecuária na unidade da Seara em Passo Fundo (RS). Estudante de Medicina Veterinária, com conclusão do curso prevista para este ano, ela ingressou no programa buscando direcionar a carreira para a avicultura e foi efetivada em menos de seis meses.
Durante o estágio, Andressa conheceu diferentes etapas da cadeia produtiva, da granja à indústria, além do incubatório. Para ela, essa vivência foi determinante para assumir a nova função. “Não fosse o estágio, com certeza eu não estaria na vaga onde estou. Não tem como exercer a função sem conhecer o básico”, afirma. A profissional também destaca o acompanhamento dos gestores durante o período de aprendizado e na decisão de seguir carreira na Companhia.
Bruno Capraro Fantini também foi um dos selecionados na primeira turma do programa, na área de manutenção da JBS Terminais, no Porto de Itajaí (SC). Cerca de cinco meses após ingressar na Companhia como estagiário, foi convidado a assumir uma posição efetiva no mesmo setor e hoje atua como analista de manutenção. “Tudo que aprendi no estágio eu carrego comigo, tanto tecnicamente quanto na convivência com as pessoas”, conta.
Natural de Nova Trento (SC) e estudante de Engenharia Mecânica, com conclusão prevista para este ano, Fantini vê a experiência como o início de uma trajetória profissional na Companhia. “É uma grande oportunidade ter começado aqui. Quero seguir minha carreira na JBS e continuar crescendo na área”, afirma Capraro.
Como participar
Podem participar estudantes de cursos compatíveis com as cinco áreas oferecidas que estejam no último ano de sua formação em 2027, com conclusão prevista para dezembro, tenham disponibilidade para estágio presencial de até seis horas diárias e residam na região da unidade escolhida. As inscrições vão até 18 de outubro, pela plataforma Gupy: https://estagiojbs.gupy.io/. O processo seletivo prevê avaliação de raciocínio lógico, entrevistas com a área de Recursos Humanos e com lideranças das unidades, além de dinâmica de grupo. O início das atividades está previsto para 18 de janeiro de 2027.
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