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Cultura

A noção de pecado para a formação do caráter

Redação Gazeta Regional

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Rodolfo Capler
Pesquisador, teólogo e escritor

Em 2015, David Brooks, colunista do The New York Times, publicou The Road to Character (em português, “O caminho para o caráter”), livro magistral que aborda o modo como a sociedade contemporânea concebe o conceito de pecado. Brooks, apesar de não se considerar religioso, defende a ideia de que a noção de pecado é essencial para que se tenha uma visão honesta da natureza humana.

Segundo o colunista, “hoje a palavra “pecado” perdeu o poder e fantástica intensidade. É geralmente mais usada no contexto de sobremesas que engordam. A maior parte das pessoas nas suas conversas cotidianas não fala muito sobre o pecado individual”. Infelizmente, a ausência da noção de pecado individual reflete na má construção do nosso caráter. Isso porque, de acordo com a tradição da espiritualidade cristã – que se respalda na Bíblia Sagrada e no pensamento de Agostinho -, o pecado é congênito no ser humano. Logo, o mal não se localiza em gênese, nas estruturas da sociedade – desigualdade, opressão, racismo, e por aí adiante – mas dentro do peito humano.

Tal entendimento nos torna responsáveis diante de nossas ações, pois, desde tempos imemoriais, as pessoas granjearam glória com grandes conquistas externas, porém construíram caráter lutando contra os seus pecados internos. As pessoas tornam-se sólidas, estáveis e dignas de respeito próprio porque derrotaram ou pelo menos lutaram contra os seus “próprios demônios”.

Sendo assim, o conceito de pecado é uma peça necessária em nossa mobília mental e com ele o método tradicional de construir caráter é edificado. A noção de pecado não é cara apenas ao discurso religioso; é também necessária para o bom andamento das relações sociais. Caso contrário, o mal tão presente no mundo se banaliza, como já nos alertara Hanna Arendt.

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Cultura

Yasujiro Ozu, um olhar dramático e poético da família japonesa pós-guerra

Vanderlei Tenório

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Vanderlei Tenório

No transcorrer de sua carreira, o cineasta japonês Yasujiro Ozu realizou mais de cinquenta filmes, passando por gêneros como a comédia, mas, possuindo uma clara ligação com o drama familiar, tema recorrente na filmografia de vários cineastas, como é o caso de Ingmar Bergman (1918-2007), Noah Baumbach, Xavier Dolan e Terrence Malick.

Contudo, nesse aspecto, Yasujiro Ozu ganha ponto, pois o japonês é considerado um mestre na hora de retratar relações humanas e como elas são construídas ao longo do tempo em seu contexto social, histórico, pessoal, psicológico e afetivo.

Em um artigo publicado no site português C7nema, o crítico Hugo Gomes detalhou que a filmografia de Ozu é repleta de temas e abordagens comuns em todas as suas obras. O cineasta costumava dar ênfase aos valores familiares, a modernização em confronto com o tradicionalismo, a herança geracional e a morte como “vizinha” iminente de um ciclo.

Para Gomes, em todos estes casos, o cineasta conseguiu formular e distinguir uma identidade fílmica, onde os mais variados elementos nos façam facilmente identificar se estamos ou não a assistir um filme da sua autoria. Destaco que em suas obras Ozu também teve a grandeza de retratar temas como: o comportamento e aos anseios da sociedade no pós-guerra, assim como, as relações humanas, a bondade, o egoísmo, o passar do tempo, o cotidiano e a transformação da sociedade.

Em análise mais apurada, podemos observar que o contexto histórico de transformação vivido no Japão da década de 50 foi o suficiente para as lentes de Yasujiro Ozu se voltarem para a dinâmica das relações íntimas entre familiares e amantes, atreladas ao cotidiano japonês em um período de intensa transformação social. 

O crítico Hugo Gomes analisa que a classe média é o ponto central da fase mais madura da carreira de Ozu, que transcreve tais atos tradicionais no seu modus operandis. Os planos estáveis e centralizados que automaticamente cedem a close-ups igualmente “adormecidos” da face dos atores como se estivessem realmente a dialogar com o espectador, uma constante quebra da quarta parede e sob a ação do falso-raccord (o voluntário corte da continuidade de planos). A câmara posicionada a meio metro do chão, simbiótica para os característicos costumes nipónicos (tais como a típica postura sentada de joelhos no chão) e as interpretações forçosamente rígidas.

Gomes acredita que talvez seja por essa estrutura modelar que o realizador nunca conheceu a distinção que outros mestres do seu tempo conheceram, como Kenji Mizoguchi (1898-1956) ou Akira Kurosawa (1910-1998). Longe dos épicos ou dos dramas complexados, o cinema de Ozu é visto como uma espécie de anti-cinema clássico, uma rotina que invoca sutileza, mas nunca a espetacularidade cinematográfica necessária para ser visto por milhões. Todavia, sempre foi apelidado do “mais japonês dos realizadores japoneses”, devido à sua fidelidade para os costumes cotidianos da sua nação.

O cineasta japonês durante toda sua carreira manteve uma abordagem nada ortodoxa, ele era extremamente crítico, podemos notar essa criticidade apurada em quase todos os seus filmes. Ozu abusava de alusões e era detalhista nas simbologias presentes nos seus diálogos, na monotonia dos atos, nos laços familiares e por fim na multiplicidade de sentimentos.

Os filmes considerados essenciais dentro de sua filmografia são “Pai e Filha” (1949), “Era uma vez em Tóquio” (1953), “A Viagem a Tóquio” (1953) e “O Gosto do Saké” (1962) – estas obras podem ser encontradas em alguns streamings voltados para o público mais cult.

O marcante “A Viagem de Tóquio” foi durante a sondagem de 2012 da revista britânica Sight & Sound considerado o terceiro melhor filme de sempre entre os críticos, e o primeiro entre os realizadores, distinção discutível, mas que se reconhece ser de certa forma merecida – esta é uma das obras que nos “tocam” pela sua simplicidade em emoções que ecoam por toda a eternidade.

O cinema de Ozu era conceitualmente considerado um cinema marginal para a época. Entretanto, aos poucos foi sendo aceito, talvez graças a um pensamento vanguardista que surgiu entre os anos 60 e 70. A mudança de pensamento ajudou Ozu a se destacar entre os circuitos cinematográficos e a ser motivo de estudo principalmente em relação à sua sofisticação narrativa e a firmeza com que transformava o cotidiano em pura sutileza artística e poesia.

O crítico Carlos Augusto Calil, em um editorial publicado em 2010 no Folha de S.Paulo, comentou alguns aspectos da poética de Ozu.

Para Calil:

No quesito drama, seus dramas familiares se desenrolam no restrito espaço da casa de madeira e papel. Toda a sua imensa obra, com raras exceções, poderia ser condensada num único tomo, sob o título “Pais e Filhos”. E Ozu, que nunca foi pai e morou com a mãe a vida inteira, invariavelmente toma o partido dos genitores.


No seu estilo predomina o tom rebaixado, da desdramatização, o que volta e meia o leva a obrigar o ator a repetir dezenas de vezes um gesto banal até que não sobre resquício de interpretação. Seu ator preferido, Chishu Ryu (1904-1993), era sabidamente um rosto sem expressão, um boneco de engonço, que se prestava à perfeição ao movimento imposto pelo mestre oculto.

Calil analisa que Ozu só se interessa por pessoas normais, imperfeitas, gente comum, em meio às quais não há lugar para heróis. Mesmo o personagem mesquinho, caso da filha mais velha em seu filme “Era uma Vez em Tóquio” (1953), que pede o quimono da mãe na cerimônia do seu funeral, embora criticado, nunca é julgado, mas visto com compaixão.

Nisso, a vida ordinária dessas pessoas se desenrola em sucessivos “desacontecimentos”, num cotidiano levemente dramatizado, a que não falta o senso de humor, geralmente introduzido pelas crianças. Ozu era um grande diretor de crianças, retirava delas uma espontaneidade capaz de descontrair o espectador japonês, tão condicionado ao protocolo da cordialidade social e à expressão codificada, de cumprimentos formais e frases de sentido convencional.

Como em Hitchcock, com quem guarda muitas semelhanças, no cinema de Ozu predomina a composição do quadro, a simetria, a harmonia, às quais se submetem os atores, subordinados ao visual, à sua posição no cenário. Esse obsessivo artista gráfico compunha os planos como “tableaux”, em rigoroso equilíbrio.

Sobre o tempo e o espaço, Calil detalhou que nas obras de Ozu os atores comportam-se como se estivessem sendo observados pela câmera na posição de participante da cena. Como as pessoas em casa estão sempre agachadas no tatame, a câmera, como hóspede, permanece baixa, na altura do anfitrião. O plano é geralmente médio, a câmera não pode invadir o território da pessoa.

A visualização é frontal, bidimensional, provocando o achatamento do quadro. Não há linhas de fuga, mas planos sucessivos na distância. Como os japoneses não se olham de frente, ele os representa sempre em posições paralelas, por isso pode recusar o campo/contracampo, que no seu estilo de representação não tem função nenhuma. Os personagens falam diretamente para a câmera. Ao espectador desavisado, parece erro de continuidade, pela sistemática quebra do eixo. No regime estritamente visual, surgem planos de naturezas mortas e paisagens, que promovem a suspensão do fluxo narrativo e assumem a função de pontuação do discurso.

Ademais, sua reputação continuou a crescer desde a sua morte, e ele é amplamente considerado como um dos diretores mais influentes do mundo. E como descreveu Carlos Augusto Calil em 2010, a obra de Yasujiro Ozu, o desencantado senhor da solidão, transcende o cinema, é cultural e coletiva, é de toda uma cultura codificada. Por isso, pensam os japoneses que é incompreensível aos ocidentais. Ledo engano, para nossa felicidade.

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Cultura

Crianças lideres do mundo

João Rodrigues

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Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, tem seu dia celebrado dia 12 de Outubro, devido ao Decreto Lei 6.802 de 30 de Junho de 1980, e como informam que Deus é brasileiro, nada melhor que nossa Padroeira e o bondoso Deus, tenha reservado também este dia para celebrar o Dia das Crianças. Com isto, todas as bênçãos sobre elas são derramadas, para que cresçam com saúde, alegria e muita energia, pois todo um futuro lhes aguarda, e eu que já tive este privilégio de ser criança, sei o quanto esta fase foi primordial para a formação do adulto que sou hoje.

Nesta fase começamos a fazer os primeiros relacionamentos com os colegas,  brincadeiras, jogos, curiosidade, inovação, criatividade está no seu ápice, conhecimento, atitude, habilidade, comandar, organizar, já repararam que nossas crianças são líderes e empreendedores desde a tenra idade? Sim, isto mesmo desde cedo começamos a liderar os nossos amiguinhos, convencer, persuadir, vender ideias e projetos, saber lidar com o primeiro dinheirinho que ganham dos pais, tios, avós, para adquirir suas balas, doces, sorvetes, brinquedos ou algo que tem como objetivo ter, e tudo isto ocorre de forma natural sem elas perceberem e sem saberem o significado, pois ainda não foram apresentadas a elas as palavras como: Meta SMART, 5W2H, Crowfunding, Empreendedorismo, Fluxo de Caixa, Inbound, Outbound, Story Selling, etc, isto é nato destas incríveis crianças que estão ao nosso lado no dia a dia, e que muitas vezes não damos conta destes itens acima que citei, mas que serão de suma importância para a formação e solidificação de sua vida pessoal e profissional.

Se você pai/mãe quer ajudar na formação de líder desta criança SHOW que tem em casa, veja aqui alguns itens importantes:

Ensine pelo Exemplo – não seja autoritário, que dita regras e impõe soluções, mas crie bons hábitos de desenvolvimento pessoal, como por exemplo o hábito da leitura, confie, comunique-se de maneira clara,  não deixe passar a oportunidade de reconhecer os esforços, mantenha uma relação de confiança, com atenção ao protagonismo da criança.

Ofereça responsabilidades – compartilhe pequenos desafios durante a semana (mas os adequados às capacidades dele), cuidar do dinheiro da mesada, retirar o lixo, passear com o cachorro, arrumar a cama, lavar os pratos, ajudar na lista do supermercado (estoque), contribuirão muito na educação com foco na liderança.

Persistência – Desanimar, desiludir, desistir, são fatores que não podem fazer parte de um grande líder, por isto a persistência deve ser ensinada de maneira lúdica, é o famoso aprender brincando, e isto pode ser feito com a prática do esporte, brincadeiras, questões escolares, como aprender a ler, fazer contas ou escrever, enfim algo que demonstre a criança que o esforço sempre é recompensado para aqueles que persistem em busca dos seus objetivos.

Argumente e negocie –  através de conversa franca e direta, você conseguirá argumentar, negociar  e mostrar o quanto é importante o diálogo e a troca de informações para se chegar a um entendimento. A criança tem como característica natural a vontade de argumentar, perguntar, questionar, veja por exemplo quando ela deseja brincar até mais tarde e começa a querer convencer a todos sobre suas reações para que ela continue naquela atividade.

Um erro muito comum que se comete é quando os pais não escutam, interrompem a criança e impõe outro caminho, incrivelmente é nesse momento, que podemos mostrar a ela a ferramenta da negociação e com isto desenvolver nela esta habilidade, que tanto será necessária para seu futuro.Os pais podem aproveitar de um dia a dia normal junto com seus filhos, para  ensinar-lhes coisas importantíssimas que tanto agregarão a vida dos mesmos no futuro.

Como líder empresarial, tenho um sonho, o de levar a Cultura Empreendedora, para dentro de nossas escolas, desde o fundamental, para que nossas crianças comecem a ter  habilidade e conhecimento de vida que  permitirá a elas terem maiores possibilidades de um futuro melhor, estaríamos preparando uma geração, mais capacitada, mais inovadora, criativa e empreendedora, e isto sem dúvida é o que o mercado procura, e necessita sempre.

Nós adultos para sermos criativos, inovadores, podemos nos basear em nossas crianças pois elas possuem o incrível dom de voar na imaginação e são com certeza abençoadas!

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Cultura

O líder que agrega

João Rodrigues

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Dentro de poucos dias começaremos a discutir o Plano Diretor de Jaguariúna para os próximos 10 anos, PPA – Plano Plurianual para os próximos 4 anos, LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e a LOA – Lei Orçamentária Anual para o próximo ano, é o planejamento de curto e médio prazo que o cidadão, o empresário/empreendedor e em especial os Líderes da cidade precisam participar, para que possamos responder as seguintes perguntas: Que cidade temos? Que cidade queremos?

É o futuro que estará sendo debatido e discutido na Câmara Municipal de Jaguariúna planejamento, estabelecer as prioridades e o dinheiro destinado para cada um dos planos e ações previstas para melhoria de vida de nossa população, por isto é muito importante neste momento, que os líderes, informem, convidem, convoquem os cidadãos para participar e dar sua opinião e de forma colaborativa possamos construir uma Jaguariúna melhor para TODOS.

Como morador da cidade sei que estes assuntos, pouco chegavam ao nosso conhecimento, porém o mundo evoluiu e isto nos possibilita nos dias de hoje ter acesso a informação de qualidade, para que possamos fazer parte do processo deste planejamento que tanto impactará o dia a dia de nossa família.
Muitas vezes recebo comerciantes informando que em Jaguariúna as pessoas são bairristas, não colaboram, não se unem, que só reclamam, e sempre passo a eles informações relevantes sobre nossa cidade e cases onde as pessoas se uniram em prol do bem comum, gerando excelentes resultados, além de explicar aos mesmos que hoje grande parte de nossos comerciantes vieram de outras cidades, não fazendo sentido algumas das reclamações.

Neste ano uma prova grande de como essa união poder gerar um impacto super positivo para a economia de nossa cidade, foi o Projeto Jaguariúna de Mãos Dados, capitaneado pela empresária Edilaine Alves, da EIPCRED, uma empresa de Cobrança e Consultoria, que teve o apoio da Associação Comercial e Industrial de Jaguariúna, e que teve uma adesão de mais de 300 comerciantes locais, todos conectados em prol da retomada da economia, através de uma campanha que sorteou um Iphone 12, um Vale Compras e diversos brindes oferecidos pelos próprios comerciantes, mais de 80 mil vendas foram realizadas, gerando um impacto econômico muito positivo em nossa cidade.

Baseado nesta experiência de sucesso, podemos concluir que podemos através de líderes, influenciar outras pessoas em prol de uma causa, gerando melhoria e bem estar a toda uma cidade, se isto foi feito, é sinal que juntos podemos fazer muito mais pela nossa comunidade.

Nossa cidade é repleta de grandes líderes, muitos ainda no anonimato, muitos ainda tímidos em se destacar e influenciar o seu grupo de relacionamento, porém é chegado o momento de eles aflorarem e se destacarem, pois a causa é nobre e justa, o futuro de nossa cidade.

A capacitação destes novos líderes, começa a ser feita em várias frentes, pois os líderes com cases de sucesso, já estão sendo convidados a exporem de forma digital (devido a pandemia), porém em poucos dias de forma presencial grandes nomes do mercado estarão se apresentando em Jaguariúna e Região, o primeiro deles será Ciro Bottini, que dia 30 de setembro se apresenta na Palestra Vendalogia, e você poderá conhecer suas técnicas, seu jeito de vender de forma descontraída e objetiva, porém que geram resultados incríveis para seu negócio.

Quando um grande profissional desta magnitude se apresenta em nossa cidade, ele fala do tema que foi contratado, porém para quem é Lider, perceberá que a questão da postura do líder fica evidenciada, pois dá dicas de como se comunicar, como se postar, como influenciar e como ser um líder realizador. O que nos causou tristeza e espanto no início da pandemia, que foi a questão de não podermos estar presente, se tornou algo incrível e de longo alcance, com eventos sendo transmitidos online para milhares de pessoas, então fique ligado e anote os principais pontos.

Um Líder só se torna Líder, quando ele consegue influenciar pessoas! Você já está preparado para ser este Líder em sua cidade?

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