Economia
Pequenos negócios da região de Campinas incorporam plataformas digitais à rotina após a pandemia
WhatsApp, Instagram, aplicativos de entrega e sistemas de agendamento passaram a fazer parte das estratégias de venda, divulgação e atendimento de empreendedores da região. Especialista aponta que a digitalização ampliou o alcance dos negócios, mas também pode reproduzir desigualdades.
Vanderlei Tenório
A pandemia de Covid-19 mudou a rotina de pequenos negócios da região de Campinas.
Durante o período de restrições, ferramentas digitais passaram a ocupar um espaço que antes era reservado principalmente ao contato presencial. WhatsApp, Instagram, aplicativos de entrega e sistemas de agendamento ajudaram comerciantes e prestadores de serviços a manter o contato com os clientes.
Com o fim das restrições, parte dessas ferramentas permaneceu. Em alguns casos, elas se tornaram importantes para as vendas. Em outros, modificaram tarefas mais simples, como marcar um horário ou divulgar um serviço.
A experiência da Chillin Burger, de Valinhos, administrada por Dyogo Fernandes, mostra uma dessas mudanças. Criada durante a pandemia, a empresa começou a funcionar exclusivamente por delivery, sem salão e sem retirada de pedidos no local.
“Durante a pandemia, foi crucial investir em tráfego pago, pois a loja funcionava exclusivamente por delivery. Não havia salão, retirada ou contato presencial com o cliente”, afirma Dyogo, cozinheiro-chefe e sócio majoritário do estabelecimento.
Instagram, WhatsApp, cardápio digital e iFood foram utilizados desde o início para divulgar a empresa e receber pedidos. Hoje, a Chillin Burger trabalha com iFood, 99 Food e o sistema BeFood para administrar o negócio, manter o cardápio digital e organizar as entregas.
Segundo Dyogo, cerca de 80% das vendas passam por esses sistemas e 30% vêm especificamente do iFood.
“Tudo o que antes fazia parte do digital precisou ser mantido porque se tornou o normal”, diz.
Um cenário de crescimento em Campinas
A expansão do uso dessas ferramentas acontece em paralelo ao crescimento do número de pequenos empreendedores em Campinas.
Dados do Sebrae-SP, com base no Portal do Empreendedor, mostram que o município tinha 73.815 Microempreendedores Individuais (MEIs) em 2019. Em 2024, eram 128.730, um aumento superior a 74%. Um levantamento mais recente citado na pesquisa aponta 133.600 MEIs em 2026.
Os dados, porém, não permitem atribuir esse crescimento exclusivamente à pandemia. A formalização também está relacionada à busca por renda, às mudanças no mercado de trabalho e à expansão do comércio eletrônico.
A venda pela internet também ganhou espaço entre os pequenos negócios. De acordo com o levantamento utilizado na reportagem, a proporção de empresas que vendiam por redes sociais, aplicativos ou outros canais digitais passou de 59% em maio de 2020 para 69% em março de 2021. Em 2023, chegou a 73%, permanecendo próxima de 75% em 2026.
Os números ajudam a dimensionar uma mudança que pode ser percebida no cotidiano dos estabelecimentos. A internet deixou de funcionar apenas como uma alternativa para períodos de restrição e passou a integrar a operação de muitos negócios.
WhatsApp muda rotina de barbearia
Na Barberaria do Allan, de Hortolândia, administrada por Allan Moraes, a transformação aconteceu de outra maneira.
Antes da pandemia, os clientes eram atendidos principalmente por ordem de chegada. Com as restrições sanitárias, o estabelecimento precisou organizar o fluxo de pessoas e passou a trabalhar com horários marcados.
A prática permaneceu mesmo depois da reabertura.
“A principal mudança provocada pela pandemia foi o agendamento de horários. Antes, trabalhávamos mais com ordem de chegada. Por conta da pandemia, tivemos que adotar o sistema de agendamento, que cresceu, e hoje trabalhamos apenas dessa forma”, explica Allan.
Atualmente, o WhatsApp é utilizado para marcar os horários e também se tornou o principal canal de divulgação da barbearia. Os serviços são apresentados principalmente pelos status do aplicativo e dentro do próprio estabelecimento.
Parte da rotina digital é realizada pelos funcionários durante a semana. Nos fins de semana, quando o movimento aumenta, outra pessoa fica responsável pelo agendamento e pela divulgação.
Segundo Allan, essas atividades ocupam entre uma e duas horas.
É uma mudança simples, mas que altera a maneira como o estabelecimento organiza o atendimento. O celular passou a concentrar uma tarefa que antes dependia da presença física do cliente na barbearia.
WhatsApp e Instagram ganham espaço
O comportamento observado nos dois estabelecimentos acompanha uma tendência mais ampla entre os pequenos negócios.
De acordo com os dados reunidos na pesquisa, o WhatsApp é utilizado por mais de 81% dos pequenos negócios como canal de vendas. O Instagram aparece em 60%, enquanto o Facebook é utilizado por 34%.
Quase metade dos micro e pequenos empresários, 48%, já pagou para divulgar produtos ou serviços na internet em 2025. O levantamento aponta ainda que 70% dos pequenos negócios utilizam pelo menos uma ferramenta digital para vender.
Para o geógrafo Danilo Bernardo Ribeiro, entrevistado pela reportagem, a mudança não diz respeito apenas à comunicação. As plataformas também alteraram a relação dos estabelecimentos com o território.
Durante muito tempo, a localização de um pequeno negócio esteve ligada sobretudo ao fluxo de pessoas nas proximidades. Uma loja, uma barbearia ou um restaurante dependiam, em grande medida, de quem passava pela rua, morava no bairro ou trabalhava naquela área.
Redes sociais, aplicativos e marketplaces acrescentaram outras possibilidades. Um estabelecimento pode ser encontrado por alguém que não estava circulando fisicamente naquele lugar.
“Isso não significa que o estabelecimento físico tenha perdido sua importância. Na verdade, ele passa a ser ressignificado e articulado a uma espécie de ‘território digital’”, afirma Danilo.
A expressão ajuda a compreender uma situação comum: o negócio continua localizado em um endereço específico, mas parte da relação com o consumidor acontece fora dele.
O endereço continua fazendo diferença
A expansão das vendas pela internet não eliminou a importância da localização física.
Custos de entrega, tempo de espera, atrasos e questões logísticas continuam fazendo com que a distância entre estabelecimento e consumidor tenha peso nas decisões de compra.
“Não se pode falar exatamente em uma perda de importância da localização, mas sim em uma reconfiguração do seu papel”, explica Danilo.
Na prática, um restaurante pode alcançar um cliente por meio de uma plataforma, mas ainda precisa considerar quanto custa levar o pedido até ele. Uma barbearia pode divulgar seus serviços para pessoas de diferentes bairros, mas o consumidor continua precisando se deslocar até o estabelecimento.
As plataformas também interferem na circulação pela cidade. Os aplicativos de entrega, por exemplo, criaram novos fluxos entre estabelecimentos e consumidores.
Entregadores passaram a conectar diferentes pontos do território, seguindo uma dinâmica que não existia da mesma maneira antes da popularização desses serviços.
É uma camada nova sobre uma estrutura antiga. A rua continua ali, assim como o bairro e o endereço. O que mudou foi parte da forma como esses lugares se conectam aos consumidores.
A digitalização também tem custos
Estar presente no ambiente digital não significa apenas criar uma conta em uma rede social.
Para pequenos empreendedores, manter essa presença pode exigir investimento em publicidade, produção de conteúdo, equipamentos, sistemas de gestão e profissionais especializados. Nos aplicativos de entrega, há ainda taxas e outros custos relacionados ao funcionamento das plataformas.
Danilo chama atenção também para as condições de trabalho dos entregadores e para os custos de utilização desses serviços, que podem pesar de maneira diferente sobre empresas de diferentes tamanhos.
A necessidade de acompanhar as mudanças tecnológicas também cria dificuldades para quem tem menos recursos disponíveis.
“Com crédito limitado, a capacidade de inovação, adaptação e investimento em novas tecnologias também fica comprometida”, afirma.
Nesse ponto, a digitalização não produz necessariamente um cenário mais equilibrado. Empresas com maior capacidade financeira conseguem investir mais em publicidade, tecnologia e profissionais, enquanto negócios menores podem ter dificuldade para acompanhar o ritmo das mudanças.
A diferença também pode aparecer entre regiões. Para Danilo, a expansão das ferramentas digitais pode evidenciar desigualdades que já existem no território.
Inteligência artificial começa a entrar na rotina
A inteligência artificial aparece como uma etapa mais recente desse processo.
Na Barberaria do Allan, a tecnologia já é utilizada para a criação de imagens de divulgação e está presente no sistema de agendamento. Ainda assim, Allan afirma que a IA não provocou uma mudança significativa na estratégia de comunicação do estabelecimento.
A divulgação continua concentrada nos status do WhatsApp e na comunicação feita dentro da própria barbearia.
Para o consultor do Sebrae Aldo Batista, citado na pesquisa, ferramentas de inteligência artificial já podem ser utilizadas por pequenos negócios para produzir textos de venda e campanhas promocionais.
O uso dessas tecnologias, no entanto, ainda ocorre de maneira desigual. Para alguns empreendedores, a inteligência artificial pode representar economia de tempo e acesso a recursos que antes exigiam a contratação de um profissional. Para outros, incorporar novas ferramentas significa lidar com custos, aprendizado e mudanças em uma rotina que já é bastante apertada.
O território digital também é desigual
A expansão das plataformas não acontece sobre um território homogêneo.
Dados citados pelo especialista mostram que 86% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet em 2025. Entre as famílias da classe A, o índice chegava a 99%, enquanto nas classes D e E era de 73%.
Isso ajuda a colocar uma questão menos evidente quando se fala em digitalização: estar conectado não significa necessariamente ter as mesmas condições para utilizar a internet.
“Embora o espaço digital possa ser uma extensão do espaço físico, assim como determinados espaços físicos são socialmente seletivos, os espaços digitais também podem apresentar essa seletividade”, afirma Danilo.
Para um pequeno negócio, essa diferença pode aparecer na capacidade de produzir conteúdo, pagar por anúncios, contratar serviços especializados ou utilizar ferramentas mais sofisticadas. Do lado do consumidor, pode estar relacionada ao acesso à internet, à qualidade da conexão e à possibilidade de utilizar determinados aplicativos e serviços.
A pandemia acelerou uma transformação que já estava em andamento. Em Campinas e na região, pequenos negócios incorporaram parte dessas ferramentas às suas rotinas e, em muitos casos, não voltaram ao modelo anterior.
Na Chillin Burger, em Valinhos, o delivery continua ocupando uma parcela significativa das vendas. Na Barberaria do Allan, em Hortolândia, o agendamento pelo WhatsApp substituiu a antiga ordem de chegada.
São mudanças diferentes, provocadas por necessidades diferentes, mas que apontam para a mesma questão: para muitos pequenos negócios, a relação com o consumidor já não começa necessariamente na porta do estabelecimento.
A loja continua aberta no mesmo endereço. Antes de chegar até ela, porém, o cliente pode ter passado pelo celular.
Texto de Vanderlei Tenório, com colaboração de Danilo Vallini e João Almeida na reportagem; Fabrício Carnavalli na pesquisa e apuração; Felipe Passos Gal no audiovisual; e Ana Pires na pauta.
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Economia
Contratações temporárias crescem 4,9% no primeiro semestre de 2026 e saldo é quase cinco vezes maior que em 2025
Brasil registrou 537,2 mil admissões de trabalhadores temporários entre janeiro e junho; modalidade pode ser alternativa para quem busca recolocação, experiência e novas oportunidades profissionais
O mercado de trabalho temporário registrou 537.181 admissões no Brasil entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa um crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 512.317 contratações temporárias.
O avanço também aparece no saldo entre admissões e desligamentos. Nos primeiros seis meses de 2026, foram 507.127 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 30.054 postos temporários. No mesmo período de 2025, o saldo havia sido de 6.314, com 506.003 desligamentos. Assim, o saldo registrado em 2026 foi cerca de 4,8 vezes maior que o observado no ano anterior.
O desempenho do trabalho temporário ocorre em um cenário diferente quando considerado o mercado de trabalho formal como um todo. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou 13.966.352 admissões, praticamente o mesmo volume observado no primeiro semestre de 2025, quando foram contabilizadas 13.970.126 contratações.
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Já o número de desligamentos formais aumentou de 12.740.854, em 2025, para 13.044.707, em 2026. Com isso, o saldo geral de empregos formais passou de 1.229.272 para 921.645 no período, uma redução de aproximadamente 25%.
Trabalho temporário pode ser porta de entrada para novas oportunidades
Para quem está em busca de uma colocação, o trabalho temporário pode representar uma alternativa para retornar ao mercado, adquirir experiência e ampliar a rede de contatos profissionais. A modalidade também permite ao trabalhador conhecer diferentes ambientes e rotinas de trabalho, desenvolver competências e demonstrar seu desempenho diretamente à empresa contratante.
Outro aspecto é a possibilidade de efetivação. Embora o contrato temporário tenha prazo determinado e atenda a uma necessidade transitória da empresa, a experiência adquirida durante o período pode contribuir para futuras oportunidades profissionais.
“O trabalho temporário é uma oportunidade para quem está buscando uma recolocação ou quer ampliar sua experiência profissional. Além da possibilidade de desenvolver novas competências e conhecer diferentes ambientes de trabalho, o profissional tem a oportunidade de demonstrar seu desempenho na prática, o que pode abrir portas para novas oportunidades, inclusive uma contratação efetiva, quando houver essa possibilidade”, destaca Marcelo de Abreu, Presidente da Employer Recursos Humanos, empresa especializada em trabalho temporário e tecnologias para Recursos Humanos.
Participação de homens e mulheres permanece equilibrada
As admissões temporárias apresentaram distribuição equilibrada entre homens e mulheres nos dois períodos analisados. No primeiro semestre de 2026, os homens responderam por 273.296 admissões, o equivalente a 50,88% do total, enquanto as mulheres representaram 49,12%, com 263.885 contratações.
Em 2025, foram registradas 260.929 admissões de homens, correspondentes a 50,93%, e 251.388 de mulheres, ou 49,07%. A participação feminina apresentou, portanto, uma leve alta na comparação anual, passando de 49,07% para 49,12% das admissões temporárias.
Temporário apresenta crescimento mesmo com estabilidade nas admissões gerais
A comparação entre os dados evidencia comportamentos distintos. Enquanto o volume total de admissões formais no Brasil permaneceu praticamente estável entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, as contratações temporárias avançaram 4,9%.
O número de admissões temporárias passou de 512.317 para 537.181, enquanto o saldo da modalidade avançou de 6.314 para 30.054. No mercado formal como um todo, por outro lado, o saldo caiu de 1,23 milhão para 921,6 mil postos no mesmo intervalo.
Os números reforçam a presença da modalidade temporária como uma alternativa utilizada pelas empresas para atender necessidades específicas de contratação e, para os profissionais, como uma possibilidade de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.
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Economia
Força econômica da região de Campinas impulsiona a expansão da Brazil Equipo Show
Jaguariúna reflete a força de uma das principais regiões brasileiras nos setores de agronegócio, indústria, logística e infraestrutura. Em 2026, a Brazil Equipo Show cresce 20% em número de expositores em relação a 2025
A terceira edição da Brazil Equipo Show (BES), realizada de 04 a 07 de agosto, em Jaguariúna, acontece no coração de uma das regiões mais dinâmicas do país para os mercados de máquinas, equipamentos e infraestrutura voltados à construção, mineração e agronegócio. Integrada à Região Metropolitana de Campinas (RMC), a cidade reúne condições estratégicas para aproximar a feira de empresas, investidores e compradores de todo o país, especialmente dos segmentos que mais impulsionam a economia regional.
Prova disso é a evolução da Brazil Equipo Show. Na edição de 2025, a feira ampliou em 70% sua área de exposição em relação à estreia, reuniu mais de 120 marcas expositoras, recebeu 14,5 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 50 milhões na economia de Jaguariúna. Em 2026, registra crescimento de 20% no número de expositores e expectativa de ampliar o público em 30%, segundo a STO Feiras e Eventos. Os resultados reforçam o potencial da RMC como polo de grandes eventos de negócios.
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Com mais de 3,3 milhões de habitantes distribuídos em 20 municípios, a Região Metropolitana de Campinas concentra um parque industrial diversificado, agronegócio competitivo e um dos maiores mercados da construção civil paulista. Já a Região Administrativa (RA) de Campinas possui população próxima de 7 milhões de habitantes. A localização também é um diferencial competitivo, com acesso facilitado pelo Aeroporto Internacional de Viracopos e pelas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Dom Pedro I e Presidente Dutra.
Ambiente favorável
A construção civil é um dos principais indicadores da força econômica da região. Segundo o SindusCon-SP, a Regional Campinas representa o segundo maior mercado do setor no Estado de São Paulo, empregando mais de 100 mil trabalhadores formais.
No agronegócio, a região destaca-se pela produção de cana-de-açúcar, citros, frutas, horticultura e floricultura. Holambra é referência nacional na produção e exportação de floes.
A mineração também reforça esse cenário. Dados do Sindipedras mostram que a Regional Campinas da entidade — definida com base na área de influência do mercado de agregados minerais — reúne 55 pedreiras e responde por cerca de 13% do volume comercializado no Estado de São Paulo, ocupando a segunda posição estadual, atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo. Somente no primeiro trimestre de 2026, o setor movimentou aproximadamente R$ 110 milhões, abastecendo obras de infraestrutura, pavimentação e construção civil.
Para Guilherme Ramos, diretor da Brazil Equipo Show, a escolha de Jaguariúna reforça a estratégia de aproximar a feira dos principais mercados consumidores de máquinas e equipamentos do país.
“A Brazil Equipo Show nasceu para estar próxima dos mercados que mais investem em máquinas e equipamentos. Jaguariúna reúne essas características ao concentrar atividades ligadas ao agronegócio, à construção, à mineração e à infraestrutura, além de oferecer localização estratégica para receber visitantes e expositores de todo o Brasil.”
Programação reúne negócios, tecnologia e capacitação
O ambiente de negócios foi determinante para consolidar Jaguariúna como sede da Brazil Equipo Show. A feira reunirá fabricantes, distribuidores, concessionárias, locadoras, produtores rurais, mineradoras, construtoras, entidades setoriais e gestores públicos em uma programação voltada à geração de negócios, demonstração de tecnologias e qualificação profissional, atendendo aos principais setores da economia regional.
Entre as atrações estão demonstrações de máquinas em operação, test drives, o BES Capacita, realizado em parceria com o SENAR/FAESP, Sindicatos Rurais e Yanmar; a capacitação de operadores promovida pela APELMAT; o Campeonato Regional de Operadores de Escavadeira de Esteiras, em parceria com a John Deere e a Terraverde; o Prêmio BES; e o 10º Encontro de Lideranças Municipais, promovido pela AMITESP – Associação das Prefeituras dos Municípios de Interesse Turístico do Estado de São Paulo, que reunirá prefeitos e gestores de mais de 150 municípios paulistas.
………………….
Serviço
Brazil Equipo Show (BES) 2026
Data: 4 a 7 de agosto de 2026
Local: Red Eventos – Jaguariúna (SP)
Horário: das 10h às 19h – visitação gratuita mediante inscrição no site
Site: www.besshow.com.br
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Economia
Cortar o cafezinho não vai te deixar rica (mas organizar a feira vai salvar seu mês)
Por: Pati Aiello
Se tem uma coisa que me irrita profundamente é ver especialista engravatado dizendo para o trabalhador brasileiro que ele está endividado porque toma um cafezinho na padaria.
Isso é uma desconexão total com a realidade.
Cortar pequenos prazeres de quem já tem uma vida tão dura não enriquece ninguém, só adoece a mente.
O que realmente salva o orçamento doméstico não é a privação extrema, é a organização inteligente.
A verdadeira desburocratização do orçamento acontece quando olhamos para os grandes ralos de dinheiro. E um dos maiores é o supermercado.
Ir às compras sem lista, com fome ou levando as crianças é a receita certa para o desastre financeiro.
O exercício que mudou minha vida: Cardápio Semanal
Quando Enzo nasceu, eu estava gastando R$ 1.200 por mês em supermercado. Para uma família de 3 pessoas, isso era absurdo.
Eu não sabia por onde começar.
Até que descobri o cardápio semanal.
A estratégia é simples: se você sabe o que vai cozinhar de segunda a domingo, você compra apenas os ingredientes necessários. Nada estraga na geladeira, nada é comprado por impulso.
É ordem e progresso aplicados na despensa de casa.
Passo 1: Escolha 7 refeições principais
Não precisa ser complicado. Pode ser:
• Segunda: Frango com arroz e feijão
• Terça: Macarrão à bolonhesa
• Quarta: Peixe com batata
• Domingo: Churr Quinta: Carne moída com legumes
• Sexta: Pizza caseira
• Sábado: Feijoada
• Domingo: Churrasco ou lasanha
Passo 2: Liste os ingredientes necessários
Para cada refeição, anote o que você precisa.
Não esqueça dos lanches e café da manhã.
Passo 3: Vá ao supermercado com a lista
Isso é crucial.
Não saia de casa sem a lista.
E quando estiver lá, não compre nada que não esteja na lista.
Nem aquele iogurte que parece bom, nem aquele biscoito que está em promoção.
Passo 4: Compare preços
Leve seu celular e compare preços.
Muitas vezes, a marca branca é tão boa quanto a marca famosa, mas custa 40% menos.
Dica Atrativa: A Regra 50-30-20 Adaptada para a Realidade Brasileira
Existe uma regra famosa chamada 50-30-20.
Significa:
• 50% da renda para necessidades (moradia, comida, contas)
• 30% para estilo de vida (diversão, roupas, beleza)
• 20% para dívidas ou poupança
Mas isso foi criado para pessoas que ganham bem.
Para a realidade brasileira, eu adapto assim:
Se você ganha R$ 2.000 por mês:
• R$ 1.000 (50%) para necessidades
• R$ 600 (30%) para estilo de vida
• R$ 400 (20%) para dívidas ou poupança
Mas se você está endividado, essa proporção muda:
• R$ 1.000 (50%) para necessidades
• R$ 400 (20%) para estilo de vida
• R$ 600 (30%) para dívidas
Você corta o estilo de vida temporariamente para sair do buraco.
Depois que as dívidas acabarem, você volta ao 50-30-20 normal.
Exercício Prático: Auditoria de Despesas de Supermercado
Pegue suas últimas 3 notas de supermercado (ou acesse seu extrato no app do banco).
Anote tudo o que você comprou.
Agora, separe em categorias:
• Necessário: Arroz, feijão, carne, verduras, leite
• Importante: Higiene pessoal, limpeza
• Desnecessário: Biscoitos, refrigerante, salgadinhos, doces
Calcule quanto você gasta em cada categoria.
A maioria das pessoas descobre que gasta 30-40% em desnecessário.
Se você gasta R$1.000 por mês e 30% é desnecessário, você está jogando R$300 no lixo.
Em um ano, são R$ 3.600.
Agora, não estou dizendo • R$ 600 (30%) para dívidas
Você corta o estilo de vida temporariamente para sair do buraco.
Depois que as dívidas acabarem, você volta ao 50-30-20 normal.
Exercício Prático: Auditoria de Despesas de Supermercado
Pegue suas últimas 3 notas de supermercado (ou acesse seu extrato no app do banco).
Anote tudo o que você comprou.
Agora, separe em categorias:
• Necessário: Arroz, feijão, carne, verduras, leite
• Importante: Higiene pessoal, limpeza
• Desnecessário: Biscoitos, refrigerante, salgadinhos, doces
Calcule quanto você gasta em cada categoria.
A maioria das pessoas descobre que gasta 30-40% em desnecessário.
Se você gasta R$ 1.000 por mês e 30% é desnecessário, você está jogando R$ 300 no lixo.
Em um ano, são R$ 3.600.
Agora, não estou dizendo • R$ 600 (30%) para dívidas
Você corta o estilo de vida temporariamente para sair do buraco.
Depois que as dívidas acabarem, você volta ao 50-30-20 normal.
Dica Atrativa: O truque do supermercado que ninguém conta
Os supermercados são projetados para você gastar mais.
Os produtos mais caros estão na altura dos olhos.
Os mais baratos estão embaixo ou em cima.
Os produtos de impulso (doces, revistas, itens pequenos) estão no caixa, onde você está cansado e menos racional.
Conhecendo isso, você pode usar a seu favor:
• Procure nas prateleiras de cima e embaixo.
• Leve apenas o dinheiro que precisa (sem cartão).
• Vá com o estômago cheio (pessoas com fome gastam 20% a mais).
• Leve fones de ouvido (reduz impulsos sensoriais).
• Vá em horários menos movimentados (você pensa melhor).
Uma cliente minha começou a fazer compras online e retirar na loja.
Economizou R$ 150 por mês apenas porque não tinha acesso aos produtos de impulso.
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