Cultura
Família Frachetta – Uma família pioneira
Maria Luppi era filha de Pio Luppi e de Carolina Polli, natural de Verona, Itália. Nascida em 1876. Imigraram em 1887 para o Brasil. Seu pai era hábil pedreiro e estabeleceu-se na capital, São Paulo, com os filhos Plínio, Maria e Clotilde Laura. Os filhos: Escola e Trabalho ajudando os pais. Maria trabalhou na fábrica de fósforos “Fiat Lux”. Conheceu Tranquilo Frachetta, imigrante italiano, família de sapateiros. Casaram-se em 1892. Nesta época o casal procurou o interior onde pudesse ter mais êxito na sua profissão de sapateiro. Vieram para Pedreira. Ali nasceram as primeiras filhas: Aída (1894), Rina (1897) e Antonieta (1899). O sapateiro não obteve o sucesso esperado e continuou em busca de sucesso com sua profissão. Em 1899, mudaram-se para o Distrito de Paz de Jaguary. Aqui conseguiu o progresso esperado e o casal teve mais seis filhos: Thereza (1902- faleceu solteira), José (1904- faleceu moço), Laura (1906), Clotilde (Zenaide, 1909), Idalina (1911), Carolina (Tila- 1914). Porém, logo, em 1916, grave enfermidade atingiu o chefe da casa. Na época havia muita dificuldade para aquele tratamento. O sapateiro retorna ao país de origem, buscando sua cura. Não conseguiu retornar. Faleceu em 15 de abril de 1923, em Veneza. A Sra. Maria Luppi Frachetta, viúva, com numerosa prole, figura humana, simples e humilde excelente caráter, conduta ilibada enfrentou bravamente seus desafios. Com sua fé cristã inabalável, não esmoreceu. Lançou mão de sua força de trabalho, auxiliada pelas virtuosas filhas, não demorou a tornar-se uma invejável quituteira que, de forma caseira, produzia deliciosas fornadas de doces, dos mais variados sabores. No forno de tijolos, a lenha, assava seus bolos, pães e doces para serem comercializados na porta de sua casa, bem como na Praça da Matriz e na velha Estação Ferroviária da Rua de Baixo, da pequena Vila de Jaguary. Os passageiros ansiavam passar por Jaguary para comprar rápido, através das janelas dos trens, os mais saborosos doces que conheciam. A doceira com as filhas provaram que nada resiste ao trabalho, esperança, amor a Deus e ao próximo. Assim Ela viu prosperar seu negócio e adquiriu uma sede própria para a sua residência e doceria, na antiga Rua Floriano Peixoto, hoje, chamada Alfredo Engler em 1931 por 7.000$000 (sete contos de réis). Esta doceria tornou-se famoso ponto das melhores queijadinhas, bombocados, quindins, bolos, rapadurinhas de leite, e muitos doces de época. As filhas : 1-Aída casou-se com Emílio Bergamasco. 2–Rina casou-se com Antônio Bergamasco. 3-Antonieta, com Narciso Poltroniéri. 4- Laura, com Hermelindo Poltroniéri, 5- Zenaide, com Alfredo Chiavegato. 6- Carolina,com Armando Tozzi.7- Idalina faleceu solteira. A Sra. Maria Luppi Frachetta, faleceu em 1954. Seus dotes culinários continuam com suas novas gerações com as roscas, bolos e doces inigualáveis. Assim como a caridade que acolhia a todos os desamparados e necessitados passou aos netos, através de suas filhas e caminha… Um logradouro público foi dado em sua homenagem no Loteamento Santa Úrsula, em 2013: “Rua Maria Luppi Frachetta.” Seu negócio teve continuidade com a filha viúva, Rina e a filha solteira, Idalina. Continuou famoso pelos doces. Um sobrinho, Prof. Mário Bergamasco, fazia-lhes companhia e com elas trabalhou no conhecido e procurado “Bar da Frachetta” até os idos de 1960. Com o falecimento dessas duas irmãs, por volta dos anos 1980, ali tornou-se não menos famosa e procurada “Doceria Tia Irene”, com sua competência e trabalho fez juz ao ponto da Sra. Maria Luppi Frachetta (Noninha) e das suas tias Rina e Idalina. Hoje, neste exato ponto, o bisneto Flávio Bergamasco, mantém fina loja de roupas masculinas. A história de uma cidade é a somatória da história de seus habitantes. Jaguariúna floresceu com a força e trabalho de seu povo. Os jaguariunenses de nascimento ou por adoção têm o dever de preservar e divulgar a história de nossa terra. Esta pesquisa foi colaboração de Carlos José Tozzi, amigo da Casa da Memória Padre Gomes.
Cultura
Império de Casa Verde apresentará o samba-enredo através das redes sociais nessa sexta, 24
O Império de Casa Verde anuncia com entusiasmo o lançamento oficial do samba-enredo “Sob o céu do interior, brilha o sonho caipira. Jaguariúna: a Capital Country do Brasil”, obra que será apresentada nesta sexta-feira, 24, através das redes sociais da escola.
A composição, assinada por Andre Diniz, Arlindinho, Evandro Bocão, Darlan e Fabiano Sorriso, segue o padrão de excelência dos últimos anos, mantendo a tradição de sambas encomendados que exaltam a força cultural e a identidade das homenagens propostas pela agremiação.
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O prefeito de Jaguariúna, Davi Neto, não esconde a expectativa. “Estamos ansiosos para conhecer essa obra que vai embalar a homenagem à nossa cidade. Tenho certeza de que será um marco para Jaguariúna e para todos que carregam orgulho de nossas raízes.”
Já o presidente do Império de Casa Verde, Fábio Leite, garante que a emoção será arrebatadora. “Os componentes imperianos e a população de Jaguariúna vão se arrepiar com o samba que será apresentado. É uma celebração que une tradição, paixão e respeito à história da cidade.”
Com este lançamento, o Império de Casa Verde reafirma sua vocação de unir música, cultura e emoção em um espetáculo que promete ecoar nos corações de todos os apaixonados pelo carnaval.
O Império de Casa Verde, abrirá a segunda noite dos desfiles do grupo especial no sábado, 6 de fevereiro.
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Cultura
Otrovertidos
Por: Carol Pepe – Proprietária da Okahoma Import
e do Ok Coworking em Jaguariúna
Esses dias li uma reportagem que falava sobre pessoas otrovertidas. Este assunto me fez pensar muito e desejei trazer aqui uma reflexão.
Antes de iniciar, porém, gostaria de ressaltar que quaisquer informações que trago serão baseadas em pesquisas pela internet e pensamentos pessoais. Apesar de ser formada em psicologia transpessoal, não atuo como terapeuta.
Também, ressalto que dificilmente uso IA para escrita de textos, portanto estejam prontos para ver erros humanos e opiniões que podem ser alteradas com o tempo (somos — ou ao menos deveríamos ser — seres mutáveis, em constante evolução).
Para iniciar este artigo, acho importante ressaltar o que já pode ser de conhecimento geral:
Introvertido – é uma pessoa que costuma focar energia em seu próprio mundo interior. Não é necessariamente tímida, mas precisa de tempo a sós. Tem preferência natural por ambientes mais tranquilos e com menos estímulos externos, é mais reservada, geralmente ouve mais do que fala.
Extrovertido – é aquele que “recarrega” sua bateria socialmente, costuma ter mais facilidade em se comunicar, gosta de interações sociais. É, frequentemente, mais caloroso e expansivo.
Ambivertido – é aquele que possui um equilíbrio entre ser introvertido e extrovertido. Fica bem sozinho, mas também se diverte em eventos sociais, transitando entre as duas situações, dependendo do contexto.
Então, o que são otrovertidos?
Enquanto o ambivertido se encaixa bem tanto como introvertido como extrovertido, de acordo com o contexto, os otrovertidos não se encaixam em nenhum dos padrões. Embora consigam socializar, possuem um forte senso de independência, preferem vínculos profundos e costumam sentir que não pertencem totalmente a grandes grupos ou dinâmicas coletivas.
Preferem as trocas no um a um a eventos sociais que possam ser considerados superficiais.
Os otrovertidos conseguem interagir bem, mas mantêm seu pensamento independente e raramente sofrem do “efeito manada” para buscar pertencimento. Necessitam de momentos de isolamento e solitude. Muitas vezes, sentem-se deslocados em eventos sociais, como se fossem observadores conscientes (e não parte integrante).
O termo foi “cunhado” pelo Dr. Rami Kaminski, psiquiatra norte-americano que fundou o “The Otherness Institute”, em Nova Iorque.
Otrovertidos, ainda que participem de eventos sociais, não costumam se afiliar a grupos específicos (como clubes, religiões ou partidos políticos, por exemplo). Geralmente, possuem crenças e pensamentos individuais que não se alinham a conjuntos de regras muito engessadas. Têm dificuldade em manter amizades que exijam presença física com constância, o que não quer dizer que não mantenham relações profundas com as pessoas com quem tem afinidade verdadeira.
Ainda que o site do Dr. Kaminski diga que são características incomuns, cada vez mais indivíduos estão se identificando com essa definição.
Aqui entra minha reflexão. Existe um número crescente de pessoas cansadas de cultivar relações superficiais e conversas rasas. Todos nós mantemos essas relações sociais, faz parte cultural de quem somos como povo. Porém, como muitos se sentem deslocados dos movimentos que a “manada” faz, acabam se isolando ou entrando na onda do que todos estão fazendo para se sentirem aceitos e pertencentes.
Existem, porém, indivíduos dispostos a fazer diferente, a ter conversas profundas e até mesmo de concordar em discordar. Como exemplo, posso citar que podemos continuar amigos, tendo conversas inteligentes e reflexivas, ainda que não tenhamos as mesmas filosofias de vida, as mesmas crenças religiosas ou a mesmas visões políticas. Muitos de nós estamos saturados do mundo polarizado e das opiniões prontas, entregues pela mídia ou pelas redes sociais.
Há um grupo cada vez maior de pessoas dispostas a “discutir” (no bom sentido) e se permitir mudar de opinião conforme evolui em seus conceitos e conhecimentos. E ainda que não mudemos nosso ponto de vista, estamos prontos para tentar entender o outro. Isso não se dá através de palestras onde um fala e todos ouvem, ou de eventos onde ninguém se escuta porque a música está alta demais ou há tanta gente falando ao mesmo tempo que não dá para ouvir ninguém. São nos pequenos grupos, nas conversas tranquilas, regadas a café ou vinho (ou qualquer outra bebida de sua preferência), nas opiniões que podemos dar sem julgamento, para aqueles que ouvem e realmente prestam atenção.
Acredito que existem muitas pessoas buscando esse tipo de conexão, algumas talvez nem saibam o que estão procurando. Alguém precisa organizar essa bagunça e chamar para o primeiro café. Eu começo. Vamos?
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Cultura
Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai
Ortopedista explica os reais motivos dessa sensação e como diminuir o desconforto nessa época
Basta os termômetros anunciarem a chegada do frio para muitas pessoas relatarem que o corpo começa a reclamar: dores articulares, musculares e até aquela sensação de que está “tudo travado”. O mais comum é que regiões do pescoço, costas, joelhos e mãos sejam afetadas pelo desconforto.
Quem já convive com doenças como artrose, lesões, doenças reumatológicas ou idosos, costuma perceber essa mudança de forma ainda mais intensa. O médico ortopedista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dr. Marcos Paulo Sales, diz que essa sensação não é mito, é uma reação esperada nessa época.
“Quando a temperatura cai os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo a circulação em algumas regiões do corpo, principalmente nas extremidades. Além disso, o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, pode se tornar mais viscoso em temperaturas mais baixas”, explica.
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Esses dois fatores são os pilares da dor e desconforto, principalmente em idosos, que por consequência da idade geralmente apresentam problemas de circulação. No decorrer dos anos, os vasos sanguíneos e linfáticos passam pelo processo de envelhecimento, o que compromete a elasticidade e eficiência deles.
“No frio, os vasos sanguíneos se contraem para manter o calor em seu funcionamento normal. Mas, no caso dos idosos, esse sistema de contração e vasodilatação para manter ou dissipar o calor, não funciona mais tão perfeitamente, pois os vasos vão perdendo a elasticidade”, esclarece o médico.
Outro fator importante é que, no frio, tendemos a nos movimentar menos e a ficar com a postura encolhida. A redução da atividade física favorece a rigidez muscular e articular, o que contribui para o desconforto e a má postura pode aumentar o risco de torcicolos e dores nas costas.
Como aliviar os sintomas
A atividade física, mesmo em dias mais frios, ajuda a aquecer o corpo e melhorar a circulação e os alongamentos aliviam a rigidez muscular. “Também é importante não ficar muito tempo na mesma posição, o que é bastante comum nessa época. O uso de roupas adequadas para ajudar a manter o calor é fundamental, mesmo durante a prática de exercícios”, alerta o ortopedista da UniMAX.
Uma dica simples, que pode fazer a diferença é o velho e bom escalda-pés. Uma bacia com água quente ajuda a aquecer as extremidades e a relaxar a musculatura, trazendo conforto. “Esse recurso pode ser muito interessante, mas deve ser feito sempre com o intuito de aquecer e manter a temperatura, ou seja, quando a pessoa estiver já em casa, ou antes de dormir. Hoje também temos aquecedores e até colchões e cobertores com sistema de aquecimento, que podem trazer bem-estar para idosos e pessoas acamadas”, pontua Sales.
E algo que não se pode esquecer é a hidratação, que também afeta a circulação. Nessa época, aproveitar para incluir na dieta sopas e caldos, pode ser uma boa medida para aumentar a ingestão de líquidos e aquecer o corpo.
Para o ortopedista, o segredo para evitar as dores é a disciplina e pequenos ajustes: “Passar pela estação mais fria do ano com conforto e sem dores exigem estratégias simples que podem ser incluídas em todas as rotinas”, conclui.
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