Conecte-se conosco

Campinas

Entre prédios e patrimônios: a disputa silenciosa pelo centro histórico de Campinas

Publicados

em

Especialistas apontam falta de gestão eficiente e pressão do mercado como causas para descaracterização de bairros históricos

  • Por Coletivo Spotlight*

A transformação urbana acelerada de Campinas vem trazendo à tona um dilema que se repete em cidades de médio e grande porte pelo Brasil: como equilibrar o avanço do setor imobiliário com a preservação do patrimônio histórico?

A metrópole foi uma das primeiras a criar o próprio Conselho de Patrimônio Histórico com uma lei em 1987 e regulamentado no ano seguinte. No entanto, apesar de reunir 765 bens tombados e outros 600 processos de estudo, o tombamento não é suficiente para garantir a preservação.

Apenas nos últimos 11 anos, entre 2015 e 2025, um levantamento realizado com base no registro do IPTU de Campinas mostra que a cidade teve um acréscimo de 45 mil novos apartamentos e 12 mil casas. Qual o impacto deste crescimento no patrimônio? “Tem vários prédios sendo demolidos. Demolidos assim, eles são deteriorados com o tempo por falta de preservação”, comenta Jucinaide, campineira e que possui uma barraquinha na Feira Hippie do Bairro Cambuí há 15 anos.

LEIA TAMBÉM:

Para entender o panorama do impacto da valorização imobiliária sobre o tecido histórico-cultural da cidade conversamos com João Verde, arquiteto e conselheiro do Condepacc, e Fernando Shigueo Nakandakare, também arquiteto e estudioso da dinâmica urbana.

Cidade abandonada
A situação dos bens tombados e áreas históricas de Campinas é, para João Verde, “extremamente precária”. Segundo ele, não há apoio suficiente para que proprietários consigam realizar reformas ou restauros que lhes permitam reocupar os imóveis antigos, o que leva ao abandono e à deterioração.

Verde reconhece a presença do mercado imobiliário sobre áreas centrais e bairros nobres no Centro expandido como Cambuí, Nova Campinas e Taquaral, onde antigos casarões e terrenos amplos tornam-se alvos para novos empreendimentos. Explica que as construtoras e os empreendedores procuram espaços onde haja demanda por habitações e empreendimentos e buscam imóveis que possam ser comprados e locais onde possam construir novos edifícios. “O mercado imobiliário é como qualquer outro, busca locais para empreender onde haja retorno. O que falta é projeto e planejamento urbano para conciliar essa expansão com a preservação”, diz.

Verde não concorda com o uso do termo especulação para explicar o fenômeno de expansão imobiliária no centro. Já Fernando Shigueo Nakandakare, não nega, mas os desenvolve, para ele, a especulação, consiste em deixar imóveis desocupados aguardando valorização sem se preocupar com a depreciação da cidade de forma a impedir o local de cumprir sua função social.

LEIA TAMBÉM:

No entanto, afirma que é preciso deixar claro que a especulação e o mercado não são sinônimos. O primeiro pode ser utilizado pelo segundo como estratégia de depreciação para futura valorização, mas que ganha espaço na ausência de ações eficazes de reconhecimento de patrimônios em uma dinâmica sustentável na cidade.

“Quando tratamos edifícios apenas como mercadoria, deixamos à mercê do mercado que busca apenas lucro”, alerta.

A demolição e a requalificação
Um caso simbólico dessa disputa em Campinas foi a antiga fábrica de chapéus, próxima ao Mercado Municipal. O local, segundo Nakandakare, tinha potencial para se tornar um centro cultural ou espaço multiuso, mas acabou sendo vendido para uma construtora que vai preservar apenas a fachada e erguer uma torre habitacional.

“Poderíamos ter tido algo como o Sesc Pompeia em São Paulo, mas não foi o caso”, lamenta.

Verde, por sua vez, cita experiências onde a pressão imobiliária resultou em requalificação, como no antigo sanatório Santa Isabel, hoje transformado no complexo Pátio Abolição. Ele defende a verticalização das áreas centrais como caminho para evitar o espraiamento urbano e promover o adensamento populacional com acesso à infraestrutura.

“Os novos empreendimentos podem ajudar a requalificar o patrimônio, ocupando imóveis abandonados e estimulando comércio e serviços no entorno”, afirma.

Outro exemplo de requalificação de patrimônio histórico citado por Verde é o edifício onde atualmente funciona a ESAMC que era um edifício fundado em 1909 como um colégio apenas para mulheres que teve a fachada mantida, mas “praticamente quase todo demolido na sua parte interna e parte traseira. Foi feito outro empreendimento com o hotel, salas comerciais e o espaço da universidade”.

“Claro, não há mais espaço para ter aquela escola feminina, a escola de freiras naquele lugar, mas há espaço para ter uma universidade funcionando lá com diversos cursos. Então, a cidade vai se reinventando. Há necessidade da cidade se reinventar”, diz.

Plano de gestão deficiente
Ambos os arquitetos concordam que Campinas sofre com a ausência de um plano de gestão do patrimônio que articule de forma eficiente o poder público, sociedade civil e mercado. Enquanto Verde critica a falta de um planejamento urbano consistente, Nakandakare defende a criação de um corpo técnico capacitado para construir soluções que não repitam o ciclo de abandono e descaracterização.

“Hoje, para muitos, patrimônio é sinônimo de prédio abandonado. Proteger é ocupar, dar função, memória. Não demolir não é preservar”, fala Nakandakare.

O arquiteto defende que o poder público precisa de instrumentos mais eficazes para gerir o patrimônio, integrando-o de forma sustentável à dinâmica social e econômica. “Proteger sem qualificar é adiar: se o mercado não demolir, o tempo o faz”, diz.

Em complemento, João Verde conta que em Campinas existe uma lei de tombamento, mas não de preservação. “Tombar não significa preservar e a preservação é muito cara”.

Ele explica que os mecanismos existentes na metrópole não são suficientes. Há, por exemplo, a isenção de IPTU para imóveis tombados, mas ela só se aplica se o proprietário está realizando um restauro ou reforma no local naquele ano. “Eu acho que é necessário que as pessoas tenham isenção de IPTU nesses imóveis tombados se o imóvel estiver sendo bem mantido, não adianta dar isenção para o imóvel que tá largado e abandonado”.

Outra ferramenta que considera importante é a Lei do Potencial Construtivo, ela só se aplica a imóveis tombados e tem potencial para trazer benefícios a médio e longo prazo. O arquiteto explica que ela abre a possibilidade do proprietário de um imóvel tombado vender o “potencial construtivo” a uma incorporadora que, ao comprar, “ganha” a capacidade de construir mais do que a metragem originalmente permitida no terreno.

Nakandakare explica que o valor do imóvel está conectado ao potencial construtivo que se estabelece para determinadas regiões junto ao plano diretor. Quanto maior o potencial construtivo de uma região com infraestrutura e boa localização, maior será a pressão sob os patrimônios existentes nessa localidade.

Desta forma, o dinheiro obtido com a venda só pode ser utilizado para a manutenção do imóvel que teve o potencial comercializado. E assim, Verde comenta que muitos imóveis abandonados passaram a ganhar projetos de restauro e requalificação. “O dinheiro tá vindo do que vocês chamam de especulação imobiliária. Eles, claro, tão ganhando quando vão pegar essas áreas construídas e aumentar seus prédios, sim, mas isso está gerando dinheiro, está movimentando o mercado. Inclusive criando o mercado para profissionais restauradores, especialistas em pintura, especialistas em taipa, em trabalhar com técnicas construtivas antigas”.

Ainda assim, aponta um problema na legislação, ao só pode ser vendido uma vez a ação de manutenção e restauro que é constante acaba ficando deficitária com o tempo. Assim, sugere que “a cada 10 anos ou 12 anos as pessoas possam vender esse potencial novamente”.

Incômodo e a perda da memória
A situação dos patrimônios e da própria cidade é um incômodo para os moradores de Campinas apesar de entenderem que invariavelmente o tempo vai promover mudanças na paisagem urbana. Cláudia, arquiteta e proprietária de uma barraquinha na Feira Hippie há 35 anos, fala sobre o apagamento da memória que a cidade vem sofrendo, este provocado pelo
abandono e a substituição de casas históricas por enormes edifícios.

Além disso, ressalta que o bairro do Cambuí deve ser preservado antes que seja completamente descaracterizado. “Tem uma casa de esquina aqui embaixo, tombada, mas tá ruindo. Então, eu acho que Campinas está esquecendo da memória.”, se referindo a uma casa tombada pelo Conselho de Patrimônio de Campinas na rua Antônio Cesarino que é de taipa e foi construída no fim do século XIX, mas que não recebe manutenção e precisa de restauro.

Já Júlio César, que mora na região dos estádios, direciona as críticas à gestão municipal atual. Ele considera que a prefeitura não promove investimentos suficientes para a cultura, sendo a preservação do patrimônio um dos elementos. “Eu acho que ainda é uma cidade muito carente pelo tamanho que tem, pelo tamanho da população, eu acho que ainda é uma cidade muito carente de atividades de cultura. A parte histórica é muito mal preservada, mal explorada. E também tem a questão dos prédios tombados que não deveriam ser derrubados. Eu acho que tem outras regiões da cidade que podem ser melhor aproveitados para erguer prédios e construir novos bairros”.

Maurício, dono de uma barraquinha de discos na Feira Hippie e morador do Cambuí desde o nascimento, também é bastante crítico à prefeitura. Ele afirma uma falta de fiscalização e um Plano Diretor coerente com a cidade, pois vê no bairro cada vez mais edifícios sendo construídos no lugar de antigas casas e “sufocando” o espaço.

“No Cambuí você vê que cada vez você está ficando mais apertado. Porque você tem o seu prédio, aí do lado lado tem outro prédio, atrás tem outro prédio (…) tinha casas bacanas, sendo demolidas e construindo o prédio. Eu sou contra, tá?” E lembra de casos como um antigo palacete localizado na Avenida Júlio de Mesquita que em apenas um fim de semana foi destruído e o terreno limpo para logo depois ter um edifício de hotel no local.

“Você passou que domingo à tarde, 6h da tarde, tava demolido um lugar histórico para construir um um flat ali, eu acho que um hotel. Eu acho que isso foi escandaloso”.

Situação que Jucinaide ressalta, ela diz acompanhar a demolição de muitos prédios em Campinas e não concorda com a destruição que vem ocorrendo. Para ela, isso descaracteriza a cidade e faz com que perca a identidade. Ela acredita que é um papel da prefeitura assumir a responsabilidade para evitar que isso ocorra.

E ressalta que muitas construções de Campinas nem precisam ser efetivamente demolidas, são apenas abandonadas e a falta de manutenção provoca a deterioração. “Não precisa nem demolir, porque ele vai destruindo com o próprio tempo mesmo”. “As pessoas vão para fora ver os prédios antigos, históricos, né? Sendo que aqui eles não mantêm, né? Então eu acho uma judiação isso. Eu acho que teria que preservar sim. Porque assim como o pessoal vai para fora para conhecer os prédios históricos e tudo, por que não preservar aqui também?”.

O que diz a Prefeitura?
A Prefeitura de Campinas, por meio da assessoria de imprensa, respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem. A Gazeta reproduz, na íntegra, as
respostas da Administração Dário Saadi (veja abaixo).

Especialistas e moradores de Campinas apontam o abandono de imóveis históricos tombados que pertencem ao município. Qual é a posição da Prefeitura?
A Prefeitura de Campinas tem se empenhado para preservar os imóveis históricos tombados que estão sob sua responsabilidade. Entre as ações estão convênios com o governo federal, por meio do Iphan, para repasse de recursos; uso de verbas de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC-EIV); além de recursos obtidos por editais, como o ProAC, e emendas parlamentares, todos voltados à recuperação e manutenção do patrimônio cultural.

Como o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Campinas consideram as áreas com patrimônio histórico e os riscos de descaracterização dessas regiões?
O Plano Diretor prevê em diversos artigos a necessidade de garantir e estimular a preservação e valorização do patrimônio histórico, cultural, natural e paisagístico. Há no artigo 23 a indicação de três áreas do município como polos estratégicos de desenvolvimento, sendo a área central uma delas. Neste caso uma das premissas fundamentais para este polo é “V – desenvolvimento de programa de preservação do patrimônio edificado, valorizando as referências históricas e estimulando a visitação, o turismo e a economia criativa”. Também no instrumento Transferência do Direito de Construir temos o § 1º que estabelece que para os casos de imóveis considerados de interesse histórico, social ou cultural, ficam mantidas as disposições da Lei Complementar nº 28, de 3 de setembro de 2009. Há ainda o instrumento Zonas Especiais de Preservação Cultural – ZEPECs, que visa identificar e fortalecer tanto as porções do território destinadas à preservação, valorização e salvaguarda dos bens e
atividades culturais, quanto os espaços e estruturas que dão suporte a esses bens e ao
patrimônio imaterial.

A prefeitura tem conhecimento da situação da casa tombada na rua Antônio Cesarino, mencionada na matéria? Há ações previstas para restauro ou proteção?
Sim, a Prefeitura tem conhecimento da situação. Trata-se de um imóvel privado, tombado conforme o Processo de Tombamento nº 06/05 e a Resolução de Tombamento nº 96/10. Diante da ineficácia das medidas administrativas adotadas para obrigar o proprietário a cumprir seu dever constitucional de conservar o bem, o Município ajuizou uma Ação Civil Pública contra o responsável, buscando, por meio judicial, assegurar a proteção adequada do imóvel tombado.

Como o município fiscaliza demolições em áreas com potencial valor histórico ou em imóveis listados para tombamento?
O Município, por meio do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), é responsável pela tutela dos bens culturais tombados. Um dos instrumentos previstos na Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional específica é a vigilância, conceito que se insere no exercício do poder de polícia da Administração Pública. Nesse contexto, tanto os conselheiros do Condepacc exercem a função de vigilância quanto a Administração Pública designa servidores em cargos específicos de fiscalização para essa finalidade. Desde a criação da Coordenadoria Departamental do Patrimônio Cultural (CDPC), órgão técnico de assessoramento do Condepacc, na década de 1990, não foram registradas demolições de bens tombados ou em processo de estudo para tombamento.

A Lei de Transferência de Potencial Construtivo está em vigor no município? Quantos imóveis já foram beneficiados por esse instrumento?
Sim, a Lei Complementar nº 28/2009, que regulamenta a Transferência do Direito de Construir no município de Campinas, está em vigor. Até o momento, 20 imóveis já foram beneficiados por esse instrumento.

Há possibilidade de revisar a lei para permitir a reutilização periódica do potencial construtivo por imóveis tombados?
Essa é uma demanda apresentada por proprietários e operadores do mercado, atualmente em análise pela equipe intersecretarial responsável pelo estudo de propostas de aprimoramento da legislação que regulamenta a aplicação da Transferência do Direito de Construir no município de Campinas.

Existem estudos para ampliar incentivos fiscais, como isenção de IPTU, aos imóveis que estejam conservados, mesmo fora de obras ativas?
Está em vigor desde 2022 a Lei Complementar 395 que trata dos incentivos urbanísticos e fiscais para reabilitação de edificações na Área Central de Campinas. Esta lei prevê incentivos urbanísticos e fiscais para reabilitação de edificações situadas no polígono prioritário de intervenção na Área Central de Campinas.

  • Spotlight é um coletivo de jornalismo universitário formado por estudantes de diferentes semestres do curso de Jornalismo da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), em Campinas.

Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais

Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!

Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Deputa Federal Renata Abreu Visita Engenheiro Coelho
Jornal Gazeta Regional

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.

Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região?

Campinas

CULTSP PRO lança 1.166 vagas de cursos gratuitos no Estado de São Paulo

Publicados

em

As vagas estão sendo ofertadas na capital e Grande São Paulo, além das Regiões de Campinas, Registro, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Também há vagas para curso online

Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de SP, por meio do CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, acaba de lançar 1.166 vagas distribuídas em 50 cursos gratuitos de capacitação no Estado.  Os cursos estão sendo disponibilizados na Capital, Grande São Paulo e nas regiões de Campinas, Registro, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Sorocaba e também haverá um curso online. 

Para participar, os candidatos devem ter, no mínimo, 16 anos e ensino fundamental completo. As aulas são gratuitas, com 1.141 vagas presenciais e 25 para um curso online.  Para mais informações e inscrições, os interessados devem acessar o site do CULTSP PRO. As inscrições começaram hoje (10/03) e poderão ser feitas diretamente nesse link até o dia 23 de março.

Há cursos ligados à área de fundamentos da fotografia digital, composição de projetos audiovisuais e comercialização, elaboração e articulação de projetos culturais, gestão cultural para novos tempos, qualificação profissional em dança cênica, enfim, são diversas áreas e públicos de interesse. 

“É com grande entusiasmo que lançamos mais uma etapa do CULTSP PRO, um programa essencial para impulsionar a economia criativa e valorizar os fazedores de cultura em todo o estado de São Paulo. Por meio dessa iniciativa, buscamos proporcionar aos profissionais da cultura a oportunidade de se capacitar e se destacar em suas áreas, contribuindo para o fortalecimento da economia local e a disseminação de um conteúdo rico e diversificado. A abrangência do programa é fundamental, pois atende tanto as grandes cidades quanto às regiões mais distantes, garantindo que todos tenham a chance de transformar a cultura em uma verdadeira força econômica”, destaca Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de SP.

Na Grande São Paulo, os cursos serão oferecidos nas cidades de Santo André, Mogi das Cruzes, Mairiporã e Ribeirão Pires. No total, estão disponíveis 100 vagas distribuídas entre cinco cursos.

Já na região de Campinas, as aulas estarão disponíveis em Caconde, Campinas, Pirassununga e Hortolândia. São 95 vagas para quatro cursos. 

Região de Registro contará com um curso de 20 vagas na cidade de Iguape. Na região de Ribeirão Preto, as atividades ocorrerão em Cravinhos, Ribeirão Preto e Santa Rita do Passa Quatro. São 125 vagas para cinco cursos.

Na região de São José dos Campos, os cursos serão ministrados em Campos do Jordão, Jacareí e São José dos Campos. São três cursos distribuídos em 66 vagas.  

Por fim, a Região de Sorocaba terá opções de cursos em Alambari, Itapetininga e Sorocaba. São 65 vagas ao todo, com um curso em cada cidade.

Além disso, haverá turmas em diversos endereços na Capital, com 670 vagas distribuídas em 28 cursos, bem como a opção de curso online (25 vagas) para pessoas residentes no Estado de São Paulo.

CULTSP PRO 
Em outubro do ano passado, o Governo de São Paulo lançou, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, o maior programa de formação e qualificação voltado ao setor cultural e criativo do Brasil. Com centenas de atividades formativas e complementares, o programa chegou ao final de dezembro com mais de 30 mil atendimentos por meio de cursos, palestras, eventos, ações formativas e complementares. Foram organizados mais de 80 cursos e mais de 110 turmas, beneficiando diretamente mais de 2.400 alunos matriculados em várias regiões do estado. Além disso, o programa realizou mais de 260 palestras, que reuniram mais de 10 mil participantes. Outra ação de grande relevância foi o GIRO PRO, que percorreu mais de 180 cidades ao longo do ano. O GIRO PRO é uma iniciativa estratégica do CULTSP PRO para garantir que a qualificação profissional chegue, de forma gratuita, a todas as regiões administrativas de São Paulo e se constitui como um espaço de diálogo e troca, reunindo artistas e representantes locais em uma roda de conversa que promove a reflexão sobre o fazer artístico na cidade. Até 2029, serão mais de 2.300 atividades anuais e beneficiando mais de 500 mil pessoas.

Os cursos do CULTSP PRO estão organizados em seis escolas temáticas, focadas em atender as necessidades das diversas áreas da cultura, economia e indústria criativas do estado. A Escola de Artes abrange performance artística e capacitação técnica em cenografia e produção musical. A Escola de Patrimônios e Equipamentos foca na gestão e preservação do patrimônio cultural, oferecendo cursos em curadoria e gestão de museus. A Escola do Audiovisual, Games e Tecnologias oferece capacitação em produção audiovisual e criação de games, enquanto a Escola de Conteúdo, Design e Artes Visuais foca na formação em design gráfico e fotografia. A Escola de Tradições e Expressões Criativas qualifica em gastronomia e moda sustentável, e a Escola de Inovação e Sustentabilidade enfoca empreendedorismo e projetos culturais inovadores. Já o Programa Qualificação em Artes: Dança e Teatro busca aprimorar grupos artísticos e valorizar as culturas regionais.

SERVIÇO:
Informações: no site do CULTSP PRO
Inscrições: neste link

Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais

Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!

Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Deputa Federal Renata Abreu Visita Engenheiro Coelho
Jornal Gazeta Regional

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.

Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui

Continue lendo

Campinas

Dudu Lopes mantém consistência na 3ª etapa do Campeonato San Marino e segue no top 5 da F4 Júnior

Publicados

em

O piloto de kart campineiro Dudu Lopes voltou à pista para a disputa da 3ª etapa do Campeonato San Marino na categoria F4 Júnior em Paulínia (SP), no último sábado, 18, demonstrando evolução e mantendo-se no top 5 da categoria. Com desempenho consistente, ele garantiu a 6ª posição na tomada de tempos e encerrou a etapa na 11ª colocação geral, conquistando pontos importantes para permanecer em 5º na classificação geral, com 77 pontos.

Com os resultados, o jovem piloto de 14 anos segue na briga entre os principais nomes da categoria na competição, única federada à Federação de Automobilismo de São Paulo no interior. “Foi um fim de semana de bastante aprendizado. A gente teve um ritmo legal na tomada, mas nas corridas o kart não teve o mesmo desempenho, amarrando um pouco. Mesmo assim, consegui terminar relativamente bem e somar bons pontos. Agora é seguir treinando para evoluir ainda mais nas próximas etapas”, destacou Dudu.

LEIA TAMBÉM:

Para o chefe da equipe Biro Racing, conhecido como “Biro”, o desempenho reforça o potencial do piloto ao longo da temporada. “O Dudu vem evoluindo a cada etapa. É um piloto dedicado e que tem capacidade de crescer ainda mais na competição. Mesmo sem o resultado ideal nas últimas corridas, ele tem muitas chances, pois se esforça nos treinos e mostra constância”, avaliou.

Trajetória do piloto
Dudu Lopes carrega uma forte tradição familiar no kartismo. Ele iniciou no esporte aos 6 anos, inspirado pelo avô Fernando, apaixonado por mecânica, e pelo pai, Eduardo Lopes, ex-piloto de kart com mais de três décadas de experiência. 

Esse histórico ajudou a construir um ambiente natural para o desenvolvimento do jovem piloto, que cresceu inspirado nas duas trajetórias, mesmo que tenha se afastado do esporte durante a pandemia. Por fim, Dudu acabou retomando a carreira em 2024, motivado pelos treinos em simulador e pelo incentivo da família. 

Nesta temporada, ele traçou alguns objetivos principais na modalidade: estar entre os protagonistas do Campeonato San Marino, em Paulínia (SP); encarar novos desafios na Copa São Paulo Light, em Interlagos (SP), e no Circuito Paulista de Kart, em Birigui (SP); e estrear no Campeonato Brasileiro de Kart, previsto para ocorrer em novembro no Kartódromo Internacional Speed Park, em Birigui.

O piloto conta com o apoio das empresas Logos Materiais Elétricos, Nathiflex, Wale Conduletes e Vida Fora das Pistas.

Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais

Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!

Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Deputa Federal Renata Abreu Visita Engenheiro Coelho
Jornal Gazeta Regional

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.

Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui

Continue lendo

Campinas

Blue Tree Towers Valinhos celebra 10 anos com programação especial para hóspedes e colaboradores

Publicados

em

Hotel comemora aniversário com ações internas e recepção temática

O Blue Tree Towers Valinhos celebra, no dia 20 de abril, seus 10 anos de operação na cidade do interior paulista. Para marcar a data, o empreendimento preparou uma programação especial que envolve colaboradores e hóspedes, reforçando o compromisso com a hospitalidade e o acolhimento que caracterizam a marca. 

No dia 22, quarta-feira, o hotel contará com uma recepção temática, com decoração especial e momentos de celebração voltados também aos hóspedes. Entre as ações, serão servidos bolo e espumante, a partir das 17h, para criar uma atmosfera festiva e convidativa a todos que estiverem hospedados no dia.

A comemoração inclui ainda uma celebração, no mesmo momento, dedicada aos colaboradores, reconhecendo o papel fundamental das equipes na trajetória do empreendimento ao longo da década. A iniciativa busca valorizar as pessoas que contribuem diariamente para a experiência dos hóspedes e para a consolidação do hotel na região.

LEIA TAMBÉM:

Desde a pandemia de Covid-19, em 2020, o hotel vem registrando uma retomada consistente de suas operações, acumulando crescimento de 185% em receita no período, resultado que reforça sua relevância no mercado regional e a confiança dos hóspedes ao longo dos anos.

“Celebrar 10 anos do Blue Tree Towers Valinhos é reconhecer uma trajetória construída com dedicação, cuidado e compromisso com as pessoas. Acreditamos que a hospitalidade vai além do serviço — ela está na forma como acolhemos cada hóspede e valorizamos nossas equipes. Esse é o nosso jeito de fazer hotelaria e o que nos inspira a seguir evoluindo”, afirma Chieko Aoki, fundadora da rede Blue Tree Hotels.

Ao completar 10 anos, o Blue Tree Towers Valinhos reforça sua presença no mercado, com foco em oferecer conforto, praticidade e um atendimento pautado pelo cuidado e pela atenção aos detalhes.

Sobre o Blue Tree Towers Valinhos
Localizado na região de Campinas, o Blue Tree Towers Valinhos oferece estrutura completa para hospedagens de lazer e negócios. As suítes, nas categorias luxo e superior, são equipadas para atender tanto famílias quanto casais, em um ambiente acolhedor. Para maior comodidade, o hotel conta com serviço de room service 24 horas, além de estação de trabalho nos apartamentos e Wi-Fi gratuito em todas as áreas.

No térreo, o restaurante The Lucca oferece diariamente café da manhã incluso na diária, com variedade de pães, frutas, cereais, bolos, frios, ovos e bebidas quentes e frias, além de opções à la carte no almoço e jantar, com pratos da culinária brasileira. O hotel também dispõe de academia ampla, reforçando sua estrutura voltada ao bem-estar dos hóspedes.

A menos de 200 metros do hotel está o Shopping Valinhos, que reúne opções de compras, gastronomia e cinema. A hospedagem também permite fácil acesso a atrações como o Parque dos Lagos, ideal para momentos de lazer ao ar livre.

Com localização privilegiada a cerca de 90 km da cidade de São Paulo e fácil acesso pelas rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro I, o empreendimento se posiciona como uma opção prática para diferentes perfis de viagem. As diárias partem de R$ 429 (mais 3% de ISS), para duas pessoas.

Siga a Gazeta Regional por meio das Redes Sociais

Acompanhe o Facebook da Gazeta, Clique aqui!

Quer ficar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, bairro ou região? Então, siga as redes sociais da Gazeta Regional e fique por dentro das principais informações de sua região, Brasil e do mundo.

Deputa Federal Renata Abreu Visita Engenheiro Coelho
Jornal Gazeta Regional

Gazeta Regional trazendo sempre o melhor conteúdo para você.

Gostou da novidade? Então, clique aqui para receber gratuitamente os principais conteúdos da Gazeta Regional no seu celular. Tudo no conforto de suas mãos, em apenas um toque, você ficará muito bem informado. Quer saber mais sobre Notícias de Campinas e Região? Clique aqui

Continue lendo
Propaganda
Propaganda
Propaganda

Últimas Notícias