Campinas
Entre prédios e patrimônios: a disputa silenciosa pelo centro histórico de Campinas
Especialistas apontam falta de gestão eficiente e pressão do mercado como causas para descaracterização de bairros históricos
- Por Coletivo Spotlight*
A transformação urbana acelerada de Campinas vem trazendo à tona um dilema que se repete em cidades de médio e grande porte pelo Brasil: como equilibrar o avanço do setor imobiliário com a preservação do patrimônio histórico?
A metrópole foi uma das primeiras a criar o próprio Conselho de Patrimônio Histórico com uma lei em 1987 e regulamentado no ano seguinte. No entanto, apesar de reunir 765 bens tombados e outros 600 processos de estudo, o tombamento não é suficiente para garantir a preservação.
Apenas nos últimos 11 anos, entre 2015 e 2025, um levantamento realizado com base no registro do IPTU de Campinas mostra que a cidade teve um acréscimo de 45 mil novos apartamentos e 12 mil casas. Qual o impacto deste crescimento no patrimônio? “Tem vários prédios sendo demolidos. Demolidos assim, eles são deteriorados com o tempo por falta de preservação”, comenta Jucinaide, campineira e que possui uma barraquinha na Feira Hippie do Bairro Cambuí há 15 anos.
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Para entender o panorama do impacto da valorização imobiliária sobre o tecido histórico-cultural da cidade conversamos com João Verde, arquiteto e conselheiro do Condepacc, e Fernando Shigueo Nakandakare, também arquiteto e estudioso da dinâmica urbana.
Cidade abandonada
A situação dos bens tombados e áreas históricas de Campinas é, para João Verde, “extremamente precária”. Segundo ele, não há apoio suficiente para que proprietários consigam realizar reformas ou restauros que lhes permitam reocupar os imóveis antigos, o que leva ao abandono e à deterioração.
Verde reconhece a presença do mercado imobiliário sobre áreas centrais e bairros nobres no Centro expandido como Cambuí, Nova Campinas e Taquaral, onde antigos casarões e terrenos amplos tornam-se alvos para novos empreendimentos. Explica que as construtoras e os empreendedores procuram espaços onde haja demanda por habitações e empreendimentos e buscam imóveis que possam ser comprados e locais onde possam construir novos edifícios. “O mercado imobiliário é como qualquer outro, busca locais para empreender onde haja retorno. O que falta é projeto e planejamento urbano para conciliar essa expansão com a preservação”, diz.
Verde não concorda com o uso do termo especulação para explicar o fenômeno de expansão imobiliária no centro. Já Fernando Shigueo Nakandakare, não nega, mas os desenvolve, para ele, a especulação, consiste em deixar imóveis desocupados aguardando valorização sem se preocupar com a depreciação da cidade de forma a impedir o local de cumprir sua função social.
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No entanto, afirma que é preciso deixar claro que a especulação e o mercado não são sinônimos. O primeiro pode ser utilizado pelo segundo como estratégia de depreciação para futura valorização, mas que ganha espaço na ausência de ações eficazes de reconhecimento de patrimônios em uma dinâmica sustentável na cidade.
“Quando tratamos edifícios apenas como mercadoria, deixamos à mercê do mercado que busca apenas lucro”, alerta.
A demolição e a requalificação
Um caso simbólico dessa disputa em Campinas foi a antiga fábrica de chapéus, próxima ao Mercado Municipal. O local, segundo Nakandakare, tinha potencial para se tornar um centro cultural ou espaço multiuso, mas acabou sendo vendido para uma construtora que vai preservar apenas a fachada e erguer uma torre habitacional.
“Poderíamos ter tido algo como o Sesc Pompeia em São Paulo, mas não foi o caso”, lamenta.
Verde, por sua vez, cita experiências onde a pressão imobiliária resultou em requalificação, como no antigo sanatório Santa Isabel, hoje transformado no complexo Pátio Abolição. Ele defende a verticalização das áreas centrais como caminho para evitar o espraiamento urbano e promover o adensamento populacional com acesso à infraestrutura.
“Os novos empreendimentos podem ajudar a requalificar o patrimônio, ocupando imóveis abandonados e estimulando comércio e serviços no entorno”, afirma.
Outro exemplo de requalificação de patrimônio histórico citado por Verde é o edifício onde atualmente funciona a ESAMC que era um edifício fundado em 1909 como um colégio apenas para mulheres que teve a fachada mantida, mas “praticamente quase todo demolido na sua parte interna e parte traseira. Foi feito outro empreendimento com o hotel, salas comerciais e o espaço da universidade”.
“Claro, não há mais espaço para ter aquela escola feminina, a escola de freiras naquele lugar, mas há espaço para ter uma universidade funcionando lá com diversos cursos. Então, a cidade vai se reinventando. Há necessidade da cidade se reinventar”, diz.
Plano de gestão deficiente
Ambos os arquitetos concordam que Campinas sofre com a ausência de um plano de gestão do patrimônio que articule de forma eficiente o poder público, sociedade civil e mercado. Enquanto Verde critica a falta de um planejamento urbano consistente, Nakandakare defende a criação de um corpo técnico capacitado para construir soluções que não repitam o ciclo de abandono e descaracterização.
“Hoje, para muitos, patrimônio é sinônimo de prédio abandonado. Proteger é ocupar, dar função, memória. Não demolir não é preservar”, fala Nakandakare.
O arquiteto defende que o poder público precisa de instrumentos mais eficazes para gerir o patrimônio, integrando-o de forma sustentável à dinâmica social e econômica. “Proteger sem qualificar é adiar: se o mercado não demolir, o tempo o faz”, diz.
Em complemento, João Verde conta que em Campinas existe uma lei de tombamento, mas não de preservação. “Tombar não significa preservar e a preservação é muito cara”.
Ele explica que os mecanismos existentes na metrópole não são suficientes. Há, por exemplo, a isenção de IPTU para imóveis tombados, mas ela só se aplica se o proprietário está realizando um restauro ou reforma no local naquele ano. “Eu acho que é necessário que as pessoas tenham isenção de IPTU nesses imóveis tombados se o imóvel estiver sendo bem mantido, não adianta dar isenção para o imóvel que tá largado e abandonado”.
Outra ferramenta que considera importante é a Lei do Potencial Construtivo, ela só se aplica a imóveis tombados e tem potencial para trazer benefícios a médio e longo prazo. O arquiteto explica que ela abre a possibilidade do proprietário de um imóvel tombado vender o “potencial construtivo” a uma incorporadora que, ao comprar, “ganha” a capacidade de construir mais do que a metragem originalmente permitida no terreno.
Nakandakare explica que o valor do imóvel está conectado ao potencial construtivo que se estabelece para determinadas regiões junto ao plano diretor. Quanto maior o potencial construtivo de uma região com infraestrutura e boa localização, maior será a pressão sob os patrimônios existentes nessa localidade.
Desta forma, o dinheiro obtido com a venda só pode ser utilizado para a manutenção do imóvel que teve o potencial comercializado. E assim, Verde comenta que muitos imóveis abandonados passaram a ganhar projetos de restauro e requalificação. “O dinheiro tá vindo do que vocês chamam de especulação imobiliária. Eles, claro, tão ganhando quando vão pegar essas áreas construídas e aumentar seus prédios, sim, mas isso está gerando dinheiro, está movimentando o mercado. Inclusive criando o mercado para profissionais restauradores, especialistas em pintura, especialistas em taipa, em trabalhar com técnicas construtivas antigas”.
Ainda assim, aponta um problema na legislação, ao só pode ser vendido uma vez a ação de manutenção e restauro que é constante acaba ficando deficitária com o tempo. Assim, sugere que “a cada 10 anos ou 12 anos as pessoas possam vender esse potencial novamente”.
Incômodo e a perda da memória
A situação dos patrimônios e da própria cidade é um incômodo para os moradores de Campinas apesar de entenderem que invariavelmente o tempo vai promover mudanças na paisagem urbana. Cláudia, arquiteta e proprietária de uma barraquinha na Feira Hippie há 35 anos, fala sobre o apagamento da memória que a cidade vem sofrendo, este provocado pelo
abandono e a substituição de casas históricas por enormes edifícios.
Além disso, ressalta que o bairro do Cambuí deve ser preservado antes que seja completamente descaracterizado. “Tem uma casa de esquina aqui embaixo, tombada, mas tá ruindo. Então, eu acho que Campinas está esquecendo da memória.”, se referindo a uma casa tombada pelo Conselho de Patrimônio de Campinas na rua Antônio Cesarino que é de taipa e foi construída no fim do século XIX, mas que não recebe manutenção e precisa de restauro.
Já Júlio César, que mora na região dos estádios, direciona as críticas à gestão municipal atual. Ele considera que a prefeitura não promove investimentos suficientes para a cultura, sendo a preservação do patrimônio um dos elementos. “Eu acho que ainda é uma cidade muito carente pelo tamanho que tem, pelo tamanho da população, eu acho que ainda é uma cidade muito carente de atividades de cultura. A parte histórica é muito mal preservada, mal explorada. E também tem a questão dos prédios tombados que não deveriam ser derrubados. Eu acho que tem outras regiões da cidade que podem ser melhor aproveitados para erguer prédios e construir novos bairros”.
Maurício, dono de uma barraquinha de discos na Feira Hippie e morador do Cambuí desde o nascimento, também é bastante crítico à prefeitura. Ele afirma uma falta de fiscalização e um Plano Diretor coerente com a cidade, pois vê no bairro cada vez mais edifícios sendo construídos no lugar de antigas casas e “sufocando” o espaço.
“No Cambuí você vê que cada vez você está ficando mais apertado. Porque você tem o seu prédio, aí do lado lado tem outro prédio, atrás tem outro prédio (…) tinha casas bacanas, sendo demolidas e construindo o prédio. Eu sou contra, tá?” E lembra de casos como um antigo palacete localizado na Avenida Júlio de Mesquita que em apenas um fim de semana foi destruído e o terreno limpo para logo depois ter um edifício de hotel no local.
“Você passou que domingo à tarde, 6h da tarde, tava demolido um lugar histórico para construir um um flat ali, eu acho que um hotel. Eu acho que isso foi escandaloso”.
Situação que Jucinaide ressalta, ela diz acompanhar a demolição de muitos prédios em Campinas e não concorda com a destruição que vem ocorrendo. Para ela, isso descaracteriza a cidade e faz com que perca a identidade. Ela acredita que é um papel da prefeitura assumir a responsabilidade para evitar que isso ocorra.
E ressalta que muitas construções de Campinas nem precisam ser efetivamente demolidas, são apenas abandonadas e a falta de manutenção provoca a deterioração. “Não precisa nem demolir, porque ele vai destruindo com o próprio tempo mesmo”. “As pessoas vão para fora ver os prédios antigos, históricos, né? Sendo que aqui eles não mantêm, né? Então eu acho uma judiação isso. Eu acho que teria que preservar sim. Porque assim como o pessoal vai para fora para conhecer os prédios históricos e tudo, por que não preservar aqui também?”.
O que diz a Prefeitura?
A Prefeitura de Campinas, por meio da assessoria de imprensa, respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem. A Gazeta reproduz, na íntegra, as
respostas da Administração Dário Saadi (veja abaixo).
Especialistas e moradores de Campinas apontam o abandono de imóveis históricos tombados que pertencem ao município. Qual é a posição da Prefeitura?
A Prefeitura de Campinas tem se empenhado para preservar os imóveis históricos tombados que estão sob sua responsabilidade. Entre as ações estão convênios com o governo federal, por meio do Iphan, para repasse de recursos; uso de verbas de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC-EIV); além de recursos obtidos por editais, como o ProAC, e emendas parlamentares, todos voltados à recuperação e manutenção do patrimônio cultural.
Como o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Campinas consideram as áreas com patrimônio histórico e os riscos de descaracterização dessas regiões?
O Plano Diretor prevê em diversos artigos a necessidade de garantir e estimular a preservação e valorização do patrimônio histórico, cultural, natural e paisagístico. Há no artigo 23 a indicação de três áreas do município como polos estratégicos de desenvolvimento, sendo a área central uma delas. Neste caso uma das premissas fundamentais para este polo é “V – desenvolvimento de programa de preservação do patrimônio edificado, valorizando as referências históricas e estimulando a visitação, o turismo e a economia criativa”. Também no instrumento Transferência do Direito de Construir temos o § 1º que estabelece que para os casos de imóveis considerados de interesse histórico, social ou cultural, ficam mantidas as disposições da Lei Complementar nº 28, de 3 de setembro de 2009. Há ainda o instrumento Zonas Especiais de Preservação Cultural – ZEPECs, que visa identificar e fortalecer tanto as porções do território destinadas à preservação, valorização e salvaguarda dos bens e
atividades culturais, quanto os espaços e estruturas que dão suporte a esses bens e ao
patrimônio imaterial.
A prefeitura tem conhecimento da situação da casa tombada na rua Antônio Cesarino, mencionada na matéria? Há ações previstas para restauro ou proteção?
Sim, a Prefeitura tem conhecimento da situação. Trata-se de um imóvel privado, tombado conforme o Processo de Tombamento nº 06/05 e a Resolução de Tombamento nº 96/10. Diante da ineficácia das medidas administrativas adotadas para obrigar o proprietário a cumprir seu dever constitucional de conservar o bem, o Município ajuizou uma Ação Civil Pública contra o responsável, buscando, por meio judicial, assegurar a proteção adequada do imóvel tombado.
Como o município fiscaliza demolições em áreas com potencial valor histórico ou em imóveis listados para tombamento?
O Município, por meio do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), é responsável pela tutela dos bens culturais tombados. Um dos instrumentos previstos na Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional específica é a vigilância, conceito que se insere no exercício do poder de polícia da Administração Pública. Nesse contexto, tanto os conselheiros do Condepacc exercem a função de vigilância quanto a Administração Pública designa servidores em cargos específicos de fiscalização para essa finalidade. Desde a criação da Coordenadoria Departamental do Patrimônio Cultural (CDPC), órgão técnico de assessoramento do Condepacc, na década de 1990, não foram registradas demolições de bens tombados ou em processo de estudo para tombamento.
A Lei de Transferência de Potencial Construtivo está em vigor no município? Quantos imóveis já foram beneficiados por esse instrumento?
Sim, a Lei Complementar nº 28/2009, que regulamenta a Transferência do Direito de Construir no município de Campinas, está em vigor. Até o momento, 20 imóveis já foram beneficiados por esse instrumento.
Há possibilidade de revisar a lei para permitir a reutilização periódica do potencial construtivo por imóveis tombados?
Essa é uma demanda apresentada por proprietários e operadores do mercado, atualmente em análise pela equipe intersecretarial responsável pelo estudo de propostas de aprimoramento da legislação que regulamenta a aplicação da Transferência do Direito de Construir no município de Campinas.
Existem estudos para ampliar incentivos fiscais, como isenção de IPTU, aos imóveis que estejam conservados, mesmo fora de obras ativas?
Está em vigor desde 2022 a Lei Complementar 395 que trata dos incentivos urbanísticos e fiscais para reabilitação de edificações na Área Central de Campinas. Esta lei prevê incentivos urbanísticos e fiscais para reabilitação de edificações situadas no polígono prioritário de intervenção na Área Central de Campinas.
- Spotlight é um coletivo de jornalismo universitário formado por estudantes de diferentes semestres do curso de Jornalismo da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), em Campinas.
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Campinas
Região Metropolitana de Campinas registra 56.104 admissões formais em agosto
Serviços e comércio responderam por 73,65% das contratações na região
A Região Metropolitana de Campinas registrou 56.104 admissões de trabalhadores formais em agosto, segundo dados do Novo Caged. No período, foram contabilizados 51.955 desligamentos, resultando em saldo positivo de 4.149 empregos formais.
Entre os trabalhadores contratados, 50,83% eram homens e 49,17% mulheres. O ensino médio completo foi o principal nível de escolaridade, com 36.760 admissões, equivalente a 65,52% do total. Na distribuição por faixa etária, os trabalhadores de 30 a 39 anos representaram 25,45% das contratações, seguidos pela faixa de 18 a 24 anos, com 25,17%.
Os serviços concentraram 29.134 admissões (51,93%), seguidos pelo comércio, com 12.184 (21,72%), pela indústria, com 9.672 (17,24%), pela construção, com 4.292 (7,65%), e pela agropecuária, com 822 (1,47%).
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A região reúne os municípios de Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
Trabalho temporário ganha espaço com demanda sazonal no segundo semestre
Em agosto, a Região Metropolitana de Campinas registrou 3.175 admissões de trabalhadores temporários, o equivalente a 5,66% do total de contratações. No estado de São Paulo, foram 61.303 admissões de trabalhadores temporários, enquanto o Brasil contabilizou 83.950.
Para Camila Rodrigues, o trabalho temporário permite que as empresas reforcem suas equipes de acordo com as necessidades de cada período.
“O trabalho temporário permite que as empresas tenham mais flexibilidade para reforçar suas equipes nos períodos de maior movimento. No segundo semestre, datas como o Dia das Crianças, a Black Friday e as festas de fim de ano podem aumentar a demanda por mão de obra e abrir novas oportunidades de trabalho.”
Brasil mantém geração de empregos formais
No cenário nacional, agosto terminou com 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos, resultando em saldo positivo de 165.827 empregos formais.
Entre os grandes setores da economia, os serviços apresentaram saldo positivo de 110.346 postos, seguidos pela construção, com 20.848, pela indústria, com 16.613, pelo comércio, com 16.565, e pela agropecuária, com 1.452.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.
Sobre a Employer Recursos Humanos
Uma das maiores empresas de RH do país, a Employer é especialista em tecnologias para Recursos Humanos, com soluções web como folha de pagamento online, ponto eletrônico e sistema de holerite online. Com mais de 40 filiais distribuídas estrategicamente pelo Brasil, a Employer tem em seu portfólio grandes e importantes companhias nacionais e internacionais, que buscam soluções eficientes, capazes de simplificar as rotinas do RH.
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Campinas
ESFERA Summit Brasil reúne Marcelo Tas, Gabriela Prioli, Antônio Tabet e nomes renomados da comunicação, em Campinas
Congresso terá 17 palestrantes em três dias e aborda poder e conexão na comunicação de governos e instituições
De 1 a 3 de dezembro de 2026, o Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), recebe a primeira edição do ESFERA Summit Brasil, congresso de três dias dedicado à comunicação pública e institucional, com expectativa de reunir 1.000 participantes. Promovido pela Multi Agência, agência voltada a eventos corporativos, convenções, palestras, feiras e live marketing, o evento é apartidário e propõe diálogo técnico sobre como o poder público, as instituições e as lideranças se comunicam com a sociedade. A programação reúne 17 palestrantes e painelistas, entre eles Antônio Tabet, Marcelo Tas, Giuliana Morrone, Rafael Cortez e Gabriela Prioli. Os ingressos já estão à venda no site: esferasummitbrasil.com.br.
O congresso é direcionado a quem pensa, pratica e decide comunicação no Brasil. Estão entre os públicos esperados profissionais de comunicação, como jornalistas, relações-públicas, assessores e publicitários; gestores públicos, como prefeitos, vice-prefeitos e secretários; parlamentares e dirigentes de instituições; profissionais de marketing, agências e consultores; além de lideranças empresariais e entidades.
Cada dia do ESFERA terá um tema central. O primeiro dia é dedicado à Clareza, a partir da ideia de que a comunicação pública só começa quando o cidadão compreende a mensagem. Entre os destaques estão painéis sobre linguagem simples como estratégia de governo e sobre como se constrói uma reputação pública, além da palestra magistral de Antônio Tabet, sobre a era da atenção.
O segundo dia trata do Poder, público e institucional, e parte da premissa de que quem comunica melhor governa melhor. A programação aborda gestão de crises, governabilidade, o papel da notícia em tempos de ruído, com Giuliana Morrone, e o preparo do Estado para a inteligência artificial generativa. O dia termina com a palestra magistral de Marcelo Tas sobre comunicação, liderança e poder.
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Já o terceiro dia, com foco em Conexão, discute como a tecnologia transforma a comunicação e como as pessoas transformam a sociedade. Rafael Cortez fala sobre a força da narrativa, e o Desafio ESFERA, dedicado à comunicação pública em tempo real, reúne uma mesa multidisciplinar para construir, ao vivo, uma estratégia de comunicação para uma situação de crise. A palestra magistral de encerramento é de Gabriela Prioli.
Estéfano Bespalec Junior, sócio e CEO da Multi Agência, destaca a ampliação da atuação do espaço no segmento de eventos – Crédito: Divulgação
“Comunicar bem é uma das maiores responsabilidades de quem lidera instituições e governos. Quando a mensagem é clara, o cidadão entende, confia e participa. O ESFERA nasce para dar a esse debate o lugar que ele merece, com pluralidade, método e sem bandeira partidária”, afirma Estéfano Bespalec Junior, sócio e CEO da Multi Agência.
Carol Brasileiro, sócia da Multi Agência, destaca a diversidade de olhares na programação. “Reunimos jornalistas, comunicadores e especialistas com trajetórias muito diferentes, justamente para enriquecer a conversa. A ideia é que quem vier ao ESFERA saia com repertório e ferramentas para se comunicar melhor no seu dia a dia, seja na gestão pública, na assessoria ou na liderança de uma instituição”, diz.
A experiência inclui programação nos três dias, almoço, coffee breaks e uma confraternização de encerramento. Os ingressos podem ser pagos via Pix ou cartão de crédito, e órgãos públicos podem adquiri-los via empenho.
Serviço
ESFERA Summit Brasil 2026
Datas: 1, 2 e 3 de dezembro de 2026
Local: Expo Dom Pedro – Campinas/SP
Ingressos e programação: esferasummitbrasil.com.br
Sobre a Multi Agência
Com 20 anos de experiência no mercado de eventos, a Multi Produtora se tornou referência pela qualidade dos serviços prestados e hoje é um hub de soluções, origem de um completo ecossistema de negócios de entretenimento. Dessa estrutura nasce a Multi Agência, criada para atender as demandas de eventos corporativos, convenções, palestras, feiras, live marketing e muito mais.
Sobre o ESFERA Summit Brasil
O ESFERA Summit Brasil é um congresso nacional apartidário, de três dias, dedicado à comunicação pública e institucional. O encontro reúne quem pensa, pratica e decide comunicação no Brasil: profissionais de comunicação, gestores públicos, lideranças e instituições. A programação é organizada em três temas, um por dia: Clareza, Poder e Conexão. A edição 2026 acontece de 1 a 3 de dezembro, no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Mais informações e ingressos em esferasummitbrasil.com.br.
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Campinas
No Dia da Música, Anelo disponibiliza pianos públicos em Viracopos e na Prefeitura de Campinas
Campinas receberá neste Dia da Música, 1º de outubro, dois pianos públicos – para uso livre da população – em espaços simbólicos e de grande circulação da cidade: o Aeroporto Internacional de Viracopos e o hall de entrada do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura, no Centro.
A iniciativa é do Instituto Anelo, que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas, e há três anos mantém, em parceria com Viracopos, um piano na área de check-in e outro na de embarque, dentro do projeto “Anelo Itinerante”. Agora, a proposta será renovada com a entrega de um instrumento novíssimo, de alta precisão, cedido pela loja Teclacenter Instrumentos Musicais, para o espaço de embarque. E com isso, um dos pianos será transferido para o saguão do Paço Municipal, por meio de uma cooperação firmada com a Secretaria Municipal de Cultura.
Assim como em Viracopos, na Prefeitura o piano poderá ser usado livremente pela população e também será protagonista em apresentações públicas de grupos formados no Anelo. No aeroporto, a inauguração do novo instrumento ocorrerá em cerimônia às 12h, período de pico de movimento, enquanto no Paço o evento de entrega do piano será às 9h. Por dia, o Paço recebe ao menos2 mil pessoas, entre servidores e moradores que buscam atendimento em serviços públicos.
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Para a secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, levar um piano para o saguão da Prefeitura é uma forma de aproximar a música das pessoas e transformar um espaço de circulação cotidiana em um lugar também de encontro com a cultura. “O Paço recebe diariamente servidores, moradores e visitantes, e a presença do instrumento permite que diferentes públicos tenham contato com a música de uma maneira espontânea, inclusive com a possibilidade de tocar. Essa parceria com o Instituto Anelo amplia a ocupação cultural do espaço público e reforça a importância de criarmos oportunidades para que a arte esteja cada vez mais presente no dia a dia da cidade”, afirma.
Já o projeto musical entre o Instituto Anelo e Viracopos completa três anos em setembro em grande estilo com a chegada do novo piano, que substituirá o antigo piano localizado na Praça de Alimentação do terminal de passageiros. Essa parceria reforça o compromisso da administração do aeroporto com a responsabilidade social, ao oferecer visibilidade ao trabalho do Instituto Anelo, visto que circulam pelo local 35 mil pessoas por dia.
“Além de proporcionar momentos únicos aos passageiros, essa parceria apoia o trabalho transformador do Instituto Anelo, que contribui para o desenvolvimento de jovens talentos e amplia o acesso à cultura. Com essa colaboração, o Instituto e Viracopos buscam proporcionar uma viagem ainda mais memorável e significativa, seguindo o objetivo da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos de ter o foco constante na melhoria da experiência do cliente”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marco Beme.
Na parceria de Viracopos, que deu origem à proposta, os músicos da instituição promovem 20 apresentações nos pianos disponíveis, ao longo do ano. “Por meio dessa parceria, fomos contratados para essas apresentações com diversos grupos do Anelo, normalmente em datas comemorativas, especialmente Natal e Ano Novo. Mas também outras datas, como Carnaval, mês das crianças”, conta o músico Luccas Soares, fundador do Anelo.
Direito à oportunidade
Sócio da Teclacenter, doadora do novo piano, Gustavo Henrique dos Santos afirma que a contribuição busca democratizar a possibilidade de crescimento pessoal que a música proporcionou a ele e sua família. Segundo ele, em sua casa a música sempre foi muito presente e com o tempo, o que era paixão e hobby, virou um ofício, que já dura mais de 25 anos comercializando instrumentos musicais.
“Doamos o piano porque vimos no Anelo algo muito raro no Brasil: um trabalho sério de formação. O Anelo não ensina só técnica, ele forma caráter, disciplina, sensibilidade e respeito pelo outro. É um exemplo para a sociedade, e quisemos fazer parte disso “, diz. “Minha expectativa é que esse piano chegue a crianças, jovens e adultos que nunca tiveram esse acesso e ajude a revelar talentos que talvez nunca fossem descobertos. Se ele despertar por uma única pessoa a mesma paixão que a música despertou na minha família, já terá valido a pena. Que a música seja cada vez mais um direito e não privilégio.”
O instrumento cedido para Viracopos é um piano acústico vertical de alta precisão Kayserburg K-CS, construído sob métodos tradicionais alemães, por uma fabricante chinesa. Além dele, a Teclacenter também doou um piano digital para uso do instituto em sala de aula, com seus alunos.
Inspiração e novas metas
Luccas Soares, do Anelo, revela que a ideia inicial de disponibilizar um piano em Viracopos foi inspirada em experiências que ele presenciou em outros aeroportos, como de Madri e Roma. “Pensei que seria bacana se a gente tivesse isso no aeroporto de Campinas. E aí nós fizemos esse projeto experimental no primeiro ano, mas deu tão certo que, tempos depois, no ano seguinte, a gente decidiu levar mais um piano. E neste momento estamos avançando ainda mais.”
Atualmente, a intenção do instituto é que esse projeto com os pianos públicos ganhe ainda mais espaços, levando acesso à música ao maior número possível de pessoas. “Esse projeto não vai parar por aí. Neste momento, nós estamos em busca de parcerias, de mais apoios para espalhar a música pela nossa cidade, e até por cidades da região”, afirma.
Interessados em contribuir com a expansão da proposta podem procurar o Anelo pelas redes sociais @institutoanelo ou pelo [email protected]. Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas no site anelo.org.br.
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