Entretenimento
Relembrando prima Ica: Maria Dutra Santos
A maior riqueza de um município encontra-se em seus recursos humanos, pois neles estruturam-se seus autênticos pilares. Neles encerram-se tesouros que a ferrugem não consome, nem a traça corrói. São o exemplo para o homem sempre em formação. Hoje fazemos memória de doce prima conhecida como Ica. Seu nome era Maria Dutra. Nasceu no dia 02 de novembro de 1919. Lembro-me de ter freqüentado a casa de seus pais, quando idosos, moravam à beira do Rio Jaguari, na Chácara da Ilha, entre a Chácara de Pedrinho Hossri e a Pousada de Márcio Calvo de Godoy, saída para Pedreira. Era Local delicioso onde os primos Antônio e Teresa, pais de Ica, recebiam a todos com a maior cordialidade. Dona Teresa, prima irmã de minha mãe era da Família Bodini/Santini e com o Sr. Antônio Dutra, seu marido, após ter formado numerosa prole , ambos desfrutavam do descanso merecido da longevidade. Dez filhos: A mais velha é Hermelinda, conhecida como Tia Linda. Está hoje com 103 anos, esbanja simpatia, cantando canções de sua mocidade. Maria, isto é, Ica era a segunda filha. Depois vieram mais oito irmãos: Alice, Irene, Neide, José, Joaquim, João, Antônio e Nélson. Esta família unida comemorou cem anos da família Dutra. Assim como quase toda família imigrante ou de prole numerosa, a garra pelo trabalho fortalecia o corpo e a mente. A fé cristã trouxe sempre Esperança e Paz, cultivou União e Amor, Paciência nas tribulações, Resignação diante das provações, compreensão, perdão. Virtudes abrigadas na prima Ica, em sua família, que vinham dos doces antepassados. Ica de memória prodigiosa, na infância, chegou a cear com os patriarcas lombardos, seus bisavós maternos, rezando o terço após a refeição. Na adolescência, Ica fez dupla com sua irmã Irene e cantavam, com sucesso, em programa de calouros de Vicente Leporace, em São Paulo. Porém, seu Pai não admitiu sequência, porque, na época, cantores de rádio e artistas não eram bem conceituados. Na capital reencontrou-se com seu colega do Curso Primário de Conchal, Orlando Santos, nobre caráter, namorou. Casou-se com Ele, em 1943. O casal foi para Moji-Guaçu administrar fazenda da Família. Companheira fiel acompanhou-o em seus compromissos trabalhistas assumidos, era o braço de apoio de que um marido necessitava. Mudaram-se para São Paulo. Em 1951, seu Pai adquiriu hotel em Maringá e precisou da Filha e do Genro como chefes de cozinha do Hotel Brasil. Lá o Sr. Orlando tornou-se comerciante adquirindo um Bar que se tornou apreciado pelos salgados e petiscos de sua esposa Ica. Em 1956, os parentes chamam-nos, novamente, para administrar a Fazenda Sete Lagoas, em Mogi-Guaçu. Após a faina diária, rezavam o terço com os moradores, idealizaram a construção de uma capela. Ela assimilou o exemplo da bisavó materna lombarda e tornou-se catequista e alfabetizou. Em 1960 retorna com a família para sua cidade natal, agora com seis filhos. Compraram um pequeno sítio e com suas frutas atraia degustadores daqui e de Campinas para seus saborosos doces de goiaba, laranja, abóbora e leite. Lembro-me do bondoso Seu Orlando com seu Chevrolet 1928 e com seu vozeirão rezando e cantando com meu Pai na Matriz. Ele havia comprado o conhecido “Bar do Zequinha” e sempre a esposa primava pelas delícias ali vendidas. Posteriormente resolveu montar com o filho uma malharia. Foi um sucesso e recebeu o nome de “Ica Confecções.” Agora Ela estava na costura. Recriava seus objetivos a cada etapa da vida. Isto fortalecia sua longevidade, tornando-se exemplo para todos. Aos 80 anos estudou pintura e pintou vários quadros. Sempre ocupou sadiamente seus dias. Comprou um teclado e nele tirava de ouvido boas músicas. Já nonagenária escreveu, a pedido, memórias sobre a Fazenda Sete Lagoas e sua Capela, resgatando a história daquelas paragens. Gostava de flores e de ler. Tinha o dom da acolhida. Recebia a todos com sorriso, doçura, gentileza inigualável. Boa memorialista. Pedi-lhe que registrasse ou gravasse as memórias que me contava. Partiu para Deus aos 97 anos no 24 de abril de 2017, seu exemplo permanecerá.
Entretenimento
Du Gabbiadini mantém presença no top 10 da F4 Júnior após etapa de recuperação no Campeonato San Marino
Piloto de kart de Ribeirão Preto mostrou poder de reação na 4ª etapa da competição, em Paulínia (SP), e segue entre os dez melhores da categoria
Eduardo Gabbiadini, de 13 anos, disputou a 4ª etapa do Campeonato San Marino 2026, realizada no último sábado, 09, em Paulínia. O piloto, natural de Ribeirão Preto, encerrou a rodada em 8ª lugar na F4 Júnior, conquistando a 9ª colocação na classificação geral e se mantendo entre os dez melhores pilotos da categoria.
Du Gabbiadini garantiu a quinta posição na tomada de tempos, confirmando a evolução apresentada nos treinos. Na primeira corrida, manteve-se competitivo no pelotão principal, mesmo após perder algumas posições na metade da prova. Nas voltas finais, recuperou a concentração e ganhou uma posição, recebendo a bandeirada em oitavo.
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Na segunda prova, o piloto demonstrou maturidade e poder de recuperação mais uma vez, após tomar um toque no meio da corrida que o fez cair para a 14ª colocação. Mantendo o foco, ele iniciou uma sequência de ultrapassagens e recuperou quatro posições até o encerramento da prova, terminando em décimo.
“Foi uma etapa difícil, mas consegui me recuperar da perda de concentração nas duas corridas e somar pontos importantes. Estou aprendendo a cada prova e fico feliz de continuar no top 10 do campeonato”, ressaltou.
História no Kartismo
Du Gabbiadini iniciou sua trajetória no rental kart, onde rapidamente se destacou pela condução limpa, boa leitura de pista e rápida adaptação.
No fim de 2024, passou a intensificar sua formação técnica sob orientação do piloto e instrutor Rodrigo Pacetta. Já em 2025, estreou nas competições de rental kart e, pouco depois, realizou seu primeiro teste com kart profissional em Paulínia (SP), sendo avaliado por Alain Sisdeli, piloto multicampeão da modalidade.
Ainda em 2025, tornou-se piloto federado pela Confederação Brasileira de Automobilismo e iniciou sua trajetória no Campeonato San Marino, além de avançar sua adaptação aos karts com motor 2 Tempos.
Em 2026, Gabbiadini segue em desenvolvimento na categoria F4 Júnior, competindo no Circuito Paulista de Kart e no Campeonato San Marino, como forma de se preparar para o Campeonato Brasileiro de Kart 2026, a ser realizado em novembro, em Birigui (SP).
Foto: Fernando Camargo
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Entretenimento
Dudu Lopes está em 7º na classificação geral da F4 Júnior no Campeonato San Marino de Kart
Campineiro, de 14 anos, garantiu P3 na tomada de tempo e protagonizou um desempenho consistente na 4ª etapa do único campeonato federado do interior paulista
O campineiro Dudu Lopes (Logos Materiais Elétricos / Nathiflex / Wale Conduletes / Vida Fora das Pistas), de 14 anos, mostrou velocidade e poder de recuperação na disputa da 4ª etapa do Campeonato San Marino 2026 pela categoria F4 Júnior, no último sábado (9), em Paulínia (SP). O jovem piloto encerrou a etapa na 7ª colocação da classificação geral da categoria, somando 95 pontos.
Dudu começou a etapa em alta, ao garantir a terceira posição na tomada de tempos. Na primeira corrida, perdeu a posição logo nas voltas iniciais, mas se manteve focado e protagonizou uma das disputas mais intensas da prova contra João Lucas Costa, retomando o terceiro lugar e sustentando o ritmo até a bandeirada final, consolidando um desempenho competitivo.
Na segunda prova, também caiu para a quarta posição, após a largada, mas manteve o mesmo foco e ritmo forte, conseguindo retornar ao primeiro pelotão e sendo lembrado durante a transmissão oficial da prova, pelo desempenho consistente ao longo da corrida. Pouco depois, no entanto, Dudu enfrentou problemas no kart e precisou abandonar a disputa antes do encerramento. Apesar do contratempo, foi novamente citado na transmissão como um dos competidores mais rápidos da etapa na F4 Júnior.
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“Fico feliz porque consegui andar bem e mostrar velocidade nas duas corridas. A tomada de tempo foi boa e consegui brigar lá na frente. Claro que o abandono na segunda corrida foi ruim, porque eu acho que dava para terminar entre os primeiros, mas faz parte do automobilismo. Saio dessa etapa com mais confiança e ainda mais motivado para as próximas corridas do campeonato”, avaliou Dudu Lopes.
Trajetória no kartismo
O jovem piloto carrega uma forte tradição familiar no kartismo. Neto de Fernando Lopes, apaixonado por mecânica, e filho de Eduardo Lopes, ex-piloto com mais de 30 anos de experiência nas pistas de kart, Dudu iniciou no esporte aos seis anos de idade. Após um período afastado, durante a pandemia, retomou a carreira em 2024, motivado pelos treinos em simulador e pelo incentivo da família.
Neste ano, o piloto traçou objetivos ambiciosos: brigar entre os protagonistas do Campeonato San Marino, disputar competições como a Copa São Paulo Light, em Interlagos, equivalente ao estadual; o Circuito Paulista de Kart, além de estrear no Campeonato Brasileiro de Kart, previsto para novembro, no Kartódromo Internacional Speed Park, em Birigui (SP) .
As empresas Logos Materiais Elétricos, Nathiflex, Wale Conduletes e Vida Fora das Pistas são as que apoiam a temporada de Dudu Lopes em 2026.
Fotos: Photorace | Fernando Camargo
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Entretenimento
Outono reforça desafios climáticos e amplia demanda por conforto térmico em ambientes coletivos
Com maior amplitude térmica em 2026 e avanço de doenças respiratórias, empresas intensificam investimentos em climatização eficiente
As oscilações de temperatura seguem como uma das principais características do outono brasileiro, mas em 2026 o cenário tem se mostrado ainda mais desafiador. Em comparação com 2025, especialistas apontam aumento na amplitude térmica diária, com variações que já superam os 15 °C em diversas regiões do país, além de maior frequência de frentes frias intercaladas com períodos de calor fora de época.
De acordo com projeções meteorológicas atualizadas, o padrão de irregularidade climática se intensificou neste ano. Enquanto em 2025 o outono já havia registrado alternância entre dias quentes e entradas de ar frio, em 2026 esse comportamento se mantém, porém com episódios mais extremos e maior persistência de tempo seco, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, massas de ar frio continuam avançando com frequência, mas com quedas de temperatura mais acentuadas. Já nas regiões Norte e Nordeste, o calor segue acima da média, com chuvas irregulares.
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Além das mudanças climáticas, o período também acende o alerta para a saúde. Dados mais recentes do boletim InfoGripe, da Fiocruz, indicam que 2026 mantém a tendência observada em 2025 de alta circulação de vírus respiratórios. No ano passado, o Brasil registrou um volume expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com predominância de vírus como o sincicial respiratório, rinovírus e influenza. Neste ano, os indicadores seguem em níveis elevados, impulsionados pelas variações térmicas e pela baixa umidade do ar, fatores que favorecem a transmissão.
“Quando comparamos 2026 com 2025, vemos um cenário mais crítico tanto do ponto de vista climático quanto sanitário. Isso reforça a importância de ambientes preparados para oferecer conforto térmico e qualidade do ar”, afirma o engenheiro Carlos Gusmão, gerente Comercial e de Projetos da Ecobrisa.
Diante desse contexto, Gusmão afirma que a empresa já sentiu aumento na procura por soluções eficientes em locais de grande circulação de pessoas, como por exemplo indústrias, escolas, shopping centers, academias e espaços de eventos. “São ambientes onde as pessoas permanecem por longos períodos e estão mais expostas às oscilações térmicas. Garantir condições adequadas deixou de ser apenas uma questão de conforto e passou a ser também de saúde”, destaca.
Os climatizadores evaporativos utilizam o princípio natural da evaporação da água para reduzir a temperatura, promovendo renovação constante do ar. O sistema acompanha as condições externas, evitando resfriamento excessivo e mantendo o ambiente mais equilibrado ao longo do dia.
Em cenários típicos do outono, com baixa umidade relativa do ar, a eficiência do sistema é ainda maior, proporcionando reduções significativas na temperatura interna e contribuindo para o bem-estar dos usuários. Outro ponto relevante é o consumo de energia. Em comparação aos sistemas convencionais de ar-condicionado, a tecnologia pode reduzir o gasto energético em até 95%, aliando eficiência operacional à sustentabilidade.
Para o especialista, muitas empresas têm se antecipado nessa época do ano para evitar gargalos comuns em períodos de alta demanda, como prazos mais longos para instalação, restrições de fornecimento e ajustes de mercado. “O outono sem dúvidas é o momento ideal para planejar e executar os projetos de climatização, porque permite que a operação esteja pronta para enfrentar os picos de calor com eficiência, previsibilidade e controle de custos”, conclui.
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