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Brasil

Lugar de mulher é onde ela quiser

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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Gazeta traz durante o mês histórias de lideranças femininas

O mês que iniciou nesta semana traz com ele uma comemoração importante. No dia 08 de março celebramos mundialmente o Dia Internacional da Mulher. Sempre lembrada como uma data simbólica para reforçarmos a homenagem a estas que tanto nos inspiram, a Gazeta Regional não poderia deixar de fazer algo especial.

Enquanto imprensa, temos o privilégio de conhecer e acompanhar pessoas extraordinárias. Entre elas mulheres, presentes em diferentes segmentos e entidades.

Preparamos uma série especial que, ao longo do mês, conta a história de algumas das personalidades femininas. Elas, entre muitas outras, são mulheres que servem de inspiração de competência, dedicação, profissionalismo e muito mais.

Acompanhe.

“Qualquer pessoa pode realizar o que deseja, desde que entenda que é capaz”

Carolina Pepe entendeu suas próprias palavras e hoje é uma grande empresária. Formada em Administração de Empresas, Carol começou a trabalhar com 15 anos, foi estagiária na área de comércio exterior e trabalhou ao lado do seu pai na Okahoma (empresa de assessoria em importações e exportações), até que ele sofreu um enfarto há pouco mais de dez anos e ela se viu na posição de assumir a empresa enquanto ele esteve afastado. “Acredito que este tenha sido o momento mais marcante na minha carreira, pois me trouxe a independência e a confiança para assumir novos projetos e desafios”, relata.

Depois disso Carol se uniu a grupos de empreendedorismo, e ampliou seus relacionamentos profissionais por meio do Clube Fomento e da Limonada Empreendedora. “Foi então que desenvolvi o projeto do OK Coworking para trazer a Jaguariúna o primeiro coworking de cunho comercial da cidade”, conta.

Mas, sabemos ter seu próprio negócio é muito desafiador para as mulheres. No entanto, Carol diz que em momento algum sentiu-se desvalorizada, e que se sente privilegiada. “Na área de comércio exterior há muitas mulheres trabalhando em cargos de liderança, talvez por esse motivo a questão do preconceito não tenha tido um impacto grande no meu dia a dia. Mesmo assim, entendo a importância de olhar para quem ainda sente os efeitos de uma sociedade repleta de preconceitos”.

A mulher empreendedora, por exemplo, ainda passa por situações preconceituosas. Carol conta que conhece muitas que sentem na pele a resistência de trabalhar com serviços e produtos que são considerados “masculinos”. “Ainda assim, essas mulheres atuam de forma firme e decidida em um mundo que antes era exclusivo dos homens. Não é fácil, pois muitas não têm um sistema de apoio em casa ou fora dela. Isso faz com que o processo de conquistar mercado e ter sucesso na carreira seja muito solitário. É aí que entram os grupos (tanto femininos, quanto mistos) onde os empreendedores podem trocar, aprender, gerar negócios e crescer juntos. Poder contar com outras pessoas que passaram o que você está passando e possam ajudar no caminho empreendedor faz toda a diferença, principalmente para quem está começando. Superar os desafios e se renovar a cada dia torna as conquistas ainda melhores”. 

“Será sempre um desafio maior mulheres atuarem em áreas onde predominam homens, porém, com dedicação, estudo, comprometimento e perseverança é possível ultrapassar cada vez mais essas barreiras”

Carolina Pepe

Outra liderança feminina que Jaguariúna tem a honra de ter é a engenheira civil e empresária Micheli Tartaro.  Ela começou no comércio familiar desde muito cedo, depois seguiu na área na sua área de formação e atualmente está à frente da LiderMat, antiga Zico Materiais para Construção, que acaba de embarcar em uma nova fase para comemorar seus 30 anos de história.

“Não foi fácil chegar até aqui, pois em todo o caminho sempre houve o preconceito por ser mulher, sexo considerado frágil/fraco. Desde muito nova eu entendi que para nós mulheres seria muito mais difícil. Precisei aprender a ser forte e firme”

Micheli tartaro

Mas, apesar das adversidades, no final tudo valeu a pena para a engenheira. A experiência e os preconceitos foram base para a mulher forte que Micheli é hoje. Mulher, mãe, engenheira civil, empresária e empreendedora.

“Há 20 anos, imaginem a dificuldade de fazer uma faculdade de Engenharia. Lembro que no início nosso número em sala de aula era inferior a 5%. Os olhares de julgamento dos alunos e professores homens, sempre existiu… -“será que ela da conta?”, relata Micheli.

Depois de formada, a engenheira seguiu na área e foi para o Canteiro de Obras. Com 26 anos de idade já administrava uma obra de construção Civil com mais de 200 funcionários homens. “No início não foi fácil, tive resistência de homens que não acreditavam no meu trabalho, simplesmente por ser mulher. Tive que provar mais uma vez que eu podia ser tão boa quanto qualquer outro homem. E com muito trabalho e resiliência, conquistei a confiança de todos”.

“Provei para todos, principalmente para mim mesma, que eu posso ser o que eu quiser. Que sou tão boa quanto qualquer homem. Parabéns para todas as mulheres que fazem acontecer”

Micheli Tartaro

Brasil

Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal

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O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.

Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.

Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.

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Brasil

Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR

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Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias

A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.

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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.

Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.

“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.

“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.

Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.

Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.

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Brasil

Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil

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Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País

Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.

No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.

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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.

Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.

Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.

“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.

Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.

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