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Campinas

Comércio de Campinas tem movimento intenso em 1º dia útil da reabertura

Redação Gazeta Regional

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Rua 13 de maio registrou fluxo intenso a partir das 11h desta segunda-feira, 19; comércio estava fechado desde o dia 3 de março

O movimento foi intenso de consumidores no primeiro dia útil da reabertura do comércio de rua em Campinas nesta segunda-feira, 19. O setor estava fechado devido ao agravamento da pandemia de covid-19 desde o início de março.

A fase de transição do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena – que começou ontem em todas as cidades paulistas – permitiu a abertura controlada do comércio, das 11h às 19h, com capacidade de 25% (veja regras abaixo).

A NOVA VOLTA
Por volta de 11h10, a principal rua do comércio de Campinas, a 13 de Maio, estava com um fluxo intenso de consumidores no calçadão. Dentro das lojas, no entanto, não houve o registro de aglomeração de pessoas – muitos comércios, inclusive, ficaram vazios durante parte da manhã.

“A venda por drive-thru ajudou, mas estou muito confiante de que o pessoal está em casa há muito tempo e vai ter que renovar o guarda-roupa, trocar os calçados. Acredito que, pelo menos, uma expectativa de 30% a 40% do público vá aparecer para fazer as compras que deixou de fazer no período (de fechamento)”, disse um lojista.

Para outro comerciante, o horário de abertura – atualmente às 11h – deveria ser mais cedo. “A partir das 11h fica tarde. Poderia ser às 9h. A gente ficou parado esse tempo inteiro e perdemos de ganhar dinheiro”, afirmou.

NOVA FASE
A abertura do comércio foi permitida pelo governo estadual após uma melhora nos índices da pandemia de covid-19 visto pelo Centro de Contingência. Na última semana, o secretário de Saúde do estado Jean Gorinchteyn afirmou que era o segundo período consecutivo de quedas em internações nos hospitais do estado. “Baixamos 10% o número de internações. E se compararmos com as duas últimas semanas tivemos queda de 17,4%”, disse.

“O Centro de Contingência permitiu um nível transição de atividades que estavam suspensas, entendendo que a sociedade tem necessidades. É preciso que todos sobrevivamos. Nesse sentido que tomamos essa decisão”, afirma o coordenador do Centro, Paulo Menezes.

COMPRAS
Uma das consumidoras que esteve hoje na 13 de Maio afirmou que fica mais fácil comprar os produtos quando o comércio está aberto. “Olhar na porta não é tão bom como a gente entrar, olhar, pegar na mercadoria. Achei bom assim. Nada como entrar na loja e escolher”, disse.

“Estava precisando, a gente sabe do problema da pandemia, de tudo isso que está acontecendo. Mas o comércio também precisava voltar a abrir e as pessoas poderem comprar o que precisa. E isso girar o capital e todos poderem trabalhar”, disse outro cliente.

FASE DE TRANSIÇÃO
A fase de transição está programada para duas semanas e envolve duas etapas de abertura. A primeira, nesta semana, é a abertura do comércio e a permissão de cultos religiosos.

Na próxima semana, no sábado, dia 24, haverá a liberação do setor de serviços que envolve restaurantes, academias e salões de beleza. Ainda durante a fase de transição o toque de recolher vai ser mantido, assim como o teletrabalho para atividades administrativas.

O escalonamento da entrada e saída de atividades (comércio, serviços e indústrias) também é uma regra única para todo o estado.

Fonte: Comércio de Campinas tem movimento intenso em 1º dia útil da reabertura – cotidiano – ACidade ON Campinas

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Campinas

Colete desenvolvido na PUC-Campinas auxilia tratamento de pacientes com fibrose pulmonar

Redação Gazeta Regional

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Equipamento ajuda na fisioterapia pulmonar e está em aprimoramento para ser colocado no mercado

Um colete desenvolvido por ex-alunos do Mestrado Profissional de Gestão em Redes de Telecomunicações para auxiliar pessoas com fibrose pulmonar reúne baixo custo, montagem simples e mais recursos que os equipamentos tradicionais. Ele auxilia na fisioterapia pulmonar para auxiliar pacientes com essa doença respiratória crônica com um custo que vai de US$250 a US$1 mil, enquanto um tradicional custa em média US$15 mil.

O projeto começou com os ex-alunos da Pós Carlos Sanches, Marcelo Montedori, Leonardo Delforno e João Pedro de Oliveira, este último da Iniciação Científica.

A proposta do projeto foi feita por Marcelo Montedori após contato com uma clínica chamada Arca dos Sonhos, de Paulínia, que trabalha com reabilitação. O fisioterapeuta Cláudio Roberto Duarte propôs buscar soluções para os problemas enfrentados no tratamento de uma paciente chamada Vitória, que tinha fibrose pulmonar.

“Sabíamos que a expectativa de vida dela não era maior do que quatro anos, mas ela era muito sonhadora, queria estudar publicidade e estava na fila do transplante que poderia salvá-la. Apresentei essa proposta para os colegas do mestrado, que se empolgaram com o desafio”, conta Montedori.

Mesmo não constando no cronograma do mestrado, o projeto foi aceito pelo programa. Os alunos pesquisaram formas de construir um colete que auxiliasse em massagens vibratórias em pontos do peito e das costas que ajudassem na expectoração de líquidos que se formavam no pulmão.

A paciente Vitória Aparecida Lourenço e o fisioterapeuta Duarte participaram dando todas as orientações para o aprimoramento do colete. “O primeiro teste foi emocionante, pois, em poucos segundos usados pela Vitória, ele mostrou resultados. Depois vimos que precisava ser aprimorado para que indicasse a oxigenação do paciente e outros indicadores que auxiliassem o fisioterapeuta a saber o tempo necessário e intensidade da aplicação”, disse.

Para chegar ao resultado do colete, o grupo pesquisou motores de aparelhos de massagem que causassem a vibração na frequência e intensidade corretas, adaptou um colete de segurança usado em esportes náuticos, desenvolveu controles de intensidade, programas de acionamento remoto e outras adaptações.

Leonardo fez o desenvolvimento da placa com o driver para fazer o controle dos motores que faziam as vibrações. Marcelo e Carlos desenvolveram o colete e anexação dos motores. João Pedro cuidou da parte de hardware e também do software do equipamento.

O protótipo foi um dos escolhidos pela PUC-Campinas para representar a Universidade no stand do Inova Campinas, feira que reuniu pesquisas e inovações desenvolvidas por diversas instituições de ensino e pesquisa da cidade.

A paciente Vitória faleceu em janeiro de 2021 antes de conseguir fazer o transplante de pulmão. O colete desenvolvido com sua ajuda está em processo de avaliação de possibilidade de registro de patente aberta, para que possa ser utilizado pelo maior número de pessoas a um custo mais acessível.

Também foi iniciado o processo de uma patente de nome da marca. “Queremos batizar o colete com o nome de FluxVest DuaVit em homenagem às duas pessoas que nos ajudaram no desenvolvimento. O Dua vem do Duarte, o fisioterapeuta, e Vit da Vitória, que foi nossa inspiração”, disse Montedori.

Continuidade

Atualmente, Gustavo Shoiti Sonodi, aluno de Engenharia de Controle e Automação, dá continuidade ao trabalho, desde setembro de 2020, como Iniciação Científica, sob orientação da Profa. Dra. Lia Mota.

Ele está desenvolvendo uma placa de circuito impresso, feita industrialmente, e melhorando a conectividade wi-fi do colete. Ele é controlado por um aplicativo acionado por celular conectado a um roteador. Antes havia dificuldade quando havia deslocamento do equipamento. Pelo novo sistema, ele pode detectar o roteador do local e se conectar automaticamente.

O próximo aprimoramento é a anexação no colete do sensor oxímetro, para avaliar a oxigenação, e de outros sensores com mais indicações físicas do paciente, como temperatura, em tempo real, para auxiliar no tratamento.

A professora Lia diz que o desenvolvimento do protótipo continua no Programa de Iniciação Científica e foi até premiado com bolsa do CNPq. Ela destaca a iniciativa dos ex-alunos, que ainda hoje participam de reuniões para aprimorar o projeto e ajudar o aluno que continua a pesquisa. Enquanto isso, o NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica) da Universidade avalia se ele possui inovações necessárias para que seja feito um pedido de registro de patente.

“Essa atividade não estava prevista no escopo do programa de pós, mas como é um mestrado profissional, é esperada essa inserção social. O ex-aluno Marcelo apresentou esse desafio, que foi aceito por todos e teve o apoio do mestrado. E devemos continuar no desenvolvimento do colete por mais um período da Iniciação Científica”, disse.

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Campinas

PF apreende carros de luxo, lanchas e cumpre mandados em operação contra crimes financeiros de R$2,5 bilhões

Redação Gazeta Regional

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São cumpridos 15 ordens de prisão e 70 de busca e apreensão em dez cidades de quatro estados do Brasil. Objetivo do grupo era sustentar os integrantes em um padrão de vida ‘cinematográfico’

A Polícia Federal de Campinas deflagrou, na manhã desta terça-feira, 11, uma operação contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro por parte de uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes no valor total de R$2,5 bilhões. O objetivo, segundo a investigação, era sustentar os integrantes do grupo em “padrão cinematográfico” com a compra de veículos de luxo, imóveis, lancha e até patrocínio de esporte automobilístico.

A ação é conjunta com a Receita Federal e Ministério Público Federal (MPF). Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão em dez municípios de quatro estados do Brasil. Além disso, foi determinado o afastamento por 30 dias de um delegado da Polícia Federal do exercício do cargo por conta de uma “troca de informações”. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Campinas. Veja as cidades:

Fortaleza (CE)
Aquiraz (CE)
Brasília (DF)
Paraty (RJ)
Guarujá (SP)
São Paulo (SP)
Campinas (SP)
Valinhos (SP)
Indaiatuba (SP)
Sumaré (SP)

A operação recebeu o nome de Black Flag. Pelo menos 220 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participam da ação. Entre as medidas cumpridas nesta terça, está o bloqueio de contas e investimentos no valor de R$261 milhões, sequestro de bens imóveis e congelamento de transferências de bens móveis.

Em Campinas, os mandados foram cumpridos em escritórios, residências e até um SPA localizado no Cambuí, um dos bairros nobres da metrópole. Durante as buscas, pelo menos dez carros de marcas de luxo, entre elas Porsche, BMW, Mercedes-Benz, Land Rover e Volvo, foram apreendidos e encaminhados à sede da PF na cidade. Uma Ferrari também foi encontrada em uma das diligências em outras cidades. Em Paraty (RJ), lanchas também foram recolhidas.

Além dos veículos, foram apreendidos R$1 milhão em dinheiro, documentos e uma caixa de RGs falsos que eram usados para abrir as empresas fictícias. Todos os 15 mandados de prisão expedidos foram cumpridos, sendo que dez dos detidos são de Campinas – os outros dois foram encontrados em São Paulo e Brasília. As prisões são temporárias de cinco dias.

O esquema
De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou há dois anos e as fraudes foram descobertas a partir de ações da Receita, que verificou “movimentações financeiras suspeitas”. Com a instauração do inquérito, a corporação descobriu “uma complexa rede de pessoas física e jurídicas fictícias” na região de Campinas responsável por movimentar o valor bilionário em operações financeiras.

Entenda como funcionavam os crimes financeiros investigados pela PF de Campinas
Para proteger o patrimônio, foram criadas empresas do ramo metalúrgico para assumir a propriedade de bens e blindar o grupo de eventuais ações fiscais. Os créditos já apurados pela Receita Federal ultrapassam R$150 milhões. A origem dos recursos que iniciaram o sistema de fraude é pública, considerando que a primeira companhia fictícia obteve, em 2011, um contrato com a Desenvolve SP, uma agência de fomento econômico estatal, e outro com a Caixa Econômica Federal, no valor total de R$73 milhões.

“No caso do banco Desenvolve SP, ele foi alvo da operação porque a Receita Federal já tinha solicitado documentos relacionados a esse empréstimo, mas os documentos sumiram, então a investigação vai tentar descobrir como que se deu o desaparecimento desses documentos. Mas, neste momento, o banco é tratado como vítima”, informa o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza.

O Banco Desenvolve SP afirmou que as ações investigadas foram realizadas há dez anos e que a atual diretoria colabora com as investigações. Segundo a Receita Federal, a participação inclui um grande grupo de profissionais, como advogados e contadores, além de responsáveis por falsificação de documentos. Recentemente, o mentor da organização passou a atuar no ramo de energia solar e criou uma Offshore – empresa em país de baixa tributação – para justificar a origem do dinheiro.

Além de uma sequência de CPFs falsos emitidos pelo grupo para receber financiamentos e empréstimos de valores que chegaram a R$5 milhões para apenas uma pessoa, a organização também utilizava laranjas para conseguir fazer movimentações financeiras.

“Era uma ação repetida, eles multiplicavam os rendimentos ao criar empresas com CPFs falsos, todos com nome muito parecido, faziam negócios, conseguiam financiamentos, não pagavam impostos e não produziam nada. Foram criadas quatro empresas do grupo econômico e outras várias de fachada, que eram encerradas rapidamente”, explica o auditor fiscal da Receita Federal, Maurício Gomes Zamboni.

O nome da operação, Black Flag (bandeira preta, em inglês), é uma alusão ao término das atividades ilegais da organização através da ação da polícia, assim como acontece na desclassificação de corredores automobilísticos que descumprem regras do regulamento e recebem a bandeirada preta. A referência é porque parte dos recursos dos desvios financiava o esporte automobilístico dos principais investigados.

Os envolvidos responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, crimes contra a ordem tributária, estelionato, falsidade ideológica e material e organização criminosa, de acordo com a PF.

Fonte: PF apreende carros de luxo, lanchas e cumpre mandados em operação contra crimes financeiros de R$ 2,5 bilhões | Campinas e Região | G1 (globo.com)

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LBV ampara família em época de pandemia

Redação Gazeta Regional

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“O que ganho da reciclagem só paga o aluguel”

Rodrigo Rodrigues de Carvalho, de 42 anos, é pai solo

Morador de Campinas, sustenta a filha Gabrieli, de 14 anos, atendida pelo serviço Criança: Futuro no Presente! com o trabalho em uma cooperativa de reciclagem.

Essa atividade rende à família aproximadamente 700 reais por mês, valor destinado inteiramente ao pagamento do aluguel de sua moradia. Com isso, faltam recursos para a compra de outros itens essenciais à sobrevivência.

E é neste cenário que a LBV se apresenta. Mesmo com as atividades presenciais temporariamente suspensas, devido à pandemia do novo coronavírus, o apoio à família não cessou. Todos os meses, esta família recebe benefícios para que consiga se sustentar.

“Com as doações que recebo da LBV e de outras redes de apoio, consigo me manter. Se não fossem essas ajudas, a situação estaria bem complicada. Antes, a minha filha só queria ficar na rua, mas depois que entrou na LBV passou a ter mais respeito e compreensão pelos colegas, a dividir as coisas em casa, tudo isso por conta das atividades que faz aqui. A Legião da Boa Vontade é uma instituição que a gente tem que aplaudir”, afirma o pai.

Essa é uma das muitas histórias de vida de pessoas amparadas graças à sua ajuda mensal à LBV. Com o seu apoio, conseguimos multiplicar essas ações para muitas famílias que precisam. Além de levar o alimento necessário, beneficiamos os atendidos com serviços de convivência para que possam ter seus direitos garantidos e criem oportunidades para uma vida melhor. 

Agradecemos a sua doação em nome de todo o público atendido pela LBV.

Canais de doação:  

PIX: [email protected] 

Site: www.lbv.org 

Redes Sociais: @LBVBrasil 

Telefone: 0800 055 5099

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