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Concessão de estradas e cobrança de pedágios no Circuito das Águas Paulista

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Este é o assunto do momento! Mobiliza os poderes legislativo e executivo das cidades de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra, Socorro e outras da região. Provoca reações iradas da população com frases como: “Pedágio Aqui Não!” e “O que eles fazem com o dinheiro dos nossos impostos?”

A história começa com o encerramento do contrato da concessionária Renovias, que termina em abril de 2026 e administra a SP 340 (Dr. Adhemar de Barros) e sua continuidade. E também com a necessidade de duplicar ou melhorar as entradas hoje administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo.

O Governo do Estado de São Paulo, especificamente por meio da Secretaria de Concessões e Parcerias, propõe a concessão do lote de rodovias intitulado “Circuito das Águas Paulista” que trará mudanças no sistema de pedágios de 33 municípios da região. No total serão 533 km de rodovias que serão licitadas, extrapolando a área do Circuito das Águas Paulista. Em um modelo que já havia sido usado por ocasião da Concessão de Aeroportos do Brasil, inclui uma ou mais Rodovias com grande circulação de veículos com outras de menor fluxo, formando uma cesta atraente para viabilizar a concessão e diminuir o “trabalho e o investimento direto” do Estado.  

Prevê-se um investimento de cerca de 10 bilhões, a serem gastos em duplicações, faixas adicionais, acostamentos, passarelas, pontilhões, iluminação, sistemas de socorro rodoviário, entre outros serviços e obras. A empresa que ganhar a licitação, por oferecer o maior desconto sobre os valores previamente estabelecidos pelo Governo, deverá cobrar o pedágio de forma eletrônica, sem barreiras físicas ou praças de pedágio, pelo sistema Free Flow (fluxo livre), por um período de 30 anos, com avaliações e revisões a cada 2 ou 4 anos.

Como será calculado o valor do pedágio? O Governador Tarcísio de Freitas argumenta que haverá uma “justiça tarifária na cobrança”, que passará a ser por km rodado, barateando os valores atualmente praticados e acrescentando cobranças em rodovias que hoje não são pedagiadas.

O pagamento será por meio de uma “TAG eletrônica”, parecida com as do “sem parar”, colada no para-brisa. Os motoristas e respectivos carros que não aderirem à TAG, o sistema promete fazer um reconhecimento da placa do veículo, registrando também local, dia e horário da passagem, cabendo ao condutor ou responsável pagar o pedágio de forma on-line ou por outros meios, dentro de um prazo de até 30 dias. Claro, se não houver pagamento, pode ser aplicada uma multa como a de “evasão do pedágio”.

É preciso dizer que algumas Rodovias da Região aguardam por investimentos, principalmente duplicações, há décadas, cuja população, empresas e empreendedores não podem esperar mais “30 anos de promessa em promessa”, de que o Estado irá realizar os investimentos diretamente e de maneira rápida.

A Agência Líder de Desenvolvimento Regional do Circuito das Águas Paulista – ADECAP, participou ativamente de 2 das 3 Audiências Públicas propostas e realizadas pelo Estado, por meio da Secretaria de Concessões e Parcerias, nos dias 10 e 11 de março, nas cidades de Campinas e Mogi Guaçu. Ficou claro que o projeto estava sendo gestado há cerca de um ano e já era do conhecimento de alguns prefeitos, mas não da população das cidades envolvidas.

A Presidente da ADECAP, Profa. Laura Umbelina Santi, fez diversas colocações nas audiências, pedindo esclarecimentos, apontando incongruências e chamando a uma reflexão mais profunda sobre o que estava sendo proposto. Primeiramente questionou: “por que as audiências públicas foram realizadas presencialmente nas cidades de Campinas, Mogi Guaçu e São Paulo, e nenhuma nas cidades do Circuito das Águas Paulista?”. Chamou a atenção sobre o valor de investimento por parte da vencedora da licitação, que seria de cerca de 10 bilhões de reais, recebendo de volta uma previsão de 34 bilhões de reais nos 30 anos de concessão.

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Resumidamente, a Profa Laura Santi, argumentou que a cobrança dos pedágios, nos pontos propostos, entre cidades, e mesmo bairros de uma mesma cidade, cuja distância média entre elas não passa de 20 km, traria impactos negativos significativos aos moradores. Pois as 9 cidades do Circuito das Águas Paulista são interdependentes nas áreas de Saúde, Educação, Trabalho e Turismo, buscando ainda alternativas em cidades mais distantes, como Bragança Paulista, Itapira, Mogi e Campinas. Sem falar no encarecimento que certamente recairia sobre os preços de serviços e produtos fabricados e distribuídos na ou pela região.

Argumentou, ainda, sobre o fato de as Estradas de acesso às cidades do Circuito das Águas Paulista terem alto “interesse e valor paisagístico”, precisam de belvederes e segurança para a apreciação da paisagem, pistas exclusivas para bicicletas e transeuntes, garantindo também o fluxo de equipamentos e materiais da lida rural, assim como de cavalos e carroças; e não somente a manutenção do asfalto, privilegiando sempre os automóveis. De maneira objetiva deixou claro que o projeto não deveria ser tratado somente sob o ponto de vista macro e sim descer ao nível local, pois alguns trechos receberão mais investimentos e intervenções e outros não, mas o pedágio viria para todos.

Por fim, em não sendo possível deixar de estabelecer a cobrança de pedágio, solicitou que esta não impactasse o morador em sua própria cidade, dividindo bairros rurais de sua zona urbana; criando um sistema de isenção aos moradores nos deslocamentos e entre as cidades vizinhas; garantindo acesso aos equipamentos de saúde, aos estabelecimentos de ensino em seus diversos graus; não onerando a renda já tão sacrificada dos trabalhadores que moram em uma cidade e trabalham em outra. “Evitando assim que os moradores tivessem que lutar por uma bolsa-pedágio para poder tratar da sua saúde, estudar e trabalhar”.

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Para o esclarecimento da população, a ADECAP se posiciona claramente contra qualquer tipo de cobrança, taxa, pedágio ou impostos que onerem ainda mais o cidadão e os empreendedores. Por isso apoia a proposta de Lei de Iniciativa Popular que procura estabelecer uma distância mínima entre “praças de cobrança de pedágio” e a isenção de cobrança dos moradores em deslocamento entre cidades vizinhas; não como forma de acinte ou proibição de concessões ou cobrança de pedágios, mas para que seja conhecida a vontade popular e esta possa ser considerada na construção de uma política pública que mais atenda aos anseios e necessidades dos moradores atingidos por esse programa proposto pelo Governo do Estado de São Paulo.

A ADECAP trabalha em prol da região do Circuito das Águas Paulista, com uma visão de futuro que abarca 2030 e muito mais tempo, para que ela seja reconhecida como a melhor para se Viver, Trabalhar, Visitar e Investir. No entanto, respeita a individualidade, as necessidades e benefícios de cada cidade em relação aos impactos positivos e negativos que o programa de concessão de estradas e o estabelecimento de pedágios traz. Cita-se, como exemplo, a SP 107, Prefeito Aziz Lian, que liga as cidades de Artur Nogueira ao Distrito de Arcadas, da cidade de Amparo, unindo as cidades de Holambra, Jaguariúna e Santo Antonio de Posse; por ela passa quase que todo o fluxo de produção e venda de flores e plantas do país, seus trabalhadores e transportadores. Essa Rodovia não pode esperar mais para ser duplicada e contar com dispositivos que tornem mais seguro o trânsito de pessoas e produtos. Por outro lado, estabelecer a cobrança de pedágios irá onerar ainda mais os trabalhadores e estudantes dessas cidades. É preciso encontrar soluções que permitam o investimento e viabilize a vida das pessoas.

Ainda no tópico sobre os impactos que este projeto de concessões e cobrança de pedágios, foi feita uma avaliação e identificou-se alguns impactos positivos e negativos.

Impactos positivos (entre outros):

  1. Investimentos em Infraestrutura: O projeto prevê melhorias substantivas quanto à qualidade das rodovias. Algumas cidades terão finalmente suas pistas duplicadas, depois de uma longa espera. Não há dúvidas de que as estradas já concedidas são as melhores do país.
  2. Melhoria da qualidade de vida para quem vive e trabalha na região: Muitos moradores se deslocam entre as cidades diariamente para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais. Com estradas melhores, esses deslocamentos serão mais rápidos, seguros e eficientes, possibilitando até a redução de “gastos invisíveis” com manutenção de veículos, pneus… reduzindo atrasos e, principalmente, acidentes.
  3. Segurança e preservação de vidas. Rodovias em bom estado, com sinalização adequada, iluminação, monitoramento e pronto atendimento, reduzem drasticamente os acidentes. Investir em segurança viária é salvar famílias, proteger trabalhadores e evitar tragédias.
  4. Possibilidade de crescimento de um turismo mais qualificado: Visitantes que podem contar com estradas seguras e bem cuidadas tendem a voltar, permanecer mais tempo e consumir mais. Pois não seriam estressados pela preocupação com a estrada para voltar mais tarde ou mais vezes.
  5. Cobrança de Pedágio de forma eletrônica: Prevê que os veículos circulem sem interrupção, reduzindo congestionamentos e a emissão de gás carbônico, com menos filas, freadas e acelerações.
  6. Pagamento Proporcional à Distância Percorrida: As tarifas serão cobradas por km rodado, de forma que quem roda mais, paga mais, e quem roda menos, paga menos. O pedágio entre as cidades de Jaguariúna e Campinas, na SP 340, será diminuído.
  7. Possibilidade de isenção de cobrança por meio das placas dos residentes em algumas “praças de pedágio”. Essa estratégia já foi utilizada em outras cidades que passaram por esse processo de concessão de rodovias no Estado de São Paulo, e pode também ser aplicada na região do Circuito das Águas Paulista. Isso é realmente um alento para diminuir o impacto da cobrança de pedágios dentro de uma mesma cidade ou em deslocamentos mínimos entre uma cidade e outra, que são vizinhas.
  8. Valorização econômica e atração de mais investimentos: Infraestrutura de qualidade é um dos principais atrativos para investidores. Rodovias modernas e bem cuidadas impulsionam o turismo, fortalecem o comércio e criam um ambiente mais competitivo para os negócios locais. Também pode gerar empregos e renda, movimentando a economia da região.

Sem dúvida outros benefícios precisarão ser considerados, pois, nas palavras do Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas: “investimento em infraestrutura sempre traz prosperidade!”

Na visão do morador, trabalhador, visitante e investidor do Circuito das Águas Paulista, João Barboza “o Circuito das Águas Paulista está há décadas aguardando duplicações, acostamentos e soluções reais para o tráfego entre suas cidades e a região. O modelo atual de gestão, centralizado no DER, se mostrou lento, ineficaz e até prejudicial aos investimentos privados, por questões burocráticas e políticas. A concessão, se bem planejada e com participação ativa da sociedade, é o caminho mais viável e rápido para tirar esses projetos do papel. Trata-se de uma oportunidade histórica de reorganizar a infraestrutura regional de forma justa, moderna e eficiente. Precisamos sair da estagnação e olhar para o futuro, pois o modelo atual já demonstrou seus limites. Essa é uma chance concreta de transformar o Circuito das Águas Paulista naquilo que sempre acreditamos e projetamos nos encontros do grupo Líder”. [acrônimo de Liderança para o Desenvolvimento Regional – SEBRAE Nacional]”

Impactos negativos (entre outros):

  1. Mais custos para o bolso da população: Sobre a renda há tributação, ao comprar um carro o cidadão paga impostos que podem chegar a 50% do preço de venda (imposto sobre consumo pago com uma renda já tributada). Depois, anualmente, tem que arcar com o IPVA, que no Estado de São Paulo é de 4% do valor do automóvel. E aí, se usar o carro, ainda terá que pagar pedágios para trabalhar, estudar, ir ao médico e mesmo para passear na região. A proposta já prevê descontos para quem usa mais intensamente determinadas vias com pedágio, mas os descontos propostos são muito baixos; precisam ser maiores, reduzindo substancialmente o valor de cobrança normal.
  2. Acesso a Saúde, Educação e Trabalho será encarecido aos moradores: A proposta, tal como apresentada, prevê numerosas “praças de pedágios” entre as cidades atendidas pelas rodovias que serão concedidas à iniciativa privada. Não houve uma avaliação concreta do impacto financeiro aos moradores que moram e trabalham ou estudam ou têm que buscar atendimento de saúde em cidades próximas. Já que essas são interdependentes e não conseguem suprir individualmente essas necessidades.
  3. Impacto sobre o Turismo: A cobrança de tantos pedágios pode prejudicar o acesso dos turistas às cidades do Circuito das Águas Paulista, considerando que a maior parte deles vêm de carro com a família, e não em sistemas de transporte público e coletivo. Um número considerável de empregos é garantido pelo turismo e se ele for mal, muitas famílias ficarão sem seu ganha-pão.
  4. Receios sobre o novo sistema de cobrança: Nem todas as faixas etárias e educacionais irão conseguir se adaptar ou mesmo manter um sistema de TAG ou ter agilidade suficiente para fazer os pagamentos on-line. Há ainda preocupações de que possa haver cobrança de multas indevidas. Por que o programa de concessões de rodovias já não inclui gratuitamente aos moradores o sistema de TAG a ser usado?
  5. Primeiro se paga, depois é que virão os benefícios: O correto seria primeiro entregarem as benfeitorias previstas no projeto e depois a população começaria a pagar por elas, sendo certo que a concessão é prevista por 30 anos. Ter critérios claros de onde cobrar primeiro e deixar para cobrar pedágios por último, conforme a população for vendo resultados. Outra coisa que não ficou claro na proposta é se a concessionária terá que instalar postos de atendimento em diversos trechos de estrada, contando com área para usuários, atendimento de emergência, bombeiros, guincho, etc.; isso seria muito importante para que os moradores e os visitantes também vissem benefícios de se pagar pedágio para virem à nossa região.
  6. Impacto Ambiental: Embora o projeto traga alguns benefícios ambientais, as duplicações, construção de novas faixas e viadutos podem causar impactos ambientais que precisam ser esclarecidos e minimizados.
  7. Falta de um planejamento em sintonia com a população envolvida: O projeto não passou, verdadeiramente, por audiências públicas locais. É preciso mais tempo para um aprimoramento e mesmo uma discussão transparente da proposta.
  8. Não há segurança quanto a critérios ou mesmo propostas para isenção de cobrança de pedágios: Embora o uso de exemplos de outras regiões, onde um sistema de isenções de pedágios para placas de moradores em alguns deslocamentos, tenha sido citado durante a 2ª Audiência Pública, em Mogi Guaçu, isso não ficou claro como poderia ser aplicado no Circuito das Águas Paulista.

Esses impactos precisam ser cuidadosamente gerenciados para garantir que os benefícios do projeto sejam maximizados e que os impactos negativos sejam adequadamente minimizados.

A população da região está reticente em aceitar o convite de diálogo e melhoria do projeto de concessão de rodovias e cobrança de pedágios feito pelo Governador do Estado, em visita recente à cidade de Pedreira. A proposta de uma Lei de Iniciativa Popular, em andamento, não é necessariamente contra a cobrança de pedágios em rodovias concedidas. A campanha por esta Lei está coletando dados e assinaturas, os principais desafios são obter o apoio de pelo menos 180 mil eleitores do Estado de São Paulo, e o fato da Assembleia Legislativa ainda não ter regulamentado esse tipo de iniciativa. De novo, a ADECAP apoia esta iniciativa como medida da vontade popular, que pode ajudar na definição de políticas públicas mais adequadas quanto a este tema.

O Estado precisa e deve olhar com mais cuidado para as cidades do Circuito das Águas Paulista, não se limitando às questões das represas ou das Rodovias. É preciso trazer para esta região políticas públicas mais concretas e que tragam mais resultados quanto a Educação, Saúde, Saneamento Básico, Segurança, entre outras; para que se possa ver a gestão estadual também nessas demandas tão caras à população da região. Aqui, os prefeitos, vereadores e deputados da região, precisam unir forças e buscar mais benefícios, ainda mais neste momento em que as comunidades terão que arcar com o maior ônus do projeto de concessões e pedágios.

A tributação existente sobre os pedágios também beneficia as prefeituras das cidades que têm “praças de cobrança” dentro de seus limites geográficos. É preciso fazer uma reflexão consistente quanto ao uso desse valor arrecadado. Pois o projeto do Governo do Estado aparentemente não prevê rotas de fuga dos pedágios, mas elas existem ou serão criadas pela criatividade dos moradores, motoristas e transportadores. Isso certamente impactará vias vicinais, ruas periféricas de bairros e mesmo estradas rurais. É preciso também encontrar e aplicar recursos para que a qualidade viária das cidades seja mantida e aprimorada; e mesmos os bairros não sofram demasiado com esses desvios, preservando a tranquilidade, a segurança e os acessos da população local.

Pablo Schoenmaker, empreendedor da área de alimentos e bebidas, enfatiza que “a região tem estradas com paisagens belíssimas, contornando a Serra da Mantiqueira e seus contrafortes; a melhoria das estradas precisa contemplar a criação de pontos de parada para apreciação da vista, como “belvederes”, com segurança em relação ao trânsito. Nossas “Rotas Cênicas” ajudam a atrair visitantes, são “instagramáveis”, nos colocam nas redes sociais, e podem ser embelezadas também, com plantio de flores, por exemplo. O projeto não pode contemplar só a melhoria do asfalto para o trânsito de carros, é preciso pensar nas bicicletas, criar ciclovias, pensar nas pessoas também. A futura concessionária precisa saber disso e atuar com essas premissas, isso atrairá mais pessoas para o Circuito das Águas Paulista e ela também sairá ganhando.”

A ADECAP chama a atenção de todos sobre a necessária discussão que precisa ser feita sobre o Pacto Federativo que organiza e une os Estados e municípios que formam o Brasil. Não faz sentido o Estado de São Paulo, ente federativo que alavanca a produção do PIB Nacional, arrecada mais impostos e tem a maior população entre todos os outros Estados, receba tão pouco retorno do Governo Federal. Há que se estudar novas maneiras de se fazer a repartição dos recursos arrecadados e São Paulo poder investir mais em sua infraestrutura, sem necessariamente onerar os bolsos dos paulistas, como sempre se fez.

Por fim, e demasiado importante, a região precisa, por meio de sua população e seus representantes no poder executivo e legislativo, pensar em um ou mais planos de desenvolvimento local e regional que contemplem visões para 10, 20 e 30 anos. A ADECAP tem esse princípio! Ficar rodando projetos de 4 em 4 anos, ficando à mercê de ideias e soluções sempre reativas a problemas que sempre existiram, não dá mais! É necessário não só se preparar para o futuro, mas, principalmente, plasmar e buscar realizar o futuro que essa região e cada cidade desejam para si.

Secretário Henrique Cézar, Presidente da ADECAP – Profa. Laura Umbelina Santi, Prefeito de Amparo – Dr. Carlos Alberto, e Diretor Adjunto da ADECAP – Tony Ghazali (Amparo) na reunião que determinou o apoio da ADECAP ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Sobre a ADECAP: foi criada em 15 de dezembro de 2022 como uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos e de interesse público (OSC), com autonomia administrativa e financeira, compreendendo preferencialmente as cidades de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. Atua com ações estratégicas para a região, entende o cenário atual, reconhece os desafios e oportunidades, visando auxiliar no desenvolvimento econômico, social e ambiental dos 9 municípios. Tem como Missão “inspirar, estimular, integrar e promover o desenvolvimento responsável no Circuito das Águas Paulista”. Embasada em valores como “iniciativa, respeito, inovação, sustentabilidade e cooperação”. Propõe como Visão para 2030, tornar o Circuito das Águas Paulista “a melhor região para se viver, trabalhar, visitar e investir”.

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Amparo

Amparo celebra nova fase no Village de France com show exclusivo de Paula Mattos

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Evento marca nova etapa de desenvolvimento em Arcadas, com música, lazer e valorização imobiliária

Após o sucesso do pocket show de Thaeme, o Village de France Residencial segue sua programação cultural e recebe no próximo domingo, 08 de março, a cantora Paula Mattos em apresentação especial no distrito de Arcadas, Amparo. O evento reforça o conceito do empreendimento: unir lazer, natureza e qualidade de vida em um só lugar, com experiências exclusivas para os compradores.

Reconhecida nacionalmente por sua voz marcante e composições de sucesso, Paula Mattos destacou a emoção de participar do lançamento e a conexão que sentiu com a cidade. “De muitos locais que já conheci nessa vida, Amparo com certeza já se tornou um dos meus favoritos do interior paulista. Estou realmente encantada pela natureza, pelo clima, pela tranquilidade e pela qualidade de vida que esse lugar transmite”, afirmou.

A artista ressaltou ainda o potencial do empreendimento e a importância de investir em imóveis. “O Village de France é um empreendimento lindo, com infraestrutura completa e uma área de lazer maravilhosa. Seja para morar, investir ou dar aquele upgrade na vida, ter o seu terreno aqui certamente é uma escolha inteligente. Aliás, investir em terrenos é sempre uma ótima ideia. Como já diziam nossos avós: quem investe em terra nunca erra”, completou.

Paula revelou que já garantiu seu lote no residencial. “Eu que não sou boba nem nada, já assinei contrato e garanti o meu terreno. Está valendo muito a pena. O Village de France é um lugar que realmente me conquistou.”

Compradores celebram realização de um sonho
Entre os primeiros compradores está o casal Bruna Eduarda da Silva – balconista de farmácia, e Carlos Eduardo Oliveira – operador de máquina. Esse é o primeiro imóvel deles, adquirido com entusiasmo e esperança de construirem juntos um futuro. Sem filhos ainda, o casal já planeja oficializar a união em 2028, tornando o Village de France parte da realização desse sonho:

“Logo de início, a paisagem nos chamou muito a atenção. Quando visitamos, já sabíamos que seria ali. Tomamos a decisão de forma rápida e, com a ajuda do corretor, tudo ficou mais fácil”, relatam.

O casal destaca ainda a sensação de participar de um lançamento desse porte em Amparo. “É gratificante viver esse momento. O conceito europeu do Village é muito mais do que estética, é um estilo de viver. A tranquilidade, a segurança e a qualidade de vida pesaram muito na nossa decisão.”

Entre os diferenciais que mais conquistaram Bruna e Carlos estão os espaços de lazer e convivência. “Todos os ambientes são especiais, mas a quadra de esportes e a área pet nos encantaram. Enxergamos o Village como a realização de um sonho, uma verdadeira virada de chave para nossa vida. É aqui que vamos construir nosso lar com bem-estar e qualidade de vida”.

Bruna e Carlos celebram a conquista do primeiro imóvel no Village de France durante o lançamento oficial, ao lado da cantora Thaeme – um marco importante rumo ao futuro que planejam juntos

Arcadas: tradição preservada, futuro em expansão
O distrito de Arcadas, parte integrante do Circuito das Águas Paulista, está a apenas 9 km do centro de Amparo e se destaca pela proximidade com destinos turísticos como Águas de Lindoia, Holambra e Serra Negra. Com 11.806 moradores, representa 16% da população da cidade e vive um momento de expansão, impulsionado por novos empreendimentos e obras estruturais como a Barragem de Duas Pontes, prevista para 2026, que além de garantir segurança hídrica deve abrir espaço para atividades de ecoturismo e valorização imobiliária.

Arcadas preserva sua memória ferroviária e cultural, marcada pela Estação Coqueiros inaugurada em 1875 e se projeta também como território estratégico para o futuro. O comércio diversificado, a presença de indústrias e a vida cultural ativa, com destaque para a Escola de Samba Império Arcadense e o tradicional Carnaval familiar, reforçam o espírito comunitário e a sensação de pertencimento.

Nos últimos anos, o distrito tem acompanhado o crescimento de Amparo, que recebeu investimentos privados superiores a R$ 700 milhões e abriga mais de 11 mil empresas ativas. Essa vitalidade econômica se reflete em Arcadas, que já conta com supermercados, restaurantes, farmácias e serviços variados, além de uma rede educacional que acompanha as crianças desde o berçário até o ensino médio em um mesmo quarteirão, fortalecendo os laços comunitários.

Para o especialista em mercado imobiliário, Edgar Ueda, fundador da Neximobi, Arcadas reúne tradição e potencial de valorização:

“É um bairro planejado com infraestrutura completa: saneamento básico, água e esgoto tratados, sistema de drenagem e totalmente asfaltado. Isso gera segurança aos investidores, que não terão que se preocupar com manutenção tão cedo. Além disso, outra vantagem do Village de France é que ele foi pensado como um bairro aberto, mas com a característica de um condomínio fechado.”

Com obras já 65% concluídas, a previsão é que os compradores possam iniciar construções até o primeiro semestre de 2026. Segundo Ueda, a valorização projetada é significativa: terrenos podem alcançar até 27% em 5 anos e 40,74% em 10 anos. “Normalmente, quando se compra um empreendimento na planta, o prazo para começar a obra é de dois a três anos. Aqui estamos falando de seis meses, algo raro de acontecer”, acrescenta.

Equipe do Village de France e investidores celebram junto com a cantora Paula Mattos o sucesso e a nova fase do empreendimento em Arcadas

Arcadas, portanto, se consolida como território de tradição preservada e futuro em expansão, onde o Village de France surge como marco de modernidade, qualidade de vida e investimento seguro.

Diferenciais do empreendimento
O Village de France oferece 372 lotes em meio à natureza e vista panorâmica da Serra da Mantiqueira. O projeto foi concebido para unir lazer, infraestrutura e bem-estar em um só espaço. Além de quadra poliesportiva, beach tênis, playground, pista de caminhada e ciclovia, o empreendimento conta com espaço zen, pet place, pomar e horta orgânica, reforçando o conceito de vida saudável e integrada à natureza.

Outro destaque é o espaço gourmet com churrasqueira e forno, ideal para encontros familiares e comunitários, além da academia ao ar livre e áreas verdes com árvores frutíferas e espelho d’água. A infraestrutura inclui ruas largas com nove metros de extensão, sistema de drenagem, saneamento básico completo e fibra óptica para garantir internet de alta velocidade.

Inspirado no estilo de vida europeu, o Village de France valoriza a convivência comunitária e a sensação de pertencimento, ao mesmo tempo em que oferece segurança e liberdade: trata-se de um loteamento aberto, mas com características de condomínio fechado, sem cobrança de taxa mensal.

Segundo especialistas, esse conjunto de fatores torna o empreendimento atrativo tanto para quem busca um lar com qualidade de vida quanto para quem deseja investir em valorização imobiliária consistente.

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Amparo

Amparo se consolida como uma das cidades mais seguras do Brasil

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Números da Secretaria de Segurança Pública divulgados recentemente mostram que as políticas públicas na área de segurança colocam Amparo entre as cidades mais seguras para se viver, não só no que diz respeito ao Circuito das Águas Paulista, mas em comparação a outros municípios do mesmo porte que integram a Região Metropolitana de Campinas.

O último relatório divulgado pela SSP, mostra uma redução significativa nos percentuais de criminalidade. Segundo o levantamento oficial, no ano passado nenhum homicídio foi registrado na cidade, e a situação continua a mesma em 2026.

A cidade não registrou boletins de ocorrência por roubo de carga, de veículos e tentativas de homicídios, mesmo os furtos tiveram uma queda superior a sessenta e dois por cento.

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O levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo reflete a seriedade do trabalho desenvolvido pelo prefeito Carlos Alberto Martins, e pelo secretário de Segurança Pública, Defesa Civil e Trânsito Anderson Lima de Oliveira. Ao longo dos últimos anos a administração municipal investiu pesado na contratação de novos equipamentos, criação da muralha digital com a instalação de câmeras e monitoramento através de câmeras, além da ampliação das equipes de patrulhamento ostensivo.

As parcerias com a sociedade civil e capacitação dos GCMs também é um diferencial do município. Um exemplo é a Patrulha Maria da Penha que ao longo de 2025 atuou de maneira rápida e eficiente no combate a violência doméstica. Hoje 43 mulheres são beneficiadas pelo botão de pânico, e podem acionar a Guarda Municipal no instante em que se sentirem ameaçadas. No ano passado foram
209 atendimentos, e esse ano
40 até o dia último dia 3 de março.

Mesmo nos grandes eventos como Carnaval e Festival de Inverno conhecidos no Estado inteiro, a infraestrutura de segurança mostra eficiência sem o registro de ocorrências, e colocando a cidade de Amparo como um dos principais e mais seguros destinos do turismo regional. 

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Amparo

Ypê anuncia abertura de 80 vagas para expansão de fábricas

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Ypê abre vagas

A Ypê, indústria brasileira líder no segmento de higiene e limpeza, anunciou nesta segunda-feira (02) a abertura de 80 novas vagas industriais destinadas ao aumento de quadro dos complexos fabris de Amparo e Salto, no interior de São Paulo. As oportunidades, abertas para pessoas de todos os gêneros e profissionais com deficiência (PcD), reforçam a expansão da companhia diante do crescimento consistente da operação e da necessidade de fortalecer áreas essenciais que sustentam o ritmo produtivo das unidades.

Segundo Cristiane Lacerda, diretora de Gente, Cultura, Diversidade e Inclusão da Ypê, a expansão reforça o compromisso da empresa com desenvolvimento regional, geração de empregos e valorização de talentos. “Estamos vivendo um momento de crescimento que reflete o trabalho de milhares de pessoas que fazem a Ypê chegar à casa de milhões de brasileiros. Ampliar nosso quadro em Amparo e Salto é mais do que atender à demanda produtiva: é fortalecer nossa presença no interior paulista, valorizar a formação técnica da região e abrir portas para profissionais que querem construir carreira na indústria. Temos orgulho de investir em pessoas e criar oportunidades reais de desenvolvimento há mais de 75 anos”, afirma.

As oportunidades concentram-se principalmente nas áreas de Operações, Manutenção e Qualidade, consideradas fundamentais para garantir eficiência fabril, continuidade dos processos e elevados padrões de performance. Esses perfis técnicos especializados desempenham papel crítico em etapas como condução dos processos industriais, manutenção de equipamentos de alta complexidade, monitoramento rigoroso das linhas produtivas e controle de qualidade, funções que asseguram a excelência operacional da companhia.

A abertura das 80 vagas ocorre em um dos mercados industriais mais competitivos do país. O eixo Campinas–Jundiaí reúne um forte polo fabril e concentra diversas empresas que disputam profissionais qualificados do segmento técnico, o que intensifica a busca por talentos na região. Nesse contexto, Amparo e Salto se destacam como centros estratégicos da Ypê, demandando mão de obra capacitada para sustentar a produção e acompanhar o avanço tecnológico das operações.

Atualmente, a Ypê está com mais de 300 vagas abertas para 114 posições diferentes em todo o Brasil. As oportunidades abrangem áreas industriais, administrativas, corporativas, comerciais e técnicas em diversas regiões, reforçando o momento de expansão e investimentos contínuos da companhia. Os interessados podem consultar todas as posições e se candidatar diretamente pela página oficial de carreiras: Link

Segundo a companhia, todos os colaboradores contam com um pacote de benefícios que inclui assistência médica e odontológica, vale-transporte, vale-refeição ou refeição no local, seguro de vida e programas contínuos de desenvolvimento e bem-estar. Entre os destaques está a plataforma UNICO Skill, benefício que oferece acesso ilimitado a mais de 20 mil opções de cursos, incluindo graduações, pós-graduações, idiomas, mentorias e cursos livres, com trilhas personalizadas para os colaboradores e seus dependentes, incluindo cônjuges, pais e filhos a partir de 16 anos.

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