Brasil
Cerrado é a savana brasileira e um bem desvalorizado pelo País
Por Evandro Tokarski
Para os desavisados e menos informados, a aparência pode enganar. Afinal, o Cerrado brasileiro tem mais de uma cara. A área com árvores retorcidas, folhagens mais secas, pouca umidade, é Cerrado. Mas também é Cerrado a mata ciliar. Ou ainda a mata de galeria, onde as copas das árvores se encontram, formando túneis. Algo tão lindo de se ver quanto a floresta amazônica.
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, atrás apenas, justamente, da rica floresta tropical. Trata-se do bioma que cobre 25% do território brasileira, fundamental para nossa biodiversidade, e que altamente dinâmico e sensível às mudanças do clima, possuindo apenas duas estações bem definidas – a da seca e a da chuva. Isso faz com que diferentes paisagens sejam observadas em momentos do ano.
Por isso, ao conhecê-lo, é preciso não se deixar levar pelo que se vê de imediato. O Cerrado é uma aula de resiliência a céu aberto que a natureza nos dá, seja pela vegetação, pelos rios intermitentes e perenes ou pela riqueza da fauna.
Destaco ainda, como CEO de uma companhia que reconhece a importância dos recursos naturais para a nossa existência no planeta, que não tenho dúvidas da eficiência do Cerrado: aproveita de forma extremamente competente os recursos naturais disponíveis e nos oferece uma flora composta por mais de 12 mil espécies diferentes, segundo a Embrapa – centenas já tem seus valores econômicos identificados, seja para a produção de alimentos, medicamentos ou cosméticos, entre outros. Suas formas e cores, na época de chuva, ainda atraem polinizadores. Se não fosse pela ação do homem, seu funcionamento certamente seria perfeito.
É neste espaço imenso, que cobre 25% do nosso território, onde boa parte dos rios seca quando acaba a temporada de chuva, que nascem os rios São Francisco e Parnaíba. Entre outros fatores, já se sabe da importância desse ecossistema para a nossa geração de energia – isso significa que, para que os brasileiros tenham energia elétrica em casa, dependemos de quase 90% das águas que são oriundas do Cerrado.
E é claro que sabemos de tudo isso. Nos últimos anos, o Brasil vem explorando o Cerrado. A agropecuária, principalmente, mas não a única atividade desenvolvida na região. O valor do Cerrado, apesar de não completamente descoberto – ainda há muito a saber e estudar – já está mais do que comprovado. Apesar disso, pouco se faz para preservá-lo.
Neste ano, o Cerrado registrou o maior número de focos de incêndio para esse período desde 2012. Foram 31.566 pontos de fogo entre 1º de janeiro até 31 de agosto, contra 40.567 no mesmo período em 2012, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se do reflexo de uma realidade triste que vem sendo observada nos últimos anos, em que a pressão pelo desmatamento sem critérios só aumentou. Sem uma política pública clara para sua proteção e exploração, o fato é que, se continuarmos neste caminho, em breve, perderemos essa fonte de biodiversidade – e a natureza ficará sem um bioma considerado a ligação entre diversos outros. O impacto será direto na manutenção das espécies, tanto vegetal como animal.
Também é preciso pensar em programas voltados para a população que vive nestas regiões e que sofrem com a seca e a falta de alimentos. É absurdo e triste pensar que, em um solo extremamente fértil, existem pessoas passando fome.
Mais do que ressaltar o valor do Cerrado, é preciso pensar em como cuidar dele e preservá-lo, para que outras gerações possam aproveitá-lo. Pelo Cerrado e por quem virá nas próximas estações, de chuva e de seca.
*Evandro Tokarski é presidente do Grupo Artesanal, líder no mercado de farmácias de manipulação no Centro-Oeste e em Minas Gerais
Brasil
Vinicius Marchese anuncia pré-candidatura a Deputado Federal
O engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, presidente reeleito e licenciado do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), anunciou nesta semana, por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ao longo de sua trajetória, Vinicius Marchese construiu uma carreira de destaque no sistema profissional da engenharia. Ele foi eleito o presidente mais jovem da história do Crea-SP e, posteriormente, também se tornou o presidente mais jovem da história do Confea.
Recentemente, foi reeleito para a presidência do Conselho Federal com a maior votação já registrada na história da instituição, com 84.887 votos, o equivalente a 65,82% dos votos válidos e a vitória em 26 dos 27 estados brasileiros.
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Brasil
Plano Safra amplia recursos para transição energética e passa a financiar sistemas de armazenamento, destaca ABSOLAR
Segundo a entidade, edição 2026/2027 aumenta em R$8,9 bilhões os recursos destinados ao agronegócio, reduz parte das taxas de juros e passa a contemplar, pela primeira vez, o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias
A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê um volume recorde de R$525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão, pela primeira vez, do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa.
Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida, fruto das contribuições feitas pela entidade ao Governo Federal, representa um importante avanço para a modernização do setor agropecuário. Além do aumento de R$8,9 bilhões nos recursos em relação à edição anterior, linhas como Inovagro e Prodecoop passam a permitir investimentos em sistemas de armazenamento de energia elétrica, fortalecendo projetos de geração renovável e ampliando a segurança energética das propriedades rurais.
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A entidade observa, no entanto que o custo do crédito ainda representa um desafio. Embora as taxas tenham registrado uma redução média, variando entre 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic.
Atualmente, o agronegócio brasileiro conta com 6,3 gigawatts de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% de toda a capacidade de geração própria solar do País entre consumidores residenciais, rurais, comerciais, industriais e do setor público. Segundo levantamento da ABSOLAR, mais de 806,7 mil propriedades rurais já utilizam energia solar fotovoltaica no Brasil.
“O Plano Safra se consolida como um instrumento cada vez mais estratégico para acelerar a transição energética no agronegócio. A inclusão do armazenamento de energia nas linhas de financiamento é um avanço importante para o setor. Ao mesmo tempo, o custo do crédito ainda influencia diretamente a decisão de investimento dos produtores em projetos de energia solar e armazenamento energético”, afirma a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.
“A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, acrescenta.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a inclusão dos sistemas de armazenamento no Plano representa uma conquista para a entidade e todo o setor fotovoltaico brasileiro. “A combinação entre energia solar fotovoltaica e armazenamento proporciona redução dos custos com eletricidade, maior segurança no fornecimento de energia, proteção contra a volatilidade das tarifas e aumento da competitividade dos produtores rurais. A inclusão dessas tecnologias nas linhas de financiamento do Plano Safra é mais um passo importante para ampliar a inovação, a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, conclui.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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Brasil
Pesquisa inédita indica gargalos no acesso ao diagnóstico e cuidado do câncer de mama no Brasil
Levantamento mostra desafios desde a realização de exames preventivos até o acompanhamento pós-cirúrgico das pacientes, revelando necessidade de aprimoramento nas redes pública e privada de saúde do País
Levantamento nacional, realizado pelo Instituto Ipsos a pedido da Novartis, revela que a demora no agendamento de consultas ou na realização de exames estão entre os grandes desafios enfrentados pelas mulheres na prevenção do câncer de mama no Brasil. “Os dados apresentados são de extrema relevância, ainda mais quando consideramos que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença e responde por melhor qualidade de vida das pacientes”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A pesquisa inédita Ipsos/Novartis ouviu 400 mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. O levantamento mostra que 63% consideram a demora para agendar consultas ou realizar exames como principais desafios na jornada de prevenção do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), o gargalo se apresenta ainda maior: 77%.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a recomendar o rastreamento regular do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade. Essa indicação, que se alia aos esforços das principais associações médicas brasileiras, entre elas a SBM, visa ao enfrentamento da doença em todo o território nacional. No entanto, esse direito ainda não se converte em cuidado efetivo. Conforme a pesquisa, entre mulheres de 41 anos ou mais, uma em cada três entrevistadas relata não realizar a mamografia regularmente; 12% afirmam nunca ter feito o exame.
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O levantamento também mostra que a desinformação é questão preocupante no enfrentamento da doença. Entre as mulheres ouvidas, 36% indicaram uma idade incorreta para iniciar a mamografia regularmente. Além disso, 15% receberam solicitação médica para realizar o exame, mas não chegaram a fazê-lo.
Entre as pacientes que nunca realizaram a mamografia, 18% afirmaram ter dificuldade para agendar o exame e citam também falta de orientação médica. “Neste ponto, especificamente, nos deparamos com barreiras estruturais e também com a necessidade de aprimoramento de comunicação e orientação às pacientes”, destaca Novita.
Os dados da pesquisa demonstram, ainda, que na percepção das mulheres a jornada de tratamento do câncer de mama não termina na cirurgia. Para 63%, é importante ter acompanhamento e tratamento mesmo após a intervenção cirúrgica, o que reforça a necessidade de ampliação do debate sobre acesso e estratégias de prevenção de recidiva. Entre as entrevistadas, 35% demonstraram medo de a doença voltar.
“Os resultados da pesquisa mostram que muitas mulheres reconhecem a importância do acompanhamento contínuo, mas ainda enfrentam obstáculos concretos para transformar esse cuidado em realidade. Isso nos convida a refletir sobre a necessidade de jornadas mais coordenadas, com menos interrupções e maior apoio às pacientes ao longo do tempo. É nesse ponto que o debate público e o diálogo com especialistas e sociedades médicas ganham ainda mais relevância, para aproximar políticas e práticas clínicas da realidade das mulheres”, ressalta Bianca Cormanich, diretora de Oncologia da Novartis Brasil.
Para o presidente da SBM, o câncer de mama não se encerra com a cirurgia. “A ausência de acompanhamento contínuo pode comprometer desfechos ao longo do tempo, especialmente no sistema público de saúde”, enfatiza Guilherme Novita. “Os esforços das sociedades médicas brasileiras para contribuir com políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer de mama, condizentes com a realidade das mulheres brasileiras, precisam ser permanentes e acompanhados sempre de atuações efetivas que beneficiem a população como um todo”.
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