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Brasil

O apagão de profissionais de TI e os impactos nas Cidades Inteligentes em 2023

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*Por Amaury Cunha Carvalho

Na área de Smart Cities, cerca de 100 cidades brasileiras já têm projetos inovadores em desenvolvimento, e destas, o Ranking Connected Smart Cities 2021 destaca 5 como as cidades mais inteligentes do País: São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Vitória (ES). Algumas ações identificadas nestes centros urbanos que influíram para a classificação foram: existência do cadastro imobiliário informatizado, agendamento online de consulta na rede pública de saúde, presença de ciclovias estruturadas, semáforos inteligentes, bilhete eletrônico nos transportes públicos, aumento no número de empresas de tecnologia e economia criativa, sistema de iluminação inteligente e conexão banda larga disponível para 99% da população.  

Entretanto, apesar de toda essa evolução, uma significativa dificuldade se destaca por conta do atual apagão da mão de obra no mercado de tecnologia, que impacta na evolução das cidades inteligentes no Brasil. Faltam candidatos aptos para ocupar as vagas de TI neste nicho. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) alertou que o déficit de profissionais de todo o ecossistema poderá chegar a 530 mil até 2025.

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Ironicamente, a mesma pesquisa da Brasscom apontou que até 2025 serão criados 797 mil vagas para programadores e desenvolvedores, entre outras funções. A primeira leitura é exata: não faltam oportunidades, mas faltam pessoas capacitadas, a segunda, exige uma lupa mais apurada, uma vez que a compreensão reside nos reflexos trazidos pela pandemia. O home office entrou na rotina corporativa e a cultura dos nômades digitais, que podem trabalhar de qualquer lugar do mundo, ganha espaço nas relações trabalhistas e impacta ainda mais a concorrência por profissionais, que entra numa esfera global.  

O resultado deste entendimento nos leva a crer na construção de um perfil de profissionais cada vez mais sem senso de pertencimento pela empresa, sem raiz fincada na cultura operacional diária. Em projetos de smart cities este ambiente remoto tira o calor de trocar ideias com maior fluidez. E consequentemente, na tomada de decisão mais rápida, por exemplo. Outro reflexo deste fenômeno é a materialização da lei da oferta e procura, e a matemática para isso é simples: com menos profissionais aptos, os mais tarimbados valorizam mais devido seus conhecimentos diferenciados. O que não está errado! O desafio de adequação das equipes de trabalho cabe às empresas de tecnologia em encontrar pessoas disponíveis no mercado.  

Com o advento do 5G, a plenitude das cidades inteligentes ganha ainda mais força no avanço da telemedicina e no impulsionamento da transformação digital para locais mais afastados das metrópoles, como áreas rurais e fabris. Tudo isso trará ao nicho das smart cities novas funções, algumas até automatizadas, mas outras tendo o humano no centro da decisão.  

Integrar-se a todo este cenário disruptivo levará às empresas a um novo patamar de observação, análise e adequação da política corporativa.  

Amaury Cunha Carvalho é formado em Direito com especialização em Direito Digital e das Telecomunicações. Atualmente, é diretor da G4 Soluções em Gestão da Informação – OM30

A ação prática estará na autocrítica de rever seus programas de valorização das pessoas com atualizações constantes por meio de programas de capacitação interna (como universidades corporativas); com remuneração e benefícios atraentes; e iniciativas que reforçam a cultura híbrida, marcada por idas quinzenais aos escritórios, mesclados com encontros remotos objetivando dosar as experiências interpessoais em ambientes diversificados. Assim, como diria Bauman, as empresas devem se adequar a uma nova “modernidade liquida”, em termos de fluidez e instabilidade das relações sociais, mas evoluídas em tecnologia.  

Em épocas que muitas empresas esboçam seus planejamentos táticos para 2023 um deles será, com certeza, o olhar estratégico para valorizar as novas gerações que chegam no mercado de trabalho e, sobretudo, adequar-se as novas disciplinas trabalhistas. A transformação digital e seus impactos positivos agradecerão! O futuro é dinâmico e construído por pessoas dinâmicas.

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Brasil

Engenharia transforma

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em

Por Vinicius Marchese

A engenharia transforma. Transforma ideias em soluções, projetos em obras e desafios em oportunidades de desenvolvimento.

É por meio da engenharia que estradas conectam cidades, sistemas de saneamento levam saúde às comunidades, redes de energia impulsionam a economia e projetos urbanos melhoram a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.

No Brasil, os desafios são imensos. Somos um país continental, com profundas desigualdades regionais e demandas crescentes por infraestrutura e serviços públicos de qualidade. Nesse cenário, a engenharia tem um papel decisivo: transformar necessidades em soluções concretas capazes de melhorar a vida da população.

Na administração pública, a presença da engenharia qualificada desde o início dos processos é fundamental. Projetos bem estruturados, elaborados por profissionais tecnicamente preparados, são o primeiro passo para que obras e políticas públicas sejam executadas com eficiência, segurança e responsabilidade com os recursos públicos. Quando o planejamento falha, surgem atrasos, desperdícios e, muitas vezes, obras inacabadas que prejudicam diretamente a sociedade.

Quando a engenharia é valorizada, os resultados aparecem. Obras são concluídas no prazo, os investimentos são melhor aplicados e os benefícios chegam à população em forma de mobilidade, desenvolvimento econômico, qualidade ambiental e melhores condições de vida.

Nesse contexto, iniciativas voltadas ao diagnóstico e ao acompanhamento da infraestrutura nacional tornam-se ainda mais relevantes. Um exemplo é o InfraBR, uma plataforma criada para avaliar e monitorar a infraestrutura brasileira de forma ampla e transparente. A ferramenta reúne dados, indicadores e análises que ajudam a compreender a realidade do país e identificar prioridades para investimentos e melhorias.

Com informações organizadas e acessíveis, o InfraBR contribui para qualificar o debate público e apoiar gestores, profissionais e instituições na tomada de decisões mais estratégicas. Afinal, planejar bem é parte essencial do processo de transformação que o Brasil precisa.

Fortalecer a engenharia é fortalecer a capacidade de transformar o país. Significa investir em conhecimento técnico, valorizar profissionais qualificados e garantir que as grandes decisões sobre infraestrutura sejam baseadas em planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo.

Porque quando a engenharia é valorizada, o Brasil avança. E quando o Brasil avança, a vida das pessoas se transforma.

Vinicius Marchese
Presidente licenciado do Confea – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

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Brasil

Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta segunda-feira, 30.

Caiado afirmou que pretende adotar medidas com o objetivo de reduzir a polarização política no país, defendendo uma agenda voltada à pacificação nacional. Segundo ele, o cenário político brasileiro pode ser menos dividido com a atuação de lideranças que não estejam diretamente inseridas em disputas polarizadas.

Ao comentar sobre o cenário eleitoral, Caiado declarou que o principal desafio não é apenas vencer uma eleição, mas governar de forma eficiente e consolidar um projeto político duradouro no país. Ele também destacou que determinados grupos políticos já perderam força em estados como Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

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Ao abrir o anúncio, Kassab classificou a decisão pelo pré-candidato como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente.

Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido como pré-candidato após uma disputa interna com outros governadores, incluindo Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que desistiu da corrida na semana anterior.

Após a definição, Eduardo Leite declarou estar insatisfeito com a decisão do partido, afirmando que ela contribui para a continuidade de um cenário político polarizado. Em resposta, Caiado afirmou que ainda não conversou com o colega, mas reconheceu sua capacidade administrativa e destacou que governar exige equilíbrio e resultados, mencionando inclusive os desafios enfrentados por Leite em seu estado.

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Brasil

Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28

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Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil envia, até esta quinta-feira, 26, 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.

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Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

PÚBLICO-ALVO — A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.

A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.

CENÁRIO — Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

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