São Paulo
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura leva multidão ao Centro de SP
Evento reuniu milhares do lado de dentro e fora da Faculdade de Direito da USP. No salão nobre, ex-ministro José Carlos Dias leu carta “Em Defesa da Democracia e da Justiça”. Nas Arcadas, cerimônia marcou leitura de manifesto feito por alunos da instituição e terminou com gritos de ‘fora Bolsonaro’.
Ato pela democracia recorda – O ato em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro reuniu empresários, juristas, artistas, movimentos sociais e sindicais na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (11).
O evento levou uma multidão ao Largo de São Francisco e foi encerrado com gritos de “Fora Bolsonaro”.
Dentro da universidade, os discursos recordaram os mortos na ditadura e foram marcados pela cobrança da manutenção do estado democrático de direito e do respeito ao sistema eleitoral brasileiro.
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura, pede respeito ao sistema eleitoral e leva multidão ao Centro de SP
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Pessoas exibem um balão em forma de urna eletrônica com as palavras ‘Respeite o voto’, durante evento o ato pela democracia em frente à sede da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no centro de São Paulo, nesta quinta (11) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
A primeira parte ocorreu no salão nobre do prédio e teve início por volta das 10h. O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, abriu os discursos citando as 47 mortes de pessoas da universidade que lutaram contra a repressão militar.
Ato pela democracia recorda mortos na ditadura, pede respeito ao sistema eleitoral e leva multidão ao Centro de SP
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“Nós, da USP, perdemos vidas preciosas durante um período de exceção, as cicatrizes ainda são visíveis, vidas que foram ceifadas pela repressão ou livre pensamento. Nesse período, perdemos 47 pessoas que eram parte de nossa comunidade, nós não esquecemos e não esqueceremos. Aqueles que rejeitam e agridem a democracia não protegem o saber, a ciência, o pensamento e não amam a universidade.”
E encerrou sua fala exigindo respeito ao voto e ao sistema eleitoral.
“Queremos eleições livres e tranquilas, queremos um processo eleitoral sem fake news ou intimidações. A universidade brasileira é o oposto do autoritarismo”.
Em seguida, Oscar Vilhena Vieira, advogado e membro da Comissão Arns e do Comitê do Manifesto, assumiu a palavra.
Ele afirmou que as 800 pessoas presentes no salão nobre do prédio representavam todos os movimentos sociais, sindicais e empresários que superaram as diferenças para lutar por uma única causa.
“Aqui estão representados os setores mais vibrantes da economia Temos os principais movimentos sociais que lutam pela dignidade do Brasil, além as organizações não-governamentais que defendem os direitos humanos.
Todos estão nessa sala. Dada a gravidade do momento que vivemos, todos foram capazes de transcender suas diferenças e se juntar pela luta da democracia. Estado de Direito sempre”.
Também discursaram durante o evento: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Telma Aparecida, representando a CUT (Central Única dos Trabalhadores); a advogada Beatriz Lourenço do Nascimento, coordenadora da Uneafro Brasil e membro da Coalizão Negra por Direitos;
Horácio Lafer Piva, presidente do conselho deliberativo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Francisco Canindé, na União Geral dos Trabalhadores; Patrícia Vanzolini, presidente da seccional de São Paulo da Ordem de Advogados do Brasil (OAB);
Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares e Frente Brasil Popular; Miguel Torres, presidente da Força Sindical, Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Mogi das Cruzes e CNTM; Bruna Brelaz, amazonense e estudante de direito e presidente da UNE.
Diversas personalidades participaram do ato, como a cantora Daniela Mercury, o comentarista Walter Casagrande, o ex-locutor Osmar Santos, a apresentadora Bela Gil, o escritor Marcelo Rubens Paiva, os ex-apresentadores Cazé Peçanha e Edgard Piccoli, entre outros.
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Protestos contra a fome
Do lado de fora do prédio da USP, uma multidão acompanhou pelos telões a transmissão. O público ocupou a área externa com cartazes e realizou manifestações contra a fome e a favor da democracia.
Dentre os participantes, estava o defensor público Rafael Lessa, que levou a família toda ao local. Ele e a esposa carregavam os filhos Cecília, de 1 ano, e Caetano, de 4 anos.
“Vivemos um período muito perigoso da nossa história. Precisamos impedir que um desastre aconteça. Trouxe meus filhos para ensinar desde cedo o valor da democracia e da importância da liberdade plena de direitos”.
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Família participa do ato pela democracia no Centro de SP — Foto: Celso Tavares/g1
Motivo semelhante levou o eletricista Celestino Conceição Lima, de 81 anos, a participar do evento.
“Em 81 anos de vida, já vivi de tudo. E posso garantir que a Democracia é o melhor regime que o Brasil já teve. Sou contra qualquer golpe. Quero deixar pros meus bisnetos um Brasil de liberdade de verdade”.
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Em uma mesa instalada no local, pães formavam a palavra ‘Democracia’.
O protesto foi organizado pelo coletivo “Banquetaço”, que reúne chefes de cozinha, estudantes, MST.
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Fantasiados de animais, integrantes do movimento “Reviravolta de Gaia” também participaram do ato.
Espalhados pelo salão nobre da Faculdade de Direito da USP, e do lado de fora do Largo São Francisco, os “animais” levavam cartazes com frases como “direito selvagem”.
“Somos pessoas que representam os animais também como seres de direitos. Também estamos aqui para participar dos processos políticos do país. Somos a reviravolta de Gaia”, disse a ave dentro do salão nobre enquanto a primeira carta em defesa da democracia era lida.
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Leitura das cartas
Às 11h10, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, presidente da Comissão Arns, leu a primeira carta, intitulada “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que tem como signatárias 107 entidades, entre associações empresariais, universidades, ONGs e centrais sindicais.
“Hoje é um outro momento, um momento grandioso, eu diria talvez inédito, em que capital e trabalho se juntam em defesa da democracia. Eu acho que nós estamos celebrando aqui, com alegria, com entusiasmo, com esperança com certeza, nós estamos celebrando o hino da democracia”, disse o ex-ministro.
As falas dentro do salão nobre foram encerradas com o discurso do reitor da USP.
Manifesto da USP
Na sequência, nas arcadas, a atriz Roberta Estrela D’Alva abriu a cerimônia de leitura da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da faculdade e que, conta com mais de 930 mil signatários.
Manuela de Moraes, presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, foi a primeira a falar.
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“Hoje surge como tarefa democrática a união de diversos setores da sociedade para defender as liberdades e os direitos pelos quais uma geração inteira de lutadores deu a vida para conquistar. É por esta razão que nos congregamos hoje. […] Nós, que éramos os outros, agora fazemos parte dessa nova carta. Somos jovens, negros, periféricos: uma nova intelectualidade que é fruto da escola pública, das quebradas e das favelas.”
Na sequência, o diretor da Faculdade de Direito da USP, Celso Campilongo, assumiu o microfone.
“Aqui nós temos a reunião de sindicalistas, de empresários e de movimentos sociais da sociedade civil. Isso mostra que as eleições já têm um vencedor, este vencedor é o sistema eleitoral brasileiro. Este vencedor é o a legalidade do estado democrático de direito sempre. Principalmente, o mais importante, o vencedor da eleições é o povo brasileiro.”
Antes de iniciar a leitura da segunda carta, foi feita uma homenagem aos signatários do documento de 1977.
O manifesto foi lido por Eunice de Jesus Prudente, professora da faculdade de direito da USP e da faculdade Zumbi dos Palmares; Maria Paula Dallari Bucci, professora da faculdade de direito da USP; Flávio Flores da Cunha Bierrenbach, um dos articuladores da carta aos brasileiros de 77 e ex-ministro do Tribunal Superior Militar; e Ana Elisa Liberatore Silva Bechara, professora e vice-diretora da Faculdade de Direito da USP
A leitura foi encerrada por volta das 12h40 com um coro do público presente pedindo “Fora Bolsonaro”.
Escolha da data
A data foi escolhida por marcar o aniversário da criação dos cursos de direito no país e coincide com a leitura de um manifesto no mesmo local, em 1977, para denunciar a ditadura militar, que subtraiu direitos e matou opositores do regime.
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Os primeiros a aderir a este movimento foram ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), artistas, acadêmicos, banqueiros e empresários.
Desde quando foi aberta a toda a sociedade, a carta já foi endossada por 727 porteiros, 8.973 desempregados, 5.045 enfermeiros, 4.217 motoristas, 6.619 policiais, 519 delegados de polícia, 28.868 engenheiros, 15 mil médicos e 4231 magistrados, entre outros, segundo os responsáveis pela iniciativa.
Os presidenciáveis Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Ávila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB), Léo Péricles (Unidade Popular) e José Maria Eymael (Democracia Cristã) também a assinaram, assim como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira.
São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional. Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana.
Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão”, diz trecho da carta (leia mais abaixo a íntegra do texto, que foi publicado também em inglês, espanhol, francês, italiano e alemão).
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O documento, que foi lançado depois de seguidos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro, não cita seu nome. Bolsonaro não a endossou e fez críticas.
A carta também recebeu quase 20 mil tentativas de fraude desde que foi lançada, segundo o procurador-geral do Ministério Público de Contas de São Paulo, Thiago Pinheiro Lima, um dos organizadores da iniciativa.
Na madrugada desta quarta (8), segundo Pinheiro Lima, um hacker tentou derrubar o site ao criar um robô que provocava 8 milhões de acessos simultâneos no site “Estado de Direito”.
Também nesta quarta, foi divulgado um vídeo em que 42 artistas se dividem na leitura do documento.

Leia a íntegra da ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito’:
“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.
Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.
A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.
Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável.
O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.
Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.
Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.
Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.
Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.
Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.
No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:
Fonte: G1
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Socorro: Caminhos da Natureza marca presença na 28ª AVIRRP
A cidade portal do Circuito das Águas Paulista mais uma vez leva o destino para os agentes de viagem e apresenta o luxo de se conectar com a natureza
A Estância Turística de Socorro, no interior paulista, participa de mais uma edição da AVIRRP entre os dias 20 e 22 de agosto, em Ribeirão Preto (SP). Com o tema “O Mundo é Nosso” e destaque para o novo espaço voltado ao mercado de luxo, a 28ª edição da feira de turismo já se consolidou como um ponto de encontro essencial para otimizar negócios e uma plataforma pensada para estreitar relacionamentos e capacitações do trade.
Por se tratar de um dos principais hubs de negócios do país focado no networking e uma vitrine para os agentes de viagem, representantes da Secretaria Municipal de Turismo, das entidades COMTUR (Conselho Municipal do Turismo) e ASTUR (Associação do Turismo) e de empreendimentos turísticos promovem o destino e enfatizam que luxo também é estar conectado à natureza.
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O wellness tem se consolidado como um dos pilares centrais do mercado de luxo, impulsionado pela busca por experiências imersivas na natureza. O desejo de se desconectar da rotina acelerada e do ambiente digital abriu espaço para um perfil de viajante que prioriza o bem-estar integrativo: vivências ao ar livre capazes de aliviar o estresse e promover uma verdadeira transformação de corpo e mente.
Nesse cenário, a cidade de Socorro (SP), localizada na serra da Mantiqueira, se destaca como um destino vocacionado para o bem-estar. Combinando ecoturismo, trilhas, cachoeiras, aventura, turismo rural e o turismo de contemplação, o local oferece o refúgio ideal para quem busca reconexão pessoal e renovação em pleno contato com a natureza.
Próxima à capital paulista e sul de Minas Gerais, a cidade portal do Circuito das Águas Paulista, é o destino completo para toda família, para todas as idades e para todo tipo de viajante. Socorro oferece diversos roteiros com 14 Caminhos Turísticos e cenários deslumbrantes com mirantes para admirar a paisagem, entre eles:
- O Mirante do Cristo Redentor, bem próximo ao centro, está a 930 m de altitude de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. No local há uma infraestrutura para o visitante com café, lojas e parquinho para crianças.
- O Mirante Pedra da Bela Vista, a 1250 m de altitude proporciona um dos mais belos pôr do sol da região, e para quem quer curtir mais a paisagem há um restaurante e o maior balanço do Brasil.
- O Pico da Cascavel, a 1200m, além da bela paisagem é o local indicado para saltos de asa delta e paraglider e apreciar a paisagem voando.
- Mirante do Rio do Peixe ideal para uma parada e apreciar as cachoeiras.
Experiências autênticas não faltam em Socorro que preserva também a cultura da roça. E sua rede hoteleira é ampla com hotéis fazenda, hotéis de aventura, pousadas e pet friendly.
28ª AVIRRP – Ribeirão Preto (SP)
Data: 21 e 22 de agosto
Local: Tawain Centro de Eventos
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Técnicos da CATI são capacitados para recebimento de amostras de participantes do 25º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo
Organizado pelo órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), certame segue com inscrições abertas
Um levantamento de dados da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) aponta que o manejo correto é uma das principais características dos cafés mais bem pontuados nos últimos três anos de seu concurso estadual de qualidade da bebida. A informação foi apresentada na última terça-feira, 18, em reunião de técnicos do órgão da SAA, que foi realizada no Instituto Agronômico (IAC) em Campinas.
“O capricho na seleção dos lotes pode explicar cerca de ¼ da diferença observada entre os cafés que alcançam as maiores pontuações no Concurso Qualidade do Café de São Paulo. Fizemos esse levantamento a partir das amostras entregues nas edições de 2023, 2024 e 2025. Esse dado chama a atenção, pois a maioria dos cafeicultores acredita que somente as variedades das plantas e os fatores climáticos são determinantes para uma produção campeã”, comentou Osmar de Almeida Júnior, gestor do QualiCaféSP, projeto da CATI que é executado em 16 de suas 40 regionais espalhadas pelo estado.
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No encontro do projeto, 23 técnicos da instituição conheceram os critérios de classificação física e sensorial das amostras do certame, em uma espécie de aula prática ministrada por Gerson Silva Giomo, pesquisador científico do Centro de Café “Alcides Carvalho”, localizado na Fazenda Santa Elisa, do IAC. Segundo Osmar, “por meio dessa dinâmica, os servidores lotados nas Casas da Agricultura, da CATI, estarão mais preparados para amparar os produtores no preparo dos lotes de café participantes no concurso”.
“Esse tipo de curso é muito importante para nós, extensionistas rurais. No meu caso, como trabalho em uma região onde o cultivo do café não é tradicional, quanto mais informações for possível adquirir sobre a cultura, melhor para o produtor, com quem vamos compartilhar nosso conhecimento”, afirmou Rogério Haruo Sakai, engenheiro agrônomo da Regional Registro. Ele é o especialista agropecuário da CATI que dá assistência técnica para o casal de Barra do Turvo que produz o atual melhor café do Estado de São Paulo.
Em sua palestra, Giomo apresentou os critérios de classificação física, preparo e padronização das amostras de café. Os fundamentos da análise sensorial, protocolos de avaliação e interpretação dos resultados também foram explicados pelo pesquisador científico. “Além da exposição para melhor avaliarmos os grãos que vão participar do concurso, aprendemos técnicas de cultivo e manejo que estão sendo aplicadas em cultivos de cafés especiais. Como no Vale do Ribeira tem excesso de umidade, com chuva o ano todo, é desafio de compartilhar essas boas práticas de produção e processamento é ainda maior”, ressaltou Sakai.
Outras palestras
O Encontro de Técnicos do QualiCaféSP contou com outros palestrantes. O Método de Identificação do Grau de Gestão (MIGG) foi abordado por Flávia Maria de Mello Bliska, pesquisadora do IAC. Ela explicou como é feita a aplicação da metodologia em propriedades e sua importância nas ações do projeto. “O MIGG é simples e pode ser aplicado rapidamente. Por meio dele, os empresários rurais conseguem identificar o grau gerencial de suas atividades”, disse a pesquisadora, que indicou aos participantes o acesso ao site migg.fundag.br, para que repassem aos cafeicultores paulistas atendidos pela CATI.
No dia anterior, Roberto Antonio Thomaziello, pesquisador aposentado do IAC, apresentou os principais tratos culturais e de manejo nutricional no setor cafeeiro; nematoides foi o tema exposto por Oliveiro Guerreiro Filho, cientista do Centro de Café do IAC, e Cláudio Marcelo Gonçalves de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Nematologia do Centro Experimental do Instituto Biológico. “Essa palestra conjunta abordou: ocorrência, danos e diagnóstico de nematoides na cafeicultura; estratégias de prevenção e manejo; utilização de porta-enxertos e cultivares resistentes como alternativas para áreas infestadas”, resumiu Júnior.
“Esse curso foi muito importante para aumentar nosso conhecimento sobre a cultura. Na palestra do Dr. Thomaziello, por exemplo, descobrimos as variedades que melhor se adaptam em ambientes diversos do território brasileiro. Isso é muito importante para a nossa região, de Barretos, onde está iniciando o cultivo comercial de café. Vou levar as informações adquiridas aos produtores, especialmente àqueles que têm interesse em competir no certame da CATI”, comentou Marina Alves Clemente, engenheira agrônoma e chefe de Divisão da Casa da Agricultura de Bebedouro.
Para saber mais sobre o 25º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo, acesse: agricultura.sp.gov.br/cati/concurso-estadual-qualidade-do-cafe-de-sao-paulo.
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Jaguariúna tem três candidatos a deputado estadual; Conheça Ton Proêncio
Ana Paula Espina, Gustavo Reis e Ton Proêncio apresentam propostas, motivações e visões sobre a representação de Jaguariúna e da região na Assembleia Legislativa
Com as eleições de outubro se aproximando, Jaguariúna conta com três nomes que colocaram suas candidaturas a deputado estadual à disposição dos eleitores: Ana Paula Espina, Gustavo Reis e Ton Proêncio.
Em um momento importante para o futuro político do município e da região, os candidatos apresentam suas principais propostas, as motivações que os levaram à disputa e suas visões sobre a importância de Jaguariúna contar com uma representação na Assembleia Legislativa de São Paulo.
As respostas ajudam a conhecer as prioridades de cada candidatura e os projetos defendidos para Jaguariúna e toda a região.
Conheça Ton Proêncio

Candidato a deputado estadual pelo NOVO, Ton Proêncio apresenta suas principais propostas, explica o que motivou sua candidatura e fala sobre os desafios e oportunidades para Jaguariúna e a região. Confira a seguir as prioridades apresentadas pelo candidato.
1. Trajetória e experiência
Minha trajetória começou longe da política. Sou filho de um funileiro e de uma profissional da segurança patrimonial, cresci em uma família cristã, comecei a trabalhar cedo e, aos 20 anos, abri minha primeira empresa. Sou formado em Administração, especialista em Economia Financeira e aluno fundador da Escola de Negócios da UniFAJ.
Em 2020, fui eleito vereador de Jaguariúna com a terceira maior votação. No mandato, aprovei 29 leis importantes, fui um dos que mais fiscalizou, fiz requerimentos, denúncias ao Ministério Público e levei informações ao Tribunal de Contas. Também articulei cerca de R$ 2 milhões para saúde, assistência social, infraestrutura e apoio ao produtor rural.
Depois, fui coordenador de Políticas Públicas no Instituto Libertas, ligado ao NOVO, ajudando vereadores e lideranças a transformar problemas das cidades em projetos de lei, fiscalização e soluções práticas. Também fui coordenador regional de expansão do NOVO e recentemente me desliguei do Diretório Estadual para me dedicar integralmente à campanha.
Ser oposição teve preço. Políticos locais recorreram à Justiça contra minhas críticas e, em 2026, uma investigação foi aberta contra mim por manifestação pacífica contra Lula. O caso terminou sem indiciamento, foi arquivado e o STJ reconheceu a ilegalidade da requisição que deu origem à investigação. Eu não tenho medo de quem se acha intocável.
2. Motivação para a candidatura
Eu conheço a frustração de quem trabalha, paga imposto, cuida da família e olha para a política pensando: “vai mudar o quê?”. Minha candidatura nasce justamente daí.
Minha fé me ensinou que autoridade é serviço, não privilégio. Empreender me mostrou que prosperidade vem do trabalho. E a vida pública me ensinou que liberdade, segurança e justiça só existem quando alguém tem coragem de defendê-las.
Hoje continuo posicionado como a única oposição independente em Jaguariúna. Na minha avaliação, os outros candidatos que estão aí apoiaram ou fizeram parte, em algum momento, do que chamo de “consórcio do desgoverno”. Ainda espero que alguns reconheçam seus erros e se arrependam do caos que ajudaram a ser instalado na cidade.
Essa candidatura é a resposta democrática de quem cansou da velha política que se fantasia de novidade, do autoritarismo de quem se acha intocável e da desordem produzida por um sistema de poder que, na minha visão, uniu práticas do Centrão corrupto e do PT em torno de privilégios e conveniências. Se quiser chamar de vingança, que seja a vingança de quem defende a liberdade, o direito de questionar e cobrar resultado. Sem ódio, sem violência e sem se vender.
3. Principais propostas
Minha prioridade é resolver o que dói na vida real. Na saúde, quero enfrentar a fila da CROSS com voucher para exames, cirurgias e tratamentos na rede credenciada quando o Estado não atender em prazo razoável, além de ampliar telemedicina, prontuário eletrônico e parcerias com a iniciativa privada. Para mim, vale mais eliminar uma fila do que inaugurar um grande viaduto.
Para quem empreende, quero regras claras e segurança jurídica. Se o Estado precisa de cinco documentos, deve pedir os cinco de uma vez. Quem investe e gera emprego precisa saber qual é a regra hoje e confiar que ela não mudará no meio do caminho. Quero menos balcão, menos papelada e mais respeito a quem produz. Trabalharei para ampliar o Código de Defesa do Empreendedor.
Também quero proteger quem paga impostos: erro de boa-fé deve ser corrigido antes de virar punição, ninguém pode ser prejudicado porque o sistema do próprio governo falhou e uma mudança de interpretação não pode virar multa retroativa.
Na educação, o “Futuro na Mão” vai preparar a escola pública para o trabalho do futuro: inteligência artificial, raciocínio lógico, uso responsável de tecnologia, formação de professores e aproximação com o ensino técnico. E quero desenvolver o “Ciência que Resolve”, aproximando universidades, empresas e municípios para transformar pesquisa pública em solução, tecnologia, emprego e renda.
4. Jaguariúna e região
Quem vive em Jaguariúna, na RMC e no Circuito das Águas conhece uma cena que virou rotina: paga caro, entra no ônibus intermunicipal e passa quilômetros dentro de um veículo batendo lata, fazendo barulho e sem o conforto que o trabalhador merece. Transporte público não pode ser castigo.
Vou defender o Bilhete Único Intermunicipal para integrar as cidades e aliviar o bolso de quem trabalha, estuda ou faz tratamento fora. E sei que isso exige coragem para enfrentar interesses antigos e acomodados no transporte público. Não vou abaixar a cabeça para grupos que lucram com serviço ruim. O passageiro precisa voltar a ser tratado com dignidade.
Também vou cobrar rodovias melhores e defender ferrovias onde houver viabilidade, fortalecendo indústria, agronegócio, turismo e logística. Na saúde, quero regionalizar cirurgias, exames e tratamentos. Emenda parlamentar terá critério técnico, não amizade política: fila, urgência, população atendida e capacidade de execução.
E em Jaguariúna, a rodoviária precisa deixar de simbolizar abandono e voltar a ser uma porta de entrada segura, organizada, acessível e integrada à região. Quem quer representa aqui precisa conhecer onde aperta o sapato e continuar presente depois da eleição. E eu ressalto: literalmente, estou preso a Jaguariúna, jamais abandonarei nossa cidade e nossa região. Os corruptos não terão sossego.
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