Campinas
Novas regras do MCMV impulsionam mercado imobiliário na região de Campinas
Atualização do programa passa a incluir famílias com renda de até R$13 mil e imóveis de até R$600 mil, movimento que deve impulsionar vendas e ampliar o alcance do setor na região
As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), devem provocar um impacto direto no mercado imobiliário de regiões estratégicas do interior paulista, como Campinas. Com a ampliação das faixas de renda e do valor máximo dos imóveis financiados, o programa passa a alcançar uma parcela maior da população, especialmente a classe média, que até então encontrava mais dificuldades para acessar crédito com condições competitivas.
Na prática, o teto de renda familiar foi elevado para até R$13 mil mensais, enquanto o valor dos imóveis financiáveis pode chegar a R$600 mil. A mudança reposiciona o programa dentro do mercado e cria uma nova dinâmica de consumo, permitindo o acesso a imóveis maiores, com localização melhor e com taxas de juros mais atrativas do que as praticadas fora do programa.
Em Campinas e região, onde o setor imobiliário já apresenta um ritmo consistente de lançamentos e vendas, a expectativa é de aceleração. Segundo José Carlos Siotto, delegado regional de Campinas do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), o novo desenho do programa tende a ampliar significativamente o público apto a financiar.
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“O aumento das faixas de renda amplia significativamente o potencial de vendas na região. Temos hoje uma oferta relevante de imóveis que passam a se enquadrar nas novas regras, o que deve gerar um crescimento de cerca de 30% na procura por imóveis em Campinas e entorno”, afirma.
O movimento ocorre em um contexto em que o próprio programa já vinha sustentando parte relevante do setor da construção civil no país. Com as novas condições, o efeito esperado é a reentrada de consumidores que estavam fora do mercado, seja por limitações de renda, seja pelas taxas de financiamento mais elevadas nos últimos anos.
Para o mercado local, isso representa não apenas aumento de volume, mas também uma diversificação do perfil de compradores. De acordo com Guilherme Bonini, co-CEO da Longitude Incorporadora, o novo cenário cria uma oportunidade importante para ampliar o acesso à moradia com mais qualidade.
“As mudanças tornam o programa mais aderente à realidade atual das famílias brasileiras, especialmente em cidades da Região Metropolitana de Campinas, onde há uma oferta diversificada e uma demanda reprimida. Esse novo enquadramento de renda e de valores de imóveis permite que mais pessoas tenham acesso a produtos melhores, com condições mais viáveis de financiamento”, explica.
Bonini destaca ainda que o impacto vai além do aumento da demanda, refletindo também na dinâmica de desenvolvimento urbano. “Com mais pessoas aptas a comprar, o mercado tende a responder com novos projetos, mais bem localizados e com infraestrutura mais completa, acompanhando esse novo perfil de consumidor”, completa.
Outro ponto relevante é a possibilidade de redução nas taxas de juros para famílias que passam a se enquadrar em faixas inferiores dentro do programa. Em alguns casos, a diferença pode chegar a mais de dois pontos percentuais ao ano, o que impacta diretamente no valor final do financiamento e na capacidade de pagamento dos compradores.
Além disso, o aumento no valor máximo dos imóveis financiáveis amplia o leque de opções disponíveis, permitindo acesso a empreendimentos que antes estavam fora do alcance do programa. Em cidades como Campinas, isso pode significar maior inserção em bairros com melhor infraestrutura urbana, mobilidade e serviços.
A expectativa do governo federal é que pelo menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com as novas condições em todo o país. No recorte regional, especialistas apontam que o efeito tende a ser ainda mais expressivo em polos econômicos consolidados, como Campinas, onde há combinação de oferta, demanda e capacidade de financiamento.
Com isso, o Minha Casa, Minha Vida reforça seu papel como um dos principais motores do setor imobiliário brasileiro e passa a atuar, neste novo ciclo, não apenas como instrumento de inclusão habitacional, mas também como vetor de dinamização econômica em mercados regionais estratégicos.
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Campinas
No Dia da Música, Anelo disponibiliza pianos públicos em Viracopos e na Prefeitura de Campinas
Campinas receberá neste Dia da Música, 1º de outubro, dois pianos públicos – para uso livre da população – em espaços simbólicos e de grande circulação da cidade: o Aeroporto Internacional de Viracopos e o hall de entrada do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura, no Centro.
A iniciativa é do Instituto Anelo, que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas, e há três anos mantém, em parceria com Viracopos, um piano na área de check-in e outro na de embarque, dentro do projeto “Anelo Itinerante”. Agora, a proposta será renovada com a entrega de um instrumento novíssimo, de alta precisão, cedido pela loja Teclacenter Instrumentos Musicais, para o espaço de embarque. E com isso, um dos pianos será transferido para o saguão do Paço Municipal, por meio de uma cooperação firmada com a Secretaria Municipal de Cultura.
Assim como em Viracopos, na Prefeitura o piano poderá ser usado livremente pela população e também será protagonista em apresentações públicas de grupos formados no Anelo. No aeroporto, a inauguração do novo instrumento ocorrerá em cerimônia às 12h, período de pico de movimento, enquanto no Paço o evento de entrega do piano será às 9h. Por dia, o Paço recebe ao menos2 mil pessoas, entre servidores e moradores que buscam atendimento em serviços públicos.
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Para a secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, levar um piano para o saguão da Prefeitura é uma forma de aproximar a música das pessoas e transformar um espaço de circulação cotidiana em um lugar também de encontro com a cultura. “O Paço recebe diariamente servidores, moradores e visitantes, e a presença do instrumento permite que diferentes públicos tenham contato com a música de uma maneira espontânea, inclusive com a possibilidade de tocar. Essa parceria com o Instituto Anelo amplia a ocupação cultural do espaço público e reforça a importância de criarmos oportunidades para que a arte esteja cada vez mais presente no dia a dia da cidade”, afirma.
Já o projeto musical entre o Instituto Anelo e Viracopos completa três anos em setembro em grande estilo com a chegada do novo piano, que substituirá o antigo piano localizado na Praça de Alimentação do terminal de passageiros. Essa parceria reforça o compromisso da administração do aeroporto com a responsabilidade social, ao oferecer visibilidade ao trabalho do Instituto Anelo, visto que circulam pelo local 35 mil pessoas por dia.
“Além de proporcionar momentos únicos aos passageiros, essa parceria apoia o trabalho transformador do Instituto Anelo, que contribui para o desenvolvimento de jovens talentos e amplia o acesso à cultura. Com essa colaboração, o Instituto e Viracopos buscam proporcionar uma viagem ainda mais memorável e significativa, seguindo o objetivo da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos de ter o foco constante na melhoria da experiência do cliente”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marco Beme.
Na parceria de Viracopos, que deu origem à proposta, os músicos da instituição promovem 20 apresentações nos pianos disponíveis, ao longo do ano. “Por meio dessa parceria, fomos contratados para essas apresentações com diversos grupos do Anelo, normalmente em datas comemorativas, especialmente Natal e Ano Novo. Mas também outras datas, como Carnaval, mês das crianças”, conta o músico Luccas Soares, fundador do Anelo.
Direito à oportunidade
Sócio da Teclacenter, doadora do novo piano, Gustavo Henrique dos Santos afirma que a contribuição busca democratizar a possibilidade de crescimento pessoal que a música proporcionou a ele e sua família. Segundo ele, em sua casa a música sempre foi muito presente e com o tempo, o que era paixão e hobby, virou um ofício, que já dura mais de 25 anos comercializando instrumentos musicais.
“Doamos o piano porque vimos no Anelo algo muito raro no Brasil: um trabalho sério de formação. O Anelo não ensina só técnica, ele forma caráter, disciplina, sensibilidade e respeito pelo outro. É um exemplo para a sociedade, e quisemos fazer parte disso “, diz. “Minha expectativa é que esse piano chegue a crianças, jovens e adultos que nunca tiveram esse acesso e ajude a revelar talentos que talvez nunca fossem descobertos. Se ele despertar por uma única pessoa a mesma paixão que a música despertou na minha família, já terá valido a pena. Que a música seja cada vez mais um direito e não privilégio.”
O instrumento cedido para Viracopos é um piano acústico vertical de alta precisão Kayserburg K-CS, construído sob métodos tradicionais alemães, por uma fabricante chinesa. Além dele, a Teclacenter também doou um piano digital para uso do instituto em sala de aula, com seus alunos.
Inspiração e novas metas
Luccas Soares, do Anelo, revela que a ideia inicial de disponibilizar um piano em Viracopos foi inspirada em experiências que ele presenciou em outros aeroportos, como de Madri e Roma. “Pensei que seria bacana se a gente tivesse isso no aeroporto de Campinas. E aí nós fizemos esse projeto experimental no primeiro ano, mas deu tão certo que, tempos depois, no ano seguinte, a gente decidiu levar mais um piano. E neste momento estamos avançando ainda mais.”
Atualmente, a intenção do instituto é que esse projeto com os pianos públicos ganhe ainda mais espaços, levando acesso à música ao maior número possível de pessoas. “Esse projeto não vai parar por aí. Neste momento, nós estamos em busca de parcerias, de mais apoios para espalhar a música pela nossa cidade, e até por cidades da região”, afirma.
Interessados em contribuir com a expansão da proposta podem procurar o Anelo pelas redes sociais @institutoanelo ou pelo [email protected]. Mais informações sobre a instituição podem ser obtidas no site anelo.org.br.
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Campinas
Codependência é tema do módulo de outubro do café filosófico CPFL
Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, encontros gratuitos discutem relações de dependência, vínculos afetivos e os impactos na vida familiar. Gravações terão transmissão ao vivo pelo YouTube
Onde termina o cuidado e começa a dependência? É possível adoecer tentando salvar quem amamos? Essas são algumas das questões que atravessam o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às implicações que as relações de dependência podem provocar na vida de familiares, parceiros e pessoas próximas. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne diferentes abordagens da psicologia e da psiquiatria para discutir como o desejo de cuidar, proteger ou ajudar alguém pode, em determinadas circunstâncias, transformar-se em controle, negação, dificuldade de estabelecer limites ou necessidade de se sentir indispensável.
Nascemos dependentes e, ao longo da vida, construímos vínculos com pessoas, objetos e comportamentos. Mas o que acontece quando esses vínculos comprometem a autonomia e passam a organizar a vida de quem está ao redor? Da dependência química às chamadas dependências não químicas, como jogos, internet, sexo e compras, o módulo amplia a discussão para além da dependência em si e aborda seus efeitos sobre os relacionamentos, a dinâmica familiar e a forma como cada pessoa se posiciona diante do outro.
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A abertura acontece na quinta-feira, 1º de outubro, com a palestra “Codependência, como doença da família”, ministrada pela psicóloga Maria Cristina Greco. A partir de sua experiência clínica com dependência química e seus familiares, a especialista vai discutir os padrões de comportamento desenvolvidos por pessoas que convivem com dependentes de álcool, drogas e outras formas de dependência. A proposta é refletir sobre como esses vínculos podem levar familiares a negligenciar suas próprias necessidades e limites, comprometendo sua autonomia e diferentes áreas da vida.
Já no dia 8 de outubro, a psicóloga Ana Maria Rios apresenta a palestra “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, abordando as possíveis raízes da codependência nas primeiras experiências relacionais e no desenvolvimento da autonomia.
No dia 15 de outubro, a psicóloga Carmen Parise conduz a palestra “Narciso e Eco na Codependência”, utilizando o mito grego de Narciso e Eco para refletir sobre autoestima, identidade, relações afetivas e as dinâmicas narcisista e ecoísta presentes nos relacionamentos de codependência.
Encerrando o módulo, no dia 29 de outubro, o psiquiatra Lucas Mattos apresenta a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, propondo um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica para discutir a complexidade das relações que envolvem dependentes, familiares e cuidadores.
As gravações do módulo acontecem sempre às quintas-feiras, às 19h, no estúdio do Café Filosófico CPFL, no Instituto CPFL, em Campinas. Além da participação presencial, os encontros são transmitidos ao vivo pelo YouTube e, posteriormente, exibidos pela TV Cultura, ampliando o alcance das discussões para diferentes públicos.
Um espaço para viver a experiência do Café Filosófico
Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.
Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos
Quando: às quintas-feiras de outubro (exceto dia 22 de outubro)
Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)
Programação:
01/10, quinta-feira, às 19h – “Codependência, como doença da família”, com Maria Cristina Greco
08/10, quinta-feira, às 19h – “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, com Ana Maria Rios
15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise
29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
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Campinas
Simulado reúne Renovias e forças de segurança em operação integrada em Mogi Guaçu
Atividade realizada durante a Semana Nacional de Trânsito reforçou preparação das equipes para o atendimento a ocorrências nas rodovias
A Renovias participou nesta segunda-feira (21/09) de um simulado de acidente de trânsito na Avenida Padre Jaime, em Mogi Guaçu. Realizada em alusão à Semana Nacional de Trânsito (SNT), a atividade reuniu equipes da concessionária e órgãos públicos para aprimorar a integração no atendimento a ocorrências. A Renovias administra 345 quilômetros de rodovias entre Campinas e o sul de Minas Gerais.
O exercício reproduziu uma colisão entre um veículo de passeio e uma motocicleta, com múltiplas vítimas. As equipes colocaram em prática procedimentos de sinalização e segurança do local, atendimento pré-hospitalar, resgate e encaminhamento das vítimas.
Participaram da atividade as equipes de Operações e Resgate da Renovias, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Trânsito, Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi Guaçu e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Esse tipo de simulado é importante porque permite que todas as equipes atuem juntas e aprimorem a integração necessária em uma ocorrência real. É uma oportunidade de aperfeiçoar procedimentos e fortalecer essa parceria, sempre com o objetivo de prestar um atendimento ágil e seguro aos clientes das rodovias”, ressaltou Alexandre Bueno, coordenador de Operações da Renovias.
Semana Nacional de Trânsito
Além da preparação das equipes, o simulado reforçou a importância da prevenção e da responsabilidade de todos para um trânsito mais seguro, conscientizando motoristas, motociclistas, pedestres e a população em geral sobre comportamentos que ajudam a evitar acidentes.
Neste ano, um dos principais focos das ações é a conscientização sobre os riscos da distração ao volante, especialmente pelo uso do celular. A mensagem integra a campanha “No Trânsito, seja apenas motorista”.
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