Cultura
Origens de minha família – “CONHECE-TE A TI MESMO!”
Leitor, qual a trajetória que fizeram seus mais antigos antepassados até fixarem morada na Estação de Jaguary? Já era Vila Bueno ou Distrito de Paz de Jaguary? Ou Município? Você procurou saber de onde vieram? Portugal, Espanha, África, Itália, Síria, Líbano, Japão? Outra terra? Pode especificar tais logradouros? Em que época aqui chegaram? Pesquisou se houve presença de outros povos na constituição de sua família? A família e os mais longevos membros devem ter muitas curiosidades para lhe REVELAR… Por que não convidá-los para um café e um memorável papo a respeito de sua história familiar? Eles permitem que se grave tal entrevista? Há notável trabalho sobre a memória dos velhos e profundo estudo sobre tal assunto. Por que não lhes pedir fotos mais antigas que lhe revelariam a caminhada construída? Esta instituição de memória cita sempre o Prof. Etiene da Unicamp: _ “Quem não tem fotografias morre duas vezes!” E hoje há fontes seguras de pesquisas através da informática e internet. É um hobby, é jogo interessante que vai MOSTRANDO surpresas a cada passo. Torna-se possível buscar imagens dos locais de origem dos patriarcas, em seu berço natal. Por que emigraram? Você conhece as causas? Quando aqui chegaram, quais atividades empreenderam até construírem esta situação em que você se encontra? Por quais lugares peregrinaram? Quais profissões exerceram? Aquela antiga luta permaneceu? Quais diversos novos meios foram necessários para os filhos, netos, bisnetos? À guisa de algumas orientações a Casa da Memória cita, dentre outras possibilidades alguns sites disponíveis para pesquisa através do Google: Family Search, My Heritage, Ancestry, Arquivo Nacional, Geneanet, Genoom… Você poderá montar sua árvore genealógica, pesquisando os nomes das gerações que lhe antecederam. O poeta Drummond de Andrade no poema “Infância” lembra seus primeiros anos, quando lia a comprida história de Robinson Crusoé que não acabava mais. Conclui que sua história fora mais interessante que a do protagonista daquela aventura. A história se desenrola em todos os recantos com todas as personagens, nós fazemos a nossa história. (Ferreira Gullar) E por que não conhecer e registrar a de nossa família? Nossas memórias, nossa história, nossa identidade. Os rastros de vivências compõem a estrutura do conhecimento do passado e que servem para compreender e interpretar o presente e servirão para planejar o futuro. Traga, leitor, suas pesquisas, embora em rascunho, suas fotos, construamos juntos, neste arquivo público, a história do nosso município. “Guardar o Passado é o nosso Presente para o Futuro”. Registremos e socializemos nossa história na Casa da Memória Padre Gomes.
TOMAZ DE AQUINO PIRES
Cultura
Café Filosófico CPFL discute o mito de Narciso e Eco na relações de codependência
Psicóloga Carmen Parise conduz encontro gratuito na quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, com gravação e transmissão ao vivo pelo YouTube
Campinas, 14 de outubro de 2026 – Como o mito grego de Narciso e Eco pode ajudar a compreender as relações afetivas e os padrões de codependência? Essa é a reflexão proposta pela psicóloga Carmen Parise na palestra “Narciso e Eco na Codependência”, que será realizada nessa quinta-feira, 15 de outubro, às 19h, no Café Filosófico CPFL, em Campinas. O encontro é gratuito, aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
A palestra integra o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às diferentes formas como as relações de dependência podem se desenvolver e repercutir na vida emocional e familiar. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne especialistas da psicologia e da psiquiatria para discutir a construção dos vínculos, a autonomia e os padrões de comportamento que podem surgir nas relações com pessoas dependentes.
No encontro dessa quinta-feira, Carmen Parise utiliza as figuras mitológicas de Narciso e Eco como ponto de partida para discutir questões relacionadas à autoestima, à identidade e à maneira como as pessoas se posicionam nos relacionamentos. A proposta é refletir sobre as dinâmicas afetivas que podem se estabelecer quando a necessidade de reconhecimento, a busca pela aprovação do outro ou a dificuldade de preservar a própria identidade interferem na construção dos vínculos.
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A discussão também convida o público a observar como determinados padrões de comportamento podem influenciar as relações, especialmente quando a atenção às necessidades do outro passa a ocupar um espaço maior do que o reconhecimento dos próprios desejos e limites. Nesse contexto, compreender a codependência pode contribuir para ampliar o olhar sobre a autonomia emocional e as formas de estabelecer relações mais equilibradas.
O módulo de outubro será encerrado no dia 29, com a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, conduzida pelo psiquiatra Lucas Mattos. O encontro propõe um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica sobre as relações entre pessoas com dependência química, familiares e cuidadores.
Um espaço para viver a experiência do Café Filosófico
Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.
Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.
SERVIÇO
Café Filosófico CPFL – encontros presenciais e gratuitos
Quando: às quintas-feiras de outubro (exceto dia 22 de outubro)
Onde: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera – Campinas (SP)
Programação:
15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise
29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
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Cultura
Infância, afeto e futuro: o verdadeiro sentido de comemorar o 12 de outubro
Silvia Azevedo
Com a chegada do mês de outubro, as propagandas nos lembram da proximidade do Dia das Crianças. Surge, então, uma reflexão essencial: que tipo de infância estamos oferecendo aos nossos pequenos?
Comemorar o 12 de outubro deveria ser, acima de tudo, assumir um compromisso com o desenvolvimento saudável, emocional e intelectual das próximas gerações.
Vivemos hoje em uma época em que o tempo se tornou cada vez mais escasso e as telas ocupam um espaço desproporcional na rotina de todos nós, seja por motivos profissionais, seja por lazer. As crianças de hoje já nasceram conectadas, e não é uma alternativa viável isolá-las da tecnologia ou ignorar a era digital. Pelo contrário: o verdadeiro desafio das famílias é acompanhar de perto esse desenvolvimento, estabelecer limites e oferecer alternativas enriquecedoras, como esportes, atividades ao ar livre e leitura — vivências que estimulem o raciocínio, despertem a curiosidade e as façam pensar.
E, por falar em pensar, a educação, longe de se restringir às paredes da escola, deve ser compreendida em seu sentido mais amplo: como um elemento fundamental de transformação de vidas. Educar é expandir horizontes, desenvolver a consciência crítica, ensinar a convivência em sociedade e fornecer as ferramentas necessárias para que a criança construa sua própria autonomia.
Vale lembrar que a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), reconhece os direitos de toda criança à educação e à participação na vida cultural. Esses direitos são fundamentais para garantir oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e acesso ao conhecimento.
Paralelamente à formação intelectual e educacional, a ciência reforça o que a intuição familiar sempre soube: o carinho, especialmente aquele cultivado no ambiente doméstico, é determinante para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Um abraço, uma conversa atenta e a presença constante fortalecem os vínculos afetivos e contribuem para construir a segurança necessária para que a criança absorva conhecimentos e se desenvolva plenamente.
Em contrapartida, a falta de acompanhamento e de diálogo pode expor a infância a perigos silenciosos, como o cyberbullying e o acesso a conteúdos inadequados para sua maturidade. Estar presente, conversar e acompanhar o que os filhos consomem no mundo digital também são gestos de amor e proteção.
E por que comemorar o Dia das Crianças? Não apenas para marcar uma data no calendário ou oferecer presentes, mas para nos lembrar de que nelas reside o amanhã. Se desejamos viver em uma sociedade melhor e mais justa, precisamos educá-las hoje para que sejam as construtoras desse novo mundo.
Cuidar das nossas crianças é preparar a base para que a humanidade do futuro seja, finalmente, mais humana.
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Cultura
Dependência e codependência no desenvolvimento infantil é tema de palestra no Café Filosófico
Psicóloga Ana Maria Rios apresenta palestra no dia 8 de outubro; gravação terá transmissão ao vivo pelo YouTube
As primeiras relações afetivas podem deixar marcas importantes na maneira como uma pessoa constrói sua identidade, desenvolve autonomia e estabelece vínculos ao longo da vida. É a partir dessa perspectiva que o Café Filosófico CPFL promove, na quinta-feira, 8 de outubro, às 19h, a palestra “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, com a psicóloga Ana Maria Rios.
O encontro integra o módulo de outubro do Café Filosófico CPFL, dedicado à codependência e às diferentes formas como relações de dependência podem se desenvolver e repercutir na vida emocional e familiar. Com curadoria da psicóloga Maria Cristina Greco, o ciclo reúne especialistas da psicologia e da psiquiatria para discutir a construção dos vínculos, a autonomia e os padrões de comportamento que podem surgir nas relações com pessoas dependentes.
Na palestra do dia 8, Ana Maria Rios propõe uma reflexão sobre possíveis origens da codependência no desenvolvimento psicológico, especialmente a partir das primeiras experiências da criança com seus cuidadores. Doutora e mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos Junguianos da PUC-SP, a especialista aborda como experiências de impotência, falta de reconhecimento das necessidades emocionais ou ausência afetiva podem interferir na formação da identidade e da autonomia.
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Segundo a abordagem que será apresentada no encontro, um dos caminhos pode ocorrer quando a criança, diante de um ambiente considerado forte ou sobrepujante, passa a se adaptar às expectativas dos cuidadores, deixando de lado desejos e características próprias para conquistar amor e aceitação. Nesse processo, cuidar do outro e atender às suas necessidades pode se tornar uma forma de garantir o vínculo.
Outra possibilidade está relacionada à ausência emocional dos pais, que pode levar a criança a uma busca constante pelo olhar, pela atenção e pela validação do outro. Nesse cenário, a construção de uma identidade independente pode ficar comprometida, favorecendo, posteriormente, relações nas quais a pessoa busca manter o outro próximo como forma de obter segurança e reconhecimento.
A discussão parte, portanto, da ideia de que alguns padrões de codependência podem ter raízes em experiências relacionais da primeira infância. Na vida adulta, essas marcas podem aparecer na dificuldade de estabelecer limites, na necessidade constante de aprovação ou na sensação de que é preciso cuidar ou ser indispensável para garantir a permanência do outro.
O módulo de outubro teve início no dia 1º de outubro, com a palestra “Codependência, como doença da família”, apresentada por Maria Cristina Greco. A psicóloga discutiu os padrões de comportamento desenvolvidos por pessoas que convivem com dependentes de álcool, drogas e outras formas de dependência, além dos impactos desses vínculos sobre a autonomia e a dinâmica familiar.
No dia 15 de outubro, a psicóloga Carmen Parise apresenta “Narciso e Eco na Codependência”, utilizando o mito grego de Narciso e Eco para discutir autoestima, identidade, relações afetivas e as dinâmicas presentes nos relacionamentos de codependência.
Encerrando o módulo, no dia 29 de outubro, o psiquiatra Lucas Mattos conduz a palestra “Dependência química: entre laços e amarras”, propondo um diálogo entre psiquiatria e psicologia arquetípica sobre as relações entre dependentes, familiares e cuidadores.
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Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com cenário renovado, intérpretes de Libras e ambiente acessível e climatizado, além da condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.
Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.
Serviço
08/10, quinta-feira, às 19h – “A origem da dependência e da codependência no desenvolvimento infantil”, com Ana Maria Rios
15/10, quinta-feira, às 19h – “Narciso e Eco na Codependência”, com Carmen Parise
29/10, quinta-feira, às 19h – “Dependência química: entre laços e amarras”, com Lucas Mattos
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Correa, 1632, Campinas (SP)
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
Sobre o Café Filosófico CPFL
Criado em 2003, o Café Filosófico CPFL é o broadcast de reflexões do Instituto CPFL, com palestras abertas ao público semanalmente, transmissões ao vivo pelo YouTube, às quintas-feiras, às 19h, e programas exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprises às quartas-feiras, à 1h.
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