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Mês das crianças: exposição imersiva leva famílias a uma viagem pela história da Grande Muralha da China em Campinas

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Em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, atração gratuita reúne tecnologia, interatividade e experiências sensoriais para aproximar crianças e adultos da cultura chinesa

Que tal aproveitar o mês das crianças para fazer um passeio que une cultura, diversão e conhecimento? Em Campinas, a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, oferece uma experiência diferente para famílias que buscam opções gratuitas de lazer e entretenimento. Com projeções, mapas digitais, instalações interativas, sons, aromas e texturas, a mostra convida crianças, jovens e adultos a conhecer um dos maiores símbolos da história e da cultura chinesa de uma maneira envolvente e sensorial.

Criada pela YDreams Global, a exposição transforma a visita em uma viagem por séculos de história, sem sair da cidade. Ao longo do percurso, o público conhece as origens e as transformações da Grande Muralha durante diferentes dinastias chinesas, além de descobrir curiosidades sobre a Rota da Seda e a importância da construção para a cultura da China.

Mais do que observar imagens e acompanhar informações históricas, os visitantes são convidados a interagir com os conteúdos e explorar a exposição por diferentes sentidos. Projeções em grande escala, recursos audiovisuais e mapas digitais se combinam a instalações que podem ser tocadas e sentidas, tornando a experiência especialmente interessante para o público infantil.

A proposta é aproximar as crianças da história e de outras culturas de forma lúdica, despertando a curiosidade e incentivando novas descobertas. Para os adultos, a visita também é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e vivenciar uma experiência cultural em família.

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Outro destaque é a acessibilidade. A exposição conta com conteúdos em braille, elementos táteis e instalações que permitem explorar a mostra pelo toque, ampliando as possibilidades de participação de diferentes públicos.

“Quando falamos em democratizar o acesso à cultura, precisamos pensar também em como cada pessoa pode vivenciar uma experiência cultural. A acessibilidade faz parte desse compromisso. Queremos que o Instituto CPFL seja um espaço aberto, em que diferentes públicos possam se aproximar da arte, da história e do conhecimento com autonomia e por diferentes caminhos. Uma exposição que pode ser vista, ouvida, tocada e sentida amplia essas possibilidades e torna essa experiência ainda mais significativa”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.

A mostra integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa cultural do Instituto CPFL que, desde 2016, promove a aproximação entre os dois países por meio de atividades ligadas à arte, à filosofia, à música, à literatura e a outras manifestações culturais. Em 2026, a programação ganha um significado especial ao fazer parte das celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.

Além da visitação gratuita e espontânea, escolas e instituições podem agendar visitas guiadas, com percursos organizados de acordo com as características de cada grupo. A atividade é uma alternativa para ampliar o contato de crianças e jovens com a história e a cultura por meio de uma experiência educativa e interativa.

Para as famílias que procuram uma programação diferente neste mês das crianças, a exposição é uma oportunidade de aprender, explorar e se divertir juntos. A visitação segue até 31 de outubro, no Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.

Serviço
Exposição “A Grande Muralha da China”
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: até 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e feriados.
Visitas guiadas: disponíveis para escolas e instituições, mediante agendamento.

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Fórmula Vee estreia em Cascavel com rodada dupla do Campeonato Paulista de Automobilismo

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Categoria disputa as 6ª e 7ª etapas da temporada no Autódromo Zilmar Beux, de 15 a 18 de outubro, em sua primeira participação na cidade pelo campeonato

A Fórmula Vee estreia com rodada dupla na cidade de Cascavel (PR) nesta sexta-feira, 16, pelo Campeonato Paulista de Automobilismo. As provas da 6ª e 7ª etapas da temporada serão realizadas nos dias 16 e 18 de outubro, levando os monopostos da categoria ao tradicional Autódromo Zilmar Beux.

A estreia em Cascavel representa, também, uma oportunidade para a Fórmula Vee ampliar sua presença no automobilismo nacional e apresentar a categoria a um novo público. O tradicional circuito paranaense é considerado um dos mais velozes, tradicionais e desafiadores do automobilismo brasileiro, com 3.058 metros de extensão e sentido anti-horário, com um traçado reconhecido pelas altas velocidades e pelo desafio que proporciona aos pilotos. Entre os pontos de maior destaque está o chamado “bacião”, uma das curvas mais exigentes do circuito, pois é feita em declive.

Para o organizador e sócio da Fórmula Vee, João Pedro Morato, a estreia representa um momento importante para a categoria e para os pilotos.

“Estamos muito animados para levar a Fórmula Vee pela primeira vez ao Campeonato Paulista, em Cascavel. É um autódromo tradicional, de alta velocidade e que exige bastante dos pilotos, então será um desafio novo para todos. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade importante de mostrar a Fórmula Vee em uma pista que tem uma história muito forte no automobilismo brasileiro. Esperamos um grande evento e uma etapa marcante para a categoria”, destaca.

Reta final da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
A programação de Cascavel faz parte da reta final da temporada 2026 da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo. A etapa começou com dois treinos livres oficiais e tomada de tempos classificatória, na quinta-feira (15). As duas primeiras corridas, referentes à 6ª etapa, serão realizadas nesta sexta (16) e as últimas provas da 7ª etapa acontecem no domingo (18).   

Depois da passagem pelo Paraná, a competição terá sua rodada final no Autódromo de Interlagos, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, encerrando a temporada da modalidade no Paulista de Automobilismo.

SERVIÇO
6ª e 7ª etapas da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
Quando: 15 a 18 de outubro de 2026
Local: Autódromo Zilmar Beux – Cascavel PR
Atividades: 
6ª etapa – 16/10 (sexta-feira)
Corrida 1 – 7h35
Corrida 2 – 13h05
7ª etapa – 18/10 (domingo)
Corrida 1 – 7h30
Corrida 2 – 15h05

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Dores invisíveis vividas pelos médicos podem se transformar em problemas perceptíveis de saúde

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Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, rotina clínica, expectativas sobre a medicina, entre outros fatores, tendem a desencadear problemas graves de saúde

A comunicação de más notícias diante da avaliação de um diagnóstico, o relacionamento com pacientes críticos combinado com excesso de trabalho, pressão por consultas mais rápidas e remunerações nem sempre justas são algumas situações na prática médica que convergem para o que a ciência chama de dores invisíveis. “Mas nem sempre o especialista habituado a investigar, diagnosticar, tratar e acompanhar desfechos clínicos dos pacientes percebe que suas dores invisíveis, quando acumuladas, podem evoluir para dores perceptíveis”, afirma o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica.

A opção pela medicina, e posteriormente a escolha de uma especialidade específica, segundo Daniel Buttros, também presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), são motivadas por um ideal. “Ainda na faculdade, no entanto, o futuro médico não é preparado para o impacto emocional que a profissão exige, tampouco pela pressão por um status de doutor”, ressalta.

Ao avaliar as motivações para a carreira, a escolha da especialidade e as atitudes em relação à atenção primária entre estudantes do 1º ao 4º ano de uma faculdade norte-americana de medicina, estudo publicado pela revista BMC Medical Education constatou que o idealismo diminuiu durante a formação médica. Em contrapartida, o emprego e a segurança profissional ganharam importância, a dívida estudantil passou a pesar mais na escolha da especialidade e as atitudes negativas em relação à atenção primária aumentaram.

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A deterioração do idealismo durante a formação médica também foi objeto de estudo em uma publicação apresentada pela Medical Teacher. A investigação observou que o chamado currículo informal, que contempla conversas, exemplos e experiências cotidianas, assim como o currículo oculto, ou “o que a cultura ensina sem dizer” a partir de normas, hierarquias, valores e comportamentos tolerados, estiveram presentes em todos os níveis de formação. No entanto, o estudo mostrou que entre os estudantes havia a percepção de que algumas especialidades eram privilegiadas em detrimento de outras. “Os entrevistados também notaram que hierarquias eram reforçadas e comportamentos não profissionais poderiam ser normalizados”, destaca Buttros.

No exercício da medicina, o mastologista observa que “cada paciente que sai de um atendimento leva um pouco do médico em termos de esperança e deixa um pouco da dor dela no consultório”. Esta realidade profissional, que acaba que se fundindo com a vida pessoal, quase sempre vem acompanhada de consequências. Em muitas situações, as dores invisíveis podem resultar, como destaca o especialista, em fadiga de compaixão, que é o estado de tensão e preocupação relacionado à exposição repetida ao sofrimento e ao trauma dos pacientes. O burnout, relacionado às condições e ao ambiente de trabalho, também é um quadro possível.

Daniel Buttros enumera outras manifestações advindas das dores invisíveis. “Há a ‘hiperativação’, caracterizada por hipervigilância, que coloca o médico em alerta mesmo fora do hospital.” Na chamada “evitação”, o profissional tende a se afastar de situações e experiências emocionalmente difíceis do cuidado. “Uma terceira manifestação é a ‘revivência’. São pensamentos persistentes ou intrusivos sobre experiências difíceis.”

As dores invisíveis requerem dos médicos uma atenção precoce de que algo pode se transmutar em dores perceptíveis. “Fadiga de compaixão e burnout, por exemplo, podem ser prevenidos e tratados”, diz o mastologista. “Cuidar da regulação emocional, estabelecer uma rotina voltada à saúde física, ter um tempo fora do trabalho, praticar mindfulness e lançar mão de estratégias de resiliência são mais que indicados.”

Por fim, Daniel Buttros ressalta que as dores invisíveis são muito presentes e de difícil mensuração entre os profissionais da medicina. E conclui: “Os médicos não necessitam carregar um castelo nas costas. Precisam, sim, buscar cuidado e entender que situações vividas na carreira pedem acolhimento.”

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Com a chegada do final do ano, metas não cumpridas podem despertar ansiedade, culpa e frustração

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Psicanalista e terapeuta integrativa Karina Ferrari explica por que o período de balanço pessoal pode intensificar emoções e como reconhecer os sinais de sofrimento antes da chegada das festas

Com a aproximação do fim do ano, é comum fazer um balanço dos meses que passaram, rever planos e avaliar o que foi ou não realizado. Para algumas pessoas, porém, esse exercício vai além da reflexão e vem acompanhado de ansiedade, frustração, culpa e tristeza. Metas que ficaram pelo caminho, projetos adiados e a sensação de que o tempo passou rápido demais podem transformar esse período em uma fonte de sofrimento emocional.

Popularmente chamada de “síndrome de fim de ano” ou “dezembrite”, essa combinação de sentimentos não é um diagnóstico clínico, mas ajuda a descrever o desconforto que muitas pessoas experimentam diante do encerramento de um ciclo. A pressão para cumprir objetivos, as comparações com outras pessoas e a cobrança por resultados podem tornar ainda mais difícil lidar com aquilo que não saiu como o esperado.

Para a psicanalista e terapeuta integrativa Karina Ferrari, esse momento pode ser uma oportunidade de olhar para as próprias emoções com mais atenção, em vez de simplesmente tentar afastá-las ou se cobrar ainda mais.

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“Quando percebemos que algumas metas não serão cumpridas, podemos experimentar ansiedade, frustração e culpa. Mas é importante olhar para esses sentimentos e tentar compreender o que eles estão nos mostrando. Em vez de apenas nos cobrarmos pelo que não conseguimos realizar, podemos nos perguntar o que essa experiência revela sobre nós, nossos medos e nossas expectativas”, explica.

A relação com o tempo também merece atenção. A percepção de que os meses estão passando e de que determinados planos continuam sem sair do papel pode despertar questões mais profundas, relacionadas ao envelhecimento, ao medo de perder oportunidades e à dificuldade de viver plenamente as próprias experiências. Segundo Karina, nem sempre adiar uma realização está ligado apenas à falta de organização ou de disciplina. Em alguns casos, vale investigar o que dificulta a concretização de algo importante: quais são os receios envolvidos, o que impede a pessoa de avançar e quais expectativas ela estabeleceu para si mesma. “É importante entender o que existe por trás daquela dificuldade. Por que não estou conseguindo realizar algo que é importante para mim? O que me impede de me organizar para que isso aconteça? Essas perguntas podem abrir espaço para um processo de autoconhecimento e para uma relação mais consciente com as próprias escolhas”, afirma.

Acolher as emoções antes de chegar a dezembro

A especialista ressalta que não é necessário esperar a chegada das festas para perceber que algo não vai bem. Reconhecer os sentimentos, diminuir a autocobrança e estabelecer expectativas mais realistas para os últimos meses do ano são atitudes que podem ajudar a atravessar esse período com mais equilíbrio. Isso também significa compreender que nem todos os planos precisam ser concluídos até dezembro e que rever prioridades não representa necessariamente um fracasso. Em vez de tentar compensar o tempo que passou com uma lista ainda maior de tarefas, a proposta é identificar o que realmente faz sentido e respeitar os próprios limites.

Nesse processo, a terapia floral pode ser uma ferramenta complementar de autoconhecimento, de acordo com a abordagem utilizada por Karina. A prática parte da compreensão de que as emoções merecem ser observadas para além do desconforto imediato, buscando identificar questões que possam estar relacionadas à experiência vivida. “Na terapia floral, trabalhamos com a ideia de que o sintoma pode ser um mensageiro, algo que nos convida a olhar para o que precisamos compreender ou aprender sobre nós mesmos. A ansiedade ou a frustração, por exemplo, podem nos levar a refletir sobre nossas expectativas, nossos medos e a maneira como estamos conduzindo a vida. Os florais são utilizados nessa abordagem com o objetivo de favorecer o contato com qualidades internas que a pessoa busca desenvolver para lidar com esses desafios”, explica.

Karina destaca que o objetivo dessa perspectiva não é simplesmente silenciar o que incomoda, mas ampliar a compreensão das próprias emoções e favorecer uma relação mais consciente consigo mesmo.

A proximidade do fim do ano, portanto, não precisa ser encarada como uma corrida contra o relógio. Mais do que contabilizar conquistas e pendências, o período pode ser um convite para rever expectativas, acolher frustrações e reconhecer que cada trajetória tem seu próprio ritmo. Afinal, cuidar da saúde emocional não precisa entrar na lista de resoluções do próximo ano: pode começar agora.

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