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Clube Kart Campinas: de grupo de amigos a referência do rental kart no interior paulista

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Campeonato começou junto com o Kartódromo San Marino, em Paulínia (SP), unindo pessoas e revelando como a paixão pelo automobilismo transformou amizades e histórias dentro e fora das pistas

Nascido de encontros informais entre amigos apaixonados por automobilismo, o Clube Kart Campinas (CKC) se consolidou como o mais antigo campeonato de rental kart do interior de São Paulo e um dos principais formadores de pilotos amadores da região. Hoje, sob organização da AMIKA – promotora dos maiores campeonatos do Brasil de rental kart e responsável pela gestão da Fórmula Vee no país – o campeonato reúne cerca de 80 inscritos e mantém viva a essência que marcou sua origem: a união entre competição, amizade e desenvolvimento pessoal dentro e fora das pistas.

A história do CKC começa antes mesmo da inauguração do Kartódromo Internacional San Marino, em Paulínia (SP). No início dos anos 2010, um pequeno grupo de cinco a dez pilotos se reunia para correr em espaços improvisados da região de Campinas. Com o crescimento natural dessas disputas, surgiu a sugestão ao empresário Nizomar Andrade — então responsável por operações de mini buggys e kart elétrico — de construir um kartódromo no interior paulista. A ideia se concretizou em 2011, com a inauguração do San Marino, marco que coincidiu com a formalização do CKC.

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Fundado por Marcelo Tutiya, o campeonato cresceu rapidamente, chegando a reunir mais de 200 pilotos em seus anos de auge, com programações que ocupavam o dia inteiro de atividades. Pioneiro, o CKC abriu caminho para o surgimento de novos campeonatos e ajudou a consolidar o rental kart como prática esportiva organizada no interior do estado.

“Eu sempre digo: quer aprender a correr, vem para o CKC. Vai apanhar no início, mas vai aprender. E o mais bonito é ver como isso aqui vai muito além da pista. Você vê famílias reunidas, pai entregando troféu para filho, filho para pai, isso não tem preço. É algo que arrepia!”, resume Tutiya, um dos fundadores iniciais do grupo, de 52 anos.

Mesmo com o crescimento de outras competições, ao longo dos anos, o CKC manteve seu caráter competitivo e formador. Atualmente, o campeonato conta com categorias que atendem desde iniciantes até pilotos experientes, além de um grid diverso, com idades que variam entre 13 e 65 anos. As disputas acontecem aos sábados, em Paulínia, por meio das categorias Pro, Sênior +40, Novatos e Light, além da categoria Night, realizada no período noturno e às quartas-feiras, em formato de mini endurance.

Campeonato de kart como comunidade

Com a transição da organização para a AMIKA, há cerca de três anos, o campeonato ganhou estrutura e continuidade, mantendo sua identidade original e ampliando o alcance entre novos pilotos — especialmente iniciantes, que hoje representam a maior parcela do grid. E, mais do que um campeonato, o CKC se consolidou como uma comunidade, segundo seus integrantes. 

A entrada de novos pilotos acontece, em grande parte, por indicação de amigos e familiares, reforçando o caráter coletivo e acolhedor do grupo. O empresário Haron Passarelli, 41 anos, é um exemplo de quem acompanha o campeonato desde sua fundação. Ele destaca o impacto do kartismo em sua trajetória pessoal. “O kart trouxe disciplina, concentração e respeito. Você aprende que não está sozinho na pista e isso vale para a vida, ao guiar um carro nas ruas. Além disso, é um lugar onde você cria amizades de verdade e também faz networking, até conseguindo recolocação profissional. Hoje, esse grupo é uma família para mim”.

Dentro da pista, no campeonato, a competitividade é levada a sério. Fora dela, porém, o ambiente é de convivência, troca de experiências e fortalecimento de laços — algo que também se reflete na experiência de novos integrantes. O engenheiro Bruno Felipe Balducci, 43 anos, passou a integrar o grupo recentemente e é um exemplo de quem encontrou no CKC um espaço de evolução contínua.

“O campeonato me fez evoluir não só como piloto, mas como pessoa. Essa busca por melhorar a cada volta eu levo para a vida, mudando hábitos e comportamentos. E, ao mesmo tempo, é um momento em que eu desligo de tudo e foco só em evoluir e me superar, ficando melhor e mais leve depois”, esclarece.

Esse espírito também se reflete nos impactos que o kartismo proporciona na vida dos participantes. Disciplina, foco, controle emocional e senso de responsabilidade são alguns dos valores frequentemente citados pelos pilotos como aprendizados que transcendem as corridas, reforçando o papel do campeonato não apenas como competição, mas como  ambiente de desenvolvimento humano.

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Fórmula Vee estreia em Cascavel com rodada dupla do Campeonato Paulista de Automobilismo

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Categoria disputa as 6ª e 7ª etapas da temporada no Autódromo Zilmar Beux, de 15 a 18 de outubro, em sua primeira participação na cidade pelo campeonato

A Fórmula Vee estreia com rodada dupla na cidade de Cascavel (PR) nesta sexta-feira, 16, pelo Campeonato Paulista de Automobilismo. As provas da 6ª e 7ª etapas da temporada serão realizadas nos dias 16 e 18 de outubro, levando os monopostos da categoria ao tradicional Autódromo Zilmar Beux.

A estreia em Cascavel representa, também, uma oportunidade para a Fórmula Vee ampliar sua presença no automobilismo nacional e apresentar a categoria a um novo público. O tradicional circuito paranaense é considerado um dos mais velozes, tradicionais e desafiadores do automobilismo brasileiro, com 3.058 metros de extensão e sentido anti-horário, com um traçado reconhecido pelas altas velocidades e pelo desafio que proporciona aos pilotos. Entre os pontos de maior destaque está o chamado “bacião”, uma das curvas mais exigentes do circuito, pois é feita em declive.

Para o organizador e sócio da Fórmula Vee, João Pedro Morato, a estreia representa um momento importante para a categoria e para os pilotos.

“Estamos muito animados para levar a Fórmula Vee pela primeira vez ao Campeonato Paulista, em Cascavel. É um autódromo tradicional, de alta velocidade e que exige bastante dos pilotos, então será um desafio novo para todos. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade importante de mostrar a Fórmula Vee em uma pista que tem uma história muito forte no automobilismo brasileiro. Esperamos um grande evento e uma etapa marcante para a categoria”, destaca.

Reta final da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
A programação de Cascavel faz parte da reta final da temporada 2026 da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo. A etapa começou com dois treinos livres oficiais e tomada de tempos classificatória, na quinta-feira (15). As duas primeiras corridas, referentes à 6ª etapa, serão realizadas nesta sexta (16) e as últimas provas da 7ª etapa acontecem no domingo (18).   

Depois da passagem pelo Paraná, a competição terá sua rodada final no Autódromo de Interlagos, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, encerrando a temporada da modalidade no Paulista de Automobilismo.

SERVIÇO
6ª e 7ª etapas da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
Quando: 15 a 18 de outubro de 2026
Local: Autódromo Zilmar Beux – Cascavel PR
Atividades: 
6ª etapa – 16/10 (sexta-feira)
Corrida 1 – 7h35
Corrida 2 – 13h05
7ª etapa – 18/10 (domingo)
Corrida 1 – 7h30
Corrida 2 – 15h05

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Mês das crianças: exposição imersiva leva famílias a uma viagem pela história da Grande Muralha da China em Campinas

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Em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, atração gratuita reúne tecnologia, interatividade e experiências sensoriais para aproximar crianças e adultos da cultura chinesa

Que tal aproveitar o mês das crianças para fazer um passeio que une cultura, diversão e conhecimento? Em Campinas, a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, oferece uma experiência diferente para famílias que buscam opções gratuitas de lazer e entretenimento. Com projeções, mapas digitais, instalações interativas, sons, aromas e texturas, a mostra convida crianças, jovens e adultos a conhecer um dos maiores símbolos da história e da cultura chinesa de uma maneira envolvente e sensorial.

Criada pela YDreams Global, a exposição transforma a visita em uma viagem por séculos de história, sem sair da cidade. Ao longo do percurso, o público conhece as origens e as transformações da Grande Muralha durante diferentes dinastias chinesas, além de descobrir curiosidades sobre a Rota da Seda e a importância da construção para a cultura da China.

Mais do que observar imagens e acompanhar informações históricas, os visitantes são convidados a interagir com os conteúdos e explorar a exposição por diferentes sentidos. Projeções em grande escala, recursos audiovisuais e mapas digitais se combinam a instalações que podem ser tocadas e sentidas, tornando a experiência especialmente interessante para o público infantil.

A proposta é aproximar as crianças da história e de outras culturas de forma lúdica, despertando a curiosidade e incentivando novas descobertas. Para os adultos, a visita também é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e vivenciar uma experiência cultural em família.

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Outro destaque é a acessibilidade. A exposição conta com conteúdos em braille, elementos táteis e instalações que permitem explorar a mostra pelo toque, ampliando as possibilidades de participação de diferentes públicos.

“Quando falamos em democratizar o acesso à cultura, precisamos pensar também em como cada pessoa pode vivenciar uma experiência cultural. A acessibilidade faz parte desse compromisso. Queremos que o Instituto CPFL seja um espaço aberto, em que diferentes públicos possam se aproximar da arte, da história e do conhecimento com autonomia e por diferentes caminhos. Uma exposição que pode ser vista, ouvida, tocada e sentida amplia essas possibilidades e torna essa experiência ainda mais significativa”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.

A mostra integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa cultural do Instituto CPFL que, desde 2016, promove a aproximação entre os dois países por meio de atividades ligadas à arte, à filosofia, à música, à literatura e a outras manifestações culturais. Em 2026, a programação ganha um significado especial ao fazer parte das celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.

Além da visitação gratuita e espontânea, escolas e instituições podem agendar visitas guiadas, com percursos organizados de acordo com as características de cada grupo. A atividade é uma alternativa para ampliar o contato de crianças e jovens com a história e a cultura por meio de uma experiência educativa e interativa.

Para as famílias que procuram uma programação diferente neste mês das crianças, a exposição é uma oportunidade de aprender, explorar e se divertir juntos. A visitação segue até 31 de outubro, no Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.

Serviço
Exposição “A Grande Muralha da China”
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: até 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e feriados.
Visitas guiadas: disponíveis para escolas e instituições, mediante agendamento.

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Dores invisíveis vividas pelos médicos podem se transformar em problemas perceptíveis de saúde

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Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, rotina clínica, expectativas sobre a medicina, entre outros fatores, tendem a desencadear problemas graves de saúde

A comunicação de más notícias diante da avaliação de um diagnóstico, o relacionamento com pacientes críticos combinado com excesso de trabalho, pressão por consultas mais rápidas e remunerações nem sempre justas são algumas situações na prática médica que convergem para o que a ciência chama de dores invisíveis. “Mas nem sempre o especialista habituado a investigar, diagnosticar, tratar e acompanhar desfechos clínicos dos pacientes percebe que suas dores invisíveis, quando acumuladas, podem evoluir para dores perceptíveis”, afirma o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica.

A opção pela medicina, e posteriormente a escolha de uma especialidade específica, segundo Daniel Buttros, também presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), são motivadas por um ideal. “Ainda na faculdade, no entanto, o futuro médico não é preparado para o impacto emocional que a profissão exige, tampouco pela pressão por um status de doutor”, ressalta.

Ao avaliar as motivações para a carreira, a escolha da especialidade e as atitudes em relação à atenção primária entre estudantes do 1º ao 4º ano de uma faculdade norte-americana de medicina, estudo publicado pela revista BMC Medical Education constatou que o idealismo diminuiu durante a formação médica. Em contrapartida, o emprego e a segurança profissional ganharam importância, a dívida estudantil passou a pesar mais na escolha da especialidade e as atitudes negativas em relação à atenção primária aumentaram.

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A deterioração do idealismo durante a formação médica também foi objeto de estudo em uma publicação apresentada pela Medical Teacher. A investigação observou que o chamado currículo informal, que contempla conversas, exemplos e experiências cotidianas, assim como o currículo oculto, ou “o que a cultura ensina sem dizer” a partir de normas, hierarquias, valores e comportamentos tolerados, estiveram presentes em todos os níveis de formação. No entanto, o estudo mostrou que entre os estudantes havia a percepção de que algumas especialidades eram privilegiadas em detrimento de outras. “Os entrevistados também notaram que hierarquias eram reforçadas e comportamentos não profissionais poderiam ser normalizados”, destaca Buttros.

No exercício da medicina, o mastologista observa que “cada paciente que sai de um atendimento leva um pouco do médico em termos de esperança e deixa um pouco da dor dela no consultório”. Esta realidade profissional, que acaba que se fundindo com a vida pessoal, quase sempre vem acompanhada de consequências. Em muitas situações, as dores invisíveis podem resultar, como destaca o especialista, em fadiga de compaixão, que é o estado de tensão e preocupação relacionado à exposição repetida ao sofrimento e ao trauma dos pacientes. O burnout, relacionado às condições e ao ambiente de trabalho, também é um quadro possível.

Daniel Buttros enumera outras manifestações advindas das dores invisíveis. “Há a ‘hiperativação’, caracterizada por hipervigilância, que coloca o médico em alerta mesmo fora do hospital.” Na chamada “evitação”, o profissional tende a se afastar de situações e experiências emocionalmente difíceis do cuidado. “Uma terceira manifestação é a ‘revivência’. São pensamentos persistentes ou intrusivos sobre experiências difíceis.”

As dores invisíveis requerem dos médicos uma atenção precoce de que algo pode se transmutar em dores perceptíveis. “Fadiga de compaixão e burnout, por exemplo, podem ser prevenidos e tratados”, diz o mastologista. “Cuidar da regulação emocional, estabelecer uma rotina voltada à saúde física, ter um tempo fora do trabalho, praticar mindfulness e lançar mão de estratégias de resiliência são mais que indicados.”

Por fim, Daniel Buttros ressalta que as dores invisíveis são muito presentes e de difícil mensuração entre os profissionais da medicina. E conclui: “Os médicos não necessitam carregar um castelo nas costas. Precisam, sim, buscar cuidado e entender que situações vividas na carreira pedem acolhimento.”

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