Entretenimento
4ª etapa do Campeonato San Marino reúne 63 pilotos e mantém alto nível das disputas em Paulínia
Rodada no Kartódromo Internacional San Marino mais uma vez teve disputas intensas e grids competitivos
O Campeonato San Marino realizou no último sábado, 09, a quarta etapa da temporada 2026 no Kartódromo Internacional San Marino, em Paulínia (SP). Com 63 pilotos inscritos distribuídos em 10 categorias, a competição manteve a boa média de participantes e reforçou o sucesso da terceira temporada do torneio, já consolidado como o maior e principal campeonato oficial de kartismo do interior de São Paulo.
Mais uma vez, o público presente acompanhou corridas equilibradas, disputas intensas e grids competitivos ao longo de todo o dia. Em praticamente todas as categorias, os pilotos protagonizaram grandes “pegas”, evidenciando o alto nível técnico da competição em 2026.
Na F4 Senior, o multicampeão Alain Sisdeli garantiu a vitória da etapa, seguido por Davi Pisani e João Gabriel. Já na F4 Super Senior, Maurício Guzzo conquistou o topo do pódio, com Rodrigo De Giovanni em segundo e Rene Rocha fechando os três primeiros.
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A F4 Grand Super Senior teve Marcelo Valle como vencedor da etapa, seguido por Marcelo Arruda, Gustavo Mattedi e João Alexandre. Na F4 60+, Adilson Alencar confirmou a vitória da categoria. Na F4 Graduado, Guilherme Bailon venceu a etapa.
Entre os pilotos da F4 Júnior, Pietro Belizario levou a melhor após boas disputas ao longo das baterias. Fran Infanger terminou na segunda colocação, seguido por João Lucas Costa, Lucas Perini e Leo Weyler.
A categoria Mirim voltou a proporcionar corridas equilibradas e muita emoção. Augusto Nogueira conquistou a vitória da etapa, com Anthony Conche em segundo, Noah Herman em terceiro, Max Maximino em quarto e Ricco Ferri completando o Top 5.
Na Cadete, Luiz Moro foi o vencedor após mais uma atuação consistente. Inácio Lopes terminou em segundo, seguido por Antonio Rovai, Joaquim Davo e Gui Giusti.
Com um dos grids mais competitivos do campeonato, a F4 Sprinter entregou grandes disputas do início ao fim. Juliano Pinto conquistou a vitória da etapa, seguido por Feliphi Frois, Rafael Schincariol, Rapha Fiore e Lorenzo Mazzetti.
Fechando a programação, a categoria Shifter teve João Fornaro como vencedor. Nicolas Fabris terminou na segunda colocação, com Marcelo Arruda em terceiro e Rodrigo De Giovanni em quarto.
“O campeonato vem apresentando uma evolução muito grande a cada temporada. Estamos vendo grids cada vez mais competitivos e novos pilotos dentro da pista. Essas quatro primeiras etapas mostraram o quanto o Campeonato San Marino cresceu e se consolidou no kartismo paulista. Isso é resultado do trabalho de toda a equipe, dos parceiros e, principalmente, da confiança dos pilotos e equipes que acreditam no nosso projeto”, destacou Paulo Maso, gestor do Kartódromo Internacional San Marino.
O Campeonato San Marino conta com supervisão, vistoria técnica e diretores de prova da Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP), além de motores RBC lacrados e sorteados, transmissão ao vivo de todas as etapas no YouTube do kartódromo, cobertura fotográfica profissional e ampla divulgação na imprensa especializada e regional. A quinta etapa da temporada está marcada para o próximo dia 6 de junho.
O campeonato tem o apoio de Mega Kart, Kart Machine, Dias Diesel, ToyKids, Hello Next, YHBrasil e Gandolfo Estúdio.
Confira os resultados de pódio:
F4 SENIOR
1º Alain Sisdeli
2º Davi Pisani
3º João Gabriel
F4 SUPER SENIOR
1º Maurício Guzzo
2º Rodrigo De Giovanni
3º Rene Rocha
F4 GRAND SUPER SENIOR
1º Marcelo Valle
2º Marcelo Arruda
3º Gustavo Mattedi
4º João Alexandre
F4 60+
1º Adilson Alencar
F4 GRADUADO
1º Guilherme Bailon
F4 JUNIOR
1º Pietro Belizario
2º Fran Infanger
3º João Lucas Costa
4º Lucas Perini
5º Leo Weyler
MIRIM
1º Augusto Nogueira
2º Anthony Conche
3º Noah Herman
4º Max Maximino
5º Ricco Ferri
CADETE
1º Luiz Moro
2º Inácio Lopes
3º Antonio Rovai
4º Joaquim Davo
5º Gui Giusti
F4 SPRINTER
1º Juliano Pinto
2º Feliphi Frois
3º Rafael Schincariol
4º Rapha Fiore
5º Lorenzo Tozoni Mazzetti
SHIFTER
1º João Fornaro
2º Nicolas Fabris
3º Marcelo Arruda
4º Rodrigo De Giovanni
Fotos: Fernando CamargoTexto: Práxis Mídia
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Entretenimento
Fórmula Vee estreia em Cascavel com rodada dupla do Campeonato Paulista de Automobilismo
Categoria disputa as 6ª e 7ª etapas da temporada no Autódromo Zilmar Beux, de 15 a 18 de outubro, em sua primeira participação na cidade pelo campeonato
A Fórmula Vee estreia com rodada dupla na cidade de Cascavel (PR) nesta sexta-feira, 16, pelo Campeonato Paulista de Automobilismo. As provas da 6ª e 7ª etapas da temporada serão realizadas nos dias 16 e 18 de outubro, levando os monopostos da categoria ao tradicional Autódromo Zilmar Beux.
A estreia em Cascavel representa, também, uma oportunidade para a Fórmula Vee ampliar sua presença no automobilismo nacional e apresentar a categoria a um novo público. O tradicional circuito paranaense é considerado um dos mais velozes, tradicionais e desafiadores do automobilismo brasileiro, com 3.058 metros de extensão e sentido anti-horário, com um traçado reconhecido pelas altas velocidades e pelo desafio que proporciona aos pilotos. Entre os pontos de maior destaque está o chamado “bacião”, uma das curvas mais exigentes do circuito, pois é feita em declive.
Para o organizador e sócio da Fórmula Vee, João Pedro Morato, a estreia representa um momento importante para a categoria e para os pilotos.
“Estamos muito animados para levar a Fórmula Vee pela primeira vez ao Campeonato Paulista, em Cascavel. É um autódromo tradicional, de alta velocidade e que exige bastante dos pilotos, então será um desafio novo para todos. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade importante de mostrar a Fórmula Vee em uma pista que tem uma história muito forte no automobilismo brasileiro. Esperamos um grande evento e uma etapa marcante para a categoria”, destaca.
Reta final da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
A programação de Cascavel faz parte da reta final da temporada 2026 da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo. A etapa começou com dois treinos livres oficiais e tomada de tempos classificatória, na quinta-feira (15). As duas primeiras corridas, referentes à 6ª etapa, serão realizadas nesta sexta (16) e as últimas provas da 7ª etapa acontecem no domingo (18).
Depois da passagem pelo Paraná, a competição terá sua rodada final no Autódromo de Interlagos, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, encerrando a temporada da modalidade no Paulista de Automobilismo.
SERVIÇO
6ª e 7ª etapas da Fórmula Vee no Campeonato Paulista de Automobilismo
Quando: 15 a 18 de outubro de 2026
Local: Autódromo Zilmar Beux – Cascavel PR
Atividades:
6ª etapa – 16/10 (sexta-feira)
Corrida 1 – 7h35
Corrida 2 – 13h05
7ª etapa – 18/10 (domingo)
Corrida 1 – 7h30
Corrida 2 – 15h05
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Entretenimento
Mês das crianças: exposição imersiva leva famílias a uma viagem pela história da Grande Muralha da China em Campinas
Em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, atração gratuita reúne tecnologia, interatividade e experiências sensoriais para aproximar crianças e adultos da cultura chinesa
Que tal aproveitar o mês das crianças para fazer um passeio que une cultura, diversão e conhecimento? Em Campinas, a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, oferece uma experiência diferente para famílias que buscam opções gratuitas de lazer e entretenimento. Com projeções, mapas digitais, instalações interativas, sons, aromas e texturas, a mostra convida crianças, jovens e adultos a conhecer um dos maiores símbolos da história e da cultura chinesa de uma maneira envolvente e sensorial.
Criada pela YDreams Global, a exposição transforma a visita em uma viagem por séculos de história, sem sair da cidade. Ao longo do percurso, o público conhece as origens e as transformações da Grande Muralha durante diferentes dinastias chinesas, além de descobrir curiosidades sobre a Rota da Seda e a importância da construção para a cultura da China.
Mais do que observar imagens e acompanhar informações históricas, os visitantes são convidados a interagir com os conteúdos e explorar a exposição por diferentes sentidos. Projeções em grande escala, recursos audiovisuais e mapas digitais se combinam a instalações que podem ser tocadas e sentidas, tornando a experiência especialmente interessante para o público infantil.
A proposta é aproximar as crianças da história e de outras culturas de forma lúdica, despertando a curiosidade e incentivando novas descobertas. Para os adultos, a visita também é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e vivenciar uma experiência cultural em família.
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Outro destaque é a acessibilidade. A exposição conta com conteúdos em braille, elementos táteis e instalações que permitem explorar a mostra pelo toque, ampliando as possibilidades de participação de diferentes públicos.
“Quando falamos em democratizar o acesso à cultura, precisamos pensar também em como cada pessoa pode vivenciar uma experiência cultural. A acessibilidade faz parte desse compromisso. Queremos que o Instituto CPFL seja um espaço aberto, em que diferentes públicos possam se aproximar da arte, da história e do conhecimento com autonomia e por diferentes caminhos. Uma exposição que pode ser vista, ouvida, tocada e sentida amplia essas possibilidades e torna essa experiência ainda mais significativa”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.
A mostra integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa cultural do Instituto CPFL que, desde 2016, promove a aproximação entre os dois países por meio de atividades ligadas à arte, à filosofia, à música, à literatura e a outras manifestações culturais. Em 2026, a programação ganha um significado especial ao fazer parte das celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.
Além da visitação gratuita e espontânea, escolas e instituições podem agendar visitas guiadas, com percursos organizados de acordo com as características de cada grupo. A atividade é uma alternativa para ampliar o contato de crianças e jovens com a história e a cultura por meio de uma experiência educativa e interativa.
Para as famílias que procuram uma programação diferente neste mês das crianças, a exposição é uma oportunidade de aprender, explorar e se divertir juntos. A visitação segue até 31 de outubro, no Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.
Serviço
Exposição “A Grande Muralha da China”
Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: até 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e feriados.
Visitas guiadas: disponíveis para escolas e instituições, mediante agendamento.
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Dores invisíveis vividas pelos médicos podem se transformar em problemas perceptíveis de saúde
Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, rotina clínica, expectativas sobre a medicina, entre outros fatores, tendem a desencadear problemas graves de saúde
A comunicação de más notícias diante da avaliação de um diagnóstico, o relacionamento com pacientes críticos combinado com excesso de trabalho, pressão por consultas mais rápidas e remunerações nem sempre justas são algumas situações na prática médica que convergem para o que a ciência chama de dores invisíveis. “Mas nem sempre o especialista habituado a investigar, diagnosticar, tratar e acompanhar desfechos clínicos dos pacientes percebe que suas dores invisíveis, quando acumuladas, podem evoluir para dores perceptíveis”, afirma o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica.
A opção pela medicina, e posteriormente a escolha de uma especialidade específica, segundo Daniel Buttros, também presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), são motivadas por um ideal. “Ainda na faculdade, no entanto, o futuro médico não é preparado para o impacto emocional que a profissão exige, tampouco pela pressão por um status de doutor”, ressalta.
Ao avaliar as motivações para a carreira, a escolha da especialidade e as atitudes em relação à atenção primária entre estudantes do 1º ao 4º ano de uma faculdade norte-americana de medicina, estudo publicado pela revista BMC Medical Education constatou que o idealismo diminuiu durante a formação médica. Em contrapartida, o emprego e a segurança profissional ganharam importância, a dívida estudantil passou a pesar mais na escolha da especialidade e as atitudes negativas em relação à atenção primária aumentaram.
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A deterioração do idealismo durante a formação médica também foi objeto de estudo em uma publicação apresentada pela Medical Teacher. A investigação observou que o chamado currículo informal, que contempla conversas, exemplos e experiências cotidianas, assim como o currículo oculto, ou “o que a cultura ensina sem dizer” a partir de normas, hierarquias, valores e comportamentos tolerados, estiveram presentes em todos os níveis de formação. No entanto, o estudo mostrou que entre os estudantes havia a percepção de que algumas especialidades eram privilegiadas em detrimento de outras. “Os entrevistados também notaram que hierarquias eram reforçadas e comportamentos não profissionais poderiam ser normalizados”, destaca Buttros.
No exercício da medicina, o mastologista observa que “cada paciente que sai de um atendimento leva um pouco do médico em termos de esperança e deixa um pouco da dor dela no consultório”. Esta realidade profissional, que acaba que se fundindo com a vida pessoal, quase sempre vem acompanhada de consequências. Em muitas situações, as dores invisíveis podem resultar, como destaca o especialista, em fadiga de compaixão, que é o estado de tensão e preocupação relacionado à exposição repetida ao sofrimento e ao trauma dos pacientes. O burnout, relacionado às condições e ao ambiente de trabalho, também é um quadro possível.
Daniel Buttros enumera outras manifestações advindas das dores invisíveis. “Há a ‘hiperativação’, caracterizada por hipervigilância, que coloca o médico em alerta mesmo fora do hospital.” Na chamada “evitação”, o profissional tende a se afastar de situações e experiências emocionalmente difíceis do cuidado. “Uma terceira manifestação é a ‘revivência’. São pensamentos persistentes ou intrusivos sobre experiências difíceis.”
As dores invisíveis requerem dos médicos uma atenção precoce de que algo pode se transmutar em dores perceptíveis. “Fadiga de compaixão e burnout, por exemplo, podem ser prevenidos e tratados”, diz o mastologista. “Cuidar da regulação emocional, estabelecer uma rotina voltada à saúde física, ter um tempo fora do trabalho, praticar mindfulness e lançar mão de estratégias de resiliência são mais que indicados.”
Por fim, Daniel Buttros ressalta que as dores invisíveis são muito presentes e de difícil mensuração entre os profissionais da medicina. E conclui: “Os médicos não necessitam carregar um castelo nas costas. Precisam, sim, buscar cuidado e entender que situações vividas na carreira pedem acolhimento.”
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